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Colheita dos Robustas Amazônicos: a melhor estratégia para superar os desafios é respeitar o ciclo natural

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*Enrique Alves Pesquisador da Embrapa Rondônia

Não é de hoje que a resposta para os principais desafios do homem é compreender e interpretar o ambiente. Sabemos que, tanto a produtividade quanto a qualidade do café, são a combinação entre o ambiente, a genética e o manejo realizado pelo agricultor. E esta combinação faz com que cada região produtora seja única.  

Mas, quando o cafeicultor não compreende ou não respeita alguns desses elos que formam e modificam o grão de café, perde a sua individualidade e tudo que o torna especial.

O desenvolvimento completo de um fruto de café começa mesmo antes do surgimento das flores. Inicia-se no período de desenvolvimento vegetativo e formação dos ramos produtivos, passa por um período de dormência que, normalmente, coincide com a época mais seca do ano. Assim, nas primeiras chuvas, as gemas florais têm a sua dormência quebrada e inicia-se uma das fases mais importantes para a produtividade do café. Após a florada, que pode ser plena ou seguida de floradas menores, ocorre a fecundação, que resulta em um frutículo em desenvolvimento denominado de “chumbinho”.

Após esse momento, se inicia o pegamento e expansão desses frutos que se tornam o dreno prioritário das plantas e a razão principal de todas as ações e preocupações do cafeicultor. É o momento em que não pode faltar água, nutrientes e deve-se ter atenção com a sanidade da lavoura e dos frutos. 

De forma geral, pode-se dizer que o produtor tem evoluído muito nos cuidados nesta fase de pré-colheita. Tanto que, na última década, a produtividade dos Robustas Amazônicos no Estado de Rondônia teve um aumento de 350%. Evoluiu de um nível quase extrativista, de oito sacas por hectare, para um mais tecnificado, com 36 sacas por hectare.

Entretanto, apesar de toda a evolução da última década, muitos produtores não têm atentado para a importância das fases de finalização de um ciclo de quase dois anos para se chegar ao fruto de café. É como se o cafeicultor estivesse em uma maratona e desistisse do prêmio justamente no quilômetro final. É, literalmente, nadar um oceano e morrer afogado na praia. 
O “Sprint” final do cafeicultor corresponde às etapas de colheita e pós-colheita. O café é uma cultura perene e tudo conta para o sucesso da lavoura. Os frutos são os resultados das escolhas, boas e ruins, do plantio à colheita. Mas, sem sombra de dúvidas, as etapas finais de colheita e pós-colheita são as mais determinantes para a qualidade de bebida. E, o que muitos produtores não se dão conta, é que o são também para o rendimento da lavoura. 

O momento da colheita é o que mais demanda mão de obra e corresponde por cerca de 40% do custo de produção. Está aí mais um motivo para este ser o período crucial para o sucesso de quase dois anos de investimento e suor do produtor. Qualquer ação na colheita representa grande impacto no rendimento, qualidade e na remuneração final. Sim, a colheita é o momento da verdade, aquele que separa o joio do trigo.

Vale a pena colher o café maduro?

Tecnicamente, o momento ideal de colheita começa quando as plantas estão com, pelo menos, 80% dos seus frutos maduros. E isso tem sido um grande desafio para o produtor. Em parte, porque a maturação costuma ser heterogênea, a mão de obra escassa e existe uma necessidade, às vezes cultural, de finalizar logo a colheita e vender o café. Nesse ciclo alucinado, o produtor que não se programa, perde muito por não conseguir fazer o processo de forma gradual, tranquila e natural.

Para se ter uma noção, a pesquisa tem demonstrado que a diferença do rendimento dos grãos provenientes de uma colheita de frutos majoritariamente verdes chega a ser 25% menor do que os colhidos maduros. De forma geral, são necessários 24 latões de 20 litros de frutos verdes para se obter uma saca de café beneficiado de 60 Kg. Já se os mesmos frutos forem colhidos maduros, são apenas 18 latões.

