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Menino de 6 anos morre afogado durante confraternização de creche

Fernando Almeida dos Santos, de 6 anos, morreu afogado no último domingo (6) em um clube de Ji-Paraná. — Foto: Arquivo pessoal

Um menino de 6 anos morreu afogado dentro da piscina de um clube, no domingo (6), em Ji-Paraná (RO), município a pouco mais de 370 quilômetros de Porto Velho. A criança, identificada como Fernando Almeida dos Santos, se afogou quando participava da confraternização da creche onde estuda, feita no clube.

Conforme o Corpo de Bombeiros local, o menino chegou a ser socorrido por uma equipe da corporação, mas já estava sem vida.

G1 entrou em contato com Rone Almeida, de 35 anos, pai de Fernando. Segundo ele, a criança estava acompanhada do irmão, de 3 anos, e da mãe.

Rone conta que a família havia chegado ao local e a mãe teria ido até o banheiro para trocar de roupas. Nesse momento, Fernando teria pulado na piscina, que tem cerca de um metro de profundidade, e se afogado.

O Corpo de Bombeiros de Ji-Paraná disse que a equipe foi acionada por volta das 12h e que, quando chegou ao local, Fernando já não apresentava sinais vitais.

O comandante da corporação, capitão José Aparecido dos Santos, disse que o menino chegou a ser socorrido ao hospital municipal e os procedimentos para a reanimação foram feitos durante todo o trajeto. No local, a equipe de plantão continuou com os trabalhos de reanimação cardiopulmonar e ventilação. Porém, a vítima não apresentou reação.

O capitão José Aparecido reforçou que os clubes da região foram notificados em agosto de 2018, referentes aos procedimentos de segurança e instruções referentes a medidas de segurança em piscinas e balneários. Dentre eles, a presença de guarda-vidas.

O clube em que aconteceu o acidente ainda não entregou a documentação referente as normas. Entretanto, o prazo ainda não foi expirado, já que pode ser entregue junto aos alvarás que são apresentados em janeiro.

Laércio de Falco, diretor responsável pelo clube onde ocorreu o afogamento, informou que o caso foi uma fatalidade e que o local conta com um guarda-vidas.

Além disso, Laércio informou que o profissional tentou reanimar a criança. Ele ainda destacou que Fernando estava expelindo comida e que o guarda-vidas teria apontado a causa do acidente como congestão.

“Ele tinha acabado de almoçar, dai ela (mãe) foi para o banheiro e ele pulou. Do jeito que ele (Fernando) pulou, ele ficou. O salva-vidas já viu, já tirou e socorreu. Foi extremamente rápido. Foi realmente uma fatalidade. Tudo ocorreu sem que ninguém tivesse uma parcela de culpa nisso”, explicou o diretor.

Família nega congestão

Para a família, a causa da morte apontada no laudo pericial foi por afogamento, o que descarta a possibilidade de congestão. Segundo o pai de Fernando, a criança ainda não havia comido e tinha chegado recentemente no clube.

“Foi descuido e irresponsabilidade do local. Eles não deixaram uma mulher que estava lá fazer os procedimentos e ficaram esperando os bombeiros chegar. Tem que ter todo o preparo, quem estava lá só retirou a pessoa. Tinha pouco salva-vidas lá. Piscina é um negócio complicado e lá estava cheio de crianças”, ressaltou Rone Almeida.

Em contrapartida, o diretor do parque frisou que o local tem guarda-vidas e que respeita as normas de segurança. Ele ressaltou que uma enfermeira, que estava no clube, também ajudou no atendimento.

O sepultamento da criança acontecerá nesta segunda-feira (7). O velório deve ocorrer a partir das 16h, no hospital municipal de Ji-Paraná (RO).

Fonte: G1/Ro

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