conecte-se conosco

Agronegócio

Cafeicultora do município de Novo Horizonte conquista o primeiro lugar no Concafé

Publicado

em

Apontado como um dos principais produtores de café do mundo, o Brasil aparece na lista dos países que mais cultivam e comercializam o produto e Rondônia já desponta no ranking dos melhores, sendo o terceiro maior produtor de café Robusta do país. O sabor incontestável foi à prova na quarta edição do Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café do Estado de Rondônia (Concafé) que valoriza e aprimora a excelência da produção no Estado. Este ano, entre todos os inscritos estavam na disputa 50 mulheres  e a força feminina levou o grande prêmio no quesito qualidade de bebida chegando ao topo como o melhor café de Rondônia deste ano, a cafeicultora Poliana Perrut de Lima, do município de Novo Horizonte do Oeste.

A cerimônia de premiação aconteceu na manhã de quinta-feira, 3, no Cacoal Selva Park, no município de Cacoal. O Concafé deste ano recebeu 306 amostras de café para serem degustados e classificadas por profissionais especialista em avaliar a qualidade do café da variedade robusta, resultando no aumento de 260% em relação ao ano passado. O Café do Brasil é um produto muito apreciado por especialistas nessa bebida, por conta de sua qualidade, mas também por sua variedade de sabores e aromas.

Várias regiões do país produzem cafés únicos e com características específicas de seu solo, clima e cultivo. Os olhos do Brasil  também estão voltados para o café Robusta de Rondônia e o Concafé coloca o produto do Estado na vitrine do país. Já este ano, por exemplo, foram produzidas mais de 2 milhões de sacas, conforme aponta dados Associação dos Cafeicultores da Região Matas de Rondônia (Caferon).

O crescimento do café Robusta no Estado vem ao encontro do incentivo proposto pelo Governo de Rondônia que tem direcionado as atenções para o desenvolvimento econômico projetado no Plano Estratégico, sendo um indutor do crescimento, como bem destacou o vice-governador do Estado, José Jodan, que enalteceu a participação dos cafeicultores reforçando que, ao mesmo tempo, estão valorizando o produto e alavancando a agricultura familiar.

“Trata-se de um evento que cresce a cada ano, sendo de suma importância para o segmento. O governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, tem direcionado total atenção e fortalecendo o setor produtivo, principalmente em toda a cadeia do café. Isso é prova da qualidade do nosso produto e o fomento à cafeicultura. Temos uma grande participação de mulheres do campo e de famílias indígenas. O objetivo do governo é que os agricultores se sintam bem e com grandes produções, ou seja, buscamos o fortalecimento na certeza de que Rondônia vai alavancar com força na produção do café Robusta”, comentou o vice-governador.

O Concafé já se tornou o maior concurso de qualidade de café Robusta do Brasil, destacado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, da Superintendência de Desenvolvimento Econômico e Industrial – Sedi com recursos do Fundo de Desenvolvimento Industrial do Estado de Rondônia (FIDER), em conjunto com a Emater, Idaron e com a soma de esforços do Sebrae, Embrapa, Câmara Setorial do Café de Rondônia e Caferon.

Logo no início da cerimônia, foram feitos agradecimentos às cafeicultoras e aos cafeicultores tradicionais, bem como às comunidades indígenas, que acreditam no Concafé como uma medida de promoção da melhoria da qualidade e sustentabilidade do café.

O Concafé visa identificar, premiar e promover os cafés robustas de qualidade, produzidos com sustentabilidade em Rondônia. Este ano, a premiação somou R$ 45 mil, além da garantia de comercialização dos lotes premiados por preços diferenciados. O concurso garantiu premiação nas categorias qualidade de bebida e sustentabilidade da propriedade.

No quesito sustentabilidade, o primeiro lugar ficou para o cafeicultor de Cacoal, Ronaldo as Silva Bento (tricampeão na categoria); seguido por Elis Regina Coelho de Oliveira (Nova Brasilândia D’Oeste) e Elivelton Bonfante (de Nova Brasilândia D’Oeste)

As expectativas estavam em torno do grande campeão no quesito qualidade e de melhor café de Rondônia este ano. Após minutos de suspense foi anunciado o resultado. A cafeicultora Poliana Perrut de Lima conquistou o grande título deste ano e foi chamada de rainha do café Robusta de Rondônia de 2019. O segundo lugar ficou para o indígena Wilson Nakodah Suruí, de Cacoal. O terceiro lugar foi também para o município de Cacoal, o jovem Dione Mendes Bento, de 25 anos.

Conheça um pouco dos destaque da edição 2019 do Concafé nas respectivas categorias:

Sustentabilidade 1°- Lugar – premiação de R$ 10 mil

Ronaldo da Silva Bento (tricampeão)

A família campeã da categoria Sustentabilidade do Concafé é extremamente dedicada e caprichosa. A propriedade deles é impecável, cuidada com esmero. Eles buscam cumprir rigorosamente os itens do currículo de Sustentabilidade do Café. Agroquímicos no lugar certo, clones identificados, gestão da atividade, cafés de qualidade, jovens e mulheres envolvidos em todas as tomadas de decisão.

