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Ciência

Estudo mostra que, após nove anos, segundo paciente é curado de HIV

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© Getty Images/Reprodução HIV: pesquisa indica que transplante de células-tronco é capaz de impedir a reprodução do vírus no organismo

São Paulo – Uma nova pesquisa pode ter descoberto um método de curar pacientes com o vírus HIV, responsável pelo desenvolvimento da Aids no organismo. Realizado por cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, o estudo, que foi publicado no periódico científico The Lancet HIV, replica um tratamento feito pela primeira vez nove anos atrás, e acompanha a trajetória do vírus no organismo de um paciente com HIV que foi submetido a um transplante de células-tronco.

As células-tronco foram doadas por indivíduos que possuem um gene resistente para o HIV e os resultados demonstraram que não tinha nenhuma infecção viral ativa na corrente sanguínea do paciente. Essa é a segunda vez que surge um relato de cura para um paciente com HIV – a primeira vez aconteceu há nove anos atrás, em Berlim, utilizando um tratamento semelhante. No caso deste paciente, os médicos realizaram irradiação total do corpo, dois transplantes de células-tronco resistentes ao HIV e um regime de quimioterapia.

O transplante de células-tronco é uma das etapas mais importantes do processo, visto que ele torna o vírus incapaz de se reproduzir no organismo, por meio da substituição das células imunológicas do paciente – que estão enfraquecidas – pelas células novas dos doadores.

O tratamento, no entanto, não elimina totalmente o HIV do organismo: neste último caso, os cientistas relataram que restos de DNA do vírus permaneceram em amostras de tecidos do indivíduo, assim como aconteceu com o paciente que foi curado em Berlim. A principal diferença entre os dois pacientes é que, para o paciente de Londres, os médicos não utilizaram irradiação do corpo inteiro e o regime de quimioterapia teve intensidade reduzida.

Os exames para registrar a amostra de carga viral no organismo, no tecido intestinal ou no tecido linfoide aconteceram, mais precisamente, 29 meses após a última sessão da terapia anti-retroviral. Depois de realizarem a contagem das células CD4 transplantadas, que são indicadores de saúde no sistema imunológico, os cientistas relataram que nenhuma infecção viral ativa estava presente no organismo do paciente – o que significa que o transplante foi um sucesso.

Embora não tenha sido possível realizar a contagem em todos os tecidos do corpo do paciente, os cientistas utilizaram uma análise de modelagem para prever a possibilidade de cura em dois cenários. Caso 80% das células do organismo sejam substituídas pelas transplantadas, a chance de cura é 98%; caso 90% das células passem a ser dos doadores, a chance de cura fica em torno de 99%, diminuindo assim a probabilidade do vírus voltar a ficar ativo. O paciente ainda precisará ser monitorado, segundo os autores.

Ravindra Kumar Gupta, professor da Universidade de Cambridge, comentou em nota no estudo que o objetivo do estudo foi demonstrar que o sucesso do transplante de células-tronco não foi um caso isolado: “Propomos que esses resultados representem o segundo caso de um paciente a ser curado do HIV. Nossas descobertas mostram que o sucesso do transplante de células-tronco uma cura para o HIV, relatada pela primeira vez há nove anos no paciente de Berlim, pode ser replicada”, disse Gupta.

O professor e principal autor do estudo acrescentou que, embora o tratamento seja significativo para o progresso dos tratamentos para HIV, ele não deve ser utilizado em todos os casos. De acordo com ele, o tratamento é de alto risco e deve ser utilizado apenas em pacientes que também possuem neoplasias hematológicas – que são tumores malignos e colocam a vida do paciente em risco. O tratamento, portanto, não será amplamente oferecido.

Fonte: msn.com/

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NASA divulga foto de Bennu, o ‘asteroide do fim do mundo

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© Fornecido por Tech Break bennu

NASA divulgou uma nova imagem em altíssima resolução do asteroide Bennu (clique aqui), registrada pela sonda OSIRIS-Rex, que mostra o asteroide em detalhes nunca antes divulgados. A foto ajudará a guiar a nave em sua missão até a superfície dele, com o objetivo de coletar amostras para análise na Terra.

