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Agronegócio

Colheita do café se aproxima e Secretaria de Agricultura orienta produtores de Rondônia

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O período de maturação e colheira inicia-se oficialmente em abril

Diante do quadro de calamidade pública estabelecido pelo Decreto 24.887 de 20 março de 2020, o Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), emitiu na segunda-feira (23) uma notificação recomendatória para orientar os cafeicultores sobre o período de maturação e colheita que se inicia oficialmente no mês de abril, regulamentado pela Lei Estadual nº 3.516, de 17 de março de 2015.

A recomendação trata sobre os trabalhos de colheita, secagem, transporte e comercialização do café de Rondônia, considerando que a cafeicultura é uma das principais atividades agrícolas do Estado praticada predominantemente por agricultores familiares.

Segundo o secretário da Seagri, Evandro Cesar Padovani, “esta é uma das maiores safras da história e não faltará alimentos de qualidade nas gôndolas de mercados. Quero tranquilizar a toda a população de que todas as indústrias instaladas no Estado estão trabalhando, e nossos produtores também, seja da agricultura empresarial ou familiar”.

Padovani enfatiza que a produção agrícola está respondendo e que a população deve ficar tranquila.

“Vamos cuidar das nossas famílias, ficando em casa e acompanhando a determinação dos nossos agentes da saúde, e com certeza nós vamos vencer mais esse desafio desse inimigo, o coronavírus”, declarou.

Na notificação recomendatória, a Seagri elenca 13 cuidados para o trabalho no campo:

  1. Aguardar o máximo possível para iniciar a colheita do café. Iniciar somente quando pelo menos 80% dos grãos estiverem maduros (cereja);
  2. Colher o café por clones. Começar pelos mais precoces, depois os intermediários e por fim os tardios;
  3. Evitar aglomerações de pessoas. Manter distância mínima de 2 m (dois metros) entre os trabalhadores. Utilizar estratégias como a divisão dos colhedores por talhões ou carreiras;
  4. Não realizar contato físico com outros trabalhadores;
  5. Adotar cuidados pessoais frequentes, sobretudo da lavagem das mãos com água e sabão;
  6. Não compartilhar objetos pessoais, tais como: copos, talheres, toalhas, entre outros;
  7. Atentar aos cuidados básicos de higienização pessoal e realizar a limpeza minuciosa diária de todos os equipamentos, componentes, peças e utensílios em geral ao final do manuseio. Utilizar preferencialmente água e sabão para a higienização;
  8. As pessoas do grupo de risco deverão ser dispensadas das atividades e permanecer em suas casas. São consideradas do grupo de risco: pessoas com 60 ou mais anos de idade, pessoas com doenças crônicas, pessoas com histórico de doenças respiratórias, e mulheres grávidas;
  9. Se houver a necessidade de contratação de prestadores de serviço, fornecer Equipamentos de Proteção Individual (EPI), disponibilizar de todos os insumos, como álcool gel 70% (setenta por cento), máscaras e demais equipamentos recomendados para a manutenção de higiene pessoal e prevenção ao Covid-19 aos trabalhadores;
  10. Se houver a necessidade de transporte de trabalhadores de forma coletiva ou individual, este não deverá exceder à metade da capacidade de passageiros sentados do veículo e os mesmos deverão utilizar máscaras;
  11. Referente à secagem e comercialização, recomenda-se que os contatos para agendamentos sejam realizados via telefone ou e-mail e que os pagamentos sejam realizados por meio eletrônico (transferência bancária ou cartões de crédito e débito);
  12. Em unidades prestadoras de serviço de secagem de café, recomenda-se adotar escalas de trabalho, ou dividir trabalhadores por turnos, afim de evitar aglomerações de pessoas;
  13. As pessoas que apresentarem sintomas definidos como os identificadores do Covid-19, deverão ser inseridos em regime de quarentena, e notificar a Agevisa.

