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Internacional

Espanha pede ajuda à Otan depois de registrar novo recorde de mortes

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© JUAN CARLOS HIDALGO Chefe do Governo espanhol Pedro Sanchez

As Forças Armadas da Espanha pediram à Otan assistência humanitária para combater o novo coronavírus, que, nesta terça-feira (24) deixou um novo registro diário de mais de 500 mortos. 

Como medida “necessária” para deter o vírus, o governo da Espanha, o segundo país mais afetado da Europa depois da Itália, estendeu desta terça-feira até a meia-noite de 11 para 12 de abril o estado de emergência e o confinamento quase total dos 47 milhões de espanhóis. 

Desde o início da pandemia, e com as 514 novas mortes registradas em um dia, a Espanha atingiu 2.696 mortes. O número total de casos registrados subiu 20% nesta terça-feira em relação ao dia anterior, atingindo 39.673 infectados, segundo o último balanço do Ministério da Saúde. 

A Espanha registrou 514 novas mortes por coronavírus em apenas um dia© Noemi GRAGERA A Espanha registrou 514 novas mortes por coronavírus em apenas um dia

“Esta é a semana difícil”, na qual será visto se “estamos conseguindo atingir esse pico (de infecções) e começar a diminuir no número de casos”, disse o diretor de emergências de saúde, Fernando Simón, em entrevista coletiva. 

Espera-se que a extensão do estado de emergência acordado pelo governo seja ratificada nesta quarta-feira no Congresso. 

“É uma medida drástica, estamos cientes disso, mas é necessário”, disse a porta-voz do governo, María Jesús Montero, em entrevista coletiva.

– “Tensão” no sistema de saúde –

Desde 14 de março, os espanhóis só podem deixar suas casas para irem trabalhar, se não puderem fazer isso de casa, ou para comprar alimentos ou remédios, sob pena de multas.

O governo descartou o aperto das restrições por enquanto, conforme solicitado por algumas autoridades regionais, alegando que existem “setores essenciais”, como a indústria farmacêutica ou o transporte de alimentos, que devem continuar funcionando.

“A melhor nova medida que podemos adotar é pedir aos cidadãos que continuem cumprindo essas medidas drásticas”, disse o ministro da Saúde, Salvador Illa, comemorando o fato de a Espanha ser “um dos países onde o confinamento está sendo mais respeitado”. 

Ainda assim, 102 mil pessoas foram denunciadas e 926, detidas, segundo o ministério do Interior, que informou também sobre a fuga de três pacientes com coronavírus do hospital.

Com 2.636 pessoas em terapia intensiva, Illa reconheceu “tensão em algumas partes do sistema de saúde”, principalmente em Madri, a região mais afetada, com um terço das infecções e quase dois terços das mortes. 

Em comunicado, a Otan informou que o exército espanhol solicitou “ajuda internacional” para obter suprimentos médicos “para impedir a propagação do vírus em unidades militares e na população civil”. 

Especificamente, a solicitação é por 450.000 máscaras, 500.000 testes rápidos, 500 ventiladores para assistência respiratória e 1,5 milhão de máscaras cirúrgicas. 

Na região da capital, com 6,5 milhões de habitantes, as autoridades tiveram que habilitar a pista de gelo de um shopping como necrotério devido à saturação dos serviços funerários. 

“Não temos capacidade logística para realizar enterros e cremações na proporção em que as mortes estão ocorrendo”, admitiu o prefeito de Madri, José Luis Martínez-Almeida.

“Economia de guerra”

Chegavam ao shopping center que funciona como necrotério nesta terça caminhonetes vermelhas militares vestidos com trajes de proteção, constatou um jornalista da AFP.

Não muito longe desse shopping, um centro de convenções foi transformado em hospital para acomodar até 5.500 pacientes. No resto da cidade, o silêncio das avenidas desertas é quebrado pela passagem de ambulâncias. 