Feita a partir de 2.155 imagens registradas pela sonda espacial, com 5 cm por pixel, esta superfoto tem a resolução mais alta na qual um corpo planetário já foi mapeado. Ela foi feita entre os dias 7 de março e 19 de abril de 2019, a cerca de 3 a 5 quilômetros de distância da superfície do Bennu.

O mapa criado com as fotografias ajudou a equipe da missão a escolher os possíveis locais de pouso da OSIRIS-Rex. Inicialmente, os pesquisadores definiram quatro regiões, até chegar à área escolhida: uma cratera de 140 metros de largura, batizada de Nightingale.

OSIRIS-REx

© Fornecido por Tech Break OSIRIS-REx

De acordo com a Nasa, a nave pousará no Bennu no segundo semestre deste ano, ficando por lá até 2021. A sonda deve voltar à Terra em 2023, trazendo materiais para estudo nos próximos anos, que poderão dar informações sobre as origens do sistema solar.

Bennu

Descoberto em 11 de setembro de 1999, o 101955 Bennu é um asteroide com pouco mais de 490 metros de diâmetro, que cruza a órbita terrestre a cada seis anos. Conforme cálculos dos astrônomos, ele tem 1 chance em 2.500 de colidir com a Terra no ano 2135, por isso recebeu o apelido de ‘asteroide do fim do mundo’. 

Mesmo sendo essa uma uma possibilidade remota, ele vem sendo monitorado pela NASA desde então, que enviou a sonda OSIRIS-REx até ele, em 2016. A missão já revelou, entre outras coisas, que ele é feito de material solto, agrupado pela gravidade, apresentando uma superfície coberta de pedras e rochas do tamanho de carros e casas.

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Camada de Ozônio está se recuperando como nunca visto antes

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Desde o início dos anos 2000, os cientistas observaram uma remissão da camada de ozônio. |(Imagem: Studio023 / Fotolia)

Publicado na última quarta-feira, (25), um estudo feito por um grupo de cientistas norte-americanos comprova a recuperação da camada de ozônio. O trabalho está anexado na maior revista científica do mundo, a Nature.

De acordo com os pesquisadores, um contrato assinado por diversos países no ano de 1987 foi o principal responsável por essa redução na camada de ozônio. Conhecido como Protocolo de Montreal, o tratado visa diminuir a produção e a liberação de substâncias tóxicas, para que estas não destruam ainda mais a atmosfera.

Uma dessas substância é o composto Clorofluorocarboneto, conhecido por CFC. Esse composto estava presente na fabricação de aerossóis e gás para produtos de refrigeração. No entanto, após a assinatura do Protocolo de Montreal, o CFC e seus derivados foram estritamente proibidos. Sendo produtos de uso imprescindíveis pela população, buscaram-se outras alternativas, e com gases menos nocivos a camada de ozônio, como o hidrofluorcarbonos (HFC) e perfluorcarbonos (PFC).

O buraco na camada de ozônio provocou uma mudança significativa nas correntes de ar que estavam presentes no hemisfério sul do planeta. Correntes de ar ou ventos térmicos, foi uma forma adotada pelos meteorologistas para calcular a modificação dos ventos nos polos opostos do planeta.

Correntes de ar e consequências para os hemisférios

No hemisfério norte, a corrente de ar fria vai se mover para a esquerda e a quente, para a direita. Enquanto no hemisfério sul, a corrente de ar quente move-se para a esquerda e a fria, para a direita. Habitando também entre os dois hemisférios, existem as chamadas correntes de jatos, que nada mais são que um subtipo de corrente de ar. Os jatos subtropicais e polares atuam nos dois hemisférios do planeta e são influenciados pela rotação da Terra.

No século XX, cientistas perceberam que o enfraquecimento na camada de ozônio estava movimentando a corrente de jato no hemisfério sul, ainda mais para o sul. O que acabou gerando oscilações nos padrões das correntes oceânicas. Esse fato só foi perceptível graças a simulações gráficas feitas por computadores potentes.

Coincidência ou não, o Protocolo de Montreal reduziu bastante essas correntes de jato. No entanto, apesar dessas reduções de substâncias tóxicas terem sido bastante positivas. Ainda não podemos comemorar, pois, diariamente os níveis lançados de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera aumentam consideravelmente.

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A camada de ozônio sobre a Antártica

Desde o ano de 1982, a Antártida nunca mais havia registrado um baixo pico no buraco presente na camada de ozônio. No entanto, isso mudou consideravelmente ano passado, em 2019. Apesar desse menor pico já apontado, as preocupações não estão 100% resolvidas.

