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Meio Ambiente

Rondônia tem aumento de 88% nos alertas de desmatamento em outubro, revela Imazon

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Foto aérea tirada no dia 7 de agosto mostra área deflorestada da Amazônia. — Foto: Florian Plaucheur/AFP

Os alertas de desmatamento em Rondônia aumentaram 88% em outubro de 2020 na comparação com o mesmo mês em 2019. É o que revela o levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgado nesta sexta-feira (20). Na Amazônia Legal, o aumento foi de 49%: são 890 km² de floresta perdida. Os dados são medidos por um sistema do próprio instituto.

Segundo o Imazon, 105 km² foram detectados com resquícios de desmatamento em Rondônia em um único mês, contra 56 km² em outubro do ano passado.

O estado segue na terceira posição do ranking (com 2% do total) das regiões com mais alertas de perda de floresta, ficando atrás de Mato Grosso (55%) e Pará (38%).

A degradação florestal em Rondônia no mês de outubro também apresentou de 29% na comparação com igual período de 2019. No total, foram 53 km² de área degradada contra 41 km² em outubro do ano passado.

Os dados do Imazon apontam também que Porto Velho está no topo do ranking das cidades com maior número de alertas entre os municípios mais críticos: 44 km² de floresta foram destruídos em outubro deste ano. Na sequência da capital aparece São Félix do Xingu e Pacajá, no Pará, com 34 e 35 km² de floresta perdidos, respectivamente.

As reservas rondonienses Rio Preto-Jacundá, Jaci Paraná também estão entre as unidades de conservação mais castigadas, com supressão florestal de 33 e 4 km² em outubro deste ano.

Como o Imazon mede o desmatamento

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon foi criado em 2008. Ele se baseia em imagens de satélites para captar a mudança do uso do solo. Com isso, afirma o Imazon, é possível detectar desmatamentos a partir de 1 hectare, mesmo sob condição de nuvens.

sistema de alertas do governo, chamado de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), usa imagens de satélite de 6 hectares.

As imagens são captadas e analisadas pela ferramenta de monitoramento do instituto. O Imazon afirma que, atualmente, o SAD utiliza os satélites Landsat 7 (sensor ETM+), Landsat 8 (OLI), Sentinel 1A e 1B, e Sentinel 2A e 2b (MSI) com os quais é possível detectar desmatamentos a partir de 1 hectare mesmo sob condição de nuvens.

Fonte: G1/Ro

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Meio Ambiente

Amigos do Rio Branco realizam mais uma ação em Alta Floresta D´Oeste Ro

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Um caminhão de lixo jogado as margens do Rio Branco, em Alta Floresta D’Oeste, no interior de Rondônia foi recolhido neste domingo durante mais uma ação da equipe de voluntários Amigos do Rio Branco.

A ação realizada a cinco anos, contou com em mais um dia de atividades ao longo do Rio Branco, com a poio da Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Agricultura, e cooperativas de crédito Sicredi, Credisis e Sicoob.

Mais de 20 pessoas se envolveram na ação este ano. Foram usados seis barcos para recolher o material lançado as margens dos rios por pescadores e pessoas que usam o local para acampar ou passar o dia em família.

O lixo recolhido terá um destino final adequado. Os organizadores pretendem continuar com a ação e pedem a colaboração das pessoas que visitam o Rio Branco para evitar o descarte irregular de lixo que acaba contaminando o meio ambiente.

Fonte: Florestanoticias.com

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Meio Ambiente

Ro é o primeiro Estado a passar pelo protocolo de consulta do projeto piloto Floresta+

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Estado está na vanguarda+ e foi o primeiro a ser consultado pelo Ministério, de 16 a 19 de novembro, em uma agenda de interação com o corpo técnico e comunidades tradicionais

Em resposta à discussão sobre quanto vale a floresta em pé e quem deve receber por isso, bem como sobre pagamentos por resultados de REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação), o projeto piloto do Programa Floresta+, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), segue em fase de difusão e consultas, inicialmente, nos estados da Amazônia, atuando conforme os critérios necessários de transparência informação e proteção das salvaguardas. O Estado de Rondônia que está na vanguarda+ foi o primeiro a ser consultado pelo Ministério, no período de 16 a 19 de novembro, em uma agenda de interação com corpo técnico do Estado e comunidades tradicionais.

A política de Meio Ambiente no cenário nacional vem apontando o caminho da preservação, conservação e inclusão, por meio do fomento de uma agenda de resultados. Baseado no conceito de compensar financeiramente aqueles que promovem a manutenção das florestas e dos recursos naturais, o Programa Floresta+ promove um ambiente de negócios favorável e efetivo de pagamento por serviços ambientais.

O secretário da Amazônia e serviços ambientais, Joaquim Álvaro Pereira Leite, conheceu o projeto executado na modalidade de REDD+, com interveniência do Estado, via Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), por uma empresa de investimentos dedicada à proteção e a recuperação de florestas naturais com a finalidade de mitigar as mudanças climáticas, Permian Global, na Reserva Extrativista Rio Cautário.

A iniciativa é fomentada pelo ambiente favorável de negócios do Programa Floresta +  Carbono. Serão 30 anos de pagamentos por serviços ambientais a mais de 90 famílias, garantindo renda a quem protege a floresta, além de potencializar a atividade tradicional da extração da borracha, óleos, coleta da castanha, produção de farinha e outros.

Secretário Joaquim Leite, com secretário da Sedam, após visita a uma das famílias da Resex Rio Cautário

Joaquim, juntamente com o secretário de Estado do Desenvolvimento Ambiental, Marcilio Leite Lopes, e os coordenadores da Sedam, da Coordenadoria de Florestas Plantadas (CFP), Julie Messias, Coordenadoria de Unidades de Conservação (CUC), Fábio França, e Coordenadoria de Educação Ambiental (Ceam), Zezinho Saraiva, conversou com os comunitários no sentido de ouvir, daqueles que são beneficiários do Programa na Resex, as primeiras impressões e desafios.

Na conversa, foi pontuada a importância do pagamento pela ação de manter a conservação da Resex, dito como inovador e esperado há muitos anos como reconhecimento. Também foi falado tanto pelos comunitários, quanto pelos secretários do MMA, Sedam e coordenadores, a importância da união dos beneficiários na tomada de decisões coletivas para potencializar o desenvolvimento socioeconômico destes.

Para Joaquim, o objetivo desse projeto é reconhecer e remunerar quem cuida da floresta. “Projetos como esse podem ser uma mudança para as Unidades de Conservação de uso sustentável, tornando os comunitários melhores produtores e preservando a floresta”.

A fala da coordenadora Julie Messias aos comunitários refletiu sobre o papel histórico destes. “A proteção já esta no DNA de vocês, agora é necessário o entendimento de se gerar mais benefícios, permitindo incremento de renda por meio das melhores práticas das atividades tradicionais.

Coordenadora da CFP, Julie Messias, falando sobre o Projeto privado de carbono da Resex Rio Cautário

A agenda do secretário em Rondônia ainda abrangeu uma visita ao Parque Estadual Serra dos Reis, onde foi apresentada a gestão de proteção, bem como as estratégias que vêm sendo trabalhadas para aumentar o potencial turístico e gerar conhecimento aos visitantes sobre a biodiversidade da região.

Joaquim visitou ainda o Projeto Quelônios do Guaporé, uma iniciativa da comunidade ribeirinha representada pela Associação Comunitária Quilombola e Ecológica do Vale do Guaporé (Ecovale), em parceria com a Sedam e o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).

No Parque Serra dos Reis o coordenador da CUC, Fabio França, falou da importância dessa área de proteção integral na região e do seu potencial para o turismo. “O Parque mantém de pé uma extensa área de floresta, rica por sua biodiversidade e com um atrativo natural ao turista que busca experimentar uma vivência real na Amazônia”.

PROJETO PILOTO FLORESTA+

Rondônia foi o primeiro Estado a passar pela agenda de visita técnica do secretário Joaquim Leite e do protocolo de consulta do Projeto Piloto do Programa Floresta+, no bioma Amazônia,”Floresta+ Amazônia”, realizado com a participação na solenidade de abertura, do Governador do Estado de Rondônia, coronel Marcos Rocha, do secretário da Sedam, Marcilio Leite Lopes, da coordenadora da CFP, Julie Messias, do coordenador de Regularização Ambiental (Comrar), Geovane Marx Rosa, o procurador de Meio Ambiente, Matheus Carvalho Dantas, o diretor executivo da Sedam, Hueriqui Charles, e demais integrantes do corpo técnico da Sedam.

Joaquim explanou sobre o Projeto Piloto Floresta+ abordando seu conceito, as linhas gerais de atuação, sua fonte de recurso – Fundo Verde do Clima – critérios de elegibilidade e outros

A reunião realizada no auditório Governador Jeronimo Garcia de Santana, no Palácio Rio Madeira, foi transmitida online permitindo a participação também do corpo técnico do MMA e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), onde foi apresentado o Programa Floresta+. Também foram apresentados os desafios do Cadastro Ambiental Rural de Rondônia, seguido da abertura do protocolo de consultas que consistiu em uma troca de informações entre os participantes e o secretário Joaquim, como forma de nivelar o conhecimento sobre o projeto piloto do Programa Floresta+, o Floresta+ Amazônia.

Joaquim explanou sobre o Projeto Piloto Floresta+ abordando seu conceito, as linhas gerais de atuação, sua fonte de recurso – Fundo Verde do Clima – critérios de elegibilidade e outros. Serão $ 96 milhões (dólares) investidos em diferentes áreas de atuação sob o entendimento de que para manter a floresta é necessário reconhecer e remunerar quem cuida dela.

O coordenador do Comrar, Geovane Marx, apresentou os dados do Cadastro Ambiental Rural, pontuando as ações futuras para aceleração do CAR. Informou que a Sedam já está identificando os possíveis beneficiários do Projeto Piloto Floresta+, no eixo Carbono, conforme as duas frentes, conservação – produtores com até quatro módulos fiscais e CAR validado, onde o excedente de Reserva Legal é remunerado por hectare no valor anual de R$ 250, durante quatro anos; recuperação – produtores com até quatro módulos fiscais, CAR validado e adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), no valor de R$ 150 por hectare.

Para o secretário da Sedam, Marcilio Leite Lopes, a visita do secretário Joaquim consolida a ação integrada dos governos estadual e federal. “Seguimos firmes em buscar de desenvolver, além da conservação, aqueles que vivem na floresta e que de lá tiram o seu sustento”, refletiu Marcilio.


Fonte
Texto: Julie Messias
Fotos: Esio Mendes, Frank Néry e Daiane Mendonça
Secom – Governo de Rondônia

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Meio Ambiente

Idaron desarticula comércio clandestino de agrotóxicos na região de Novo Horizonte RO

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A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron) desarticulou, no último mês de outubro, um comércio clandestino de agrotóxicos que funcionava em uma propriedade rural localizada na região de Novo Horizonte, interior do estado.

Na operação, realizada dia 14 de outubro, os técnicos da Idaron apreenderam 131 unidades de produtos químicos, num total de 230 quilos de veneno. A apreensão foi realizada por profissionais da Unidade Local de Sanidade Animal e Vegetal (ULsav) de Rolim de Moura. Os produtos apreendidos foram armazenados em um depósito comercial, em Rolim, e o caso foi comunicado à autoridade policial, para investigação criminal, uma vez que alguns dos defensivos agrícolas são produtos de contrabando.

O produtor responsável pela venda dos agrotóxicos foi multado em R$ 10 mil. Ele confirmou que comercializava os produtos, informando que a atividade é comum em outras propriedades. Segundo ele, os venenos são comprados em Goiânia e distribuídos no interior de Rondônia. “Ele não tem comércio e também não apresentou nota fiscal ou receita agronômica para caracterizar que o produto fosse de uso próprio. Além de crime contra a economia, se caracterizou crime contra o meio ambiente, uma vez que não se sabe a composição de alguns dos produtos”, explicou Sirley Queiroz, coordenador do programa de agrotóxicos da Idaron.

O caso

No dia 13 de outubro, a Idaron foi comunicada sobre a comercialização ilegal de agrotóxicos em uma propriedade rural localizada na Linha 164 Sul, próximo a RO-010, em Novo Horizonte. No dia seguinte, três servidores da Agência vistoriaram a referida propriedade. O dono do local confirmou que vendia defensivos agrícolas e levou os técnicos da Idaron até um depósito, onde o produto ilegal estava armazenado.

O produtor informou que um homem de Goiânia fornece os agroquímicos, mas negou-se a dizer nomes ou dar mais detalhes sobre o distribuidor. Ele afirmou, no entanto, que era ‘peixe pequeno’ e que existe gente grande na mesma atividade. Como envolve crime previsto no Código Penal Brasileiro, o caso passou a ser investigado pelas Polícias Civil e Federal. “No que tange a Idaron, a Agência intensificou as fiscalizações para identificar e coibir o uso e comércio ilegal de agrotóxicos em Rondônia”, destacou Sirley.

Fonte: idaron.ro.gov.br/

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