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Agronegócio

Você sabe o valor das terras rurais no Brasil?

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Especialista explica que valores dependem de uma série de fatores, como localização e solo

Recentemente noticiamos que Bill Gates é o maior proprietário de terras agrícolas dos EUA e o motivo por estar investindo. O fundador da Microsoft, Bill Gates, e sua esposa Melinda acumularam o maior portfólio de terras agrícolas privadas nos Estados Unidos, eles possuem cerca de 242.000 acres de terras agrícolas como parte de um portfólio de terras mais amplo de 269.000 acres em 19 estados, com as maiores propriedades em Louisiana (69.071 acres), Arkansas (47.927 acres) e Arizona (25.750 acres). O bilionário revelou que sua decisão está ligada à ciência e tecnologia aplicada nas sementes e ao desenvolvimento de biocombustíveis. “Meu grupo de investimento escolheu fazer isso. O setor agrícola é importante. Com sementes mais produtivas, podemos evitar o desmatamento e ajudar a África a lidar com as dificuldades climáticas que já enfrentam. Não está claro o quão baratos os biocombustíveis podem ser, mas se eles forem baratos, podem resolver as emissões da aviação e dos caminhões”, completou.

Mas como o assunto impacta o mercado brasileiro? Hoje, no Brasil, 5,3 milhões de imóveis rurais ocupando 442 milhões de hectares. ¼ desta terra agrícola é ocupada por 0,3% do total de propriedades rurais no Brasil (15,6 mil propriedades); enquanto outro ¼ é ocupado por 77% de propriedades rurais menores (3,8 milhões).  De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) 3,98 milhões de hectares de terras agrícolas no Brasil pertencem a pessoas de outras nacionalidades, empresas estrangeiras ou empresas brasileiras constituídas ou controladas por estrangeiros. Minas Gerais é o estado com maior concentração de terras compradas por pessoas ou empresa de outros nacionalidades (943,5 mil hectares), seguido por Mato Grosso (402,3 mil hectares) e São Paulo (351,4 mil hectares).

O especialista e corretor rural, Nilo Ourique, afirma que o valor do hectare no Brasil depende de muitos fatores como localização, topografia, solo e gastos com conservação e melhorias da área. ‘É possível que haja hectare por R$500,00 ou até mesmo R$200,000.00, assim como também é comercializado por sacas de soja, chegando a 1500 sacas por hectare’, salienta Nilo. Ourique pontua que os maiores atrativos nas terras brasileiras são o clima, qualidade de solo e as grandes extensões. Hoje, os estados mais procurados são: Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Tocantins e Bahia.

“Com a alta das commodities, é notável que muitos estão optando em investir em áreas para arrendamento, os valores estão mais atrativos  e a procura está maior’, diz Nilo.

Hoje não há uma metodologia padronizada de pesquisa nacional para se estabelecer o valor de uma terra e acompanhar uma oscilação de preços ao decorrer dos anos. Antes de adquirir o imóvel é preciso estar claro qual o percentual de Área Agricultável, Reserva Legal (RL) e Área de Preservação Permanente (APP) está sendo oferecida. As áreas de APP e RL são restritas para a preservação ambiental. Portanto, quanto maior o índice de Reserva Legal e Área de Preservação Permanente, menor será a disponibilização de área para plantio comercial de determinada cultura. É necessário entender para qual fim a terra era utilizada anteriormente e por quanto tempo, isso facilita o entendimento sobre a fertilidade e possíveis correções necessárias no solo. Essas informações auxiliam na interpretação sobre a qualidade física e química da terra, as quais servirão de base para identificar os custos de um projeto de plantio.

Ainda em 2020, o Senado aprovou o Projeto de Lei nº 2.963, de autoria do Senador Irajá, que busca disciplinar a aquisição, bem como todas as modalidades de posse, inclusive o arrendamento e o cadastramento de imóvel rural, por pessoas físicas e jurídicas estrangeiras. A proposta tem como objetivo tornar a negociação, que inclui venda ou arrendamento, de propriedades rurais a empresas do exterior mais flexível e regularizar todas as que estavam aguardando parecer.

A estimativa, de acordo com o senador Irajá Silvestre Filho, é que a aprovação do projeto poderá trazer nada menos do que R$ 50 bilhões em investimentos ao setor agroindustrial do País. A aquisição de terras por estrangeiros é regulamentada há bastante tempo pela Lei 5.709 de 1971. Esta lei prevê uma série de restrições para que estrangeiros possam adquirir terras rurais no país, como limitações territoriais e necessidade de aprovação prévia pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Nilo Ourique ainda ressalta que os estrangeiros buscam terras agrícolas no Brasil, pois o País é uma indústria a céu aberto. “Temos água, clima e tudo que é preciso para produzir, tanto que nossa agricultura está cada vez mais em destaque mundial. E vale lembrar que Bill Gates está investindo no setor agrícola, pois ele sabe que quem compra terras, não erra”, declarou.