Vamos fazer mais uma continha. Normalmente, os produtores pagam de R$2,50 a R$3 por latão colhido. Isso significa que o cafeicultor que colhe os frutos verdes paga R$18 a mais por saca de café, só em mão de obra. Além disso, quando se colhe os cafés verdes, se observa a diferença negativa de rendimento de cerca de 25% em uma saca de café. Considerando-se o preço hipotético de R$300 pago por saca tipo “commodity”, isso representa R$75 a menos para o bolso do produtor. Nesta simulação, somando-se as perdas por renda e com o custo a mais na colheita, quem colhe verde deixa de ganhar R$93 por saca. Até aqui, nem começamos a falar em qualidade.

Confira no vídeo o passo a passo da colheita e pós colheita dos Robustas Amazônicos:

Respeite o ciclo natural!

Se até aqui o cafeicultor ainda não estiver convencido, vamos ao que é a razão de o café ser a bebida mais consumida no mundo, depois da água. O prazer que dá degustar um bom café! Os frutos verdes têm em abundância uma substância química do grupo dos fenóis, conhecida como tanino. Ela tem como função dar um aspecto “travoso” e amargo aos frutos, os deixando menos atrativos para serem devorados antes da maturação fisiológica de frutos e sementes. É a natureza dando o sinal vermelho: “Ainda não! Colha no momento adequado. Deixe a natureza seguir o seu ciclo”.

Respeitar o ciclo da natureza, o momento ideal de colheita de cada clone, parece ser o mais inteligente a se fazer. A bebida originada da colheita de frutos maduros e selecionados é, naturalmente, adocicada, leve e possui sabores que lembram caramelo, frutas e chocolate. Essa imensa paleta de aromas e sabores tende a agradar mercados mais exigentes e que pagam mais por esses cafés, conhecidos como finos ou especiais. Eles levam em si a origem, os cuidados do produtor e as características intrínsecas determinadas geneticamente.

Estes cafés especiais são o coroamento de um processo produtivo que vai muito além do momento da colheita. O produtor que esperou a maturação ideal dos frutos, deve submetê-los a um processo de secagem, nas primeiras 24 horas após desprendê-los das plantas. Nesse momento, também se deve seguir o ciclo da natureza. A temperatura ideal de secagem é de cerca de 35°C e o processo deve ser lento, gradual, natural. Quem quer produzir qualidade, deve preservar a semente. Manter a vida intacta no embrião. E este é, verdadeiramente, o respeito ao ciclo natural: crescer, amadurecer e ter a capacidade de gerar descendentes. 

De forma resumida e tecnicamente recomendada, é preciso manter o desenvolvimento das plantas e frutos na pré-colheita, respeitar o tempo dos frutos durante a colheita e manter a vida viável na pós-colheita, o maior tempo possível. Sabemos que nem sempre é simples seguir o ciclo natural, pois a busca por lucro ou mesmo sobrevivência, é uma batalha constante. E, muitas vezes, o mercado pode ser cruel com a agricultura familiar.

Trata-se de uma verdadeira estratégia de guerra. O cafeicultor precisa atingir o equilíbrio de uma curva de demanda de mão de obra e equipamentos em um intervalo curto de tempo. Mas, por mais incrível que possa parecer, respeitar o ciclo natural de cada clone e o seu tempo de maturação pode ser a solução para o achatamento desta curva de demanda durante a colheita, que tem seu pico nos meses de abril e maio. A natureza e a seleção genética do homem nos deram clones com ciclos de maturação precoces, intermediários e tardios e essa variabilidade pode nos ajudar a fazer uma colheita planejada.

No final, assim como ocorre na natureza, nada nas propriedades rurais deve acontecer ao acaso. Tudo deve ter uma sincronização e uma razão de ser.   Atenção aos detalhes e a leitura do ambiente de produção deve ser uma constante. Quanto mais aprendemos com a natureza, maior a nossa chance de sucesso. O respeito ao ciclo natural nos torna mais éticos, prolíficos e perenes.