Até 5.400 profissionais do sistema de saúde foram infectados, enquanto o governo busca garantir “o fornecimento regular” de equipamentos de proteção, com alta demanda em todo o mundo, disse Salvador Illa. 

Por isso, o governo trabalha para “potencializar a produção nacional deste material imprescindível”, seja ampliando fábricas existentes ou adaptando outras de veículos ou cosméticos para elaborar máscaras ou respiradores.

“Falamos de uma indústria de guerra, falamos de uma economia de guerra e é indispensável”, disse a ministra do setor, Reyes Maroto.

Quanto aos lares de idosos, que registraram dezenas de mortes nos últimos dias, o governo anunciou nesta terça-feira medidas mais rigorosas para proteger sua população muito vulnerável. 

Em um fato muito comentado e investigado pela Justiça, o exército encontrou idosos mortos “em algumas residências”, segundo confirmou o chefe de estado-maior da Defesa, Miguel Ángel Villarroya, mas sem fornecer maiores informações.

Fonte: Msn

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Trump pede que americanos fiquem em casa até 30 de abril

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Presidente, que vinha defendendo o afrouxamento das medidas de isolamento, pede isolamento mais longo. País já tem mais de 2 mil mortes e mais de 100 mil casos confirmados de covid-19.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, mudou de discurso e pediu, neste domingo (29), para a população ficar em casa até 30 de abril. A diretriz anterior era de encerrar o isolamento na Páscoa, no dia 12.

Anteriormente, o presidente americano chegou a dizer que faria quarentena nas quatro cidades com maior pico de contaminação pelo coronavírus. Trump, porém, vinha defendendo o afrouxamento das medidas de isolamento e chegou a declarar no sábado (28) que uma quarentena não seria necessária em Nova York, New Jersey e Connecticut.

Na coletiva deste domingo, o presidente dos EUA disse também que o pico de mortes por coronavírus no país será daqui a duas semanas. Os Estados Unidos é o país com mais casos confirmados de coronavírus. São mais de 2 mil mortes e mais 121 mil casos confirmados, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins.

Trump também prometeu que irá disponibilizar, “dentro de alguns dias”, um teste rápido para detectar o covid-19. Este teste será utilizado não somente em pacientes com sintomas graves, como também em pessoas com sintomas leves que estejam em atendimento médico. Esses testes serão disponibilizados para todos os hospitais dos EUA.

Trump já defendeu a flexibilização do isolamento em diversos momentos desde o início do surto nos EUA. No dia 24 de março, por exemplo, o presidente dos EUA havia afirmado que a meta do governo, até aquele momento, era retomar aos poucos as atividades no país.

Já neste domingo, ele afirmou: “Nada pior do que decretar vitória antes que ela aconteça”.

Fonte: G1

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Internacional

Coronavírus: Trump volta atrás e Nova York não terá quarentena

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Estado é o epicentro da pandemia de Covid-19 nos EUA com mais de 52 mil casos confirmados, quase metade do total registrado no país

Jonathan Ernst/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na noite deste sábado (28) que os estados de Nova York (epicentro da pandemia do coronavírus no país), Nova Jersey e partes de Connecticut não precisarão ser colocados em quarentena, voltando atrás em uma declaração que havia feito mais cedo.

“Por recomendação da Força-Tarefa (contra o coronavírus) da Casa Branca e após consultas com os governadores de Nova York, Nova Jersey e Connecticut, pedi aos CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças do país) que emitisse um forte Conselho de Viagem, que será administrado pelos governadores, de acordo com o governo federal”, escreveu Trump no Twitter.

“Não será necessária uma quarentena”, ressaltou o presidente americano, além de acrescentar que os detalhes sobre o Conselho de Viagem a ser emitido pelos CDC serão divulgados em breve.

