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Agronegócio

Preço do milho atinge recorde; em março, cereal subiu 13%

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Oferta restrita do grão mantém os preços em movimento de alta desde setembro do ano passado; desenvolvimento das lavouras de segunda safra preocupa

Foto: Governo do Acre

A oferta de milho segue restrita no Brasil, contexto que mantém os preços em movimento de alta desde setembro do ano passado. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que, mesmo com a colheita da safra de verão se aproximando do fim, muitos produtores têm preferido negociar a soja em detrimento do milho.

Vendedores do cereal estão afastados do mercado, na expectativa de que os valores continuem avançando nas próximas semanas, fundamentados nos baixos estoques de passagem e em problemas na oferta de milho de primeira safra, que reduziram a disponibilidade do cereal neste momento. Além disso, há preocupação com o desenvolvimento das lavouras de segunda safra. Compradores, por sua vez, precisam repor estoques de curto prazo e, para isso, acabam cedendo e reajustando positivamente os preços.

Nessa terça, o indicador Esalq/BM&FBovespa com base em Campinas (SP) atingiu R$ 60,14 por saca de 60 quilos, o maior valor nominal da série histórica do Cepea para esse produto, iniciada em agosto de 2004. Já em termos reais (valores atualizados pelo IGP-DI), o maior patamar deflacionado da série do Cepea, de R$ 68,50 saca, foi verificado em dezembro de 2007. Em março, o indicador registrou alta de quase 13%.

Fonte: Canal Rural

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Agronegócio

Horta em casa: em tempos de pandemia, como cultivar para uma boa alimentação

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Um dos benefícios de se plantar em casa é aumentar a gama de alimentos orgânicos consumidos.

Plantar em casa as mais diversas variedades de ervas para chás, temperos, legumes, verduras e frutas é uma boa alternativa para o bolso e para a saúde. Afinal, um pequeno espaço no quintal ou até mesmo no apartamento pode se transformar em uma hortinha e virar uma rotina que coloca alimento fresco à mesa. Em tempos de pandemia da Covid-19, esse cultivo caseiro além dos benefícios acima, também pode virar passatempo.

No caso de Rita Silva, de 53 anos, ter um espaço verde em qualquer canto alegra a casa e rende colheitas fartas. Com conhecimento passado de geração para geração, cultiva ervas para chás, temperos e até pé de figo no apartamento que mora em Uberlândia.

“Todo mundo pergunta por que eu tenho um pé de figo em casa. Pode não dar figo aqui no apartamento, sei que é complicado, mas é pelo prazer de ver sair do solo, do jeito que cresce. No apartamento, já plantei e colhi rabanete, cebolinha, cebola, alho, morango, batata doce, entre outros. Acho que uma casa sem planta fica sem graça, é como uma macarronada sem queijo”, contou a estudante de serviço sociais.

Luciano Caixeta durante atendimento a horta em Tupaciguara — Foto: Reprodução/Instagram

Luciano Caixeta durante atendimento a horta em Tupaciguara — Foto: Reprodução/Instagram

O professor e mestre do curso de Agronomia da Unipac, de Uberlândia, Luciano Caixeta, explicou que as hortas da região do Triângulo Mineiro são mais voltadas para temperos e ervas para chás. Cultivos que cabem em locais pequenos e crescem rápido.

“Na nossa região, as pessoas gostam muito de temperos caseiros, como salsinha, cebolinha, hortelã. São plantas que vão rápido. Mas também tem os tomatinhos cereja, que vão bem tanto em casa, quanto em pequenas hortas. Para chás, as pessoas gostam de hortelã, poejo, que cabem em uma sacada, em uma jardineira, e plantam em casa”, explicou o professor.

Benefícios

Um dos benefícios de se plantar em casa é aumentar a gama de alimentos orgânicos consumidos. A nutricionista de Uberlândia, Camilla Borges, reforçou esse discurso e vê motivação extra tanto para a pessoa que tem a iniciativa, quanto para a família na busca de novos hábitos na alimentação.

“Plantar em casa pode ser o início da mudança para as pessoas adotarem hábitos mais saudáveis na alimentação. Quem tiver criança em casa também é importante envolvê-la em todo o processo de construção da horta, do plantio, de colher o alimento, para que ela entenda de onde vem o alimento até chegar à nossa mesa. Isso permite que a gente desenvolva um novo hobby, uma atividade que faz bem para a saúde como um todo”, pontou a nutricionista.

Como plantar em casa

Além de um espaço, alguns itens são necessários para se cultivar uma horta em casa:

  • um vaso ou jardineira
  • pedriscos
  • e terra vegetal.

O próximo passo é escolher entre sementes e mudas. A incidência de luz solar também faz diferença.