Fonte: Embrapa

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Agronegócio

Nebulização é essencial para prevenção de doenças respiratórias em aves e suínos

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Programa de biosseguridade ajuda a garantir a saúde dos animais

As doenças respiratórias estão entre as principais responsáveis pela perda de produtividade em granjas de aves e suínos. “Para combater os vírus e as bactérias que infectam esses animais, os produtores devem considerar importantes fatores de riscos, como mudanças de temperatura, densidade de animais e, principalmente, cuidados com a biosseguridade do ambiente”, informa Ana Caselles, gerente técnica da Sanphar para a América Latina.

Como estratégias de manejo, Ana recomenda a nebulização do ambiente, técnica de desinfecção para baixar a pressão de infecção agindo sobre micro-organismos, como vírus, suspensos no ar e que podem causar problemas respiratórios nos animais. “Em granjas mais modernas, a nebulização pode ser realizada pela tubulação instalada junto ao teto. Quando não há essa opção, os profissionais podem realizar a nebulização via spray através de equipamentos”, informa a especialista da Sanphar.

Dentre as doenças respiratórias mais comuns na avicultura está a Bronquite infecciosa, que tem como agente um coronavírus, provoca sinais respiratórios, perda produtiva e mortalidade. Nos suínos, destaca-se o Complexo de Doenças Respiratórias de Suínos (CDRS), que envolve mais de um agente infeccioso e pode ser de origens diferentes (bacteriana e/ou viral).

Sanidade na granja

Para a eficaz proteção dos animais, a Sanphar conta em seu portfólio com uma moderna solução para a nebulização nas granjas. Trata-se de Timsen®, desinfetante biocida à base de cloreto de alquil dimetil benzil amônia 40%. Timsem possui amplo espectro de ação e eficácia mesmo na presença de matéria orgânica. “Timsen® quebra a tensão superficial dos líquidos, o que aumenta o poder de penetração da solução desinfetante”, explica Ana Caselles.

Biodegradável, Timsen® não provoca irritação ou lesão no trato respiratório, não polui o meio ambiente, não é corrosivo e tampouco irritante. Ele ainda microniza a gota d’água, mantém-se em suspensão por mais tempo e apresenta alta solubilidade devido à fórmula patenteada em formato de cristais solúveis para altas e baixas temperaturas de água. Para a nebulização sobre animais, recomenda-se 1g do produto para cada 1 litro de água. O produto está disponível em potes de 200g e 1kg.

Sobre a Sanphar

A Sanphar é a empresa de saúde animal do Grupo Erber, com sede global na Áustria, referência em pesquisa e desenvolvimento de desinfetantes, fármacos e aditivos para aves e suínos. Site: www.sanphar.net/pt

Giovanna Borielo

Sta Press | Grupo Texto
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Agronegócio

Horta em casa: em tempos de pandemia, como cultivar para uma boa alimentação

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Um dos benefícios de se plantar em casa é aumentar a gama de alimentos orgânicos consumidos.

Plantar em casa as mais diversas variedades de ervas para chás, temperos, legumes, verduras e frutas é uma boa alternativa para o bolso e para a saúde. Afinal, um pequeno espaço no quintal ou até mesmo no apartamento pode se transformar em uma hortinha e virar uma rotina que coloca alimento fresco à mesa. Em tempos de pandemia da Covid-19, esse cultivo caseiro além dos benefícios acima, também pode virar passatempo.

No caso de Rita Silva, de 53 anos, ter um espaço verde em qualquer canto alegra a casa e rende colheitas fartas. Com conhecimento passado de geração para geração, cultiva ervas para chás, temperos e até pé de figo no apartamento que mora em Uberlândia.

“Todo mundo pergunta por que eu tenho um pé de figo em casa. Pode não dar figo aqui no apartamento, sei que é complicado, mas é pelo prazer de ver sair do solo, do jeito que cresce. No apartamento, já plantei e colhi rabanete, cebolinha, cebola, alho, morango, batata doce, entre outros. Acho que uma casa sem planta fica sem graça, é como uma macarronada sem queijo”, contou a estudante de serviço sociais.