“Gostaríamos de ver uma quarentena em Nova York, porque é um ponto quente – Nova York, Nova Jersey e talvez um ou dois outros lugares, algumas partes de Connecticut. Estou pensando nisso agora. Podemos não fazer isso, mas há uma chance de que hoje, em algum momento, vamos impor uma quarentena”, declarou Trump em ato antes do embarque, rumo a Nova York, de um navio hospital da Marinha que vai ajudar no atendimento a pessoas que contraíram Covid-19.

Em resposta, o governador nova-iorquino, Andrew Cuomo, criticou a ideia de uma quarentena obrigatória e alegou que a medida seria uma “declaração de guerra contra os estados”.

“Seria um caos e um tumulto”, disse Cuomo, opositor de Trump, em entrevista à rede “CNN”.

Nova York tornou-se o epicentro da pandemia de Covid-19 nos EUA, com mais de 52 mil casos confirmados, quase metade do total registrado no país.

Fonte: R7.com

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China reabre trecho de Grande Muralha e Hubei inicia liberação e fim de quarentena

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Moradores de outras cidades que estiverem saudáveis poderão deixar província chinesa a partir desta quarta (25), e cidadãos de Wuhan, primeiro epicentro da pandemia, poderão sair em 8 de abril.

Homens com máscaras são vistos em Badaling, trecho da Grande Muralha da China reaberto nesta terça (24), após ter sido fechado por causa da pandemia de coronavírus — Foto: Reuters/Thomas Peter

Badaling, o setor mais popular da Grande Muralha da China, foi reaberto parcialmente ao público nesta terça-feira (24), após permanecer fechado por dois meses por causa da pandemia de coronavírus.

Apesar de algumas restrições, os primeiros visitantes demonstravam alívio e felicidade por poderem retornar ao local (veja vídeo acima). Neste primeiro dia, cerca de mil pessoas estiveram em Badaling, em contraste com os mais de 60 mil que costumavam passar por ali todos os dias.

Por enquanto, serão admitidas apenas menos de 20 mil pessoas por dia, e para poder visitar a região é preciso apresentar um documento emitido pelo governo ou um QR code que prova que o interessado esteve em Beijing nas duas últimas semanas.

O sistema foi instituído para que apenas pessoas que tenham cumprido pelo menos 14 dias de quarentena consigam entrar no local.

Pessoas com máscaras observam panda no zoológico de Beijing, na China, reaberto parcialmente após ter sido fechado no final de janeiro por causa da pandemia de coronavírus, na terça-feira (24) — Foto: Reuters/Carlos Garcia Rawlins

Pessoas com máscaras observam panda no zoológico de Beijing, na China, reaberto parcialmente após ter sido fechado no final de janeiro por causa da pandemia de coronavírus, na terça-feira (24) — Foto: Reuters/Carlos Garcia Rawlins

A China começa lentamente a diminuir as restrições de deslocamento e acesso e também reabriu nesta semana o zoológico de Beijing.

Hubei

A província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, primeiro epicentro da pandemia, também está iniciando uma diminuição em suas restrições.

O governo local anunciou que a partir desta quarta-feira, as pessoas que estão em outras cidades que não sejam Wuhan e que comprovem que estão saudáveis poderão sair da província. Além disso, os serviços de transporte serão retomados também na quarta-feira.

Funcionários espalham desinfetante na Estação de Trens de Wuhan, na província de Hubei, na China, preparando o local para a reabertura após fim da quarentena, na terça-feira (24) — Foto: STR/AFP

Funcionários espalham desinfetante na Estação de Trens de Wuhan, na província de Hubei, na China, preparando o local para a reabertura após fim da quarentena, na terça-feira (24) — Foto: STR/AFP

Já as restrições de viagens em Wuhan devem ser retiradas a partir de 8 de abril.

Na cidade, que ficou isolada do restante da China desde 23 de janeiro, a vida começa a gradualmente voltar ao normal. Há mais de uma semana não são registradas contaminações locais e as lojas começam a reabrir. Além disso, os 55 hospitais locais retomaram os atendimentos de antes de pandemia.

Fonte: G1

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