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Índia força organizações cristãs a assinarem doc para não evangelizar no pais

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Nas entidades estão incluídas escolas, faculdades, hospitais e as que oferecem ajuda em áreas rurais

As autoridades da Índia, sob o comando do primeiro-ministro Narendra Modi, agora estão exigindo que funcionários de organizações sem fins lucrativos com fundos estrangeiros assinem declarações juramentadas dizendo que não se envolverão em nenhum tipo de atividade de evangelização, segundo informam fontes locais.

Várias Organizações Não Governamentais (ONGs) que recebem financiamento estrangeiro são vistas pelo governo central da Índia como envolvidas no ativismo anti-desenvolvimento e, portanto, apresentando um impacto negativo no país.

Segundo o Economic Times, o Ministério do Interior da Índia anunciou emendas restritivas à Lei de Regulamentação de Contribuição para Estrangeiros (FCRA).

A nova exigência surge cerca de dois anos depois que a organização cristã de patrocínio infantil Compassion International foi forçada a sair do país devido a uma repressão à ajuda externa.

O Ministério de Assuntos Internos da Índia declarou que cada membro ou funcionário de uma organização não governamental precisará registrar uma declaração atestada por um notário declarando que não esteve envolvida em nenhum ato de conversão religiosa ou processada por desarmonia comunitária.

As regras anteriores exigiam que apenas os principais cargos de escritório prestassem uma declaração juramentada ao buscar subsídios públicos.

A agência Asia News relata que os grupos de defesa temem que as novas regras tenham como alvo os ministérios cristãos que servem aos pobres e marginalizados.

O chefe do Ministério do Interior da Índia, Amit Shah, também é presidente do Partido Bharatiya Janata, alinhado pelos nacionalistas hindus.

Desde que o Partido Bharatiya Janata (BJP) chegou ao poder com a eleição do Primeiro Ministro Narendra Modi em 2014, a perseguição contra cristãos e outras minorias religiosas aumentou drasticamente.

Modificações

“Essas novas modificações reacenderão o temor de que as ONGs sejam seletivamente alvo e seu registro no FCRA seja cancelado e suas contas bancárias congeladas”, disse o presidente do Conselho Global de Cristãos Indianos, Sajan K George, à Asia News.

Ele disse que “todas as organizações cujos objetivos podem ser interpretados no sentido mais amplo da discórdia sectária, ou com acusações de conversão ou como uma simples ‘violação’ serão incluídas”.

George enfatizou que “essas novas mudanças parecem ser feitas apenas com o objetivo de atingir organizações dirigidas por minorias”.

George manifestou preocupação sobre como o BJP tentou revogar a licença de 96 ONGs baseadas no estado de Jharkhand em 2016, a maioria das quais eram organizações dirigidas por missionários cristãos ou financiadas por entidades apoiadas por igrejas locais no estado.

Tais entidades, disse ele, incluem escolas, faculdades, hospitais e dispensários em áreas rurais.

A FCRA enfrentou críticas de 100 membros do Congresso dos EUA devido à “falta de transparência e consistência” do governo na aplicação da lei. Milhares de ONGs estrangeiras perderam suas licenças para aceitar financiamento estrangeiro desde que Modi assumiu o cargo em 2014.

No início de 2017, surgiram manchetes quando a Compassion International foi forçada a interromper seu ministério para mais de 147.000 crianças na Índia após décadas de serviço devido a uma nova aplicação da FCRA que interrompeu sua capacidade de enviar fundos para projetos em todo o país.

De acordo com o New York Times, parte do motivo pelo qual os programas da Compassion International foram fechados foi devido à suspeita de conversão religiosa.

Leis anticonversão

Pelo menos sete estados da Índia têm leis anticonversão em seus livros que são frequentemente abusadas por grupos nacionalistas hindus que acusam pastores ou missionários de converter ilegalmente pessoas por força ou força. Em alguns lugares, esse crime é punível com pena de três a sete anos de prisão.

Mais recentemente, foi relatado que um padre católico e uma enfermeira da escola em Jharkhand foram presos no início deste mês por acusações de conversão forçada e ocupação ilegal da terra.

O padre Binoy John foi libertado esta semana e disse à imprensa que achava que os guardas da prisão tentavam matá-lo porque lhe deram remédios para febre quando ele precisava de remédios para doenças cardíacas.

Segundo o Asia News, John disse ao jornal Malayala Manorama que implorou para ser levado a um hospital e que seus pedidos iniciais foram recusados. Ele foi transportado para um hospital somente depois que sua condição se tornou crítica.

No estado de Himachal Pradesh, a legislatura liderada pelo BJP aprovou emendas no final de agosto, ampliando a lei anticonversão do estado e aumentando a punição máxima por violar a lei.

