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Trump ameaça suspender contribuições dos EUA à OMS

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Em coletiva, presidente afirma que entidade é ‘sinocêntrica’ e que verba depende de investigação sobre a organização e a resposta chinesa ao coronavírus

Donald Trump durante entrevista coletiva na Casa Branca Foto: MANDEL NGAN / AFP

WASHINGTON — Em meio a críticas sobre a atuação da Organização Mundial da Saúde (OMS) na pandemia do novo coronavírus e insinuações sobre favorecimento à China, o presidente americano Donald Trump ameaçou suspender as contribuições financeiras do país à entidade.

— Nós vamos impor a suspensão nos gastos à Organização Mundial de Saúde — afirmou o presidente, para surpresa de muitos dos jornalistas que acompanhavam o briefing diário na Casa Branca. Trump seguiu acusando a organização de ser “sinocêntrica” e de criticar as medidas de restrição de viagens anunciadas pelo governo americano no começo do ano.

— Eles disseram que estava errado. Eles erraram na avaliação.

Contudo, pouco depois o próprio Trump esclareceu que essa não era uma medida imediata. Ele anunciou que vai conduzir uma investigação sobre o que considera ser “ações equivocadas” da OMS e as relações com a China. Ou seja, não se sabe quando ou mesmo se o corte vai acontecer.

A confusa porém ameaçadora declaração veio horas depois de uma série de ataques do presidente. Em uma série de postagens no Twitter, acusou a OMS de “tomar decisões ruins” e, mais uma vez, de ser muito favorável à China.

“A OMS estragou tudo. Por alguma razão, embora [a organização] financiada em grande parte pelos Estados Unidos, está muito centrada na China. Nós daremos uma boa olhada. Felizmente, rejeitei o conselho deles de manter nossas fronteiras abertas à China desde o início. Por que eles nos deram uma recomendação tão falha?”, escreveu Trump na rede social.

Em 31 de janeiro, a organização de saúde das Nações Unidas aconselhou os países a manter as fronteiras abertas, apesar da pandemia, embora tenha ressaltado que cada nação tinha o direito de adotar medidas para tentar proteger seus cidadãos. Nesse mesmo dia, o governo de Trump anunciou restrições às viagens da China.

A resposta não demorou: para o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, a organização e, especialmente, o diretor-geral, Tedros Adhanom, estão fazendo um “um tremendo trabalho no combate à Covid-19”.

— A OMS está mostrando a força do sistema internacional de saúde — disse a repórteres, lembrando do trabalho realizado na mais recente epidemia de ebola na República Democrática do Congo.

Lampejos

Trump, que na entrevista prometeu ainda 110 mil respiradores e cerca de 15 mil leitos já nas próximas semanas, também disse acreditar que os EUA estejam chegando “perto do ponto mais alto da curva”, se referindo ao número máximo de casos e mortes.

— Vemos lampejos de esperança apesar de uma semana muito, muito dura — disse aos repórteres logo no início do briefing.

Antes de subir ao púlpito, o presidente atacou um relatório produzido pelo Departamento de Saúde dos EUA sobre a falta de equipamentos e insumos em algumas unidades hospitalares no país. Segundo ele, o documento é falso, muito embora não tenha revelado quais pontos do estudo não sejam condizentes com a realidade.

Fonte: O Globo

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Coronavirus

Presidente chinês tenta vencer Trump em corrida por vacina

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No total, cinco vacinas desenvolvidas por empresas chinesas estão sendo testadas em humanos, mais do que qualquer país

Donald Trump e Xi Jinping na China (Foto: Thomas Peter – Pool/Getty Images)

O presidente Xi Jinping aposta no poder do governo da China para apoiar o desenvolvimento de vacinas do país na corrida global para fabricar doses que combatam o coronavírus.

A enorme escala e velocidade do esforço da China aumentam a pressão sobre os Estados Unidos, onde o governo do presidente Donald Trump lançou o programa Operation Warp Speed para acelerar a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas. Xi prometeu compartilhar qualquer vacina bem-sucedida globalmente, e o presidente chinês ganharia imensa influência geopolítica caso a China produzisse uma das primeiras doses aprovadas.

No total, cinco vacinas desenvolvidas por empresas chinesas estão sendo testadas em humanos, mais do que qualquer país. O governo de Pequim mobilizou autoridades de saúde, reguladores de medicamentos e institutos de pesquisa para trabalhar ininterruptamente com empresas locais. Líderes do Partido Comunista estão supervisionando alguns testes de vacinas. O dinheiro do governo e do setor de private equity foi investido em empresas como a Sinovac Biotech, com sede em Pequim, que em maio iniciou a segunda etapa do teste de sua vacina.

Os esforços chineses ficaram evidentes na sexta-feira, quando um estudo publicado na revista médica The Lancet mostrou que uma vacina experimental da chinesa CanSino Biologics era segura e gerava uma resposta imune. Mas é muito cedo para prever o sucesso da vacina, e investidores venderam ações da Cansino em meio a preocupações que o produto possa ter deficiências.

A China ainda pode cruzar a linha de chegada primeiro, disse Brad Loncar, diretor-presidente da Loncar Investments nos EUA e investidor da CanSino. No entanto, ele compartilha as preocupações sobre a vacina experimental da empresa.

“Se esta será uma vacina forte que oferece proteção total, isso é outra história”, disse.

A rápida publicação em uma revista internacional mostrou a seriedade da iniciativa chinesa. A China também busca candidatas a vacinas usando tecnologias mais tradicionais e mais passíveis de produção em massa.

O país asiático enfrenta forte concorrência do Reino Unido e dos EUA, e ainda é difícil avaliar quais vacinas experimentais funcionarão e cruzarão a linha primeiro. Mas os países que receberem as primeiras vacinas aprovadas ganhariam uma arma importante no momento em que governos tentam emergir de bloqueios que causaram grave retração econômica.

A China usaria uma vacina para mostrar que tem um papel responsável na saúde global, disse Nicholas Thomas, professor associado especializado em saúde pública da Universidade da Cidade de Hong Kong. “A questão que surgirá é até que ponto a vacina será usada para fins geopolíticos, especificamente com o Estados Unidos.”

Fonte: infomoney.com.br

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Trump envia 1 mil respiradores ao Brasil, diz Araújo

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“Trump determinou a doação de 1.000 respiradores ao Brasil”, escreveu Araújo

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou, neste domingo (24), que os Estados Unidos irão doar 1.000 respiradores pulmonares ao Brasil.

Araújo relatou nas redes sociais uma conversa que teve com representantes da Casa Branca, onde recebeu a notícia.

Em mensagem no Twitter, Araújo declarou:

“Em conversa hoje com representantes da Casa Branca, dentro da ótima cooperação Brasil-EUA no combate ao Covid-19, recebi a notícia de que o presidente Donald Trump determinou a doação de 1.000 respiradores ao Brasil.”

O chefe do Itamaraty declarou:

Parceria produtiva entre duas grandes democracias.”

Confira a publicação:

Fonte: renovamidia.com.br

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Mundo

Testes iniciais indicam que vacina chinesa contra o coronavírus é segura e gera anticorpos

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Apesar dos resultados promissores, há ainda um longo caminho para que imunizações sejam produzidas em massa para prevenir a doença

Pesquisadores da Universidade de Pequim realizam um teste com a vacina contra a covid-19.WANG ZHAO / AFP

A corrida para obter uma vacina que acabe com a crise do coronavírus ou pelo menos amorteça seus efeitos começa a mostrar os primeiros resultados. Há quatro dias, por meio de um comunicado de imprensa, a empresa norte-americana Moderna anunciou os resultados de um teste com 45 voluntários saudáveis. Segundo informou, sua vacina é “segura e bem tolerada”, e gerou em pelo menos oito dos participantes níveis de anticorpos capazes de neutralizar a infecção semelhantes ou superiores aos encontrados no sangue de pacientes que sobreviveram à doença.

