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Café tem curtas oscilações em NY mesmo com divulgação da Conab

Mercado repercute preocupações e impactos com precipitações em plena colheita da safra 2019/20 no Brasil e divulgação de safra da Companhia Nacional de Abastecimento de 50,92 milhões de sacas, mas segundo analista cotações poderiam estar mais altas. No mercado interno, cenário continua complicado e já cogita-se a possibilidade de leilão de opções ao governo.

Nesta quinta-feira (16), as cotações do mercado do café oscilaram na bolsa de Nova York, mas encerrou o dia do lado positivo da tabela com ligeiras altas. Já no Brasil, a colheita da safra 2019/20 do café já começou na região sudeste com precipitações, mas ainda não é possível saber se vai impactar na qualidade do grão.

De acordo com o Analista de Mercado do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, quando a bolsa registra essas leves movimentações significa mais movimento entre os fundos que acabam levando a esses resultados. “Não houve nada de impacto do mercado físico com os fundamentos e também o dólar X real se comportou como era esperado pelos os operadores”, afirma.

Há uma tendência que os preços do café se estabilizem em torno de 90,00 cents/lb. “Nós temos que aguardar um pouquinho para saber como será a nova safra, não só em tamanha exato como também de qualidade. Com essas floradas que tivemos no ano passado, a maturação do grão acabou sendo mais cedo”, comenta.

Diante desse cenário, a colheita do café arábica foi realizada no período de chuvas na região sudeste. “Nós temos relatos de cidades nos estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo que enfrentaram problemas com as chuvas no início de colheita que pode resultar em uma qualidade pior para a safra brasileira, mas ainda é cedo para saber”, pontua.

Nesta quinta-feira, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou uma nova estimativa para a safra 2019/20 de café que mostra que a produção ficará abaixo do que é necessário para exportar e consumo interno. “As previsões do Cecafé é que as exportações brasileiras fiquem pertos dos 40 milhões de sacas e a demanda interna está em torno de 22 milhões de sacas. Isso significa que o Brasil precisa de no mínimo 72 milhões de sacas e a estimativa da Conab está 10 milhões abaixo disso”, explica o analista.

Mercado interno

Com relação ao mercado interno, o analista destaca que as negociações estão ocorrendo lentamente, mas que nesta semana houve um acréscimo na comercialização, principalmente, nos arábicas de boa qualidade. “Observamos uma grande procura de cafés para o consumo interno a preços inferiores aos praticados para exportação, porém eu sinto que as negociações foram melhores do que as últimas três semanas”, diz.

O analista ainda ressalta que os produtores rurais precisam melhorar cada vez mais a qualidade do produto e também os ganhos com produtividade. “O café passa por uma fase muito boa com o consumo, mas é preciso pensar como regular esse preço com a safra cheia e o governo precisa tomar uma atitude”, comenta.

Por: Jhonatas Simião e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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