Citando a cafeicultura e toda a agricultura como fonte imprescindível para alimentar a população e gerar riquezas, a notificação diz que a produção não pode parar e que é preciso que cada um faça a sua parte para evitar a disseminação do Covid-19.

Fonte
Texto: Vanessa Farias
Fotos: Rinkon Martins
Secom – Governo de Rondônia

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Agronegócio

Preço do milho atinge recorde; em março, cereal subiu 13%

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Oferta restrita do grão mantém os preços em movimento de alta desde setembro do ano passado; desenvolvimento das lavouras de segunda safra preocupa

Foto: Governo do Acre

A oferta de milho segue restrita no Brasil, contexto que mantém os preços em movimento de alta desde setembro do ano passado. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que, mesmo com a colheita da safra de verão se aproximando do fim, muitos produtores têm preferido negociar a soja em detrimento do milho.

Vendedores do cereal estão afastados do mercado, na expectativa de que os valores continuem avançando nas próximas semanas, fundamentados nos baixos estoques de passagem e em problemas na oferta de milho de primeira safra, que reduziram a disponibilidade do cereal neste momento. Além disso, há preocupação com o desenvolvimento das lavouras de segunda safra. Compradores, por sua vez, precisam repor estoques de curto prazo e, para isso, acabam cedendo e reajustando positivamente os preços.

Nessa terça, o indicador Esalq/BM&FBovespa com base em Campinas (SP) atingiu R$ 60,14 por saca de 60 quilos, o maior valor nominal da série histórica do Cepea para esse produto, iniciada em agosto de 2004. Já em termos reais (valores atualizados pelo IGP-DI), o maior patamar deflacionado da série do Cepea, de R$ 68,50 saca, foi verificado em dezembro de 2007. Em março, o indicador registrou alta de quase 13%.

Fonte: Canal Rural

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Agronegócio

Safra do café para 2020 deve ultrapassar dois milhões de sacas em Rondônia

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A recomendação é que as pessoas mantenham uma distância mínima de dois metros ao fazer a colheita

O café de Rondônia anda em alta. Destaque nacional nos últimos anos, quando rondonienses foram classificados entre os produtores das melhores bebidas de café canéfora, a qualidade da produção e da produtividade vem aumentando no estado.

O levantamento feito em dezembro/2019 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com a Emater-RO, apontaram que a estimativa da safra do café robusta amazônico – característica do café canéfora na região – será de 2.344.119 milhões de sacas, com uma produtividade de 36, 13 sacas por hectare. “Esse levantamento foi feito através de questionários aplicados a cafeicultores de 42 municípios do estado”, diz Rafael Cidade, extensionista da Emater-RO.

A expectativa é grande, porém, há uma preocupação com a atual situação do país com a proliferação do Covid-19 – infecção respiratória causada pelo coronavírus, principalmente agora, no mês de abril, quando se inicia a colheita do café. Atentos à essa situação, a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), tem alertado os produtores rurais sobre os cuidados a serem tomados durante a colheita.

Segundo o secretário da Seagri, Evandro Padovani, 2020 será uma das maiores safras da história de Rondônia e tranquiliza a população dizendo que os produtores continuam trabalhando para garantir o alimento. Para orientar os cafeicultores que devem iniciar suas colheitas nas próximas semanas, Padovani emitiu uma notificação recomendatória onde elenca os principais cuidados na hora de colher os grãos.

Primeiro, o secretário orienta para que o cafeicultor inicie a colheita somente quando pelo menos 80% dos grãos de café estiverem maduros, os cafés devem ser colhidos por clones, iniciando-se pelos mais precoces, depois os intermediários e por fim os mais tardios.