Leis anticonversão também estão em vigor nos estados de Odisha, Madhya Pradesh, Arunachal Pradesh, Chhattisgarh, Gujarat Uttrakhand.

A Índia é classificada como o décimo pior país do mundo quando se trata de perseguição a cristãos, de acordo com a Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas em 2019.

Os cristãos compreendem cerca de 4,8% da população indiana.

“Identificar-se como cristão pode ser uma ameaça arriscada e cruel através da mídia social”, diz o dossiê de um país da Portas Abertas.

Segundo o dossiê, as evidências sugerem que a vigilância digital foi realizada contra os líderes cristãos pelos radicais hindus.

“No campo, sinais abertos de seguir uma fé diferente do hinduísmo (ou do islã) estimularão a agressão, pois serão automaticamente ligados ao evangelismo ou à conversão”, diz o dossiê.

“Reuniões particulares para atividades de adoração não são seguras. Em todo o país, a inteligência local monitora todas as atividades cristãs”, afirma o documento.

Fonte: Guiame.com

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Destaques

Alta Floresta: Funcionários da Saúde do município fazem homenagem à técnica de enfermagem Néia

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Funcionários do Hospital Municipal e amigos realizaram uma homenagem à técnica de enfermagem Dulcineia Rosa da Silva, que faleceu durante o dia de ontem, quarta-feira em Porto Velho, mais uma vítima da COVID-19.

Dulcineia Rosa da Silva, conhecida pelos seus amigos e colegas de trabalho como Néia, de 65 anos de idade, fazia parte do grupo de risco e por isso estava afastada de suas funções junto ao Hospital Municipal desde o mês de março. Não se sabe ainda como a mesma contraiu o vírus, onde deu entrada no Hospital Municipal, ficando internada, chegando a ganhar alta, mas no dia seguinte voltou a passar mal e daí em diante seu quadro foi se agravando. No último sábado (08), a mesma foi transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva UTI, onde acabou falecendo nesta quarta-feira. Seu corpo não foi liberado e acabou sendo sepultado em Porto Velho.

Durante esta quinta-feira, grande parte dos funcionários do Hospital Municipal se mobilizaram e fizeram uma homenagem com uma carreata por algumas ruas da cidade, familiares estiveram presentes, onde receberam flores, após um momento de reflexão. No final balões brancos foram soltos na praça Castelo Branco, onde o grupo se concentrou.

Fonte: Portal Princesa Web

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Agronegócio

Contaminação em pacote de frango importado do Brasil pela China é ‘pouco provável’, dizem infectologistas

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Segundo a OMS, coronavírus não podem se multiplicar em alimentos. Por isso, mesmo os alimentos importados de países com grandes surtos, como o Brasil, não oferecem risco de transmissão do vírus.

A prefeitura de Shenzhen, cidade da China próxima de Hong Kong, anunciou nesta quinta-feira (13) que detectou traços do novo coronavírus na superfície de pacote de frango importado do Brasil, o maior produtor mundial de frango.

De acordo com o número de registro informado no comunicado da prefeitura de Shenzhen, o lote pertence ao frigorífico Aurora, de Santa Catarina. Por meio de sua assessoria, o frigorífico informou que a mercadoria leva 40 dias para chegar à China.

O G1 procurou infectologistas para comentarem o caso. Todos afirmaram que é pouco provável que o pacote do frango tenha sido contaminado no Brasil.

“Não existe comprovação científica que, mesmo estando congelado, o vírus poderia sobreviver na superfície tanto tempo [40 dias]. Por isso, é muito pouco provável que o produto tenha sido contaminado no Brasil. O mais provável é que a contaminação tenha ocorrido no final, já na China, depois de ser manipulado por alguém contaminado”, explica o infectologista Marcelo Otsuba.

Caso tenha conseguido viajar na superfície por tanto tempo, a infectologista do Hospital Emílio Ribas, Ana Freitas Ribeiro, aponta que o pacote pode ter sido contaminado em qualquer momento da viagem.

“Pode ter sido contaminado no Brasil, se alguém infectado manipulou o pacote sem luvas, sem máscara ou tenha espirrado nele, assim como pode ter sido contaminado quando chegou na China”, diz Ribeiro.

“O vírus pode permanecer viável congelado a -20°C, provavelmente por tempo prolongado. Se for a -4°C, temperatura de geladeira, deve ser só alguns dias. E precisa avaliar as condições do transporte também. Então para saber se o vírus está viável ou não, temos que testar”, disse.

Sem indício de contágio com alilmentos
 
Otsuba ressalta que não há evidência de que animais transmitem o coronavírus às pessoas.”Com notícias como essa, precisamos lembrar: animais não transmitem o vírus”, disse.

