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Investimento da Energisa em RO é o maior do grupo no país

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Há 15 meses operando em Rondônia, a Energisa anunciou investimentos de R$ 644 milhões no estado esse ano. O valor é 36% maior do que o de 2019 e é o maior investimento do grupo no país. Conversamos com o presidente da Energisa, André Theobald sobre os planos da empresa no estado.

A Energisa assumiu a distribuição de energia em Rondônia há 15 meses. Quanto a Energisa já investiu no estado?

André Theobald: Reforçamos o capital da empresa com um aporte de R$ 254 milhões logo que assumimos. Também antecipamos o capital para pagar o débito de R$ 1,2 bi com a compra de energia, que ameaçava deixar o estado sem fornecimento de energia. E ampliamos os investimentos. Foram R$ 471 milhões, em 2019, e serão outros R$ 644 milhões ainda esse ano, totalizando em dois anos R$ 1,12 bi.

E que resultados a empresa já alcançou?

André Theobald: O estado de Rondônia vinha de anos sem nenhuma manutenção ou melhoria em sua rede de distribuição de energia. A Ceron corria o risco de parar de operar, com os indicadores de qualidade muito distantes das metas. Trocamos mais de 2 mil quilômetros de rede e limpamos mais de 2700 quilômetros de faixas, que são os locais por onde passam as redes. Também reformamos as principais instalações da empresa e estamos construindo 21 novas subestações e instalando equipamentos de última geração para automatizar a operação das redes. Todos os municípios de Rondônia estão sendo impactados de alguma forma por essas iniciativas.

Mas a qualidade vai melhorar?

André Theobald: Sim. Estamos trabalhando para conectar regiões isoladas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), ampliar a capacidade da rede para atendimento de novos empreendimentos e melhorar a qualidade. Já estamos reduzindo a frequência de quedas de energia e agilizando o retorno quando falta.  Além disso, temos o desafio de reduzir as perdas de energia, que inclui o furto. Hoje, as perdas no estado estão entre as mais altas do país e o consumidor correto de Rondônia paga pela ineficiência e pela energia furtada por uma minoria. 

Mas qual o impacto do roubo de energia?

André Theobald: O furto de energia impacta em 5% na tarifa de energia e em R$ 25 milhões na arrecadação do estado por ano. Ou seja, se toda a energia que é furtada fosse faturada, a população de Rondônia pagaria menos pela energia que consome e o governo estadual arrecadaria mais.

Mas se está tudo certo, por que os deputados criaram uma CPI para investigar a Energisa?

André Theobald: A concessão da distribuição de energia em Rondônia ao setor privado é recente, acaba de completar um ano, e ocorreu em meio a um debate político muito intenso. Embora seja uma prerrogativa da União, regulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é natural que haja um período de aprendizagem de todos os agentes. Nós, da Energisa Rondônia, estamos à disposição para prestar qualquer esclarecimento e mostrar que os investimentos que estão sendo feitos vão colocar Rondônia no novo cenário energético do país e alavancar o desenvolvimento do estado. 

Por que as reclamações sobre aumento das contas de energia são crescentes no estado?

André Theobald: A tarifa da Energisa em Rondônia é a 3ª mais baixa de toda a região Norte e está na 18ª colocação no ranking das tarifas no Brasil. A Energisa segue os percentuais determinados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), sem qualquer ingerência nos valores definidos. De cada R$ 100 pagos em uma conta de luz residencial em Rondônia, fica com apenas R$ 20. Mais de R$ 40 são impostos e cerca de R$ 38 vão para a transmissão e compra de energia.

Como o senhor avalia a declaração de alguns deputados que falam em cancelar a concessão da Energisa?

André Theobald: A Energisa está e sempre esteve à disposição do poder público para prestar todos os esclarecimentos necessários. A concessão é uma atribuição da União, regulada pela Aneel, e ocorreu após um processo de privatização longo, com o envolvimento do Congresso Nacional, do Tribunal de Contas da União. Os deputados estaduais têm um papel na fiscalização, na representação dos interesses dos eleitores, mas não podem perder de vista a segurança jurídica, que é o que atrai investimentos para Rondônia. Estamos seguros de que Rondônia vai se beneficiar com o plano de investimentos que estamos implementando.


Ingrid Valerie Abreu Nascimento
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Prefeitura de Cacoal publica decreto que regulamenta atividade comercial até 11 de abril

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Por decisão do decreto estadual e a pedido do Ministério Público, prefeitura voltou a restringir o comércio em Cacoal. Podem funcionar apenas atividades consideradas essenciais.

Reprodução

A prefeitura de Cacoal (RO) divulgou na última terça-feira (7) um novo decreto que regulamenta o funcionamento do comércio devido a pandemia do novo coronavírus. Apenas atividades essenciais estão permitidas no município até o dia 11 de abril.

No último domingo (5), um documento havia sido publicado flexibilizando as medidas de isolamento e permitindo a volta de algumas atividades comerciais, no entanto, por recomendação do Ministério Público de Rondônia e decisão do decreto estadual de calamidade pública, que só permite a reabertura do comércio nos municípios a partir do dia 12 de abril, a prefeitura voltou o funcionamento apenas a atividades essenciais.

Segundo o decreto estão proibidos eventos de qualquer natureza com mais de cinco pessoas, incluindo cultos de qualquer religião; o funcionamento de espaços de lazer como cinemas, teatros, bares, clubes, academias, banhos, balneários, casas de shows e boates; funcionamento de galerias, lojas, shopping centers e centros comerciais; além da permanência e trânsito de pessoas em áreas de lazer e convivência, pública ou privada.

Podem funcionar neste período estabelecimentos do ramo alimentício, de materiais de saúde e da construção civil; agências bancárias, cooperativas de crédito e lotéricas; serviços funerários e clínicas de atendimento na área da saúde; comércio de produtos agropecuários, pet shops e postos de combustíveis; hotéis e restaurantes às margens das rodovias; escritório de contabilidade, de advocacia e cartórios; indústrias, fábricas, frigoríficos, laticínios e armazéns, lojas de máquinas e implementos agrícolas; entre outros.

Os estabelecimentos que podem permanecer abertos devem adotar medidas de precaução como limitar o fluxo de pessoas, manter distância mínima entre funcionários e clientes e a desinfecção diária de equipamentos e utensílios em geral.

Fonte: G1 RO – Em Geral

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Ciência

Pesquisa identifica medicamentos que podem combater o coronavírus

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Sem nomes revelados, medicamentos acessíveis mostraram eficácia

Foto: © REUTERS/Thomas Peter/Direitos Reservados – Agência Brasil

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) está testando medicamentos que podem auxiliar no combate ao coronavírus. A organização vinculada ao ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) está procurando substâncias que possam ser usadas contra o vírus SARS-Cov-2. A pesquisa acontece em substâncias já regulamentadas para uso no Brasil.

Segundo a pesquisadora Daniela Trivella, entre os 2 mil medicamentos analisados na primeira etapa de testes, dois mostraram resultados promissores. O CNPEM não divulga quais são para evitar automedicação. Porém, de acordo com Daniela, ambas as substâncias têm várias características que podem permitir o uso contra a doença. “São economicamente acessíveis, bem tolerados em geral, comumente utilizados por pessoas dos mais diversos perfis e, um deles, inclusive, está disponível em formulação pediátrica”, enumerou.

Estão sendo avaliados medicamentos dos mais diversos tipos: analgésicos, anti-hipertensivos, antibióticos, diuréticos entre outros. A pesquisadora explica que os experimentos feitos em laboratório buscam identificar substâncias que inibam a replicação do vírus dentro do corpo. “Passo fundamental para impedir ou reduzir a infecção viral”, enfatiza.

A partir dos resultados obtidos até agora, as duas substâncias que obtiveram bom desempenho continuarão ser testadas em células para novas avaliações. “Acreditamos que em cerca de duas semanas teremos os resultados que devem anteceder os testes clínicos”, acrescenta Daniela. Será feito, então, um relatório que reunirá as informações colhidas em laboratório com aquilo que já se sabe sobre os efeitos desses medicamentos em seres humanos.

Esse documento vai embasar testes clínicos, em pessoas infectadas com o vírus, que podem ser feitos dentro da Rede Vírus, iniciativa do MCTIC que reúne centros de pesquisa que estão procurando formas de combater o coronavírus.

Fonte: Agência Brasil

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Sinsezmat ajuíza Adin em face de lei que descumpria base de cálculo de 13º salário e férias de servidores

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Alta Floresta: Sinsezmat ajuíza Adin em face de lei que descumpria base de cálculo de 13º salário e férias de servidores municipais

O SINSEZMAT, através de sua assessoria jurídica, em parceria com a Federação Unitária dos Trabalhadores do Serviço Público em Rondônia – FUNSPRO, ajuizou no último dia 09.03.2020, perante o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) sob o n. 0801273-94.2020.8.22.0000, em face da Lei n. 1.113 de 28 de agosto de 2012, do município de Alta Floresta D’Oeste – RO.

Os servidores do referido município suportavam, desde 2012, enorme prejuízo financeiro, visto que o décimo terceiro salário e férias, da categoria tinha como referência de cálculo, tão somente o salário base dos mesmos, em clara afronta a Constituição Federal.

Somados os anos de vigência da famigerada lei, estima-se que, indevidamente, das folhas de décimo terceiro salário e férias dos servidores, o município deixou de pagar cerca de mais de 3 milhões de reais.

Em Assembleia Geral com servidores, realizada em 13.03.2020, na sede da Assemaf-AFO, fora explicado minuciosamente aos presentes, acerca do ajuizamento e os possíveis resultados da ação judicial.

Após o ajuizamento e a divulgação em Assembleia, o município encaminhou a Câmara Municipal em 18.03.2020, o Projeto de Lei n. 011/2020, alterando os artigos 59 e 138, da Lei Municipal n. 887/2008, corrigindo a inconstitucionalidade praticada em desfavor dos servidores, desde 2012.

O referido Projeto foi aprovado em sessão ordinária, realizada em 30.03.2020, e publicada pelo Poder Executivo em 31.03.2020, passando a vigorar na data de sua publicação.

O SINSEZMAT, ao tempo que considera a situação preocupante, visto que, após anos de inercia do município, bem como, após tentativas de dialogo administrativo restados frustrados, tão logo o Sindicato tenha tomado providencias judiciais, o município propõe a alteração legislativa. Manifesta, também, sua satisfação em ver corrigida tamanha injustiça, há anos imposta aos servidores do município de Alta Floresta. De modo que, ainda que a correção tenha tardado, o SINSEZMAT agradece o posicionamento dos Poderes Legislativo e Executivo, tomado agora, no caso em questão.

O Sindicato continuará atuando nessa questão, cobrando o município, para que devolva aos servidores o valor retroativo que lhes é de direito, ou seja, as diferenças pagas a menos, desde 2012. Além de outras demandas locais, de interesse dos servidores.

Fonte: DO ROLNEWS

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