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Meio Ambiente

Sedam prioriza qualidade da água em Ro e alerta contra uso abusivo em mananciais

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Laboratório da Sedam analisa semanalmente amostras de água dos municípios rondonienses

Fotos: Frank Néry e Jeferson Mota (Arquivo Sedam)

No segundo semestre de 2019, irrigação, uso industrial, piscicultura, consumo humano, criação animal e geração de energia constituíam os principais usos da água em Rondônia, e assim permanece. No entanto, o desaparecimento de mananciais e o descuido com nascentes entraram na pauta deste ano da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

“Devemos combater a ideia de que os recursos hídricos na Amazônia são infinitos; com a poluição, o mau uso e degradação do ambiente natural já identificamos no estado conflitos e escassez de água no período de estiagem amazônica”, disse a coordenadora de recursos hídricos da Sedam, Daniely Sant’Anna.

“Cuidar é sempre a melhor prevenção”, ela alertou, lembrando o Dia Mundial da Água, celebrado no domingo, (22).

“A água é um bem de todos, não podemos considerar que alguém seja dono dela e é assim que a responsabilidade de cuidar deve ser compartilhada entre população, empresas, indústrias, poder público, dentre outros agentes”, assinalou a coordenadora.

Em 2019, segundo a Coordenadoria de Recursos Hídricos, a maior demanda de pedidos de outorga e de captação de água no estado, nas modalidades superficial e subterrânea, ocorreram em Porto Velho,  São Miguel do Guaporé,  Cacoal, Alvorada d’Oeste, e Nova Brasilândia d’Oeste.

“É importante ressaltar o cuidado diário com os recursos hídricos, desde a utilização racional da água em casa até a proteção das matas ciliares. Para que este bem precioso não venha faltar, é necessário que haja mudança de pensamento e de comportamento, pois tanto a quantidade como a qualidade da água são diretamente atingidos pelos nossos hábitos”, alertou a coordenadora.

Assim, o fechamento da torneira no ambiente urbano é tão essencial quanto os cuidados com a proteção das nascentes de água, das áreas de matas das bordas dos corpos hídricos, e o monitoramento da qualidade.

Engajamento dos Municípios
A Sedam vem recomendado permanentemente cuidados em reservatórios e tanques de piscicultura; lançamentos de efluentes em rios e igarapés; o uso de defensivos agrícolas que são facilmente carregados pela água; e adequação dos projetos e estruturas dos processos produtivos para aperfeiçoar a utilização de água.

A coordenadora explicou que as políticas constantes no Plano Estadual de Resíduos Sólidos aguardam apenas aprovação do Comitê Diretor, e servirá como base para que os municípios, que são os responsáveis pela problemática de seus resíduos, criem seus próprios planos municipais.

O Plano busca identificar a realidade das bacias hidrográficas, respeitando as peculiaridades de cada uma, para facilitar a elaboração dos Planos de Bacias Hidrográficas no estado e promover o uso racional da água, a proteção da biodiversidade local, a melhor forma de gestão e a segurança de seus usos múltiplos.

Laboratório de Monitoramento e Análise
Às prefeituras e demais interessados, o Laboratório de Água da Sedam prossegue fazendo análises fisioquímica e bacteriológica de água, ao custo de R$ 130,42; e análise bioquímica de oxigênio e óleos e graxas, por R$ 65,21.

O laboratório recebia até o final do ano a média de 35 a 40 pedidos semanais, totalizando aproximadamente 70 análises de amostras d’água e efluentes industriais por mês.

Esse número refluiu no atual período, porém, deve retornar ao normal, após o atual período de preocupação dos municípios com a disseminação do novo coronavírus. É o que prevê a chefe da Divisão de Monitoramento da Qualidade da Água, Ester Alves.

A leitura das análises, realizada pela equipe do laboratório, é passada ao computador. A classificação é feita conforme o enquadramento das águas na Resolução Conama 357 (dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, estabelecendo também condições e padrões de lançamento de efluentes).

Além dos recursos da Sedam, o laboratório conta diretamente com o apoio do Programa Qualiágua, assinado quatro anos atrás, entre a Sedam e a Agência Nacional de Água (ANA), para estimular a divulgação da qualidade da água em todas as regiões do País.