Nesta sexta-feira, a equipe do Instituto de Biotecnologia de Pequim e a empresa Cansino Biologics, na China, anunciaram também os resultados da fase 1 da primeira vacina desenvolvida nesse país. Neste caso, divulgados em um artigo publicado na revista The Lancet, com todos os dados disponíveis para análise pela comunidade científica. Depois de 28 dias de testes com 108 voluntários saudáveis, os resultados parecem promissores. Além de ficar demonstrada sua segurança, os cientistas observaram que a vacina gerou anticorpos e linfócitos T nos voluntários.

O objetivo desta primeira fase de testes é verificar se as vacinas são seguras e se os pacientes as toleram bem. Esses resultados não significam que as duas vacinas necessariamente protejam contra a covid-19. A líder do projeto na China, Wei Chen, alertou que “ainda há um longo caminho a percorrer para que esta vacina esteja disponível para todos”. Desde abril, a equipe chinesa realiza uma segunda fase de ensaios com cerca de 500 pacientes para definir a dose mais adequada para que a resposta imune proteja contra a infecção por SARS-CoV-2. A Moderna quer começar em meados do ano o ensaio definitivo de fase III, que verificaria se a vacina é útil para uso maciço no verão. Nesta sexta-feria, no EL PAÍS, o virologista Florian Krammer, do Hospital Mount Sinai, em Nova York, estimou que algumas das vacinas chinesas poderiam completar essa fase final no último trimestre do ano. Nesta segunda fase do projeto chinês, serão incluídos pela primeira vez participantes com mais de 60 anos, um grupo de interesse especial em razão de sua suscetibilidade à covid-19.

A vacina que vem sendo testada pela primeira vez em humanos se baseia em um vírus do resfriado comum atenuado. Esse vírus é capaz de invadir células humanas sem causar a doença. Por isso, serve como um meio de transporte para introduzir nas células do paciente o material genético que codifica as proteínas que formam as espículas com as quais o SARS-CoV-2 entra nas células. Depois, essas células produzem a proteína, que chega ao sistema imunológico da pessoa que recebe a vacina e lhe permite criar anticorpos que mais tarde reconhecerão a espícula e impedirão a infecção.

Poucos meses depois do início da crise, já existem duas vacinas de fase II, uma etapa que nunca havia sido alcançada nas tentativas de criar produtos similares para a SARS, a doença conhecida em 2002 que também era provocada por uma infecção por coronavírus. As gigantes farmacêuticas, com o apoio dos Estados Unidos, prometeram dedicar bilhões de dólares para promover estratégias diferentes para conseguir uma vacina eficaz contra o patógeno. No momento, já existem mais de 100 candidatos a vacina em todo o mundo. A grande questão é quanto tempo levará para fabricar essas vacinas para que cheguem a toda a população.

Elisa Sicuri, pesquisadora do Instituto de Saúde Global de Barcelona e do Departamento de Epidemiologia de Doenças Infecciosas da Escola de Saúde Pública do Imperial College, de Londres, explica essa complexidade: “Somos 7,6 bilhões de habitantes no planeta e todos precisaremos dela. Não se sabe quantas doses serão necessárias, se será uma só para toda a vida ou uma por ano, como a vacina contra a gripe. Não sabemos qual será o processo de produção dessa ou dessas vacinas. Algumas são simples de produzir e outras, muito complexas”. Nem o processo inicial de pesquisa nem a futura produção “poderão ser feitos por um único país ou uma única empresa farmacêutica. Se quisermos que alcance o mundo inteiro, teremos que unir forças”, esclarece.

Fonte: Elpais

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