Sustentabilidade 2°- Lugar – premiação de R$ 3 mil

Elis Regina Coelho de Oliveira

O 2°- lugar vem com uma história de uma família determinada, cheia de sonhos, que esbanja sustentabilidade nos cuidados com o café e com propriedade. Toda a família produz um café sombreado e agroecológico, as castanheiras que eles plantaram em meio ao cafezal já estão produzindo. Há muitos anos eles são criticados porque optaram pela agricultura de base orgânica.

Sustentabilidade 3°- Lugar – premiação de R$ 2 mil

Elivelton Bonfante

Trata-se de um casal de jovens cafeicultores, que no último ano fez uma verdadeira revolução na propriedade, investindo em ferramentas de gestão, estrutura para armazenar agroquímicos, grande diversidade de materiais genéticos. O produtor tem apenas 25 anos e participou  pela primeira vez do Concafé. No ano passado ele prestigiou o evento e comentou com sua esposa que esse ano subiria no palco para ser premiado.

Qualidade – 1° Lugar: – premiação de R$ 15 mil

Poliana Perrut de Lima

Café tipo 2, com peneira média 17, café com nota 88,6 pontos, recheado de atributos florais e frutados Esse é um robusta achocolatado, doce e encorpado, com suavidade de fruta madura, com um leve sabor de jabuticaba. Nosso melhor café é fruto de um trabalho Robusta, envolvendo métodos inovadores de pós-colheita. Tornou-se a campeã do Robusta Amazônico Especial de Novo Horizonte do Oeste. Ao receber o prêmio, a cafeicultora destacou que a mulher pode fazer muito mais no campo.

Qualidade – 2°Lugar: – premiação de R$ 10 mil

Dione Mendes Bento

O segundo melhor café de Rondônia apresentou aroma floral, com sabor de frutas Vermelhas e Açaí, um café Marcante, com uma ótima acidez e um corpo aveludado. Esse café apresentou 88,50 pontos, e foi produzido pelos pais da Acsa, no Sítio Rio Limão, de Cacoal. Dione é filho do cafeicultor Ronaldo Bento, que venceu na categoria sustentabilidade.

Qualidade – 3° Lugar: – premiação de R$ 5 mil

Wilson Nakodah Suruí

O terceiro colocado do Concafé 2019 é cheio de significados para Rondônia. Ele representa uma cultura, uma etnia apresentando um café com fragrância de flores do campo, notas de castanha e com várias frutas amazônicas como o açaí e o taperebá. Com 88,30 pontos.

NOVIDADES PARA 2020

Desde sua primeira edição, em 2016, quando surpreendeu especialistas com a qualidade da bebida de um café geralmente utilizado em blends, para preparação de café gourmet, o concurso projetou Rondônia ao patamar entre os primeiros colocados no ranking de melhor café Robusta brasileiro. As amostras dos cafeicultores inscritos na edição de 2019 do Concafé passaram por um sistema criterioso de análise física.

Antes do encerramento do evento, o representante da LS Tractor Brasil anunciou que para o ano que vem a empresa estará garantindo um trator LS Cafeeiro para o grande campeão do Concafé de 2020. As conversas serão alinhadas visando um grande evento no ano que vem. A notícia foi comemorada pelas autoridades e cafeicultores presentes. Além do vice-governador, José Jodan, estiveram presentes ao evento o secretário da Seagri, Evandro Padovani, deputados federais Lúcio Mosquini e Jaqueline Cassol; deputado estadual Cirone Deiró; presidente da Câmara Setorial do Café, Ezequiel Braz (Tuta Café); além de outras autoridades.

Texto: Paulo Ricardo Leal e Giliane Perin
Fotos: Ésio Mendes
Secom – Governo de Rondônia

Continue lendo
Clique para comentar

Deixe seu comentário

Agronegócio

Abate de Bovinos cai e o de Suínos e Frangos sobem no último Trimestre de 2019

Publicado

em

Por

Foram 8,04 milhões de bovinos abatidos no quarto trimestre do ano passado

O abate de bovinos caiu 1,8% e o de suínos e frangos subiu 6,1% e 2,8%, respectivamente, no último trimestre de 2019, em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com os resultados preliminares da Estatística da Produção Pecuária, divulgado pelo IBGE. Já em relação ao terceiro trimestre de 2019, o abate de bovinos reduziu 5,4%, o de frangos caiu 1% e o de suínos subiu 1,5%.

Os dados completos da pesquisa, incluindo o fechamento do ano e os resultados regionais, serão apresentados em 19 de março.

No último trimestre do ano passado, foram abatidas 8,04 milhões de cabeças de bovinos, com uma produção total de 2,08 milhões de toneladas de carcaças, uma alta de 5,1% em relação ao trimestre anterior e de 0,5% em comparação com o quarto trimestre de 2018.

O abate de suínos alcançou 11,87 milhões de cabeças, chegando ao peso acumulado das carcaças de 1,06 milhão toneladas, com altas de 7,8% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior e de 0,4% em relação ao 3° trimestre de 2019.

