Conecte-se conosco

Agronegócio

Sem feiras agrícolas, BB antecipa linhas de crédito para próxima safra

Publicado

em

O vice-presidente de Agronegócios e de Governo do BB, João Rabelo, afirmou que o banco começa a usar um sistema que permite a oferta customizada de recursos aos agricultor

Foto: Pixabay

A disseminação do coronavírus no Brasil e as duras medidas adotadas para minimizar seu avanço – população em quarentena, adiamento de eventos, fechamento de estabelecimentos comerciais etc – está levando o Banco do Brasil a acelerar a adoção de medidas de estímulo à contratação de crédito por produtores rurais.

O vice-presidente de Agronegócios e de Governo do BB, João Rabelo, afirmou que o banco começa a usar um sistema que permite a oferta customizada de recursos aos agricultores e que disponibiliza, nesta segunda-feira, 23, linhas que seriam apresentadas na Tecnoshow Comigo, prevista para o período de 30 de março a 3 de abril em Rio Verde (GO), adiada por causa da pandemia.

O sistema analisa a base de clientes rurais e levanta quais equipamentos cada produtor tem, para poder oferecer financiamentos para maquinário novo com as mesmas condições previstas para as feiras agrícolas. “Isso é novo. Seria usado na próxima safra, mas com o adiamento das feiras agrícolas, estamos antecipando o uso dessa solução”, contou Rabelo.

Uma das novidades que o Banco do Brasil apresentaria nas feiras e que foi disponibilizada a produtores nesta segunda-feira é um montante alocado dentro da linha Investe Agro, destinado ao financiamento de pequenos silos e estruturas de estocagem, com taxa de 8,5% ao ano para amortização em até cinco anos e de 9% ao ano para o prazo de oito anos.

Inicialmente o BB ofertará R$ 1 bilhão para a linha, mas, segundo Rabelo, será possível aumentar o volume se houver demanda.Ainda dentro do Investe Agro, o BB libera nesta segunda-feira recursos para financiar a compra de sistemas de irrigação e de energia fotovoltaica. “A ideia é financiar pequenas estruturas de células fotovoltaicas, que trarão redução do uso de energia nos aviários, por exemplo. A conta de luz pode cair de R$ 800 para R$ 150”, disse Rabelo.

Outra linha de crédito nova que o BB passa a disponibilizar agora se destina ao financiamento da estocagem da produção. Serão R$ 5 bilhões, que poderão ser tomados por produtores com taxa de juros a partir de 7,4% até 11% ao ano, dependendo do perfil de crédito do cliente, com prazo de 12 meses. Rabelo lembrou que o Banco do Brasil continua ofertando recursos para o pré custeio da safra 2020/2021.

Questionado se o avanço do coronavírus no Brasil pode comprometer a demanda por estas e outras linhas de financiamento, o vice-presidente de Agronegócios do BB disse que, a princípio, não trabalha com a perspectiva de queda na procura.

“Nossa grande preocupação é sobre a possibilidade de fechamento de fronteiras dos Estados. Se isso acontecesse seria ruim, porque no Brasil se produz em um Estado e se exporta em outro, se beneficia em outro”, disse. À parte este fator, ele lembra que a safra 2019/20 “caminha muito bem”, com exceção do Rio Grande do Sul, que registrou quebra. “Continuamos com expectativa de safra recorde”, acrescentou.

Demanda por alimentos

Do lado da demanda por alimentos, ele não observou, até o momento, sinais de arrefecimento dentro ou fora do país. “No caso da soja, mesmo com todos os problemas que aconteceram na China, a demanda aumentou; não percebemos redução nas exportações. Internamente, até agora não percebemos queda no consumo de alimentos.” Os investimentos de modo geral podem cair, considera ele, tendo em vista que o cenário de incerteza pode levar os produtores a adiarem a decisão de compra de maquinário.

“Pode haver uma redução, sim, em investimentos, mas já estávamos percebendo uma menor procura por máquinas agrícolas quando o coronavírus apareceu na China”, ponderou.

Concessionárias de máquinas

Assim como o Bradesco, o Banco do Brasil vinha ampliando convênios com concessionárias de máquinas agrícolas para que pudessem solicitar diretamente nas lojas financiamento para os produtores rurais. A integração do sistema do BB com as concessionárias começou no ano passado e foi intensificada nas últimas semanas, como forma de compensar o adiamento das feiras e os negócios que deixarão de ser fechados nos eventos.