Segundo Ester Alves, o programa contribui para a gestão sistemática dos recursos hídricos; estimula a padronização dos critérios e métodos de monitoramento da qualidade da água; contribui para o fortalecimento e estruturação dos órgãos estaduais gestores dos recursos hídricos e meio ambiente; e promove o funcionamento da Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade das Águas (RNQA).

Entre as recomendações: não use garrafa pet e utilize frascos adequados. A amostra precisa chegar refrigerada ao laboratório, antes de 24 horas da coleta, preferencialmente em caixa de isopor com bastante gelo.

Fotos: Frank Néry e Jeferson Mota (Arquivo Sedam)

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Meio Ambiente

Combate ao desmatamento e prevenção às queimadas são intensificados em Rondônia

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A operação Verde Brasil 2 intensifica combate ao desmatamento ilegal

O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), intensifica o combate ao desmatamento e prevenção às queimadas no Estado. Seguindo o  Decreto Nº 10.341, de 6 de maio de 2020, da Presidência da República, que determina o emprego das Forças Armadas em Operações de Garantia da Lei e da Ordem, tropas do Exército Brasileiro participam de ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na região Amazônica. Trata-se da segunda fase da Operação Verde Brasil.

A operação Verde Brasil 2 visa dar continuidade ao combate do desmatamento ilegal, bem como focos de incêndio nas regiões de fronteiras; terras indígenas e unidades federais de conservação ambiental.

Estima-se que a Verde Brasil 2 supere os resultados obtidos em 2019, a qual contribuiu para a redução dos focos de calor em 44% no estado de Rondônia em comparação a 2018, de acordo com os dados disponíveis no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O emprego das Forças Armadas ocorre em conjunto com órgãos de Segurança Pública e entidades públicas de Proteção Ambiental.

O coordenador de Proteção Ambiental (Copam) da Sedam, Marcos Trindade, explana que, hoje, atuam três equipes de operações permanentes no combate às infrações ambientais em Rondônia (Hileia, Iara e Dragas), fora a Verde Brasil 2. Nestas operações são empregados mais de 30 agentes custeados pela Sedam, entre policiais do Batalhão da Polícia Ambiental (BPA) e fiscais da secretaria.

Sedam trabalha em parceria com o Batalhão da Polícia Ambiental

A Operação Hieleia visa combater o desmatamento e prevenir queimadas, madeiras apreendidas são destinadas para a construção de pontes, manutenção de escolas e trabalhos de ressocialização nos presídios. A Yara combate à pesca predatória em todas as bacias hidrográficas de Rondônia e apreendeu, na última semana, 800 quilos de peixe que foram doados à Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas) e seus parceiros. Já a operação Dragas, combate à extração irregular de minérios.

A Sedam, com apoio do BPA, conta com várias operações pontuais com foco em empresas clandestinas que, além de degradar a fauna e a flora da região, trazem prejuízo ao fisco do Estado.

Além disso, é no período de estiagem que ocorre o aumento dos índices de internação por problemas respiratórios nos hospitais da região, o que requer ainda mais atenção neste momento de pandemia do coronavírus.

“Neste período de pandemia, faz-se necessária a conscientização da população quanto aos efeitos da fumaça no organismo em concomitância com a Covid-19 ”, explica o secretário da Sedam, Elias Rezende

A Sedam lembra que todas as operações são realizadas após uma fiscalização preventiva por parte da Educação Ambiental, ou seja, além das normas públicas, há um trabalho intensivo da Secretaria em orientar a população.

Fonte
Texto: Yraciara Alves
Fotos: Yraciara Alves
Secom – Governo de Rondônia

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Meio Ambiente

Avanço do desmatamento deve levar Brasil a ter aumento nas emissões mesmo com paralisação da pandemia

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Estudo do Observatório do Clima aponta que país contraria tendência mundial de baixa nas emissões em 2020. Ministério do Meio Ambiente criticou grupo responsável pelo levantamento.

Foto: Getty Images via BBC

As emissões de gases de efeito estufa devem subir entre 10% e 20% no Brasil em 2020 em comparação com 2018, último ano de dados disponíveis. A análise feita pelo Observatório do Clima coloca o país na contramão de outras nações. A expectativa é de que a recessão causada pela pandemia de Covid-19 leve a uma queda de 6% na emissão destes gases no planeta neste ano.