Nos últimos anos, a China vem descumprindo o protocolo ao liberar, de maneira constante e em grande quantidade, gases que afetam corrosivamente a camada de ozônio. Apesar de ser uma ótima escapatória para a salvação da camada, o Protocolo de Montreal deve ser seguido ao pé da letra, e assim conseguiremos reverter os danos já causados.

“É o cabo de guerra entre os efeitos opostos da recuperação do ozônio e o aumento dos gases do efeito estufa que determinarão as tendências futuras”. Falou o químico atmosférico Antara Banerjee, da Universidade do Colorado Boulder.

Fonte: socientifica

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Coronavírus: cinco novas descobertas da medicina sobre a doença

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Novos sintomas, agentes de transmissores e estratégias de prevenção foram assunto da comunidade científica recentemente

Fila: Pessoas aguardam para realizar testes para Covid-19 na Rússia Alexander Avilov/Moscow News Agency/Handout/Reuters

Enquanto a transmissão do novo coronavírus avança e obriga governos de todo o mundo a tomar medidas drásticas para conter o número de infectados por Covid-19, a ciência também movimenta-se rapidamente em busca de antídotos para a infecção.

Pesquisadores estão em franco avanço para desvendar mistérios que cercam a transmissão e características específicas do vírus que já levou 92 brasileiros à morte. VEJA consolidou algumas das descobertas e publicações científicas que dão mais pistas sobre o vírus. Confira:

Novos sintomas

Além dos sintomas já conhecidos: falta de arcorizafebre baixa e dor de garganta, os infectados pelo novo coronavírus apresentaram novos sintomas durante o atendimento em hospitais, caso da perda de olfato e, em alguns casos, do paladar. Pacientes com esta característica foram detectados na Alemanha, Itália, Coreia do Sul e Estados Unidos. Outra características menos conhecidas são desconfortos abdominaisnáuseascólicasdiarreias falta de apetite.

Vitamina D

Um estudo publicado nesta semana pela Universidade de Turim sugere que a vitamina D pode ser grande aliada na prevenção de casos de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. De acordo com os especialistas responsáveis pelo documento foi notada uma deficiência do nutriente entre os pacientes italianos com diagnóstico positivo para a doença. De acordo com o documento, há diversas evidências científicas dos efeitos da vitamina D na prevenção de quadros infecciosos e de doenças que podem reduzir a expectativa de vida em idosos.

Transmissão por meio das fezes

Um estudo publicado no reconhecido periódico científico JAMA apontou que foram encontrados vírus vivos nas fezes de pacientes infectados. Os dejetos fecais, portanto, foram classificados como uma potencial forma de transmissão do vírus. A mesma pesquisa informa que após a higienização dos vasos sanitários usados pelas pessoas com Covid-19, a amostra do vírus deu negativo.

Tempo que o vírus dura em superfícies

Um estudo financiado pelo governo dos Estados Unidos publicado na terça-feira, 17, apontou que o novo coronavírus pode sobreviver na superfície ou no ar por várias horas. O vírus da Covid-19 foi detectado por até dois ou três dias em plástico e aço inoxidável, e por até 24 horas em papelão. O estudo foi publicado no New England Journal of Medicine (NEJM) e conduzido por cientistas dos Centros dos Estados Unidos para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Universidade da Califórnia, Los Angeles e Princeton. A metodologia da pesquisa que utilizou um inalador para replicar o efeito de espirros e tosse causou muita repercussão e chegou a ser criticada.

Transmissão de grávidas aos seus fetos é incomum, mas não deve ser descartada

Um artigo do periódico científico Jama Pedratrics publicado no último dia 10 informou que, apesar de incomum, a transmissão do novo coronavírus de grávidas infectadas por Covid-19 aos seus fetos é pouco provável, mas não deve ser descartada. O estudo realizado entre janeiro e fevereiro levou em conta os recém-nascidos da maternidade chinesa de Wuhan, em Hubei, região que foi ponto inicial da pandemia. O documento aponta que estudos recentes realizados no líquido amniótico, sangue do cordão umbilical e no leite materno das gestantes com diagnóstico positivo para a infecção atestaram negativo para o novo coronavírus.

Fonte: Veja

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