Alertando para a prevenção do coronavírus, a recomendação indica que as pessoas que forem fazer a colheita não tenham contato físico e mantenha uma distância mínima de dois metros, uma da outra, evitando aglomerações e aconselha o uso de estratégias, como a divisão dos trabalhadores por talhões ou carreiras. E, entre outros, aconselha a todos que obedeçam as recomendações das secretarias de saúde nos cuidados pessoais, principalmente com a lavagem das mãos com água e sabão ou álcool gel e que evitem compartilhar utensílios e ferramentas a fim de evitar contaminações.

Com referência à secagem do café e comercialização da produção sugere que os contatos sejam feitos por telefone, e-mails ou outros meios de comunicação, procurando se adequar da melhor forma possível para não haver contatos desnecessários, inclusive com as formas de pagamento podendo ser, por exemplo, por transferências bancárias.

É previsto que a pandemia causada pelo coronavírus poderá resultar em um amplo impacto mundial e que talvez afete todas as cadeias, já que o café é uma bebida consumida no mundo todo, porém não é possível precisar, neste momento, qual será esse impacto, nem a curto e nem a longo prazo, mas devemos considerar que o estado de Rondônia tem na agropecuária um dos maiores alicerces da economia e essa característica tem possibilitado ao Estado, com base nas últimas crises, uma rápida recuperação e crescimento econômico e é o que se espera quando passar mais essa tempestade.

Fonte
Texto: Wania Ressutti
Fotos: Irene Mendes
Secom – Governo de Rondônia

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Fazenda em Rondônia “sai da retranca”, inova e lucra R$ 1 mil por boi

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Entrando em seu oitavo ano desde que foi instituído na Fazenda Evelyn, localizada no distrito de Triunfo, município de Candeias do Jamari-RO, o Programa Touro Zero, idealizado pelo médico veterinário e consultor Ademir Ribeiro, já está perto de encontrar a sua forma final. Isto porque quando foi implementado em 2012, o objetivo era que levasse até dez anos para ajustar todos os ponteiros e trazer para a propriedade o lucro máximo estimado pelo sistema de produção. Em entrevista ao Giro do Boi nesta terça, 31, o consultor Ademir Ribeiro falou sobre a evolução do programa, que no último embarque de gado gordo para a indústria já rendeu à fazenda lucro de R$ 1.000,00 por cabeça.

O programa consiste na engorda intensiva de animais meio-sangue taurinos europeus, como AngusCharolês ou Black Simental para que estejam pronto para o abate antes dos 20 meses de idade com cerca de [email protected] Para os machos chegarem a esta fase da vida produtiva com bom acabamento de gordura, o sistema lança mão da castração ao nascimento (junto à cura do umbigo, veja no link abaixo). Foi por causa da reprodução feita via inseminação artificial e ainda pela castração necessária para o abate dos machos que o programa foi batizado como “Touro Zero”.

“O programa consiste exatamente em planejamento e gestão. Precisamos ter o GMD alto, que é o ganho médio diário e, para isto, nós utilizamos reprodutores taurinos europeus. Estes reprodutores taurinos europeus não trabalham a campo aqui em Rondônia no clima tropical, tipo o Angus, o Charolês, o Simental preto. E estes animais têm um metabolismo endógeno acelerado, tudo que você coloca de comida para eles, eles devoram. Só que em contrapartida, eles têm uma conversão extraordinária. E como o programa é para abate de 14 a 16 meses ou no máximo até 20 meses, que é zero dente, nós precisávamos utilizar animais taurinos europeus e é um sucesso”, resumiu Ribeiro.

O objetivo inicial do projeto, conforme admitiu o veterinário, era a venda de bezerros para recria e engorda, e assim foi ao longo dos cinco primeiros anos, até o surgimento de um protocolo de remuneração que viabilizasse a lucratividade da fazenda caso levasse os animais até a engorda – uma mudança que valeu a pena. Segundo confirmou o veterinário, o último lote abatido pela propriedade com estas características foi feito na Friboi de Vilhena-RO, no Protocolo 1953, em que os animais superprecoces tiveram 19,[email protected] de peso médio com 55% de rendimento de carcaça e lucro que chegou aos R$ 1.000,00 por cabeça, segundo confirmou o consultor.