“Em lojas de preços populares conseguimos encontrar jardineiras e pedriscos. O pedrisco vai no fundo da jardineira para não acumular água. Depois do pedrisco entra a terra vegetal por cima, aí já pode plantar. É bom lembrar que a maioria das culturas precisa de sol, como as hortaliças. Elas não podem pegar sombra. Se moro em um apartamento que não pega sol, apenas luminosidade, essas plantas não podem ser plantadas”, explicou Luciano Caixeta.

Rita Silva tem duas varandas em casa e escolhe a com mais incidência de luz solar em cada época do ano — Foto: Lucas Papel/G1

Rita Silva tem duas varandas em casa e escolhe a com mais incidência de luz solar em cada época do ano — Foto: Lucas Papel/G1

A vantagem dessas hortinhas é que elas resistem às épocas do ano, desde que sejam criadas condições para tal. A umidade, por exemplo, é outro fator a ser considerado ao iniciar uma plantação.

“Não tem muita época (para plantar). O tomate, por exemplo, não gosta de muita umidade. Se eu tenho uma sacada ou uma horta pequena eu consigo controlar essa água no tomate. Esse período agora é muito propício para as folhas, como rúcula, hortelã, alface, brócolis, couve-flor, porque não tem muita umidade”, completou o professor.

Um pouco de conhecimento com profissionais, livros ou buscas na internet também ajuda, assim como a troca de experiências com quem já cultiva. Rita Silva tem esse costume, mas traz ensinamentos, principalmente, da avó e da mãe.

“Fui aprendendo com os antigos. Morei com minha avó na adolescência e lá tinha muita planta. O café nosso era colhido no quintal. Tinha pêssego, figo, pés enormes, e uma horta. Minha mãe também gostava, plantava jiló e tomate que dava para distribuir para a cidade inteira (risos)”.

Dicas sobre chás e temperos

Muitas das ervas utilizadas na produção de chás são usadas para diminuir a ansiedade e a tensão. A nutricionista Camilla Borges também destaca outras propriedades, que podem estar plantadas no quintal ou na varanda de casa.

“Os chás de camomila, maracujá, capim-limão, valeriana, podem nos auxiliar a reduzir o estresse, a ansiedade, uma vez que esses chás têm propriedades ansiolíticas, sedativas e calmantes e podem ser muito úteis principalmente nesse momento que estamos vivendo. Outros chás como o chá verde, preto e mate, podem nos ajudar a ter mais disposição no dia a dia. De uma maneira geral, estudos mostram que os chás podem ter ação antioxidante, efeito protetor contra doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer”, comentou.

Chás de ervas caseiros têm inúmeras propriedades — Foto: Unsplash/Divulgação

Chás de ervas caseiros têm inúmeras propriedades — Foto: Unsplash/Divulgação

A receita caseira de Rita Alves é o chá de tanchagem, planta que atua contra diversas infecções, como a das vias respiratórias.

“O chá de tanchagem é simplesmente ferver a folha e tomar como se fosse um comprimido à noite. Se tiver sinusite e tomar, no outro dia sai tudo, descongestiona. Para a garganta, infecção urinária, ele é bom. Não existe uma proporção, é por rumo, igual os antigos. Se for muita folha, muita água, menos folha, menos água. Mas tem que usar as folhas mais velhas”, explicou Rita.

Dos chás para os temperos, cultivar plantas como alecrim, tomilho, orégano, hortelã, é uma boa saída para diminuir o consumo de sal na comida, que é muito alto pelos brasileiros, como explicou Camilla Borges.

“É importante que os temperos naturais substituam o sal na nossa alimentação. A Organização Mundial da Saúde recomenda que o consumo de sal diário seja equivalente a uma colher de chá (5g), e a média de consumo dos brasileiros é de 12g. O excesso do consumo de sal está ligado a hipertensão, problemas renais e infarto, por exemplo”, finalizou a nutricionista.

Por Lucas Papel, G1 Triângulo e Alto Paranaíba

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Agronegócio

Governo de Rondônia busca diálogo com produtores de leite para evitar crises no setor

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O governo de Rondônia se mantêm firme na busca conjunta de soluções para questões do setor do agronegócio do leite

A pandemia da Covid-19 vem causando repercussões, não apenas de ordem biomédica e epidemiológica em escala global, mas também impactos sociais, culturais, políticos, históricos e principalmente na economia, como é o caso do setor de produção de leite no Estado de Rondônia. Por este motivo, é de suma importância neste momento de crise, a busca por alternativas e ações que ajudem a superar este momento difícil.

De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), há constantemente o diálogo com as entidades representativas de produtores rurais e indústrias lácteas para que, em conjunto, sejam encontradas as melhores formas para fomentar a produção leiteira no Estado.

