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O jovem de 17 anos que descobriu planeta com dois sóis em seu 3º dia na Nasa

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Estresse pode deixar os cabelos brancos, mostra estudo

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Publicada nesta quarta-feira (22), a descoberta avança o conhecimento da ciência sobre como o estresse pode afetar o corpo humano de maneira negativa. Estudo é uma parceria da USP com a Universidade de Harvard.

Ficar estressado pode deixar os cabelos brancos. A conclusão é de uma pesquisa de cientistas da Universidade de Harvard em parceria com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), publicado nesta quarta-feira (22) na revista científica “Nature”.

Por dois dias, ratos foram expostos em laboratórios a estresse intenso causado por dor aguda. “Cerca de quatro semanas depois, apareceram pelos brancos nos ratos”, explica o pesquisador do Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias da FMRP-USP, Thiago Mattar Cunha.

Isso acontece porque, segundo a descoberta dos cientistas, há ligação entre o sistema nervoso e as células-tronco do bulbo capilar, responsáveis pelo pigmento do cabelo.

“Quando estamos sob estresse, é acionado o nosso sistema sintático, conhecido como ‘sistema de luta e fuga’, responsável por gerar ações como aumentar o fluxo sanguíneo nos músculos ou aumentar os batimentos cardíacos quando estamos estressados”, explica Cunha.

“A base do bulbo capilar tem células-tronco que produzem as células responsáveis pelo pigmento do cabelo. Quando o sistema de luta e fuga é acionado pelo estresse, ele libera noradrenalina, que afeta as células-tronco, que param de produzir as células responsáveis pelo pigmento.”

Apesar dos ratos do experimento terem sofrido estresse agudo, que pode ser comparado com casos de estresse pós-traumático, Cunha explica casos de estresse mais moderados também podem causar cabelo branco. “Independente do tipo e intensidade do estresse, ele poderá causar cabelo branco, só que em menor quantidade.”

Conhecimento popular

Histórias populares que relacionam estresse com o surgimento de cabelo branco ajudou a orientar a hipótese da pesquisa, de acordo com um dos autores do estudo, o professor de células-tronco e Biologia Regenerativa em Harvard, Ya-Chieh Hsu.

“Todo mundo tem uma história para compartilhar sobre como o estresse afeta seu corpo, principalmente a pele e o cabelo, que são os únicos tecidos que podemos ver do lado de fora”, disse Hsu em uma nota de divulgação.

“Queríamos entender se essa conexão é verdadeira e, em caso afirmativo, como o estresse leva a alterações em diversos tecidos. A pigmentação capilar é um sistema tão acessível para começarmos [a pesquisar sobre]. Além disso, estávamos genuinamente curiosos para ver se o estresse realmente leva ao envelhecimento dos cabelos.”, explicou Hsu.

No paper publicado nesta quarta, há as anedotas da rainha francesa Maria Antonieta, que teria ficado de cabelos brancos durante a noite em que foi capturada na Revolução Francesa e mandada à guilhotina, e a história de John McCain, ex-candidato à presidência dos EUA, que teria ficado grisalho depois de ser prisioneiro de guerra durante a Guerra do Vietnã.

Estresse e doenças

O pesquisador brasileiro conta que não estudava o efeito do estresse no corpo quando fez a descoberta dos cabelos brancos. “Sou membro de um grupo de pesquisa que trabalha com a dor. Começamos a observar que os ratos apareciam com pelos brancos depois de serem expostos à dor. Não sabíamos o porquê isso acontecia.”

Em 2018, Cunha passou um ano como professor visitante na Escola de Medicina de Harvard. “Lá, eu descobri que os pesquisadores tinham os mesmos resultados que os nossos. Decidimos fazer novos experimentos nos laboratórios de Harvard para entender o porquê desses pelos brancos nos ratos.”

Os resultados obtidos são importantes porque avançam na busca da Ciência em entender como o estresse afeta o funcionamento dos tecidos, órgãos e células importantes do corpo.

“Será que o estresse pode afetar a produção de células troncos na medula óssea? Será que pode afetar a imunidade? Como o estresse afeta o sistema gastro-intestinal? São coisas que precisamos estudar”, afirma Cunha.

O modelo desenvolvido na pesquisa, segundo Cunha, “será importante para se estudar a relação do estresse com doenças”.

O professor de Imunologia em Harvard, Isaac Chiu, um dos autores, explicou em nota que pouco se sabe sobre como o sistema nervoso regula as células-tronco, mas, “com este estudo, agora sabemos que os neurônios podem controlar as células-tronco e suas funções.”

“Entender como nossos tecidos mudam sob estresse é o primeiro passo crítico para um eventual tratamento para interromper ou reverter o impacto prejudicial do estresse. Ainda temos muito a aprender nessa área”, afirmou Chiu em nota.

Ainda durante o estudo, Cunha afirma que, ao raspar os pelos dos ratos, também foi observado manchas brancas na pele dos animais, indicando para uma relação entre o estresse e a pigmentação da pele.

Fonte: G1

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Água em Marte era propícia para a vida, aponta estudo

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A busca por vida alienígena acaba de ganhar mais um elemento intrigante. Um novo estudo identificou que a água que existia em Marte — um dos melhores candidatos a abrigar ou ter abrigado vida em nosso Sistema Solar — era parecida com a água da Terra, e compatível com a existência de seres vivos.