Na última sexta-feira, 20, contudo, após a entrevista com Rabelo, o presidente da Associação dos Distribuidores John Deere do Brasil (Assodeere), José Augusto Araújo, alertou que a paralisação de estabelecimentos comerciais em todo o País, atendendo a decretos estaduais e municipais com o objetivo de conter a proliferação do coronavírus, obrigará as concessionárias a fecharem suas portas.

Para garantir ao menos os serviços de pós-vendas, a Assodeere e a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) estão enviando ofícios aos municípios solicitando autorização para que funcionários trabalhem em esquema de plantão, respeitando o distanciamento social. A ideia é que eles possam atender remotamente o agricultor e entregar peças necessárias, garantindo a colheita.

A resposta das autoridades tem sido positiva, segundo Araújo, mas as vendas de novas máquinas deve ser prejudicada pelo fechamento das lojas. Procurado, o Banco do Brasil não respondeu a tempo sobre as consequências para as operações do banco.

 Fonte: Canal Rural

--Publicidade--
Clique para comentar

Deixe seu comentário

Agronegócio

Até 30 mil agricultores de Rondônia podem contar com oportunidades de crédito rural

Publicado

em

Por

Culturas anuais como arroz, feijão, mandioca e hortaliças são beneficiadas com a menor taxa de juros do Pronaf

Oportunidades de crédito rural em Rondônia continuam abertas, com orientação da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO) para todas as modalidades, inclusive na principal linha de financiamento agropecuário, utilizada pelos agricultores do Estado, o Programa de Financiamento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O Plano Safra, lançado pelo governo federal no mês de junho, destinou para a agricultura familiar R$ 33 bilhões e destes, R$ 1,5 bilhão está disponível aos agricultores de Rondônia, onde há uma previsão de atendimento de 30 mil agricultores, com uma média de R$ 50 mil por contrato de crédito, de acordo com Vaneide Rudnick, engenheira agrônoma responsável pelo credito rural.

É importante lembrar que em 2020, apesar da pandemia, o Governo aumentou o volume de recursos do crédito para a agricultura, e melhor que isso, reduziu o valor das taxas de crédito, que no caso da agricultura familiar pode ser de até 2,75% ao ano, a depender da linha de crédito e da cultura financiada. O custeio de culturas anuais, como, arroz, feijão, mandioca e o cultivo de hortaliças, por exemplo, podem ser financiados com essa taxa reduzida, somente o milho ficou fora dessa taxa especial de juros, que é menor inclusive do que a taxa de rendimento da poupança.

Produtores de leite também podem se beneficiar da taxa de juros especial, desde que os itens a ser adquiridos com o financiamento sejam tanques de resfriamento de leite, ordenhadeiras, ou atividades de recuperação de pastagens degradadas. Ficam fora desta taxa atividades como a suinocultura e avicultura. No entanto essas culturas podem financiar valores bem maiores, chegando até R$ 330 mil financiados a juros de quatro por cento ao ano.

Neste plano safra 2020/2021, está incluída outra novidade que é o financiamento da moradia rural, inclusive para os filhos do agricultor, que poderá solicitar um crédito para construção da moradia no valor de até R$ 50 mil reais, para uma área construída de até 60 metros quadrados, nas mesmas condições e taxas de juros concedidas ao agricultor titular da propriedade.

O enquadramento do agricultor nas linhas de crédito do Pronaf depende do tamanho da área da propriedade e da renda familiar, mas o agricultor que não se enquadrar nas normas do Programa poderá solicitar nos escritórios da Emater-RO a elaboração de projetos para financiar sua produção através de outras linhas de crédito do governo federal, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronanp), nestes programas as taxas de juros variam de quatro a seis por cento ao ano.

Fonte: SECOM

Continue lendo

Agronegócio

Festival Tambaqui da Amazônia acontece em 10 municípios de Rondônia

Publicado

em

Por

Ao todo serão assadas 4.600 bandas de tambaqui sem espinhas

O Festival Tambaqui da Amazônia de 2020, evento tradicionalmente realizado em Ariquemes, desde 2017, ocorrerá em 10 municípios de Rondônia, simultaneamente, no dia 27 de setembro. Ao todo serão assadas 4.600 bandas de tambaqui sem espinhas, mais de seis mil quilos do pescado doado pelos piscicultores e processado pelas indústrias. Os rondonienses terão a oportunidade de adquirir e saborear do peixe mais consumido e produzido no Estado por um custo acessível.

