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Ciência

Domingo terá fenômeno astronômico antes do amanhecer

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Entusiastas de astronomia poderão observar 5 planetas de uma só vez.

Os vidrados em astronomia têm um motivo especial para acordar um pouco antes do Sol neste domingo (26). Graças a uma coincidência de órbitas, todos os cinco planetas visíveis a olho nu – Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno – estarão lá, compondo uma paisagem que só poderá ser vista novamente em junho de 2022.

Segundo o professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e coordenador do projeto Astro&Física, Marcelo Schappo, o evento está em seus últimos dias, e a coincidência das cinco órbitas visíveis acabará já no início da semana.

“Isso começou em meados de julho. Só que, na medida em que o mês termina, vai ficando cada vez mais complicado de ver todos na mesma noite”, disse ele à Agência Brasil.

De acordo com o físico, a observação dos planetas só é possível cerca de hora e meia antes de o Sol nascer. “O horário exato varia de acordo com a localidade. A melhor referência é antes do nascer do Sol, porque a luminosidade acaba ocultando a luz refletida pelos planetas”, disse.

Júpiter a Oeste
Para localizar os planetas no céu, Schappo sugere que, primeiro, se busque identificar Júpiter, por ser o maior. “Ele estará a Oeste, próximo ao horizonte. Logo ao lado estará Saturno. Seguindo uma linha imaginária será possível ver, a meia altura do céu, Marte, que é um pontinho brilhante levemente avermelhado. Mais adiante, um pouco abaixo das Três Marias, que é uma constelação bastante conhecida dos brasileiros, estará Vênus; e mais a Leste, Mercúrio [conforme mostra a ilustração da matéria]”, explicou.

Isso não ocorre com muita frequência porque os movimentos orbitais dos planetas em torno do Sol não são sincronizados uns com os outros. “Assim, para termos a oportunidade de avistar todos eles a partir daqui do nosso planeta, é preciso que eles estejam em posições adequadas de seu movimento orbital”.

“Para ter uma ideia prática, pode-se pensar numa analogia de várias crianças brincando de correr em círculos ao redor de uma casa. Cada uma faz um círculo de tamanho diferente e com uma velocidade diferente. O que ia acontecer é que ia demorar um tempo até que todas estejam em posições adequadas para verem umas das outras”, explica o professor.

As últimas vezes em que a visualização desse conjunto de planetas ao mesmo tempo foi possível foram nos anos de 2005, 2016 e 2018. A próxima ocorrência será em junho de 2022.

Dicas
Para facilitar a observação, Schappo sugere “locais escuros e com horizontes livres, já que alguns planetas estarão bem no Oeste e outros bem no Leste”. “Não pode ter morro nem prédios. Vale também torcer para que o dia não esteja nublado”, acrescenta.

Ele sugere alguns aplicativos que podem facilitar a localização do planeta tanto via computador (neste caso o programa Stellarium, que simula o céu do dia selecionado), ou o Google Skymap, que pode ser baixado nos celulares.

“Esses aplicativos servirão também para a observação de planetas individualmente, independentemente de alinhamentos, de forma a estender essa experiência a outras oportunidades. Afinal há quase sempre planetas aparecendo em nosso céu noturno”, complementa o especialista que, além de cientista, é um apaixonado por astronomia.

“Eu não perco eclipses nem chuvas de meteoros, quando mais intensas. Inclusive terá uma muito interessante na madrugada entre os dias 13 e 14 de dezembro. Também no final do ano terá uma conjunção de Júpiter e Saturno, que ficarão aparentemente muito próximos, para quem observa da Terra”, disse.

Schappo lamenta que, em 1994, ainda não tinha “olhos de físico”, quando foi possível observar um eclipse total no Brasil. “Eu era muito novo quando isso ocorreu. Por isso minhas lembranças são muito poucas, ainda que tenha sido marcante, para mim. Infelizmente o próximo eclipse total [visível no Brasil] será depois do ano de 2100. Para poder vê-lo, antes disso, terei de viajar a outro país, além de rezar para que, no dia, o céu esteja limpo”.

Veja, no infográfico, como assistir a esse fenômeno:

Fonte: Agência Brasil

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Ciência

Eclipse parcial de uma Super- Lua em 26 de maio

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Fenômeno será visível em cidades de Rondônia; confira como será

Na madrugada de 26 de maio acontecerá no Brasil um eclipse parcial de uma Super- Lua (e não superlua!), porque a Lua estará próxima ao perigeu, ponto de sua órbita mais próximo à Terra. Quando isso ocorre a Lua parece ficar maior e mais brilhante: é uma Super-Lua.

Um eclipse lunar ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua e o nosso satélite natural adentra na sombra que o nosso planeta produz no espaço. Se considerarmos a fase do eclipse penumbral, quando a Lua apenas diminui o seu brilho e não é perceptível ao público, podemos dizer que parte do eclipse lunar será visível em todo o país. Porém, para os observadores em geral o que realmente interessa é a parte visível do eclipse, o eclipse lunar parcial, quando a Lua parece “mordida”.

Apenas os moradores que seguem o fuso horário do Acre (UT -5), e que inclui localidades no oeste do Amazonas (Tabatinga, Benjamin Constant e Eirunepé, entre outras), conseguirão observar com facilidade parte do eclipse parcial da Super-Lua.

Em Rio Branco (AC), e em localidades que seguem o seu fuso horário, o eclipse parcial começará às 4h44. Na capital do Acre a Lua irá se pôr às 5h41, parcialmente eclipsada. Mas, um pouco antes desse horário a Lua já estará muito baixa no céu, o que dificultará a sua observação.

Diferentemente de um eclipse solar que começa em momentos diferentes em cada local da Terra, um eclipse lunar começa ao mesmo tempo e é visível em toda a região da Terra em que é noite.

Embora o horário em que o eclipse lunar começa seja o mesmo para uma região com fuso horário igual, existem nuances de um local para outro.

Para a maioria dos que seguem o fuso horário de Mato Grosso (UT – 4) quando o eclipse lunar parcial começar, às 5h44, a Lua estará quase se pondo o que tornará extremamente difícil, mas não impossível, a sua observação, já que ela estará baixa no céu. Em Cuiabá ela irá se pôr às 6h02, mas, em Aripuanã, a oeste de Mato Grosso, o ocaso da Lua ocorrerá às 6h07, um pouco mais tarde, o que pode facilitar a observação inicial do fenômeno.

Se alguém tiver uma visão da Lua de um lugar alto e puder observar o horizonte (solo) sem obstáculos tais como árvores e construções, poderá observar o começo desse eclipse lunar parcial. Porém, essa situação ideal é muito difícil de ser alcançada.

Em Porto Velho o ocaso da Lua ocorrerá às 6h23 tornando possível a observação do começo do eclipse parcial, assim como em outras localidades do estado de Rondônia situadas mais a oeste. Em Guajará-Mirim, por exemplo, o ocaso da Lua ocorrerá às 6h32, o que permitirá a observação de parte da fase parcial do eclipse lunar.

Em Campo Grande (MS), com o ocaso da Lua às 6h04 será difícil, mas não impossível, observar a fase parcial do eclipse lunar. Em Boa Vista (RR) com o pôr da Lua às 5h51, a observação do fenômeno será quase impossível. Em Manaus (AM), com o ocaso da Lua às 5h58, será muito difícil a observação do fenômeno, todavia, em Juruá (AM), com o pôr da Lua às 6h23, será possível observar parte do eclipse lunar parcial. Na impossibilidade de fornecer informações para todas as cidades com fuso horário UT – 4, eu sugiro que as que se encontram mais a oeste busquem na internet o horário do pôr da Lua em sua localidade, lembrando que, nessa faixa geográfica, o eclipse parcial da Lua começará às 5h44.

Os moradores que seguem o fuso horário de Brasília (UT – 3) não conseguirão observar a fase parcial desse eclipse lunar.

Mesmo os que não irão conseguir observar o começo do eclipse lunar parcial podem acordar mais cedo e desfrutar o espetáculo da Super-Lua no céu. A Super-Lua parece mais bela próxima ao solo, ao se levantar ou ao se pôr. A Lua já estará deslumbrante no anoitecer do dia 25 de maio e, também, continuará admirável no anoitecer do dia 26 de maio. Todavia, o melhor horário para a observação da Super-Lua será na madrugada de 26 de maio e próxima ao seu ocaso.

O próximo eclipse parcial da Lua que será visível no Brasil acontecerá na madrugada de 19 de novembro de 2021 e, se as condições climáticas permitirem, poderá ser observado em todo o Brasil.

por Telma Cenira Couto da Silva, doutora em Astronomia pelo IAG -USP

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Ciência

Asteroide Apophis vai colidir com a Terra? Nasa responde

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Após sua descoberta em 2004, o asteroide 99942 Apophis foi identificado pela Nasa como um dos mais perigosos que poderiam colidir com a Terra.

RomoloTavani/istock© RomoloTavani/istock RomoloTavani/istockDima Zel/shutterstock© Dima Zel/shutterstock Dima Zel/shutterstock

Com cerca de 340 metros de diâmetro e estimadas 41 milhões de toneladas, o Apophis ganhou notoriedade como um asteroide que poderia representar uma séria ameaça ao nosso planeta.

NASA/JPL-Caltech© NASA/JPL-Caltech NASA/JPL-Caltech

Apophis não vai colidir com a Terra nos próximos 100 anos

Os resultados de uma nova campanha de observação de radar, combinada com uma análise precisa da órbita, ajudaram os astrônomos a concluir que não há risco de o Apophis impactar nosso planeta por pelo menos um século.

Mopic vía Shutterstock© Mopic vía Shutterstock Mopic vía Shutterstock

Segundo o Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra (CNEOS) da Nasa, o risco de um impacto em 2029 foi descartado, assim como os outros futuros, em 2036 e em 2068.

JPL-Caltech/nasa© JPL-Caltech/nasa JPL-Caltech/nasa

Quando o Apophis sobrevoou a Terra por volta de 5 de março de 2021, os astrônomos aproveitaram a oportunidade para refinar a estimativa de sua órbita ao redor do Sol com extrema precisão.

Isso permitiu os cientistas a excluir com segurança qualquer risco de impacto nos próximos anos.

sdecoret/istock© sdecoret/istock sdecoret/istock

“Um impacto em 2068 não está mais entre as possibilidades, e nossos cálculos não mostram nenhum risco de impacto por pelo menos 100 anos”, garantiu em comunicado Davide Farnocchia, engenheiro de navegação e pesquisador do CNEOS.

Estudos sobre asteroides

  1. Material orgânico essencial à vida é encontrado em asteroide pela primeira vez
  2. Asteroide atingirá a Terra em 6 maio de 2022? Entenda o que pode ocorrer
  3. O que aconteceria se um grande asteroide novamente atingisse o planeta Terra?

Fonte: Msn.com

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Ciência

Se álcool combate o vírus, por que não surgiu remédio contra covid?

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Especialistas explicam que álcool e sabão neutralizam o contágio fora do organismo; com o vírus no corpo a situação é outra

Vírus é neutralizado pelo álcool em gel
RAUL MARTÍNEZ/EFE/09-06-20

Em um corredor de supermercado, diante da prateleira com potes de álcool em gel, a menina pergunta, intrigada: “Se o álcool e o sabão matam o coronavírus fora do corpo, por que não se consegue encontrar um remédio que mata o coronavírus dentro do corpo?”

A pergunta, ingênua, carrega, no entanto, doses da ansiedade humana em desvendar o desconhecido e logo transformá-lo em descoberta. Algo muito comum no imaginário das crianças. E também dos cientistas.

A questão é que, mais amadurecido diante dos mistérios, o cientista aprendeu que há todo um caminho por trás das aparências, que até pode ter como alicerce a imaginação, mas que precisa fazer da hipótese uma confirmação.

E, em um momento de emergência, como o da busca por um remédio que combata o novo coronavírus, para enfim controlar a atual pandemia, a ansiedade fica mais latente. Mas ela necessita do suporte do laboratório, em um trabalho que leve em conta as diferenças do combate ao vírus dentro e fora do organismo, conforme explica o consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Hélio Arthur Bacha.

“Não se trata de trabalhar com cultura de células, mas com o organismo humano, com um corpo e reações. Uma coisa é neutralizar uma cultura de células fora do organismo, outra é buscar uma terapia dinâmica em um ser vivo, que a combata dentro do corpo. O álcool e o sabão agem no RNA do vírus fora do corpo. A ação de um medicamento não é só contra o vírus, é dentro de um sistema complexo, onde o vírus se multiplicou, envolve hormônios, produção de anticorpos que dão um tipo de resposta, é um complexo de produtos biológicos”, diz.

Para ele, este tipo de pergunta, aparentemente pueril, pode mesmo levar a pensamentos ludibriados pela própria ansiedade. E baseados em fórmulas simplistas.

“O vírus se multiplica dentro da célula, uma coisa é a desnaturação do vírus na superfície, outra é dentro da célula. Não podemos nos basear na chamada medicina de conhecimento positivo, fora da clínica, mas sim naquela baseada em evidências. Há 100 anos a medicina abandonou esse tipo de prática. Antes se fazia medicina baseada em teoria fora da clínica, mas isso mudou e agora ela é feita com base na evidência”, ressalta Bacha.

Tempo de observação

Até o momento, os laboratórios não encontraram um medicamento que neutralize a covid-19 de forma direta e eficiente. Os tratamentos mais indicados são baseados no suporte de oxigênio, para casos mais graves e pacientes de alto risco devido a comorbidades, e apoio respiratório, como ventilação, em casos mais críticos.

Um medicamento que tem mostrado alguma eficácia é a Dexametasona, que pode contribuir com a redução da necessidade de ventilação. Outro aprovado é o Remdesivir, indicado em alguns casos onde haja internação e que pode amenizar a ação do coronavírus.

Medicamentos, como os analgésicos e os antipiréticos, também estão aptos para o tratamento, mas voltados apenas para o alívio de sintomas. Nem o Remdesivir, no entanto, está mostrando uma eficácia definitiva, como afirma Renato Kfouri, vice-presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).

“São raros aliás os vírus que têm antivirais. Para covid-19 não tem, para outros vírus até tem, os antivirais que a gente chama, são poucos os que atuam, para hepatite B, para o vírus de herpes, você consegue às vezes inibir a multiplicação viral. Para covid não foi desenvolvido nenhum antiviral ainda, nem a cloroquina, nem a ivermectina. Nem o remdesivir, antiviral que foi aprovado, mas o uso acabou não sendo tão benéfico e ele inibe pouco a multiplicação viral”, observa.

Kfouri também destaca que a atuação do álcool em gel e do sabão é restrita ao vírus fora do organismo.

“Substâncias como álcool e sabão não vão ter uma ação neutralizando o vírus após o contato com o organismo, nem topicamente, fazendo gargarejo, porque o virus já estará dentro da células e nem com drogas até agora desenvolvidas se encontrou uma maneira de neutralizá-lo”, afirma.

E ele completa.

“O vírus é um organismo intracelular, depende de estar dentro da célula, quando ele está na superficie, ambiente, se consegue neutralizá-lo com substâncias par inavitá-lo, uma vez que entra na celula, invada, usa o maquinário da célula para se multiplicar, não há mais drogas que agem nessa situação.”

Para Bacha, tal descoberta ainda necessita de um tempo de observação. Para, aí sim, surgir, inclusive por meio do acaso, como ocorreu com a penicilina, quando, em 1928, o cientista inglês, Alexander Fleming, percebeu de repente que uma amostra de bactérias Staphylococcus foi contaminada com um fungo, do gênero Penicillium, que tinha a capacidade de inibir a multiplicação de bactérias, criando o antibiótico.

“Até agora não encontramos um princípio ativo, como antibacterianos ou antivirais, que funcionam diferente para a covid-19. O remédio para o HIV, por exemplo, demorou muito tempo para ser desenvolvido”, acrescenta.

Isso não quer dizer, no entanto, que a busca por um medicamento não esteja em um estágio avançado, já que os recursos científicos têm dado mostras de que, com eles, muitas descobertas têm se acelerado. Como no caso da própria vacina contra a covid-19, desenvolvida em menos de um ano, algo inédito na história.

Para Bacha, quando a descoberta se apresentar, só haverá uma maneira de saber se ela poderá ser utilizada.

“Toda a terapia é válida quando, comprovadamente, os benefícios são maiores do que os malefícios.”

Fonte: R7.com

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