Após ter o parecer favorável do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), com emendas, o Projeto de Lei nº 2.963 segue para votação na Câmara dos Deputados e na sequência para sanção do presidente. Acesse o PL aqui.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou em dezembro de 2020 que vai vetar o projeto de lei que facilita a compra e o arrendamento de terra por estrangeiros caso o projeto que trata do assunto, aprovado há duas semanas pelo Senado, passe pela Câmara. A posição do presidente coincide com a do PT e de ONGs ambientalistas, como o Greenpeace, diversas vezes atacadas pelo presidente. Em transmissão semanal ao vivo pelas redes sociais, Bolsonaro classificou a proposta como antipatriótica e disse que não deixará o Brasil ser vendido a estrangeiros.

Por: AGROLINK –Aline Merladete

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Agronegócio

Novos preços de referência do leite são publicados em Rondônia pelo Conseleite

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O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), divulga os novos “preços de referência” para o leite em Rondônia aprovado pelo Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite (Conseleite) e publicado na terça-feira (20) por meio da Resolução Abril/2021.    

O relatório com as informações técnicas do preço de referência do leite foi produzido pela Universidade do Paraná Universidade Federal do Paraná (UFPR/FUNPAR), contratada pela Seagri para fazer o levantamento do custo de produção do produtor e das indústrias, com recursos provenientes do Fundo de Investimento e Apoio ao Programa de Desenvolvimento da Pecuária Leiteira de Rondônia (Proleite).    

Conforme mostra o documento assinado pelo presidente Pedro José Bertelli (Sindileite) e pela vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia (Fetagro), Alessandra Costa Lunas, as variações no preço do produto entregue às indústrias de laticínios durante o mês de abril de 2021 são as seguintes: valor de referência do litro de leite padrão, R$ 1,2524 em fevereiro; R$ 1,2560 em março, com variação de R$ 0,0033.

O valor padrão sobre volume de 25 litros/dia se baseia na unidade com 3,30% de gordura, 8,75% de componentes sólidos, 375 ml de contagem de células somáticas; e 325 ml de proliferação bacteriana por contaminação externa, relacionada à higiene na coleta.

Segundo a resolução do Conseleite, os valores de referência da tabela são para a matéria-prima do leite “posto no tanque de resfriamento”, o que significa que o frete de percurso não deve ser descontado do produtor rural. Nos valores de referência está incluso o valor do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) de 1,5% a ser descontado do produtor rural, uma contribuição previdenciária obrigatória que incide sobre a atividade do produtor rural pessoa física ou jurídica.

O Conseleite Rondônia alertou que outros parâmetros são considerados pelo mercado para estabelecer o valor final do leite a ser pago ao produtor, entre os quais: 1) Fidelidade do produtor ao laticínio; 2) Distância da propriedade até o laticínio; 3) Qualidade da estrada de acesso a propriedade rural; 4)Temperatura do leite na entrega; 5) Capacidade dos tanques de resfriamento de leite da propriedade; 6) Tipos de ordenha; 7) Adicionais de mercado devido a oferta e procura pelo leite na região; 8) Sazonalidade da produção; 9) Condições sanitárias do rebanho; 10) Outros benefícios concedidos pelas indústrias.

O Conseleite é um método matemático para o cálculo mensal do valor de referência da matéria-prima do leite, que promove o entendimento entre os produtores e indústrias, pois a validação acontece por ambas as partes. Serão divulgadas informações para referência da situação de mercado lácteo em geral. Ao longo do tempo, essas informações contribuirão para a melhoria de gestão, tanto das propriedades rurais quanto das indústrias, em áreas de custo de produção, preços de comercialização da matéria-prima e dos derivados.

De acordo com o secretário da Agricultura, Evandro Padovani, o preço referencial do leite será publicado todos os meses. “Após passar a aprovação do preço do leite, a Seagri fará a publicação desse preço. É um valor referencial, não é um preço mínimo e nem um valor que a indústria será obrigada a pagar, mas sim um ponto de referência que a indústria poderá praticar com preço igual, maior ou menor que esse preço indicado”, explicou.

Os integrantes do Conseleite são formados por representantes da Fetagro, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Rondônia (Faperon) e Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Rondônia (Sindileite) com o apoio da Seagri e do Conselho para o Desenvolvimento do Agronegócio Leite de Rondônia (Condalron). 


Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Elaine Pereira e Maicon Lemes
Secom – Governo de Rondônia

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Agronegócio

Suplementação mineral adequada proporciona qualidade de vida aos equinos

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Seja de esportes, provas de resistência, trabalho e até lazer, os cavalos precisam de suplementação nutricional para receber todos os nutrientes necessários para sua manutenção. Segundo Thales Vechiato, gerente de grandes animais da Syntec do Brasil, a falta de minerais, aminoácidos e vitaminas pode comprometer o desenvolvimento dos equinos, além de gerar fraqueza, perda de desempenho, redução na fertilidade e, dependendo da carência, até deformidades e fragilidade óssea.

