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Agronegócio

Agricultores foi essencial para o fortalecimento do setor produtivo em Ro

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As atividades voltadas para o segmento produtivo continuaram sendo executadas durante a pandemia
As atividades voltadas para o segmento produtivo continuaram sendo executadas durante a pandemia

O ano de 2020 foi um ano difícil, marcado pela repentina chegada de um vírus devastador, o coronavírus (SARS-CoV-2), trazendo insegurança em diversos ramos da economia. Mas, em meio às incertezas, a agricultura familiar de Rondônia se manteve fortalecida e produzindo com medidas adotadas e incentivos do Governo de Rondônia.

A Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) buscou alternativas que assegurassem o sustento do produtor rural e sua família, afinal o campo não podia parar. Também era preciso continuar colocando alimento na mesa do cidadão e, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, 70% desse alimento vem da agricultura familiar.

Com total apoio do governo estadual, os órgãos voltados para o segmento produtivo, não mediram esforços para enfrentarem um dos maiores desafios de todos os tempos: sobreviver à pandemia do coronavírus. Assim, a autarquia intensificou a sua jornada na busca das alternativas que viessem ao encontro dessa nova necessidade da família no campo.

MODERNIZAÇÃO E TECNOLOGIA

A Emater, que já vinha trabalhando a modernização e mudança tecnológica dos serviços de assistência técnica e extensão rural (Ater), vislumbrou durante a pandemia, o caminho para intensificar suas ações e superar os obstáculos que estavam se apresentando. Com isso, foram dados os primeiros passos no que viria a ser a implantação de uma nova Emater, uma nova forma de trabalho que beneficiaria a todos, mesmo com a situação crítica devido à proliferação da doença.

Introdução de novas ferramentas tecnológicas e digitais de trabalho foram proporcionadas

Uma das primeiras ações da autarquia foi incentivar a valorização e capacitação do corpo técnico e administrativo mediante uma nova proposta de atendimento ao produtor rural. Foi criado o sistema de Capacitação em Serviços de Ater (Capes) com o objetivo de levar cursos atualizados para todos os colaboradores internos da Emater, promovendo a troca de experiências exitosas em suas atividades, de forma digital, utilizando-se de novas ferramentas como videoconferências e outros instrumentos digitais de fácil acesso e compreensão.

Novas ferramentas tecnológicas e digitais de trabalho foram introduzidas, permitindo uma maior abrangência e intercâmbio entre os profissionais e os agricultores familiares, como por exemplo, o aplicativo “Minha Emater-RO”, disponível para download gratuito por meio de aplicativo (https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.sigmaonline.sigater.ro) para equipamentos com sistema Android. Através desse aplicativo o agricultor pode conversar com seu técnico, solicitar atendimento ou até mesmo agendar uma visita, além de ter acesso, em qualquer momento, aos projetos prioritários que estão sendo desenvolvidos pelo Governo do Estado por meio da Emater, ao calendário agrícola, às notícias e aos endereços e telefones dos escritórios em cada município, entre outros.

Já os extensionistas da Emater terão maior dinamismo com essa ferramenta, permitindo um atendimento personalizado à família rural, além de mais facilidade de acesso às informações das unidades que atende. Para isso bastará acessar o Sistema de Gerenciamento de Ater (Sigater), onde estão cadastradas todas as unidades assistidas pela autarquia.

Essa nova forma de trabalhar trouxe grande perspectiva e esperança de um novo amanhã, com foco em uma agricultura familiar moderna e mais fortalecida. Mesmo neste ano de pandemia, que levou toda a população a um isolamento social para conter a contaminação das pessoas, a Emater-RO manteve a estratégia de assegurar a prestação de serviços de Ater, de forma planejada e reprogramada, contínua, participativa e gratuita aos públicos atendidos pela instituição.

EMATER EM NÚMEROS

A Emater possui a maior capilaridade dentro do Estado, abrangendo os 52 municípios de Rondônia. Sua estrutura conta hoje com um centro gerencial, sete escritórios regionais, 73 escritórios locais (municípios e distritos), uma subunidade que deverá ser transformada brevemente em escritório local para melhor assistir aos produtores da região do 5º BEC, um centro de treinamento e duas usinas de nitrogênio para implementação da bovinocultura.

70% dos produtos que vão à mesa do consumidor provém da agricultura familiar

No que tange às atividades de Ater, a Emater atua em três dimensões: econômica, desenvolvendo projetos nas áreas animal e vegetal; social; e ambiental. Apesar dos tempos difíceis com a chegada do coronavírus, as atividades desses projetos continuaram sendo executadas e desenvolvidas excepcionalmente em caráter de “home office”. Embora limitados, os extensionistas se empenharam em manter contato com os produtores rurais, prestando-lhes a assistência técnica necessária. Em grande parte, os atendimentos foram (e continuam sendo) feitos através das ferramentas digitais e, quando necessário, deslocam-se de forma segura até a propriedade, a fim de melhor prestar a assistência técnica requerida.

Essas limitações impostas pela pandemia não superaram a vocação para a inovação e assim a Emater-RO deu prosseguimento à execução dos serviços de Ater, atendendo 93,60% da meta de atendimento prevista para o ano de 2020 (previsão: 131.658 famílias – atendidas: 123.228 famílias). As metodologias mais utilizadas foram: visitas à propriedade, que chegou a 34.839, atendimento virtual e aplicativo de mensagem (24.296) e atendimento nos escritórios, onde foram prestados 22.495 atendimentos.

Outra metodologia que chama a atenção, e que foi incluída no ano de 2020, é a videoconferência. Foram realizadas 162 videoconferências para participação em reuniões técnicas e capacitações, alcançando um público de 6.790 pessoas.

PROJETOS DESENVOLVIDOS

O setor produtivo também demonstrou grande evolução, mesmo durante a pandemia. A área vegetal, por exemplo, importantíssima para o agricultor familiar, pois permite maior diversidade de produção, é um projeto que, sob orientação dos técnicos da Emater, visa melhorar a produtividade e desenvolver produtos seguros, com a qualidade exigida pelos mercados, entre outras metas. Dentre as principais culturas cultivadas no Estado, destacam-se: mandiocultura, cacauicultura, cafeicultura, olericultura, fruticultura, urucum e inhame.

A mandioca, segunda cultura de maior importância para a agricultura familiar, é uma das atividades que mais cresceram nos últimos anos. No ano passado, foram atendidas pela Emater 2.653 famílias em todo o Estado. Hoje, o maior produtor de mandioca é o município de Porto Velho, com 169 mil toneladas, seguido por Machadinho d’Oeste, com 106 mil toneladas. Além da mandioca, o cacau, cultivado em 78% dos municípios rondonienses, também recebeu grande incentivo durante a pandemia, com distribuição de 214.500 sementes e 5.000 hastes para produção de um fruto mais resistente.

O agronegócio do café, atividade que tem destaque histórico na balança comercial brasileira, é também a que representa maior expressão econômica e social dentro do Estado. Rondônia conta atualmente, com 18 mil produtores de café, em sua maioria, agricultores familiares que cultivam a variedade Conilon (Coffea canéfora), por ser uma das mais adaptadas às condições locais. Em 2020, a Emater prestou assistência técnica a 3.371 propriedades.

O setor produtivo demonstrou grande evolução, mesmo durante a pandemia

O programa “Mais Calcário”, que incentiva a aplicação de calcário para correção da acidez do solo associada a outras tecnologias de fertilização da terra, é a prática que mais contribui para a melhoria da renda familiar. O governo estadual, por intermédio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e Emater, transportou gratuitamente, em 2020, 19.488 toneladas de calcário adquiridas pelos agricultores familiares a um preço bem mais acessível.

Dentro da área animal, o projeto de bovinocultura leiteira é a principal fonte de renda dos produtores da agricultura familiar. O Estado conta hoje, com um rebanho de 2.939.818 (dados da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril – Idaron/2020) cabeças de gado leiteiro, produzindo em média, 5,68 litros de leite/vaca/dia, com 608.117 milhões de litros de leite/ano. Em 2020, foram assistidas em todos os projetos que envolvem a bovinocultura leiteira, 9.066 famílias. É importante frisar que devido à pandemia da Covid-19, as orientações e medidas de biosseguridade no manejo com a ordenha, utilização de utensílios foram redobrados quanto à manipulação da atividade leiteira.

Os pequenos animais também não foram esquecidos durante esse ano de tantas dificuldades. Geralmente produzidos para consumo da família, costuma ter seu excedente vendido nas feiras, comércios e programas de governo, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

A assistência técnica prestada a estas famílias atende às necessidades técnicas das atividades e incentivo às ações que visam melhorar a qualidade nutricional e sanitária do plantel animal. A avicultura é a atividade mais comum, principalmente na criação de galinhas poedeiras e a Emater-RO tem procurado, através de seus técnicos, promover uma assistência técnica continuada, integrando a família nas atividades e orientando para ações que visam o aumento da renda familiar.

Na piscicultura, o Governo, por meio das ações da Seagri e Emater, tem desencadeado ações visando o fortalecimento da cadeia produtiva no Estado, o que tem levado Rondônia ao topo dos maiores produtores nacionais. De acordo com os dados do Anuário Peixe BR 2020, Rondônia ocupa há cinco anos a liderança como maior produtor de peixes nativos e o tambaqui é a principal espécie produzida em cativeiro.

O programa “Peixe Saudável”, que institui o “Programa Nacional de Sanidade de Animais Aquáticos de Cultivo”, foi inserido em Rondônia em 2017 e tem contribuído muito para a manutenção da qualidade e produtividade local, auxiliando os pequenos piscicultores nas análises de água e na manutenção sanitária por meio de boas práticas de manejo. Em 2020, para melhor atender esse programa, foram promovidos cursos de capacitação continuada voltados para os técnicos dos escritórios locais que prestam atendimento direto ao piscicultor.

DESENVOLVIMENTO SOCIAL

No ano de 2020, o Governo de Rondônia realizou a primeira compra referente ao “Programa Estadual de Aquisição de Alimentos do Estado”, o PAA/Rondônia. O processo de elaboração e encaminhamento das propostas de agricultores que demonstraram interesse em concorrer ao chamamento público foi realizado por meio de contatos telefônicos e comunicação via aplicativo de mensagem, tendo em vista o período de pandemia da Covid-19.

Foram disponibilizados recursos no valor de mais de R$ 1,7 milhões para os 52 municípios do Estado e 1.395 propostas foram recebidas e avaliadas nesse ano de 2020. Entre as classificadas, foram beneficiadas dez cooperativas da agricultura familiar em mais de R$ 698 mil e 177 produtores individuais no valor de aproximadamente um R$ 1 milhão em 29 municípios.

O programa de fomento garante à família rural possibilidade de investimento em seus projetos produtivos

O “Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais”, que atua na inclusão produtiva das famílias menos abastecidas que vivem na zona rural, é executado por meio de um acordo de cooperação técnica entre Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), do Governo Federal, Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), Seagri e Emater e combina duas ações: o acompanhamento social e produtivo e a transferência direta de recursos financeiros não-reembolsáveis às famílias de extrema pobreza, no valor de R$ 2,4 mil ou R$ 3 mil. Durante a pandemia, foram feitos assessoramento a 600 famílias contempladas, garantindo a elas a possibilidade de investimento em seus projetos produtivos.

Já o programa “Previna-se”, realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas), prestou atendimento a 83.850 pessoas e realizou a entrega de 167.700 máscaras, sempre com orientação acerca dos cuidados necessários para proteção contra o vírus da Covid-19.

Essas e outras atividades executadas pela Emater foram de extrema importância para a agricultura familiar, durante o ano de 2020, garantindo a sobrevivência da família rural que, além de manter a produção de alimentos para seu consumo com uma nutrição saudável, também contribuiu para que não faltasse alimentos à mesa da população. E, todas essas ações só foram possíveis devido à credibilidade que o Executivo Estadual tem nos serviços de assistência técnica e extensão rural da Emater, incentivando e fomentando a reestruturação física e material da autarquia; aos parceiros, que têm sido primordiais para o desenvolvimento das atividades junto aos técnicos e produtores rurais; e aos parlamentares que têm disponibilizado emendas para fortalecimento do setor produtivo em Rondônia.


Fonte
Texto: Wania Ressutti
Fotos: Irene Mendes
Secom – Governo de Rondônia

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Agronegócio

Mais de R$ 1,7 milhão para aquisição de alimentos de produtores familiar em Ro

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O objetivo do PAA é promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar

Mais uma proposta de execução do Programa de Aquisição de Alimentos Federal (PAA) foi liberada pelo Ministério da Cidadania com recursos no valor de R$ 1.726.060, para atender produtores da agricultura familiar e instituições socioassistenciais do Estado de Rondônia. A execução do Programa é realizada pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), através da Coordenadoria da Agricultura Familiar da Seagri (Cafamiliar), em parceria com a Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e prefeituras municipais.

Com esta nova proposta, 182 entidades socioassistenciais que atendem idosos, refugiados, moradores de rua, crianças, grupos familiares nos municípios, entre outros, serão beneficiadas com a entrega de alimentos produzidos por 922 produtores cadastrados para comercializarem seus produtos através do PAA Federal, nos 52 municípios de Rondônia.

Conforme destacou o secretário da Seagri, Evandro Padovani, o objetivo do PAA é promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar. O Programa foi considerado como atividade essencial, regulamentado pela União, no Decreto nº 10.282, de 20 de março de 2020, que define os serviços públicos e as atividades que devem ser continuadas no período de pandemia.

“O PAA é essencial para garantir o alimento às famílias carentes de nosso Estado e fortalecer o trabalho e renda dos produtores. Nós não paramos as atividades e vamos continuar buscando mais recursos para atender todos os municípios”, disse Padovani.

Durante a pandemia, o PAA foi de grande importância para os pequenos produtores que tiveram dificuldades em vender seus produtos em decorrência do isolamento e restrição a aglomerações, se tornando um meio de comercialização principal para muitos agricultores, além de beneficiar as entidades recebedoras que realizam um trabalho atendendo pessoas em situação de vulnerabilidade social e nutricional.

Os beneficiários fornecedores são os agricultores familiares, assentados da reforma agrária, silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores artesanais, indígenas, integrantes de comunidades remanescentes de quilombos rurais e demais povos e comunidades tradicionais, que atendam aos requisitos previstos no art. 3º da Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006. As famílias beneficiadas com os produtos são aquelas que se encontram em situação de insegurança alimentar e nutricional.


Fonte
Texto: Sara Cicera
Fotos: Sara Cicera e Edcarlos Carvalho
Secom – Governo de Rondônia

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Agronegócio

Mais de 200 toneladas de calcário vão beneficiar produtores rurais

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Em reunião com produtores rurais, governador anunciou a distribuição de mais 245 toneladas de calcário para atender Pimenta Bueno

Produtores rurais de Pimenta Bueno e Espigão D’Oeste ficaram satisfeitos com a disposição do Governo de Rondônia em buscar ouvir os anseios do setor. Em Pimenta Bueno, para o lançamento dos projetos “Tchau Poeira” e “Governo na Cidade”, além da inauguração da sétima agência do Programa de Apoio às Micros e Pequenas Empresas e Empreendedores de Pequenos Negócios do Estado de Rondônia (Proampe), o governador Marcos Rocha fez questão de reservar um espaço em sua agenda para um bate-papo com pecuaristas, agricultores, produtores de leite e demais trabalhadores do campo, onde anunciou a distribuição de mais 245 toneladas de calcário para atender produtores de Pimenta Bueno. Em 2021, 20 mil toneladas já foram entregues por meio da Companhia de Mineração de Rondônia (CMR), em todo o Estado.

“Temos que fazer de Rondônia o melhor lugar no mundo. Rondônia é da agricultura familiar, o Estado do agronegócio e antes de tudo, é preciso acreditar”, afirmou o governador.

O encontro aconteceu no Parque de Exposições de Pimenta Bueno e junto ao secretário de Estado da Agricultura (Seagri), Evandro Padovani, do diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Elias Rezende, o governador respondeu aos questionamentos e falou um pouco sobre as ações do Governo para fomentar o agronegócio no Estado. Também participaram do encontro o prefeito de Pimenta Bueno, Arismar Araújo, deputados estaduais e alguns secretários de Estado.

“Queremos ouvir os produtores rurais para traçar as melhores estratégias para atender e alavancar o setor produtivo rondoniense. Economizamos e hoje temos recursos para aplicar em Rondônia. Queremos que estes recursos cheguem aos cidadãos de todo o Estado, nos mais diversos setores”, reforçou Marcos Rocha.

A iniciativa do governo estadual foi bastante elogiada pelos produtores rurais. “Eu achei muito interessante o que o governador falou. Ele está mostrando o que ele está fazendo e pra mim o Governo está fazendo muita coisa, mesmo com a pandemia. Numa época dessas, ele está trabalhando bastante. Tiro o chapéu pro governador, pro secretário de Agricultura, pra Emater (Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural) e para as máquinas que estão mandando pra cuidar das estradas”, elogiou o produtor, Geraldo Galvão Ranier, proprietário de uma agroindústria de beneficiamento de mandioca.

O vice-presidente da Associação Rural de Pimenta Bueno, Diego Eré, se mostrou satisfeito com a disposição do governador e seus secretários para responder aos questionamentos feitos pelos produtores rurais. “A reunião foi muito boa, o governador abriu para os produtores falarem, fazer as suas reivindicações, falar o que realmente estão precisando. Teve produtor pedindo apoio nas estradas, na produção de leite, para as indústrias e todos tiveram respostas. Foi um bate-papo muito bom, bom mesmo”, reforçou.

Com os projetos “Tchau Poeira” e “Governo na Cidade”, R$ 15 milhões serão investidos em infraestrutura urbana no município de Pimenta Bueno

Acompanhando toda a agenda desta quinta-feira, o prefeito de Pimenta Bueno avaliou como positiva a vinda do governador e de boa parte da sua equipe ao município. “Foi uma oportunidade muito boa para aproximar a comunidade da Administração Pública. O governador se dispôs a conversar, a responder perguntas, a ouvir os produtores, o setor empresarial e os cidadãos de Pimenta Bueno. Tivemos um momento muito bacana também junto às lideranças religiosas e tudo isso é muito valioso. Realmente, hoje foi um dia muito importante para Pimenta, especialmente com tantos investimentos chegando ao município”, destacou Araújo.


Fonte
Texto: Giliane Perin
Fotos: Nilson Santos
Secom – Governo de Rondônia

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Agronegócio

Embrapa abre inscrições de clones e propriedades para Avaliação de clones de café

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As inscrições são online e vão até dia 4 de junho de 2021

Foto: Renata Silva

Por meio do projeto Rede Estadual de Avaliação de Clones de Cafés, que envolve a participação da pesquisa, de instituições governamentais do estado e de produtores, a Embrapa Rondônia abre inscrições de clones e propriedades para que as avaliações possam ser iniciadas. Serão avaliados 64 clones de café canéfora (robusta e conilon) que compõem os melhores materiais genéticos disponíveis atualmente nas principais regiões produtoras de café em Rondônia. As inscrições de clones podem ser feitas no endereço forms.gle/vuyx8TnMvZEcK9v1A e das propriedades está disponível em forms.gle/hYv4wVYaiNfVHUxB8, com prazo até o dia 4 de junho de 2021. Nestes dois formulários também podem ser encontrados detalhes sobre cada um dos tipos de inscrição. Mais informações no telefone (69) 98104-5960 ou no e-mail alexsandro.teixeira@embrapa.br.

Ao final do trabalho, que deve durar quatro safras, será elaborada uma ficha técnica para cada clone avaliado, com as informações agronômicas e qualitativas, que serão disponibilizadas aos produtores que desenvolveram cada clone – detentores do material genético. De posse destas informações, o produtor poderá realizar o registro do material genético junto ao Registro Nacional de Cultivares – RNC, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa. As cultivares poderão ser recomendadas para todo o estado, fortalecendo ainda mais a cafeicultura na região.

Segundo o pesquisador da Embrapa Rondônia, Alexsandro Teixeira, este projeto foi construído para valorizar os clones de café desenvolvidos pelos produtores de Rondônia e que tem transformado a cafeicultura do estado. “Sabendo desse impacto, pensamos em uma forma de oferecer a estes produtores subsídios e informações técnicas necessárias para que eles possam fazer o registro de seus próprios clones no Mapa. Para isso, unimos esforços entre diversas instituições e contamos com a parceria dos produtores para promover essa ação em prol da cafeicultura da Amazônia”, afirma Teixeira.

Quanto ao cadastro das propriedades, nesta etapa do processo, a Embrapa busca cafeicultores parceiros que queiram participar do projeto recebendo uma unidade experimental em sua propriedade. Ao todo, serão cinco unidades experimentais distribuídas nas principais regiões cafeeiras do estado de Rondônia.

Importante informar que os cafeicultores que fornecerem clones para a avaliação ficarão impedidos de instalarem ensaios experimentais nas suas propriedades, visando à idoneidade das avaliações. Já a quantidade de clones por produtor dependerá do número de interessados em participar da Rede de Avaliação.

Quanto ao andamento dos trabalhos nas áreas experimentais, cabe informar que toda a mão de obra para instalação, condução, manejo, tratos culturais e colheita da unidade experimental de café será de responsabilidade do produtor, que receberá insumos agrícolas e assistência técnica, previsto no orçamento do projeto, para execução dessas atividades. Com exceção das amostras coletadas para realização das análises agronômicas, todo o restante da colheita será de usufruto do produtor. 

A Embrapa será responsável por todo o gerenciamento da unidade experimental, orientando o produtor em todas as atividades técnicas e científicas necessárias – adubação, desbrota, irrigação, colheita, coleta de dados e amostras, entre outros. A Emater-RO ficará responsável pelo acompanhamento mensal dessas propriedades, com assistência técnica especializada e auxiliando nas avaliações.

Essas unidades experimentais também serão utilizadas para a realização de dias de campo, palestras técnicas e eventos ligados à cultura do café, além da formação acadêmica de técnicos e estudantes que estarão envolvidos com as avaliações, qualificando corpo técnico para atuar na cafeicultura da Amazônia. 

No projeto, serão analisadas pela Embrapa diversas características como produtividade e tamanho dos grãos, uniformidade de maturação dos frutos, arquitetura das plantas para mecanização da colheita, rendimento industrial, tombamento das hastes, qualidade de bebida, resistência à nematóides tolerância à pragas e doenças.

Principais contribuições para a cafeicultura

– Registro de uma ou mais cultivares clonais de café canéfora altamente produtivos e com ampla adaptabilidade. As cultivares poderão ser recomendadas para Rondônia, fortalecendo a cadeia do café na região.

– Identificação de clones altamente específicos em determinados locais, viabilizando o lançamento de cultivares específicas para aquela região.

– Reconhecimento do trabalho pioneiro dos cafeicultores e viveiristas, que selecionaram clones em suas próprias lavouras e agora terão a possibilidade de registrá-los no Ministério da Agricultura.

– Incremento na produtividade de café da Amazônia Ocidental, alavancando a cafeicultura na região e promovendo a integração de toda a cadeia produtiva do setor cafeeiro.

– Realização de treinamentos de técnicos e de cafeicultores nas cinco áreas experimentais de café instalados em Rondônia.

– Formação acadêmica de técnicos e estudantes que estarão envolvidos com as avaliações, qualificando esse corpo técnico para atuar na cafeicultura da Amazônia.

– Pioneirismo de Rondônia no melhoramento participativo do café, com uma proposta inovadora que envolve a participação de órgãos públicos e cafeicultores, todos com objetivo de fortalecer a cafeicultura da Região Norte e promover a agricultura sustentável na Amazônia.

Rede Estadual de Avaliação de Clones de Cafés

O projeto foi lançado em fevereiro de 2021, com a assinatura de convênio entre o Governo de Rondônia e a Embrapa. Para a execução do projeto, o Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (Conder) aprovou a liberação recursos do Fundo de Desenvolvimento Industrial de Rondônia (Fider), por meio da Superintendência Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura – Sedi. Equipes da Embrapa Rondônia, Emater-RO, Secretaria de Estado da Agricultura de Rondônia – Seagri, produtores e viveiristas de café que se inscreverem estarão unidos nessa ação, que conta também com o apoio da Câmara Setorial do Café de Rondônia e Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia – Idaron.

Renata Silva (MTb 12361/MG)
Embrapa Rondônia

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