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Ciência

Asteroide de 1 km se aproximará da Terra no sábado (15); não há risco de colisão

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“Asteroide que pode causar destruição em massa passará pela Terra”. “NASA faz alerta sobre asteroide gigante”. “Rocha de 1 km pode matar milhões em aproximação com a Terra”. “Imenso asteroide, que seria como uma guerra nuclear total se atingisse a Terra, passará pelo planeta”. Manchetes sensacionalistas como essas estão pipocando por aí nesses últimos dias, pois o asteroide 2002 PZ39 fará sua máxima aproximação com a Terra no próximo sábado (15). Contudo, mesmo com seus até 990 metros de diâmetro, o objeto não está em rota de colisão e tampouco passará realmente perto de nós.

Considerado um dos maiores asteroides relativamente próximos de nosso planeta, o 2002 PZ39 foi descoberto em 2002 e é monitorado pelo CNEOS (Center for Near Earth Object Studies), centro da NASA que justamente estuda os chamados NEOs (sigla em inglês que significa “Objetos Próximos da Terra”). De acordo com as medições da agência espacial, esta máxima aproximação do asteroide com o nosso planeta será de 5,7 milhões de quilômetros — pouco mais de 15 vezes a distância média da Lua.

Ou seja: Apesar de esta realmente ser sua máxima aproximação, falar que o asteroide “passará perto da Terra” é um exagero. Quem também faz esse trabalho de monitorar objetos espaciais potencialmente perigosos é a ESA (a agência espacial europeia), que sequer menciona o 2002 PZ39 em suas listas de objetos de risco.

Neste mês de fevereiro, outros objetos espaciais também farão suas máximas aproximações com a Terra — e nenhum representa risco real ao planeta, ainda que alguns deles passem até mais perto do que o 2002 PZ39. Nesta quarta (12), por exemplo, o objeto 2020 CH, que mede até 52 metros, estará a 11 vezes a distância da Lua, enquanto o 2020 CF e seus até 20 metros chegarão a 14 distâncias lunares.

Já no dia 16, o objeto 2020 BL14 com s até 55 metros de diâmetro estará a quase 18 distâncias lunares, sendo que, no dia 17, outros dois corpos espaciais estarão muito mais próximos de nós: 2020 CK1, com até 27 metros, estará a 8 vezes a distância da Lua, enquanto o 2018 CW2, com até 47 m, chegará bem mais perto, a apenas 5,97 distâncias lunares.

Completam a lista os objetos 2020 BA10 (até 47 m), que estará a 12 distâncias lunares no dia 18; 2020 CX1 (até 89 m), passando a 14 distâncias lunares no dia 19; 2020 BL7 (até 60 m), a 13 distâncias lunares no dia 19; e 2020 BC9 (até 130 m), que passará por nós a uma distância quase 14 vezes maior do que a distância da Lua no dia 20.

nte: Canal Tech

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Ciência

Nasa diz que asteroide está em rota de colisão com a Terra

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Sim, um asteroide está em rota de colisão com a Terra, com alguma chance de se chocar com o planeta em 2 de novembro. Mas esse fato está longe de representar o fim do mundo. Isso porque a rocha espacial, que é acompanhada pela Nasa, agência espacial norte-americana, desde 2018, é muito pequena para causar algum estrago.

Como o nome indica, o 2018 VP1 foi descoberto em 2018 e, desde então, não sai do radar do time da Nasa responsável por monitorar os chamados NEAs (near to Earth asteroids, ou asteroides próximos da Terra). Pelos cálculos da agência, a rota dessa rocha espacial e a da Terra se cruzam em 2 de novembro, com probabilidade pequena de um choque.

Porém, como o 2018 VP1 tem apenas 2m de comprimento, se isso de fato acontecer, ele deve se desintegrar na atmosfera terrestre, não restando nenhum pedacinho para chegar ao solo. Devido à ampla divulgação do evento na internet, o que levou algumas pessoas ao pânico, a Nasa emitiu, no último dia 23, um comunicado que busca acalmar a população mundial.

“O asteroide 2018 VP1 é muito pequeno, aproximadamente 6,5 pés (2m), e não representa risco para a Terra! Ele, atualmente, tem uma chance de 0,41% de entrar em nossa atmosfera, mas se o fizer, vai se desintegrar devido ao seu tamanho extremamente pequeno”, disse a Nasa pelo Twitter.

Missão da Nasa

Identificar e monitorar os NEAs é uma atribuição da Nasa imposta pelo Congresso americano. O objetivo do programa é descobrir com antecedência se alguma dessas rochas está em uma trajetória de colisão com o Planeta Azul e evitar catástrofes como a que levou à extinção dos dinossauros.

O foco da agência são os asteroides com mais de 140m de diâmetro, que impõem uma ameaça maior à humanidade. Rochas pequenas, porém, podem causar estragos. Um caso muito conhecido de acidentes desse tipo é o do meteoro que explodiu sobre a cidade russa de Chebarkul. A rocha tinha 18m e deixou, com a explosão na atmosfera, quase mil pessoas feridas.

Em 2019, astrônomos brasileiros identificaram um asteroide com potencial para destruir uma cidade com apenas 24 horas de antecedência de sua aproximação máxima da Terra. E na semana passada, um NEA bateu o recorde de aproximação, quando passou raspando no planeta.

Fonte: https://www.em.com.br/

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Ciência

Domingo terá fenômeno astronômico antes do amanhecer

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Entusiastas de astronomia poderão observar 5 planetas de uma só vez.

Os vidrados em astronomia têm um motivo especial para acordar um pouco antes do Sol neste domingo (26). Graças a uma coincidência de órbitas, todos os cinco planetas visíveis a olho nu – Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno – estarão lá, compondo uma paisagem que só poderá ser vista novamente em junho de 2022.

Segundo o professor do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e coordenador do projeto Astro&Física, Marcelo Schappo, o evento está em seus últimos dias, e a coincidência das cinco órbitas visíveis acabará já no início da semana.

“Isso começou em meados de julho. Só que, na medida em que o mês termina, vai ficando cada vez mais complicado de ver todos na mesma noite”, disse ele à Agência Brasil.

De acordo com o físico, a observação dos planetas só é possível cerca de hora e meia antes de o Sol nascer. “O horário exato varia de acordo com a localidade. A melhor referência é antes do nascer do Sol, porque a luminosidade acaba ocultando a luz refletida pelos planetas”, disse.

Júpiter a Oeste
Para localizar os planetas no céu, Schappo sugere que, primeiro, se busque identificar Júpiter, por ser o maior. “Ele estará a Oeste, próximo ao horizonte. Logo ao lado estará Saturno. Seguindo uma linha imaginária será possível ver, a meia altura do céu, Marte, que é um pontinho brilhante levemente avermelhado. Mais adiante, um pouco abaixo das Três Marias, que é uma constelação bastante conhecida dos brasileiros, estará Vênus; e mais a Leste, Mercúrio [conforme mostra a ilustração da matéria]”, explicou.

Isso não ocorre com muita frequência porque os movimentos orbitais dos planetas em torno do Sol não são sincronizados uns com os outros. “Assim, para termos a oportunidade de avistar todos eles a partir daqui do nosso planeta, é preciso que eles estejam em posições adequadas de seu movimento orbital”.

“Para ter uma ideia prática, pode-se pensar numa analogia de várias crianças brincando de correr em círculos ao redor de uma casa. Cada uma faz um círculo de tamanho diferente e com uma velocidade diferente. O que ia acontecer é que ia demorar um tempo até que todas estejam em posições adequadas para verem umas das outras”, explica o professor.

As últimas vezes em que a visualização desse conjunto de planetas ao mesmo tempo foi possível foram nos anos de 2005, 2016 e 2018. A próxima ocorrência será em junho de 2022.

Dicas
Para facilitar a observação, Schappo sugere “locais escuros e com horizontes livres, já que alguns planetas estarão bem no Oeste e outros bem no Leste”. “Não pode ter morro nem prédios. Vale também torcer para que o dia não esteja nublado”, acrescenta.

Ele sugere alguns aplicativos que podem facilitar a localização do planeta tanto via computador (neste caso o programa Stellarium, que simula o céu do dia selecionado), ou o Google Skymap, que pode ser baixado nos celulares.

“Esses aplicativos servirão também para a observação de planetas individualmente, independentemente de alinhamentos, de forma a estender essa experiência a outras oportunidades. Afinal há quase sempre planetas aparecendo em nosso céu noturno”, complementa o especialista que, além de cientista, é um apaixonado por astronomia.

“Eu não perco eclipses nem chuvas de meteoros, quando mais intensas. Inclusive terá uma muito interessante na madrugada entre os dias 13 e 14 de dezembro. Também no final do ano terá uma conjunção de Júpiter e Saturno, que ficarão aparentemente muito próximos, para quem observa da Terra”, disse.

Schappo lamenta que, em 1994, ainda não tinha “olhos de físico”, quando foi possível observar um eclipse total no Brasil. “Eu era muito novo quando isso ocorreu. Por isso minhas lembranças são muito poucas, ainda que tenha sido marcante, para mim. Infelizmente o próximo eclipse total [visível no Brasil] será depois do ano de 2100. Para poder vê-lo, antes disso, terei de viajar a outro país, além de rezar para que, no dia, o céu esteja limpo”.

Veja, no infográfico, como assistir a esse fenômeno:

Fonte: Agência Brasil

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Ciência

OMS: não há expectativa de vacinação até início de 2021

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Organização diz que trabalha para distribuição justa de vacinas

Pesquisadores têm alcançado progresso no desenvolvimento de vacinas contra a covid-19, com alguns estudos em estágio avançado, mas o uso não é esperado até o início de 2021, disse o chefe do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, nessa quarta-feira.

A OMS está trabalhando para garantir uma distribuição justa das vacinas, mas neste meio tempo é essencial conter a disseminação do novo coronavírus, disse Ryan, já que os novos casos diários estão quase em níveis recordes em todo o mundo.

“Estamos fazendo um bom progresso”, afirmou o especialista, observando que várias vacinas já estão em testes de Fase 3 e que até agora nenhuma fracassou em termos de segurança ou capacidade de provocar uma reação imunológica.

“Realisticamente, só na primeira parte do próximo ano começaremos a ver as pessoas serem vacinadas”, disse Ryan em um evento público nas mídias sociais.

A OMS está empenhada em ampliar o acesso a possíveis vacinas e a ajudar a aumentar a capacidade produtiva, acrescentou. “Precisamos ser justos nisto, porque este é um bem global. Vacinas para esta pandemia não são para os ricos, não são para os pobres, são para todos.”

O governo dos Estados Unidos pagará US$ 1,95 bilhão por 100 milhões de doses de uma vacina contra covid-19 que está sendo desenvolvida pela Pfizer e pela empresa de biotecnologia alemã BioNTech, se ela se mostrar segura e eficiente, disseram as empresas.

Mike Ryan também alertou as escolas a serem cautelosas com reaberturas, até a transmissão comunitária da covid-19 estar sob controle.

O debate norte-americano sobre a retomada das aulas se intensificou agora que a pandemia está se alastrando em dezenas de estados. “Temos que fazer todo o possível para levar nossas crianças de volta à escola, e a coisa mais eficiente que podemos fazer é deter a doença em nossa comunidade”, disse. “Porque se você controla a doença na comunidade, pode abrir as escolas.” (Agência Brasil)

 

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