“E quando você faz um animal desse aí muita gente acha que a conta não fecha e é o contrário. Na verdade, o nosso GMD é gigante. Desde quando nasce, passa de 1 kg por dia, 900 gramas de carcaça dia. E o que acontece? Nós temos um custo no geral, somando tudo, de R$ 2.500,00. Esses animais, quando são abatidos, passam dos R$ 3.500,00, então a questão é fornecer comida com força, fazer ganhar peso e terminar uma carcaça que o mercado quer para carne premium e isto não é fácil”, declarou. Mas apesar do resultado já expressivo, o consultor reconheceu que melhorias ainda precisam ser feitas. “Por isso nós estamos no sétimo ano e ainda não conseguimos chegar no “ponto x” ainda, que vai mais uns três anos para adequar tudo isto”.

Mais recentemente, o confinamento foi adotado como sistema de engorda padrão para o atingimentos das métricas desejadas pelo Programa Touro Zero. Em resumo, Ademir detalhou que os bezerros já são criados com creep-feeding e ração com 20% de proteína. Na desmama, os animais são destinados para o piquetão ou sistema rotacionado, recebendo ração com 1,5% do peso vivo e 17% de proteína. Em cerca de dois meses, ou quando já chegaram às [email protected], são destinados ao confinamento, onde recebem 2% do peso vivo para que estejam terminados para abate a partir dos 14 meses. No cocho, a ração fornecida já vem pronta e batida, sendo composto por ingredientes como milho, farelo de soja, casquinha de soja peletizada, virginiamicina, monensina, tamponantes, vitaminas e os micro e macrominerais.

Segundo o consultor, o fato de os machos serem castrados ao nascimento facilita o manejo ao longo do processo. “O hormônio que desenvolve este animal não é a testosterona até a puberdade, e sim o GH (siga em inglês para growth hormone, ou hormônio do crescimento), que é a somatotropina. Como o Programa Touro Zero são os animais que serão abatidos zero dentes ou dente de leite, não dá nem tempo de ele utilizar como anabolizante a testosterona. Nós transformamos isso no cocho, desde quando ele nasce ele fica numa ração 20%, come à vontade, que aí é o pulo do gato, a nossa recria no pé da vaca. Então quando ele sai dessa vaca aos oito meses, ele já pula para um piquetão numa ração de 1,5% do peso vivo, dois meses depois é pesado. Pesou [email protected], macho e fêmea, confinamento na dieta total, que é com 2% do peso vivo. Então tem que castrar, vai conseguir abater o animal com [email protected], [email protected] […] e vai conseguir com 120 dias de confinamento uma carcaça terminada no padrão da JBS 1953”, comentou Ademir.

Com os ajustes mais recentes do sistema, a fazenda fechou 2019 com 2,3 ua/ha de lotação média e um lucro que chegou aos R$ 1.900,00 por hectare. “Pecuária é um bom negócio para quem investe certo. […] Nós não estamos jogando na retranca, o pecuarista precisa focar em receita e não focar em custo. Tem que sair da retranca. Este é o posicionamento que tem que assumir”, encorajou o veterinário.

Ademir comentou ainda que o sistema, com os devidos ajustes, pode ser aplicado para pecuaristas que desejam usar touros para cobrir vacas a campo, como NeloreSenepolCaracu ou Brahman, que fazem bem a tarefa no clima de Rondônia. Além disto, o consultor disse que é possível fazer a engorda de animais Nelore nas mesmas medidas, com a diferença de que o zebuíno estará em média sempre uma arroba atrasado em relação ao taurino. O essencial, segundo o veterinário, é que o produtor faça o desembolso necessário para o animal ganhar peso e devolver o dinheiro, com lucros, à fazenda.

Fonte: Rorural

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