“Através do Fundo Proleite, algumas ações estão sendo executadas para fortalecer o setor, tais como, o investimento em assistência técnica especializada para a pecuária de leite, recuperação da usina de nitrogênio de Porto Velho e Ouro Preto do Oeste, aquisição de equipamentos para a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural), que serão usados no setor, e pagamento do serviço de transporte de calcário adquirido pelo produtor de leite, bem como, a destinação de R$ 5 milhões do Fundo Proleite para aquisição de leite e derivados pelo Programa Estadual de Aquisição de Alimentos (PAA), que garantirá comercialização e renda para o produtor e a contratação do serviço de elaboração do preço de referência do leite em Rondônia, para subsidiar a negociação do preço entre produtor e indústria, através do Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite do Estado de Rondônia (Conseleite), que congrega representantes das indústrias e dos produtores”, enfatiza o secretário Evandro Padovani.

O Comitê de Crise de Leite, criado pela Seagri, tem envidado todos os esforços e mantido contato com as indústrias para evitar as reduções no preço do leite, tendo algumas delas colaborado e concordado com as sugestões.

“As notícias de paralisação por parte dos produtores rurais são preocupantes por conta do abastecimento do produto, mas reconhecemos o direito do produtor em relação ao destino de sua produção, no entanto pedimos que evitem o fechamento de vias ou impedimento de trânsito de veículos, pois entendemos que o diálogo ainda é o melhor caminho para soluções conjuntas de crises como a que estamos vivendo”, disse Padovani.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia

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Agronegócio

Dia Mundial do Leite, uma data para ser muito comemorada

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No Brasil, a data ganha cada vez mais força diante da importância do leite para a economia do país.

No dia 1° de junho é comemorado o Dia Mundial do Leite. A data foi criada em 2001, pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU, da sigla em inglês), com o objetivo de incentivar o consumo de lácteos à população mundial. A escolha de 1º de junho se deu porque já era o dia que diversos países, a maioria da União Europeia, comemoravam o Dia Nacional do Leite. É também no velho continente em que ocorre a maior parte das celebrações voltadas em grande parte ao incentivo ao consumo pelas crianças.

No Brasil, a data ganha cada vez mais força diante da importância do leite para a economia do país. O leite está entre os seis primeiros produtos mais importantes da agropecuária brasileira, ficando à frente de produtos tradicionais como café beneficiado e arroz. O Agronegócio do Leite e seus derivados desempenham um papel relevante no suprimento de alimentos e na geração de emprego e renda para a população. A produção atual está em torno de 33,6 bilhões de litros anuais. O rebanho leiteiro brasileiro é o segundo maior do mundo, ficando atrás apenas do da Índia. São cerca de 70 milhões de animais utilizados na pecuária de leite, entre vacas, novilhas, bezerras e touros.

Ao se mensurar a força do setor leiteiro na geração de empregos no Brasil, os números são ainda mais impressionantes. Mais de um milhão de propriedades rurais no país exploram o leite. A geração direta de empregos (setor produtivo) supera a casa dos quatro milhões, fora outros elos da cadeia leiteira como logística, insumos, comércio, pesquisa, etc. Tal impacto supera setores tradicionais e importantes para a economia nacional, como a construção civil e as indústrias automobilística e têxtil.

O índice de crescimento da produção brasileira é também motivo de orgulho. Em 1961, o Brasil produzia pouco mais de cinco bilhões de leite. Em 2015, atingiu 35 bilhões de litros, um aumento de sete vezes em pouco mais de cinco décadas. As exportações brasileiras aumentaram com a abertura de novos mercados, como a China e a Rússia, que são os maiores consumidores de produtos lácteos do mundo. O país faturou US $ 167,90 milhões em 2016 e só nos quatro primeiros meses deste ano a conta já está em US $ 44, 3 milhões.

Para a saúde, a importância do leite na alimentação é reconhecida desde os primórdios da humanidade. Como afirmou o filósofo da Grécia Antiga, Hipócrates, considerado o Pai da medicina, “é um alimento muito próximo da perfeição”. Rico em proteína e carboidrato, o leite é considerado o principal alimento fonte de cálcio para a nutrição humana. Para suprir as necessidades diárias de cálcio, a FAO/ONU recomenda consumir três porções de lácteos por dia ou 1000 mg. O ideal é ingerir um copo de 200 ml da bebida, uma fatia de queijo de 50 gramas e um iogurte.
Fontes: Embrapa Gado de Leite, IBGE, CNA e Milkpoint

Marcos La Falce (36038330)
Embrapa Gado de Leite
Telefone: 32991021452

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