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PF cumpre mandado de busca e apreensão na casa de Mário Português da Coimbra

Operação Dracma, em Porto Velho — Foto: Carolina Brazil/Rede Amazônica

Operação Dracma cumpre mandados em várias cidades. PF investiga atuação das empresas de RO Coimbra, Rical, MS e Potosi na ocultação de recursos gerados pelo tráfico de drogas.

A casa do empresário Mário Gonçalves Ferreira, conhecido como Mário Português da Coimbra, foi um dos alvos da Operação Dracma, da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta quinta-feira (14) em Porto Velho. A PF investiga a atuação de empresas de Rondônia na ocultação de recursos gerados pelo tráfico de drogas.

Segundo a PF, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Porto Velho, sendo um deles na casa do empresário Mário Português. Ainda não foi divulgado que tipos de documentos ou objetos foram recolhidos no imóvel. Mário já foi ex-candidato a prefeito de Porto Velho

À Rede Amazônica, o advogado do empresário, Cláudio Mendonça, informou que ainda está se inteirando dos fatos e que vai dar maiores declarações após chegar a Guajará-Mirim, onde foi montada a base da operação.

Mário Português da Coimbra — Foto: Facebook/Reprodução

Mário Português da Coimbra — Foto: Facebook/Reprodução

Operação

A ação está sendo feita juntamente com a Receita Federal. A PF e a Receita estimam que o esquema movimentou aproximadamente R$ 2 bilhões entre 2009 e 2016, período em que foi feito a retirada irregular de mercadorias pelas empresas investigadas.

O prejuízo aos cofres públicos, pelo não recolhimento dos tributos federais, chega a R$ 300 milhões.

São investigados os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas oriundas do tráfico internacional de drogas e sonegação fiscal.

Foi descoberto, durante as investigações, que as empresas de grandes portes se usavam irregularmente dos benefícios tributários destinados exclusivamente no livre comércio de Guajará-Mirim, cidade a cerca de 300 quilômetros de Porto Velho.

Para as empresas de grande porte, a vantagem do esquema criminoso era a apresentação ao fisco de lucro formal, além do valor efetivamente conquistado e o consequente pagamento de tributos “a menor”.

Segundo a PF, os intermediários do grupo criminoso recebiam entre 1% e 5% dos valores recepcionados e encaminhados à Bolívia. Isto era feito a título de remuneração.

Quatro empresas são investigadas em Rondônia: Coimbra, MS Comercial Imp. e Exp. de Alimentos, Potosi e Rical.

Ao G1, a Rical informou que está colaborando com as investigações da PF e ressaltou que suas atividades estão dentro da legalidade e transparência.

G1 entrou em contato com as empresas Coimbra, MS e Potosi e ainda aguarda posicionamento. A Coimbra informou por telefone apenas que irá se manifestar sobre o caso por meio de nota.

Fonte: G1/Ro

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