O resultado vem de análises remotas de amostras recolhidas pela sonda Curiosity, da Nasa, que foi enviada ao planeta vermelho em 2011 e desde então vem revelando muito sobre o astro. Estudos anteriores já haviam mostrado que as condições de temperatura e pressão em Marte parecem ser compatíveis com a existência de água no estado líquido, e observações de estruturas que possivelmente seriam deltas (desembocaduras) de rios indicam que, há alguns bilhões de anos, a água de fato corria livremente pela superfície do nosso vizinho cósmico. 

O que chamamos de água, porém, na verdade é uma mistura de H20 e diversas outras substâncias, como sais e gases. A composição do líquido pode variar bastante, e até então não se sabia detalhes sobre a água marciana. O novo estudo, feito por cientistas do Instituto de Tecnologia de Tóquio e publicado na revista Nature Communications, analisou sedimentos sólidos encontrados no fundo do que teriam sido lagos da Cratera de Gale, em Marte. Com isso, eles conseguiram estimar as características da água presente no ambiente no momento em que os sedimentos foram formados.

A equipe concluiu que as características da água de Marte — como pH (grau de acidez), salinidade e proporção de gases H2 e O2 — eram bastante semelhantes às das águas que formam os oceanos terrestres modernos. Foi nos oceanos que, provavelmente, a vida surgiu na Terra, em forma de microrganismos, o que torna a possibilidade de que Marte tenha sido habitável em algum momento ainda maior.

Já há algum tempo Marte é considerado um dos melhores candidatos para ter abrigado vida em nosso Sistema Solar — algumas luas de Júpiter e Saturno também são boas possibilidades, e ainda serão estudadas mais a fundo nos próximos anos. Com a confirmação de que a água de Marte era salgada e rica em nutrientes, o planeta dispara ainda mais nessa competição.

Apesar de tudo, ainda não há evidência direta que Marte seja ou tenha sido habitado por vida. Mas, se de fato a vida existiu no planeta, parece que estamos mais perto de descobrir.

Fonte: Msn

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Estrela que está prestes a explodir poderá iluminar o céu terrestre por semanas

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Calma, não precisa de alarde. Não é como se a explosão inevitável dessa estrela fosse causar uma tragédia no nosso planeta. Mas os astrônomos já estão se preparando para uma possível explosão de uma estrela muito próxima. Quando isso acontecer, a estrela ficará visível para a Terra, durante dias e até semanas. A estrela em questão é a Alpha Orionis, conhecida popularmente como Betelgeuse. Essa é uma das estrelas mais brilhantes vistas da Terra, e chegou até a ser a 10° mais visível do nosso planeta. Ela é também a segunda estrela mais brilhante da constelação de Orion.

Como tudo na vida tem um fim, as estrelas também. E a supernova já está mostrando sinais de que está chegando ao fim do seu ciclo de vida. Astrônomos já vêm monitorando essa estrela há anos, mas, nos últimos meses, ela começou a escurecer muito rápido. Em dezembro do ano passado, a Betelgeuse passou de uma das 10 estrelas mais brilhantes visíveis a olho nu, para uma entre as 5 mil que podem ser vistas. O que já era totalmente esperado para essa supernova.

Fim de uma era

Edward Guinan, que é professor do Departamento de Astronomia e Astrofísica da Universidade Villanova, e sua equipe estão analisando o apagar da estrela. “Este parece ser o ponto mais fraco do brilho da estrela desde que as observações começaram”, disse Guinan. “Planejamos continuar monitorando a estrela. Se a estrela continuar a seguir os períodos acima, o mínimo de luz deve ocorrer em breve”.

Quando isso acontece, as estrelas implodem, entrando em colapso sob sua força gravitacional, até que ocorra uma grande explosão. “Como uma estrela fica sem combustível nuclear, parte da sua massa flui para o núcleo”, explicou a NASA.

E quando o núcleo se torna muito pesado, e não pode mais suportar a sua própria força gravitacional, é quando ele desmorona. E isso resulta em uma grande explosão da supernova.

A estrela

As estrelas, para serem consideradas supernovas, precisam ser enorme. Especialistas estimam que o tamanho mínimo, para uma estrela ser considerada uma supernova, é de cerca de 15 vezes o tamanho do sol. E Betelgeuse cumpre bem esse requisito. A gigante supernova vermelha é cerca de 700 vezes o tamanho do sol.

Caso fosse inserida no sistema solar, seria capaz de consumir tudo ao seu redor, até o planeta Marte. Felizmente, a estrela está a 643 anos-luz do nosso planeta, o que significa que a Terra estará a salvo, quando ocorrer a explosão da supernova. No entanto, nós ainda poderíamos ver esse evento aqui da Terra, já que a luz seria tão intensa que seria possível vê-la até durante o dia, por algumas semanas. Depois disso, ela desaparecerá por completo.

Quando é exatamente que isso vai acontecer, nem os astrônomos sabem. No entanto, tendo em vista que ela vem perdendo o brilho gradativamente, não deve demorar muito.

A última supernova, que foi tão visível a olho nu como a Betelgeuse, veio em 1604. Ela nasceu quando a supernova de Kepler morreu, e produziu uma luz brilhante que ficou visível daqui, por três semanas.

POR CRISTYELE OLIVEIRA 

Fonte: Fatos Desconhecidos

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