A razão para que o Brasil contrarie a tendência mundial é o forte aumento no desmatamento da Amazônia, segunda nota técnica do Sistema de Estimativas de Emissão de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima divulgada nesta quinta-feira (21).

De acordo com o documento, as emissões decorrentes do desmatamento serão 29% maiores em 2020 considerando a média dos últimos cinco anos nos meses de maio a julho. Esse aumento deve compensar a queda de emissões nos setores de energia e na produção industrial.

A organização estima que se o desmatamento em maio, junho e julho for semelhante ao do ano passado neste mesmo período, as emissões na Amazônia podem ser 51% maiores do que em 2018 – o desmatamento é calculado entre agosto de um ano e julho do ano seguinte.

O setor de transportes, afetado pela pandemia, principalmente nos transportes aéreo e no individual de passageiros, teve queda baixa de 1% nas emissões – o consumo de diesel no transporte de cargas teve aumento.

Em 2018, o Brasil emitiu 1,9 bilhão de toneladas brutas de CO2. A expectativa é de que as emissões em 2020 fiquem entre 2,1 bilhões e 2,3 bilhões de toneladas brutas, a depender do avanço do desmatamento na Amazônia.

“O efeito da pandemia é redução das emissões no mundo inteiro. Mas, no Brasil, temos a maior parte das emissões vinculadas a mudanças do uso da terra, que estão descoladas da Covid-19”, explicou Tasso Azevedo, coordenador do Seeg.

As estimativas deste ano afastam o Brasil do cumprimento de metas da Política Nacional de Mudança do Clima, que prevê números decrescentes para 2020, e do Acordo de Paris, que prevê a emissão de 1,3 bilhão de toneladas brutas de CO2 para 2025.

“A aceleração do desmatamento e das emissões decorre diretamente das ações do governo Bolsonaro de desmontar os planos de controle, por um lado, e estimular o crime ambiental, por outro. O Brasil se tornou uma ameaça ao Acordo de Paris, num momento em que precisamos mais do que nunca avançar na estabilização do clima, para evitar uma outra grave crise de proporções mundiais”, completou Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.

Em nota, o Ministério do Meio Ambiente não rebateu os dados do desmatamento, mas criticou o grupo responsável pela estimativa.

“Essa entidade e seus membros não tem postura construtiva. Sobrevivem do alarmismo e de angariar fundos para falar mal do Brasil aqui e no exterior”, afirmou o ministério.

 Fonte: G1

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Meio Ambiente

Incêndios na floresta amazônica aumentam 308% em RO, aponta instituto

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Já em quilômetros quadrados queimados de floresta, Rondônia ocupa a terceira colocação no acumulado dos últimos 12 meses

Foto: Divulgação

O desmate avançou 308% em Rondônia entre os meses de abril de 2019 a abril de 2020. No ano passado, a área queimada correspondeu a 24 Km² e neste ano foi de 98 Km².

Esses índices repassados pelo Sistema de Alerta de Desmate – SAD, pertencente ao Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – Imazon, colocam o estado de Rondônia com o segundo maior aumento de queimadas da Amazônia Legal, ficando atrás apenas do Pará, que teve uma variação de 434% maior em seu volume de queimadas.

Já em quilômetros quadrados queimados de floresta, Rondônia ocupa a terceira colocação no acumulado dos últimos 12 meses, apenas não queimou mais que o Pará, com 171 Km² e o Mato Grosso, que tece 135 km ² de floresta incendiada.

O desmatamento detectado em abril de 2020 ocorreu no Pará (32%), Mato Grosso (26%), Rondônia (19%), Amazonas (18%), Roraima (4%) e Acre (1%). Considerando o período de janeiro a abril de 2020 o desmatamento acumulado é de 1.073 quilômetros quadrados, o que representa um aumento de 133% em relação ao mesmo período de 2019, quando o desmatamento totalizou 460 quilômetros quadrados.

As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 62 quilômetros quadrados em abril de 2020, o que representa uma redução de 39% em relação a abril de 2019, quando a degradação detectada foi de 102 quilômetros quadrados. Em abril de 2020 a degradação foi detectada no Mato Grosso (77%), Pará (16%) e Rondônia (7%).

 Fonte: Rondoniaovivo

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