Já o abate de frangos chegou a 1,46 bilhão de cabeças, com peso acumulado de 3,36 milhões de toneladas. Na comparação trimestral, o número representou queda de 2,6% e, frente ao último trimestre de 2018, o acréscimo foi de 0,8%.

A aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob inspeção sanitária municipal, estadual ou federal foi de 6,64 bilhões de litros no último trimestre de 2019, uma queda de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas um aumento de 5,5% com o terceiro trimestre do ano.

Já a produção de ovos de galinha bateu outro recorde ao alcançar 981,54 milhões de dúzias, um crescimento de 1,7% na comparação trimestral e de 4,3% na anual.

A pesquisa mostra ainda que os curtumes que trabalham com, pelo menos, cinco mil unidades inteiras de couro por ano receberam 7,88 milhões de peças no quarto trimestre do ano passado. Essa quantidade foi 12,4% menor na comparação com o mesmo período de 2018 e 8,2% menor do que a registrada no terceiro trimestre do ano passado.

Fonte: Agro Rondônia

Continue lendo

Agronegócio

Governo encaminha projeto de fábrica de gelo para piscicultura

Publicado

em

Por

Fábrica de gelo em escama deve atender o setor de piscicultura em Rondônia

Em reunião na sexta-feira (14) com o secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Jorge Seif Junior, em Brasília, o governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, encaminhou pedido para aquisição de uma fábrica de gelo em benefício da piscicultura estadual.

A crescente produção de pescado no estado amazônico foi objeto da demanda, para que seja construída uma unidade de fabricação de gelo em escamas em um município rondoniense. Inicialmente, a ideia é que a fábrica de gelo seja em um município no centro da produção para atender a produtores locais e de regiões vizinhas.

O coronel Marcos Rocha explicou que, desta forma, mais peixes podem ser comercializados e vai estimular incremento de produção.

“A piscicultura é uma bandeira de Rondônia há anos, e todos podem ver o quanto este negócio é importante para o pequeno, médio ou grande produtor, para o nosso Estado e para o Brasil”, disse.

Seif apoiou o projeto e explicou que há alguns anos o MAPA está evitando fomentar as fábricas, pois diversos projetos não foram implementados corretamente. “Vimos vários projetos fora da realidade local e os custos de energia elétrica e água inviabilizaram o uso. Além disso, é necessário avaliar o valor de manutenção que também pode ser suficiente para o produtor não usar o empreendimento”, afirmou. Para o secretário a maioria das fábricas virou um elefante branco que não tem mais utilidade.

O governador propôs que a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) possa concluir o estudo de viabilidade da fábrica alinhada com a real necessidade da produção. “A Seagri tem estimulado há muito tempo a produção de pescados e vai ser extremamente precisa nos números”, definiu.

O secretário Jorge Seif orientou que, junto a estes dados, o governo esteja atento ao período no qual será aberto o cadastro de projetos do Sistema de Convênios do Governo Federal (Siconv). Seif ainda pediu para que, simultaneamente, o governador verifique a possibilidade de que parlamentares indiquem emendas para a construção da fábrica, pois os recursos do Ministério foram diminuídos em 2020.

Ainda no encontro, o secretário de Aquicultura do Mapa afirmou que no mês de setembro será realizada mais uma edição do evento de distribuição de tambaqui rondoniense na esplanada.

Rondônia tem área superior a 15.800 hectares de espelhos de água com produção superior a 95 mil toneladas por ano.

Também participaram da reunião o secretário-chefe da Casa Militar, Coronel Valdemir Góes, e a assessora da Secretaria de Aquicultura e Pesca, Danielle Blanc.

Fonte
Texto: Alex Nunes
Fotos: Alex Nunes
Secom – Governo de Rondônia

Continue lendo

Agronegócio

Raio mata 5 cabeças de gado em Ministro Andreazza, RO

Publicado

em

Por

Proprietário diz que bois estavam tentando se proteger da chuva; prejuízo estimado é de R$ 8 mil. Sipam diz que é comum na Amazônia.

Foto: Reprodução/Admilson José da Costa

Cinco bois morreram após serem atingidos por um raio na tarde de domingo (16), em Ministro Andreazza (RO), a 476 quilômetros de Porto Velho. O proprietário dos animais, Admilson José da Costa, conta que os bois estavam se protegendo da chuva quando foram atingidos.

“Os bois estavam debaixo de um pé de manga quando o raio caiu. Perdemos cinco cabeças”, diz o produtor. Segundo ele, o prejuízo financeiro foi de de R$ 8 mil, em média.

Admilson diz que não é a primeira vez que bois dele morrem após serem atingidos por raio. “Há 14 anos perdemos 24 cabeças de gados. Mas dessa vez eles não estavam de baixo da árvore, mas na beira da cerca”, relembra.

Ao G1, o meteorologista Marcelo Gama, do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), informou ser comum nesta época do ano ter um número maior de raios, mas não são contabilizados.

“Não temos sensores para contabilizar o número de raios na região, mas nesse período de chuva é muito comum essas descargas elétricas. É uma situação comum em toda a Amazônia”

Fonte: G1 RO

Continue lendo

Publicidades

Tendências

%d blogueiros gostam disto: