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Atropelamento de Animais Silvestres na Região da Zona da Mata, Rondônia

Risco para Conservação da Biodiversidade e Perigo de Acidentes de Trânsito

Segundo estimativas do (CBEE – centro brasileiro de estudos em ecologia de estradas) apontam que cerca de 475 milhões de animais silvestres morrem devido consequências dos atropelamentos nas rodovias no Brasil a cada ano.

Figura 1. Logo-guará (Chrysocyon brachyurus), atropelado na BR-364 em Vilhena-RO. Foto: P.S.Bernarde

Em Rondônia, são poucos os estudos que abordam essa temática. O primeiro estudo sobre atropelamento da fauna silvestre no estado de Rondônia foi desenvolvido pelos Professores/Pesquisadores da Universidade Federal do Acre (Luiz Carlos Turci e Paulo Bernarde) em um trecho de 110 km na RO-383, entre os municípios de Alta Floresta D’Oeste à Cacoal. Neste estudo, foram registrados 259 animais atropelados, pertencentes a 34 espécies. Os anfíbios (sapos, rãs e pererecas) e as aves são os grupos mais impactados pelos atropelamentos. Entre os anfíbios: o sapo-cururu (Rhinella marina) e a Rã-pimenta (Leptodactylus pentadactylus), as aves: o anu-preto (Crotophaga ani), os mamíferos: Gambá (Didelphis marsupialis), tatu-verdadeiro (Euphractus sexcinctus) e o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), os répteis: a jiboia (Boa constrictor) e a Jararaquinha (Erythrolamprus reginae) foram os animais mais atropelados.

            De acordo com o professor L.C.Turci, os atropelamentos de animais silvestres são uma ameaça a conservação da biodiversidade e veem crescendo no Brasil a cada ano. São vistos como uma importante causa de declínio populacional para algumas espécies, em especial as de menor densidade, por exemplo os mamíferos de grande porte (antas, onças, lobo-guara, entre outros).

Figura 2. Animais atropelados na RO-383, Rondônia. (A: Cuíca-lanosa (Caluromys lanatus); B: Gambá (Didelphis marsupialis); C: Teiú (Tupinambis teguixin); D: Caninana (Spilotes pullatus). Fotos: L.C.Turci

            Também é importante ressaltar quanto a gravidade da colisão do veículo com o animal, pode ocasionar além de danos materiais no veículo colocam em risco a vida dos condutores e passageiros. O desenvolvimento de estudos com essa temática são cruciais no Estado de Rondônia, para entender quais são as espécies mais vulneráveis aos atropelamentos e quais as medidas mitigatórias devem ser tomadas para reduzir esse tipo de impacto sobre a fauna silvestre.

            Algumas medidas podem ajudar reduzir os atropelamentos à fauna silvestre:  Redução da velocidade pelos condutores, Placas de aviso, Cercas de Proteção, Redutores de Velocidade, Conscientização dos Motoristas (Programas de Educação no Trânsito; Programas de Educação Ambiental).

Fonte: Florestanoticias.com/Luiz Carlos Turci

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