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Agronegócio: Idaron inspeciona mais de mil propriedades rurais em Ro

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Neste ano, a Agência realizou levantamento em 1.122 propriedades, confirmando a ausência da Monilíase do cacaueiro no estado de Rondônia

Rondônia continua território livre da ‘Monilíase do Cacaueiro’, doença que ataca lavouras de cacau e de cupuaçu, causada pelo fungo ‘Moniliophthora roreri’. A Monilíase é muito agressiva e pode causar perdas de até 100% da produção de frutos, por isso, anualmente, desde 2013, a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado (Idaron) realiza inspeções em todas as propriedades em que é feito plantio de cacau e cupuaçu.

Neste ano, a Agência realizou levantamento em 1.122 propriedades, confirmando a ausência da Monilíase do cacaueiro no estado de Rondônia.

O trabalho é feito conforme a Instrução Normativa MAPA n° 13 de 2012. “O levantamento foi realizado através de visita às propriedades que possuem cacaueiros ou cupuaçuzeiros, vistoriando os frutos em áreas comerciais, lavouras abandonadas, quintais produtivos ou quintais agroflorestais”, explica Jessé de Oliveira Júnior, da Gerência de Inspeção e Defesa Sanitária Vegetal.

Segundo ele, mesmo estando o estado livre da praga, a Idaron está preparada para atuar de forma emergencial se um dia surgir algum foco. “Os servidores foram capacitados para atuar em casos de emergência e materiais para auxílio na detecção e contenção de focos estão sendo adquiridos pela Agência”, salientou.

MONILÍASE

Os sintomas da Monilíase nos frutos são: manchas de coloração chocolate ou castanho-escuro, que aparecem entre 45 e 90 dias após a infecção e posteriormente; pó branco envolta do fruto, que aparece de 5 a 12 dias. Esse pó se solta dos frutos em grande quantidade. Além do cacaueiro, o cupuaçuzeiro e outras espécies silvestres podem ser afetados e transmitir a doença.

A praga ainda não foi detectada no Brasil, mas está presente na América Central, Caribe e, na América do Sul, em países que fazem fronteira com o Brasil, como a Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela, por isso Rondônia é considerada de alto risco para a entrada da praga no país.

A praga pode ser levada pelo vento, chuva, insetos e animais silvestres, mas somente através do homem pode ser levada a grandes distâncias, através de material contaminado, como roupas, utensílios, sementes, frutos etc.

Caso algum produtor encontre algum fruto com suspeita da doença, os frutos não devem ser retirados da planta. O local deve ser isolado e o produtor deve comunicar a Agência Idaron o mais rápido possível pelo site ou pelos telefones Disque Idaron – 0800 643 4337, Disque denúncia – 0800 704 9944.

 

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Soja: veja o que pode mexer com os preços na semana

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De acordo com a Safras & Mercado, o surto de coronavírus ainda é um dos fatores que merecem atenção, pois impactam um grande mercado comprador, a China

Avanço da colheita da soja no Brasil deve pressionar as cotações. Foto: Pedro Silvestre

A soja teve uma semana de altos e baixos. A posição março de 2020 terminou a sexta-feira, 23, cotada a a US$ 8,90 1/2 por bushel, recuo de 0,36% na semana. De acordo com a consultoria Safras, as fracas exportações dos Estados Unidos ditaram o pregão.

Mas o que está por vir na próxima semana? O analista de mercado Gil Barabach elencou os principais pontos de atenção para a próxima semana. Fique ligado, porque eles podem influenciar os preços da soja.

  • A China ainda é o principal ponto de risco para os mercados. Assim, o andamento do coronavírus deve continuar dando a pulsação de curto prazo para os preços de soja na Bolsa de Chicago e para o câmbio;
  • No lado da demanda, o foco continua no fluxo de compra chinês, tanto o ritmo como a origem. A volta da China ao mercado norte-americano deve ter um impacto positivo sobre os preços em Chicago.
  • Já os prêmios nos portos da América do Sul tendem a perder ainda mais força. As compras chinesas nos EUA, nessa época do ano, acabaram tirando demanda da América do Sul, especialmente do Brasil;
  • No lado da oferta, a colheita brasileira anda de forma compassada por conta da chuva, o que suaviza o efeito da “barriga de safra”. Mas o avanço da safra recorde de soja no Brasil deve continuar pesando sazonalmente sobre Chicago, inibindo uma investida de alta mais expressiva;
  • A posição maio de 2020 mostra fraqueza técnica, o que deve limitar o impulso corretivo em Chicago. Atenção às referências entre e US$ 9 e US$ 9,10 por bushel. Um rompimento dessas linhas (com consistência) pode servir de impulso para um redirecionamento da cotação da soja na bolsa norte-americana;
  • O dólar batendo máximas histórica sempre é interessante para o vendedor. Ainda mais na entrada da safra. Assim, segue a oportunidade para fazer algum caixa;
  • Também é bom seguir atento à volatilidade em Chicago, pois um dólar alto associado a um repique na Bolsa de Chicago pode abrir espaço, inclusive, para fixações futuras;
  • O dólar continua como principal aliado do vendedor. Por isso, é bom seguir atento as chances de fixação cambial. A curva futura projeta dólar em R$ 4,40 para maio e R$ 4,43 para setembro. Indicação para dezembro é de R$ 4,44 (Focus aponta R$ 4,10).

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 Fonte: Canal Rural

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Agronegócio

Milho: confira o que pode influenciar o mercado nesta semana

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O avanço da colheita da soja pode enxugar a oferta do cereal e dar sustentação aos preços no Brasil; veja as perspectivas

Dados sobre a intenção de plantio nos Estados Unidos também devem influenciar as cotações do milho.

O milho fechou a sexta-feira, 21, com preços mais baixos na Bolsa de Chicago. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, apesar das boas vendas dos Estados Unidos, o mercado foi pressionado pela ampla oferta do grão no país.

O analista Paulo Molinari elencou fatos que merecem atenção dos produtores e investidores na semana que se inicia:

  • Mercado externo tem escassez de informações positivas para a alta;
  • USDA estima que área plantada nos Estados Unidos em 2020 deve ser de 94 milhões de acres (30 milhões de hectares) para o milho, informação que é baixista para a Bolsa de Chicago;
  • O único dado de levamento para a intenção de plantio será apenas divulgado no dia 31 de março, e será o que o mercado levará em consideração;
  • Novos surtos de coronavírus em Pequim e na Coreia do Sul seguem abalando os mercados neste momento, ainda sem sinalização de reversão do quadro epidêmico;
  • Corte de chuvas para março na Argentina pode gerar alguma volatilidade em março;
  • Expectativa é grande quanto à retomada de compras por parte da China por produtos norte-americanos em março;
  • No mercado interno, as colheitas vão ocorrendo regionalmente, na medida suficiente apenas para abastecer o mercado e não causar excedentes baixistas;
  • Preços do milho estão muito firmes em todo o Centro-Sul do Brasil;
  • Chuvas, atraso na colheita da soja e concentração de embarques complicam a logística, com alta de fretes e pouca disponibilidade de espaço nos armazéns;
  • Preços do milho podem voltar a subir em março, devido ao auge da colheita da soja;
  • Forte corte de chuvas no Sul esperado para março pode atingir lavouras mais tardias de milho de verão e as mais precoces de “safrinha” no oeste do Paraná;
  • Ausência de ofertas de bons volumes deve ser a característica do mercado em março e com preços em elevação no mercado interno.

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 Fonte: Canal Rural

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Agronegócio

Estados Unidos reabrem mercado para carne brasileira, suspenso desde 2017

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Exportações estavam interrompidas desde a malfadada e atrapalhada Operação Carne Fraca

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou pelo Twitter que os Estados Unidos liberaram a importação de carne in natura brasileira. O produto estava banido do país desde 2017, na esteira da atrapalhada Operação Carne Fraca, que, com estardalhaço desproporcional, causou um péssimo impacto para as exportações do país. “Mais um bom resultado para nossa economia.Reconhecimento da qualidade do produto brasileiro”, escreveu a ministra nas redes sociais.

A liberação é fruto de uma série de negociações de Tereza Cristina pela ratificação da qualidade do produto brasileiro. Autoridades americanas fizeram inspeções em frigoríficos brasileiros para confirmar que o produto não seria nocivo para os consumidores estadunidenses. 

Desde o início de sua gestão, a ministra — uma engenheira-agrônoma de 65 anos, nascida em Campo Grande (MS) e reeleita deputada federal em 2018 (DEM) — acumula milhagens atrás de investimentos e novos compradores. Atravessou o planeta dedicando seu tempo aos aliados mas também a governos reticentes com Bolsonaro, como o da França. Pela atuação, Tereza ganhou a pecha de “chanceler pragmática”.

Bem avaliada na Câmara e no Senado, ela sabiamente rejeita a alcunha para não causar ciúme no comandante do Itamaraty, malquisto pelo Congresso.

Fonte: Veja

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