O festival é uma iniciativa da Associação de Criadores de Peixe do Estado de Rondônia (Acripar) e do Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e Entidade de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), em parceria com Zaltana Pescados e Rações, Pescado do Vale, Agroindústria Rodrigues, Piscicultura Agrofish, Hospital do Amor, Lions Clube e Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

Os municípios realizadores do festival são: Ariquemes, Pimenta Bueno, Rolim de Moura, Cacoal, Monte Negro, Porto Velho, Triunfo, Itapuã, Ouro Preto d’Oeste e Vilhena. Em decorrência do avanço do coronavírus (Covid-19), o maior churrasco de tambaqui da Amazônia ocorrerá na versão drive-thru, com o intuito de prevenir e evitar a disseminação da doença. A população vai poder fazer a retirada do pescado assado dentro do carro, evitando fila e o contato físico.

A banda será vendida no valor de R$ 15 e todo o valor arrecadado com as vendas será repassado paras as instituições: Lions Clube e Hospital de Amor da Amazônia. Os tickets serão vendidos antecipadamente para a retirada no dia do festival, e os interessados em adquirir uma banda, devem procurar os comitês organizadores de cada município.

Em Porto Velho, serão assadas 300 bandas de tambaqui. Os tickets já estão disponíveis e podem ser comprados na sede da Seagri, localizada no prédio Jamari do Palácio Rio Madeira e na Emater. A população poderá fazer a retirada do pescado na feirinha da Emater, localizada na avenida Imigrantes, 1313, próximo à avenida Farquar, na zona norte da capital.

De acordo com o secretário da Seagri, Evandro Padovani, o objetivo do festival é promover e divulgar o tambaqui no Estado para sensibilizar os rondonienses a consumirem mais o peixe. “Rondônia é o maior produtor de peixe nativo de cativeiro do Brasil, mas o consumo per capta de peixe pelos rondonienses ainda é muito baixo perto de outros estados do país. Queremos incentivar o consumo do pescado dentro do Estado. O tambaqui é um peixe muito saboroso, de qualidade e com alto potencial para ganhar novos mercados”, disse.

O intuito do Governo de Rondônia e parceiros é ampliar o número de municípios participantes nos próximos anos. De acordo com o anuário Peixe BR 2019, a produção de peixes em cativeiro em Rondônia foi de aproximadamente 90 mil toneladas.


Fonte
Texto: Sara Cicera
Fotos: Daiane Mendonça
Secom – Governo de Rondônia

Continue lendo

Agronegócio

CNA projeta novo recorde para agropecuária e alta de 13,7% em 2020

Publicado

em

Por

De acordo com o órgão, a previsão é de que um novo recorde seja alcançado neste ano, com alta de 13,7% em relação a 2019.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou a nova projeção do Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária para 2020. De acordo com o órgão, a previsão é de que um novo recorde seja alcançado neste ano, com alta de 13,7% em relação a 2019.

A expectativa, realizada em cima de dados de preços e produção disponíveis até agosto deste ano, é de que a receita ultrapasse R$ 823 bilhões no período. VBP agrícola deve crescer 18%, avisa CNA

Ao dividirmos o Valor Bruto da Produção entre agrícola e pecuária, temos a seguinte situação:

Em relação ao VBP agrícola, a projeção da entidade é de uma alta aproximada de 18% em 2020, com receita bruta de R$ 531,6 bilhões.

O “carro-chefe” da produção agrícola, mais uma vez deverá ser pilotado pela soja, que tem produção recorde prevista, com receita estimada em R$ 218 bilhões, 23,8% acima do alcançado em 2019.

Na cola da soja aparecem arroz, café arábica e trigo, com altas de receita projetadas de 33,9%, 51% e 59%, e com crescimento de produção estimado, pela ordem, em 6,7%, 30% e 32%.

Alta da pecuária será menor

O VBP da pecuária pode ter alta de 6,6% e atingir receita de R$ 291,7 bilhões, conforme os cálculos divulgados pela CNA.

A entidade avaliou que o acréscimo de cerca de R$ 17,9 bilhões no faturamento da atividade está atrelado ao aumento nos preços da carne bovina e às maiores cotações e produção de ovos e suínos.

Ao falar especificamente sobre a carne bovina, o relatório citou a oferta restrita de animais para o abate como o fator que levará a uma retração de cerca de 3,6% na produção em 2020.

“Apesar do bom resultado da pecuária, o faturamento bruto das atividades de frango e de leite deve apresentar queda de 3,7% e 4,3%, respectivamente”, informou a CNA, complementando o comunicado à imprensa.

Por Paulo Amaral  

Fonte: Rondrural

Continue lendo
--Publicidade--

Publicidades

--Publicidade--
--Publicidade--

Tendências

Copyright © 2020 Portal de Notícias Floresta Notícias. Todos Direitos Reservados.

%d blogueiros gostam disto: