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Fórum rondoniense aponta detecção precoce de Febre Aftosa

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A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron) participou do Primeiro Fórum Rondoniense sobre a Prevenção da Febre Aftosa, que apontou a detecção precoce da doença, com participação efetiva do produtor rural, em parceria com o Serviço Veterinário Oficial, como a principal estratégia para manter o Estado livre da patologia, sem que haja vacinação.

O Fórum aconteceu na manhã de terça-feira (20) por meio de videoconferência, através da plataforma virtual Webex, com transmissão pelo YouTube. Cerca de duzentas pessoas de diversos estados brasileiros, incluindo estudantes, profissionais liberais e servidores de agências de sanidade animal, prestigiaram a iniciativa, inclusive com perguntas aos palestrantes.

Além de ampliar os debates sobre o tema, de acordo com o médico veterinário Julio Cesar Rocha Peres, presidente da Idaron, o objetivo é atualizar a sociedade sobre as estratégias para prevenção da Febre Aftosa no Estado. “O Fórum nos permite conhecer o papel de cada um nesse novo cenário, em que Rondônia deixa de vacinar e passa a pleitear o reconhecimento internacional de área livre de Febre Aftosa sem vacinação. É necessário que todos: Estado, indústria, produtor e sociedade, estejam cientes de seu papel. Só assim teremos êxito nos programas sanitários”, destacou.

Ao falar sobre o papel do Estado, Julio Cesar deu ênfase aos mais de R$ 19 milhões que o Governo de Rondônia, por meio da Idaron, aplicou em 2019 e 2020 na estruturação da Agência, para dar condição de trabalho aos servidores e otimizar a fiscalização na fronteira. “Estamos trabalhando incessantemente para proteger nosso rebanho. Com o apoio do produtor, que deve estar atento ao rebanho e notificar a Agência ao menor sinal de doença vesicular, esse trabalho será muito mais eficaz”, acentuou.

Objetivo é atualizar a sociedade sobre as estratégias para prevenção da Febre Aftosa no Estado

FÓRUM

O médico veterinário e auditor federal agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa/SFA/RO), João Carlos de Araújo Aranha, foi o moderador do Primeiro Fórum Rondoniense sobre a Prevenção da Febre Aftosa. Como destaque, ele apontou o aprimoramento do sistema de atenção veterinária e dos mecanismos de vigilância para a Febre Aftosa.

A primeira palestra, relacionada às principais diretrizes e estratégias do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (Pnefa), foi proferida pelo chefe da divisão de febre aftosa do Mapa/Brasília, Diego Viali dos Santos. O tema principal foi o “Aprimoramento do sistema de atenção veterinária e dos mecanismos de vigilância para a febre aftosa”, com ênfase na mudança da vigilância e foco na vacinação para a vigilância baseada na inteligência de informações.

Diego Viali, que falou direto de Brasília, também destacou o papel do produtor rural no processo de prevenção à doença. Segundo ele, a vigilância, a partir das notificações de doenças vesiculares, unida à vigilância de estabelecimento agropecuário e em eventos de aglomeração de animais, é primordial para a identificação, caso haja, de qualquer foco de Febre Aftosa. “Ao suspender a vacinação, retira-se um componente do sistema de vigilância e uma ação de mitigação de risco de disseminação, por isso deve-se potencializar as outras ações, principalmente as de vigilância”, explicou.

Diego Viali defendeu ainda a capacitação contínua dos técnicos, caminhoneiros que transportam animais e dos produtores. “O produtor rural é ator principal nesse processo, ele deve entender que ao notificar o serviço veterinário oficial sobre qualquer suspeita de Febre Aftosa está protegendo seu negócio”, salientou.

PNEFA

Logo após a primeira palestra houve uma exposição sobre os componentes do sistema de vigilância em área livre sem vacinação, com palestra ministrada pelo coordenador estadual do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (Pnefa), médico veterinário Márcio Alex Petró.

Ele reforçou a ideia da detecção precoce da doença como principal estratégia para combater a Febre Aftosa. “É de extrema importância que haja uma parceria público-privada, com engajamento do produtor no processo, e que seja fortalecido o sistema de informação para que todos tenham consciência de seu papel e da importância dele”, comentou. Márcio Petró falou ainda dos fundos Fefa (Fundo Emergencial de Febre Aftosa) e Fesa (Fundo Estadual de Sanidade Animal) como unidades que garantem indenização ao produtor rural no caso de reinserção da doença no Estado. “O trabalho de vigilância é forte e há um esforço muito grande para que não haja casos da doença em Rondônia, mas se por ventura houver, o produtor tem garantias”, completou.

AÇÕES ESTRATÉGICAS

A terceira palestra teve como ministrante o Dr. Luís Gustavo Corbellini, professor licenciado, com doutorado em epidemiologia pela UFRGS/Universidade de Nebraska, pós-doutorado em avaliação microbiológica de risco (Universidade Técnica da Dinamarca) e em planejamento estratégico de programa de Aftosa na situação de livre sem vacinação (Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria – Uruguai). O tema principal da palestra dele foi a “mudança de paradigma: quais ações estratégicas se tornam importantes com a retirada de vacinação contra a febre aftosa?”

E para fechar o ciclo de palestras, fez uso da palavra o presidente do Fundo Privado do Estado de Rondônia (Fefa/RO), o pecuarista José Vidal Hilgert. Ele falou sobre a responsabilidade da iniciativa privada (arceria público-privada) frente essa nova realidade de região livre de aftosa sem vacinação.

PARTICIPAÇÃO E AVALIAÇÃO

O Primeiro Fórum Rondoniense sobre a Prevenção da Febre Aftosa contou com a participação de estudantes e profissionais das áreas de Agronomia, Medicina Veterinária, Zootecnia, além de produtores rurais e técnicos em agropecuária.

Tiveram representação entre os ouvintes as instituições Idaron, faculdades particulares e universidades federais de Campina Grande (UFCG) e Rondônia (Unir), Mapa, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifro – Colorado do Oeste), Fefa/RO, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf-AC), Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged-MA), Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf-AM) e Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab-BA).

De acordo com os dados de videoconferência, o evento foi assistido por participantes residentes nos estados de Rondônia, Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.


Fonte
Texto: Toni Francis
Fotos: Toni Francis/Idaron
Secom – Governo de Rondônia

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Agronegócio

Agronegócio continuam crescendo e superam produções dos anos anteriores em Ro

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A produção de grãos cresceu e superou a dos anos anteriores

Com programas de incentivo, executados através do serviço da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO), a produção de grãos cresceu e superou a dos anos anteriores, e não foi somente a soja, o café também cresceu e, melhor, passou a apresentar uma qualidade nunca vista antes, prova disto são as premiações no Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café (Concafé) realizada em novembro, com cerca de R$ 300 mil em prêmios, além dos pecuaristas, que também estão satisfeitos com os valores recebidos pela carne e o leite.

O ano de 2020 com certeza foi atípico, mas as conquistas da população e do Estado de Rondônia têm sido tão importantes quanto as dos anos anteriores, apesar da pandemia da Covid-19, especialmente quando se fala do setor produtivo rural, carro chefe da economia local.

Para os produtores de grãos, os ganhos foram puxados pela demanda de exportação de soja e milho, elevando os preços dessas commodities a valores nunca pensados. O milho, na segunda semana de novembro, já batia na casa dos R$ 60 a saca de 60 quilos, preço pago ao produtor e a soja alcançou R$ 132 por saca.

O aumento nos preços dos grãos animou os agricultores, por outro lado, poderia impactar no custo da ração, que leva milho e farelo de soja, outro grupo de produtores, igualmente importantes para o desenvolvimento econômico do Estado, os produtores de proteína animal, nas diversas cadeias como: carne, leite, frango, ovos e produção de peixes. No entanto, pode ser percebido que os preços desses produtos também estão sendo puxados pela exportação e sua cotação em dólares, fazendo pressão nos preços do consumo interno, em busca do equilíbrio econômico.

VALORIZAÇÃO ECONÔMICA

Para quem não lembra, na segunda semana de novembro de 2019, os produtores reclamavam dos preços pagos nos laticínios, pelo litro de leite in natura, que girava em torno de R$ 0,90. Neste ano, em período equivalente, os laticínios já pagavam R$ 1,90 por litro de leite, valores facilmente observados na pesquisa semanal de preços realizada pela Emater-RO e divulgada nos grandes veículos de comunicação.

A arroba do boi teve um aumento de mais de 60% em 2020

A arroba do boi começou o ano de 2020 girando em torno de R$ 155. No decorrer dos meses evoluiu alcançando, em novembro, a R$ 250 nas principais praças do Estado, e não se trata de um fenômeno isolado para a pecuária. Os resultados na remuneração do produtor aparecem em todas as cadeias produtivas, mas não sem uma ajuda do Estado – que possui programas de incentivo à produção, criados pela Secretária de Estado da Agricultura (Seagri) e executados através do serviço de assistência técnica da Emater-RO.

Este ano o Governo de Rondônia viabilizou a aquisição de milhares de toneladas de calcário aos produtores rurais, com subsídio do frete, item que representa a maior parte do custo de correção da acidez do solo, através da calagem. Para se ter uma ideia, vamos tomar como exemplo um produtor de Porto Velho que queira comprar 30 toneladas de calcário, carga de uma carreta. Ele vai pagar em média R$ 60 por tonelada, e pelo frete deverá pagar no mínimo R$ 100 por tonelada.

Nessas condições, a produção fica proibitiva para pequenos produtores familiares, o que motivou a Seagri a criar o Programa Mais Calcário. Esse programa é custeado com recursos do fundo Proleite, que oferece gratuitamente o frete do calcário para os produtores rurais cadastrados, que tenham feito análise do solo e que comprem o calcário. Este ano, somente para o município de Nova Mamoré, foi disponibilizado recurso para transporte de mais de duas mil toneladas de calcário, com frete gratuito para agricultores familiares.

Em outra frente, os deputados estaduais, e alguns federais, viabilizaram recursos, através de emendas parlamentares, para atender associações rurais com aquisição de máquinas e equipamentos, essenciais para a modernização da produção rural. O dinheiro das emendas dos deputados foi destinado para compra de tratores de pneus, enciladeiras, vagões distribuidores de calcário e adubo, pás, carretas basculantes e outros equipamentos de engate em tratores de pneus.

Com um trabalho bem coordenado pelo governo estadual, e o ânimo elevado dos produtores rurais, os resultados da produção agrícola em Rondônia não poderia ser diferente do que apresentou o relatório do Levantamento Sistemático da Produção Agropecuária (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no mês de outubro deste ano, que mostra crescimento de 15% para a cultura do milho, 12% para a soja e 4,7%  na cultura do café. Os resultados não deixam dúvidas, a pandemia trouxe muitas consequências para a sociedade, mas não parou o crescimento da agropecuária rondoniense.


Fonte
Texto: Enoque de Oliveira
Fotos: Irene Mendes e Arquivo Emater
Secom – Governo de Rondônia

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Agronegócio

Governo propõe alterar limites de reserva extrativista e parque estadual; Para ONGs,

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Parque Estadual Guajará-Mirim — Foto: Luiz Martins/Rede Amazônica

Alteração afetaria a Reserva Extrativista Jaci-Paraná que é a 2ª mais desmatada da Amazônia Legal, e o Parque Estadual de Guajará-Mirim, próximo da Terra Indígena Karipuna, 9ª desmatada do país.

O Governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (Sem partido), encaminhou à Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) um Projeto de Lei Complementar para alterar os limites da Reserva Extrativista Jaci-Paraná e do Parque Estadual de Guajará-Mirim. Uma audiência pública está marcada para acontecer na quarta-feira (02) para discutir o assunto em Porto Velho.

A mensagem do governador foi enviada em setembro e pretende desafetar — retirar do poder público e incorporar ao domínio privado — uma área de aproximadamente 152 mil hectares da Reserva Extrativista Jaci-Paraná, ficando a área remanescente da unidade com cerca de 45 mil hectares. O Parque Guajará-Mirim passaria a contar com área de 207.148, 266 hectares, atualmente tem 216.568,00.

Em contra partida, o governador propõe criar seis Unidades de Conservação, “em áreas atualmente sem ocupação e aptidão natural para atividades agropecuárias”.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontam que a Reserva Extrativista Jaci-Paraná é a segunda mais desmatada na Amazônia Legal. Entre agosto de 2019 e julho deste ano foram 893,62 km² (10.41%). No mesmo período, o Parque Estadual de Guajará-Mirim foi o 14° mais desmatado da Amazônia Legal: 86,92 km².

Ambientalistas entrevistados pelo G1 explicam que o principal problema na possível criação dessa lei é “premiar grileiros invasores de terras”.

“Se diminuir o Parque Guajará-Mirim vai abrir a região toda para invasão na Terra Indígena Karipuna e de outras unidades ali perto. Essas áreas receberam recursos do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), do Ministério do Meio Ambiente. O governo tem recursos que podem recuperar essas regiões que estão degradadas e não dar de presente para grileiros“, disse Ivaneide Bandeira, da Associação de Defesa Etnoambiental (Kanindé).

Quando se trata da Reserva Jaci-Paraná, segundo a Ação Ecológica Guaporé (Ecoporé), os extrativistas foram todos expulsos por invasores e, atualmente, não há pequenos produtores na região. O que se encontram são grandes fazendas.

“Ela já está com quase 60% de sua área desmatada. É um problema ambiental e social instaurado, pois o poder público não teve uma atitude robusta e sólida para retirar os invasores. Hoje essa lei, reduzindo a área, é assentar essas pessoas que foram invasoras de terras públicas“, disse Paulo Henrique Bonavigo, Presidente da Ecoporé.

G1 e a Rede Amazônica tiveram acesso ao documento enviado pela Casa Civil e assinado pelo governador. Ele argumenta que as “inúmeras ações de comando e controle” até então executadas pelo poder público têm sido insuficientes para impedir o avanço da ocupação e desmatamento ilegais nas unidades de conservação.

Portanto, a ideia é alterar os limites da Reserva Extrativista e do Parque Estadual para ocupação territorial “ordenada e regulada”.

Em nota, o governo informou que o estado busca, em síntese: “solucionar os conflitos fundiários que atingem a região de Jaci-Paraná há quase duas décadas. Promover a ordenação territorial da região de Jaci-Paraná, por meio dos instrumentos de regularização fundiária previstos na legislação. E obrigar os ocupantes que vierem a ser contemplados com a regularização fundiária de suas ocupações a recuperar seus passivos ambientais, adequando-se às exigências do Código Florestal”.

Localização da Resex e parque

Ainda segundo o ISA, a Reserva Extrativista Jaci-Paraná se estende por 196 mil hectares, passando por três cidades: a capital Porto Velho, Buritis, na região do Vale do Jamari e Nova Mamoré, próximo a fronteira com a Bolívia.

É importante por preservar os biomas e ecossistemas, como: floresta ombrófila submontana, floresta ombrófila aberta aluvial e floresta ombrófila densa submontana.

Terra Indígena Karipuna

Pasto após queimada ao redor do território Karipuna, em Rondônia — Foto: Fábio Tito/G1

Pasto após queimada ao redor do território Karipuna, em Rondônia — Foto: Fábio Tito/G1

A Karipuna é a 9ª terra indígena mais desmatada do Brasil tendo sofrido perda de vegetação em 7,97 km² (2.09%) somente no período de agosto de 2019 a setembro de 2020.

Uma matéria do G1 revelou que no ano passado que dos 58 karipunas vivos, 22 frequentam a aldeia. E um risco de genocídio foi apontado pelo Ministério Público Federal em junho de 2018.

O território abrange parte de Porto Velho e de Nova Mamoré. No caminho até a aldeia, pasto e gado dominam a paisagem. A floresta aparece só depois da ponte do igarapé Fortaleza, ponto de entrada na terra indígena.

Fonte: G1/RO

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O Sorteio da campanha acelera no campo está chegando concorra

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