Luciano Caixeta durante atendimento a horta em Tupaciguara — Foto: Reprodução/Instagram

Luciano Caixeta durante atendimento a horta em Tupaciguara — Foto: Reprodução/Instagram

O professor e mestre do curso de Agronomia da Unipac, de Uberlândia, Luciano Caixeta, explicou que as hortas da região do Triângulo Mineiro são mais voltadas para temperos e ervas para chás. Cultivos que cabem em locais pequenos e crescem rápido.

“Na nossa região, as pessoas gostam muito de temperos caseiros, como salsinha, cebolinha, hortelã. São plantas que vão rápido. Mas também tem os tomatinhos cereja, que vão bem tanto em casa, quanto em pequenas hortas. Para chás, as pessoas gostam de hortelã, poejo, que cabem em uma sacada, em uma jardineira, e plantam em casa”, explicou o professor.

Benefícios

Um dos benefícios de se plantar em casa é aumentar a gama de alimentos orgânicos consumidos. A nutricionista de Uberlândia, Camilla Borges, reforçou esse discurso e vê motivação extra tanto para a pessoa que tem a iniciativa, quanto para a família na busca de novos hábitos na alimentação.

“Plantar em casa pode ser o início da mudança para as pessoas adotarem hábitos mais saudáveis na alimentação. Quem tiver criança em casa também é importante envolvê-la em todo o processo de construção da horta, do plantio, de colher o alimento, para que ela entenda de onde vem o alimento até chegar à nossa mesa. Isso permite que a gente desenvolva um novo hobby, uma atividade que faz bem para a saúde como um todo”, pontou a nutricionista.

Como plantar em casa

Além de um espaço, alguns itens são necessários para se cultivar uma horta em casa:

  • um vaso ou jardineira
  • pedriscos
  • e terra vegetal.

O próximo passo é escolher entre sementes e mudas. A incidência de luz solar também faz diferença.

“Em lojas de preços populares conseguimos encontrar jardineiras e pedriscos. O pedrisco vai no fundo da jardineira para não acumular água. Depois do pedrisco entra a terra vegetal por cima, aí já pode plantar. É bom lembrar que a maioria das culturas precisa de sol, como as hortaliças. Elas não podem pegar sombra. Se moro em um apartamento que não pega sol, apenas luminosidade, essas plantas não podem ser plantadas”, explicou Luciano Caixeta.

Rita Silva tem duas varandas em casa e escolhe a com mais incidência de luz solar em cada época do ano — Foto: Lucas Papel/G1

Rita Silva tem duas varandas em casa e escolhe a com mais incidência de luz solar em cada época do ano — Foto: Lucas Papel/G1

A vantagem dessas hortinhas é que elas resistem às épocas do ano, desde que sejam criadas condições para tal. A umidade, por exemplo, é outro fator a ser considerado ao iniciar uma plantação.

“Não tem muita época (para plantar). O tomate, por exemplo, não gosta de muita umidade. Se eu tenho uma sacada ou uma horta pequena eu consigo controlar essa água no tomate. Esse período agora é muito propício para as folhas, como rúcula, hortelã, alface, brócolis, couve-flor, porque não tem muita umidade”, completou o professor.

Um pouco de conhecimento com profissionais, livros ou buscas na internet também ajuda, assim como a troca de experiências com quem já cultiva. Rita Silva tem esse costume, mas traz ensinamentos, principalmente, da avó e da mãe.

“Fui aprendendo com os antigos. Morei com minha avó na adolescência e lá tinha muita planta. O café nosso era colhido no quintal. Tinha pêssego, figo, pés enormes, e uma horta. Minha mãe também gostava, plantava jiló e tomate que dava para distribuir para a cidade inteira (risos)”.

Dicas sobre chás e temperos

Muitas das ervas utilizadas na produção de chás são usadas para diminuir a ansiedade e a tensão. A nutricionista Camilla Borges também destaca outras propriedades, que podem estar plantadas no quintal ou na varanda de casa.