Nesta quinta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) comentou que a notícia não deve causar pânico na população.

“Não devemos criar a impressão de que há problema com nossa cadeia alimentar”, disse o diretor de emergências da OMS, Michael Ryan.

“Como os alimentos não foram associados na transmissão da Covid-19, os alimentos importados devem ser submetidos aos mesmos controles de importação de antes da pandemia”, informa a OMS, complementando que “o teste de alimentos ou superfícies de alimentos para este vírus não é recomendado.”

“Covid-19 é uma doença respiratória e a via de transmissão é através do contato pessoa a pessoa e pelo contato direto com gotículas respiratórias geradas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra”, esclarece um documento da OMS publicado no site da organização.

Salmão e camarão

Esta não é a primeira vez que a China afirma ter encontrado coronavírus em alimentos importados. Em junho, a imprensa local chinesa noticiou que o coronavírus foi encontrado em tábuas de cortar utilizadas por um vendedor de salmão importado, em um mercado de Xinfadi, por onde passam 80% dos alimentos consumidos em Pequim. O salmão em questão teria vindo do Chile e, segundo a China, o caso teria sido o responsável por um novo surto de infecções da Covid em Pequim.

Em julho, foi a vez do camarão vindo do Equador ser acusado de estar contaminado após inspeções realizadas em pacotes que chegaram em dois portos diferentes da China, um no nordeste e outro no sudeste do país.

Fonte: G1 – Em Geral

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Entretenimento

Onça-preta rara é flagrada tomando banho em rio de Rondônia

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Onça-preta rara é flagrada em rio na região de Porto Velho

Foto: Santiago Pereira/Arquivo Pessoal

Uma onça-preta foi flagrada tomando banho no encontro dos rios Candeias e Jamari, zona rural da região de Porto Velho, durante o último fim de semana. A Panthera onca de cor preta é considerada rara na natureza.

O clique raro da onça foi feito pelo administrador Santiago Pereira, de 28 anos. Ele conta que no fim de semana foi ao rio com um amigo, para pescar, quando em determinado momento eles perceberam o felino na margem.

“A gente estava no barco e ela apareceu bem próxima, tomando banho no rio. Deu somente para tirar essa foto, pois ela foi muito rápida e, ao ver a gente, saiu correndo da água e entrou na mata bem na hora que eu iria fazer aquela selfie“, brinca Santiago.

Ao G1, o administrador afirma ter sido a primeira vez que ele viu pessoalmente uma onça e ficou mais encantado por ela ser preta.

“Eu achei super interessante, pois onça-preta em Rondônia é coisa rara. Se eu pudesse preservá-la, com certeza preservaria”, diz.

Depois do flagrante, Santiago falou com moradores vizinhos e descobriu que a onça-preta já foi vista outras vezes na região.

“A onça já é muito conhecida pelos moradores locais, no entanto, alegam que ela é mansa”, afirma.

Santiago durante visita ao rio no fim de semana, na região de Porto Velho — Foto: Arquivo Pessoal

Santiago durante visita ao rio no fim de semana, na região de Porto Velho — Foto: Arquivo Pessoal

Segundo o administrador, ele e o amigo só ficaram receosos na volta para casa, depois do aparecimento do felino.

“O receio era da onça vir acompanhando a gente na volta (já de noite), pois teríamos que atravessar uma pequena mata para chegar onde estava nossa moto”, conta.

Espécie rara

A panthera onca de cor preta é considerada super rara na natureza, de acordo com o biólogo Flávio Terassini.

“Eu confesso que até hoje, em 20 anos de pesquisa na Amazônia, eu já vi mais de dez onças-pintadas e vi apenas uma onça-preta na floresta. Uma onça dessa é algo que não se vê todos os dia”, revela.

Terassini explicou ainda que a onça-preta, na verdade, é uma onça-pintada com uma disfunção genética (excesso de melanina).

“Aí a pigmentação do pelo fica preta, mas se a gente olhar a onça contra o sol dá pra ver as pintas dela. As pintas na verdade são pretas, ou seja, aquela plumagem que seria amarela também é preta. Por isso a gente chama de onça-preta. A espécie dela é a Panthera onca. Um bicho bem raro de se ver e muito bonito por sinal”, explica o biólogo.

Flávio Terassini também explicou que as onças-pretas só são vistas em área de floresta primária e bem preservada.

“Significa que aquela área do baixo Madeira em Porto Velho está extremamente preservada, uma área com muita oferta de alimento para a onça-preta. Isso é muito legal, saber dessa preservação”, diz.

Por Jônatas Boni, G1 RO

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