“Apesar das rações serem formuladas para nutrir bem os equinos, a suplementação é fundamental para que eles tenham o melhor desempenho, independentes de sua função e prática. A suplementação pode ser iniciada normalmente desde potros, desde que respeitada a exigência nutricional de cada categoria e idade. É importante esse cuidado porque desequilíbrio ou excesso de determinados minerais pode até comprometer o desenvolvimento da estrutura óssea. Fêmeas prenhas também podem receber suplementação durante a gestação. Recomendamos atentar para a suplementação energético proteica, que ajuda na melhor formação fetal”, destaca o médico veterinário.

Animais bem suplementados têm estrutura corporal forte e enfrentam melhor os desafios de sua rotina. “Há diferentes tipos de suplementos e isso deve ser bem avaliado pelos criadores, técnicos e veterinários na hora da oferta. É sempre necessário avaliar a real necessidade em termos dos níveis de proteínas e energia condizentes com a categoria animal, aptidão e atividade física dos animais. Esse sinergismo é importante para a fisiologia e o metabolismo para conversão muscular”, esclarece Thales Vechiato.

A Syntec indica o suplemento Whey Protein Syntec para equinos. Perfeitamente balanceado, pode ser oferecido diariamente. Trata-se de um suplemento alimentar proteico, de alto valor biológico e que oferece aporte de aminoácidos essenciais de cadeia ramificada, que produzem efeitos sobre a síntese proteica da musculatura esquelética, gerando hipertrofia e manutenção da massa muscular. O suplemento da Syntec prolonga e melhora a qualidade de vida dos equinos e é indicado para animais em fase de crescimento, fêmeas gestantes ou lactantes e animais atletas que necessitam otimizar o desempenho físico.

Sobre a Syntec – A Syntec é uma indústria de produtos para saúde animal 100% brasileira, com foco em medicamentos e suplementos veterinários de alta complexidade. Seu portfólio é amplo, incluindo terapêuticos, especialidades, produtos para higiene e saúde, suplementos e, agora, vacinas animais. Mais informações: www.syntec.com.br

Por: Fernanda Souza

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Agronegócio

Sem tratamento antifúngico adequado, pecuarista pode perder 1 terço da silagem

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Especialista da Trouw Nutrition alerta para a ação dos micro organismos que afetam a qualidade nutricional da silagem, com impacto direto no desenvolvimento dos bovinos.

A alimentação representa entre 60% e 70% do custo de produção dos bovinos. Sendo assim, é preciso ter atenção especial a uma série de fatores, incluindo a proteção da silagem utilizada para compor a dieta. “Está aí um item importante da composição nutricional. A silagem tem qualidade nutricional e bom custo-benefício. Porém, é preciso cuidado com o seu manejo. Por exemplo: quando parte da silagem estocada perde qualidade, normalmente os produtores descartam esse percentual, que pode chegar a um terço da capacidade total. Ou seja, a cada três carretas de silagem, uma acaba não sendo utilizada. São investimentos jogados fora”, alerta Bruna Demétrio, gerente nacional de vendas da linha de Feed Additives da Trouw Nutrition.

A perda de qualidade da silagem deve-se à ação dos micro organismos que se alimentam da matriz nutricional dos grãos, na qual estão concentrados os nutrientes. “As perdas das silagens começam quando a parte superficial estocada passa a apresentar coloração escura. Isso é comum em praticamente todas as fazendas.  As condições de umidade, calor e pH tornam o ambiente adequado à proliferação do mofo, principalmente pela ação dos fungos dos gêneros Penicillium e Fusarium, que se adaptam a esse ambiente e são, na maioria das vezes, as principais causas das perdas”, explica Bruna.

A especialista da Trouw Nutrition informa que são mais de 80 espécies de fungos em silagens de milho e gramíneas, o que torna a aplicação de antifúngicos a solução preventiva fundamental contra a contaminação – inclusive porque esse problema também prejudica o desempenho dos animais, podendo levar a quadros graves de contaminação por toxinas.

“A utilização de antifúngicos é apenas parte da estratégia. Os cuidados começam desde o momento em que o pecuarista define a dimensão do silo. Em seguida, vem a escolha da lona para cobrir e proteger a área das condições climáticas. O antifúngico pode ser aplicado em todas as camadas durante a ensilagem e, principalmente, na camada superior do silo, na qual as perdas costumam ser maiores. O antifúngico precisa de contato com toda a superfície da silagem para agir de forma eficaz”, destaca Bruna Demétrio.

A Trouw Nutrition oferece Fylax® Forte HC, potente antifúngico, que atua não apenas no controle do mofo, mas também possui ação na vida útil das silagens de planta inteira e grão úmido. “Esta solução age diretamente no fungo, causando sua morte e impedindo sua proliferação, garantindo o eficiente processo de silagem”, destaca a gerente nacional de vendas da linha de Feed Additives da Trouw Nutrition.

Fonte: Texto Comunicação Corporativa

Fabio S. Lu Huaqiang 

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