“Os chás de camomila, maracujá, capim-limão, valeriana, podem nos auxiliar a reduzir o estresse, a ansiedade, uma vez que esses chás têm propriedades ansiolíticas, sedativas e calmantes e podem ser muito úteis principalmente nesse momento que estamos vivendo. Outros chás como o chá verde, preto e mate, podem nos ajudar a ter mais disposição no dia a dia. De uma maneira geral, estudos mostram que os chás podem ter ação antioxidante, efeito protetor contra doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer”, comentou.

Chás de ervas caseiros têm inúmeras propriedades — Foto: Unsplash/Divulgação

Chás de ervas caseiros têm inúmeras propriedades — Foto: Unsplash/Divulgação

A receita caseira de Rita Alves é o chá de tanchagem, planta que atua contra diversas infecções, como a das vias respiratórias.

“O chá de tanchagem é simplesmente ferver a folha e tomar como se fosse um comprimido à noite. Se tiver sinusite e tomar, no outro dia sai tudo, descongestiona. Para a garganta, infecção urinária, ele é bom. Não existe uma proporção, é por rumo, igual os antigos. Se for muita folha, muita água, menos folha, menos água. Mas tem que usar as folhas mais velhas”, explicou Rita.

Dos chás para os temperos, cultivar plantas como alecrim, tomilho, orégano, hortelã, é uma boa saída para diminuir o consumo de sal na comida, que é muito alto pelos brasileiros, como explicou Camilla Borges.

“É importante que os temperos naturais substituam o sal na nossa alimentação. A Organização Mundial da Saúde recomenda que o consumo de sal diário seja equivalente a uma colher de chá (5g), e a média de consumo dos brasileiros é de 12g. O excesso do consumo de sal está ligado a hipertensão, problemas renais e infarto, por exemplo”, finalizou a nutricionista.

Por Lucas Papel, G1 Triângulo e Alto Paranaíba

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Agronegócio

Governo de Rondônia busca diálogo com produtores de leite para evitar crises no setor

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O governo de Rondônia se mantêm firme na busca conjunta de soluções para questões do setor do agronegócio do leite

A pandemia da Covid-19 vem causando repercussões, não apenas de ordem biomédica e epidemiológica em escala global, mas também impactos sociais, culturais, políticos, históricos e principalmente na economia, como é o caso do setor de produção de leite no Estado de Rondônia. Por este motivo, é de suma importância neste momento de crise, a busca por alternativas e ações que ajudem a superar este momento difícil.

De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), há constantemente o diálogo com as entidades representativas de produtores rurais e indústrias lácteas para que, em conjunto, sejam encontradas as melhores formas para fomentar a produção leiteira no Estado.

“Através do Fundo Proleite, algumas ações estão sendo executadas para fortalecer o setor, tais como, o investimento em assistência técnica especializada para a pecuária de leite, recuperação da usina de nitrogênio de Porto Velho e Ouro Preto do Oeste, aquisição de equipamentos para a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural), que serão usados no setor, e pagamento do serviço de transporte de calcário adquirido pelo produtor de leite, bem como, a destinação de R$ 5 milhões do Fundo Proleite para aquisição de leite e derivados pelo Programa Estadual de Aquisição de Alimentos (PAA), que garantirá comercialização e renda para o produtor e a contratação do serviço de elaboração do preço de referência do leite em Rondônia, para subsidiar a negociação do preço entre produtor e indústria, através do Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite do Estado de Rondônia (Conseleite), que congrega representantes das indústrias e dos produtores”, enfatiza o secretário Evandro Padovani.

O Comitê de Crise de Leite, criado pela Seagri, tem envidado todos os esforços e mantido contato com as indústrias para evitar as reduções no preço do leite, tendo algumas delas colaborado e concordado com as sugestões.

“As notícias de paralisação por parte dos produtores rurais são preocupantes por conta do abastecimento do produto, mas reconhecemos o direito do produtor em relação ao destino de sua produção, no entanto pedimos que evitem o fechamento de vias ou impedimento de trânsito de veículos, pois entendemos que o diálogo ainda é o melhor caminho para soluções conjuntas de crises como a que estamos vivendo”, disse Padovani.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia

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