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Meio Ambiente

Conselho da Amazônia vai unificar ações do governo, diz Mourão

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O vice-presidente da república, General Hamilton Mourão, durante entrevista coletiva à imprensa no Palácio do Planalto

 

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou hoje (11) que o principal objetivo do Conselho da Amazônia, reinstalado pelo presidente Jair Bolsonaro, será o de integrar ações federais na região amazônica, incluindo articulação com estados, municípios e sociedade civil. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Bolsonaro assinou o decreto que transfere o conselho para a Vice-Presidência da República, sob coordenação de Mourão. 

O colegiado reúne, além da vice-presidência, 14 ministérios: Casa Civil, Justiça e Segurança Pública, Defesa, Relações Exteriores, Economia, Infraestrutura, Agricultura, Minas e Energia, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Desenvolvimento Regional, Secretaria-Geral da Presidência, Secretaria de Governo e Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. Criado originalmente em 1995, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o conselho era subordinado ao Ministério do Meio Ambiente e tinha, entre os seus integrantes, os governadores dos estados da região.

“Foi observado pelo governo que existem várias políticas públicas, nos mais diferentes ministérios, que atuam praticamente independentes, sem haver uma integração das mesmas e, com isso, leva ao desperdício de recursos e à perda de eficácia das ações. Então, a criação do conselho é para que a gente consiga ter um comando, um controle dessas atividades, que haja comunicação entre os diferentes órgãos governamentais, todos falando a mesma linguagem, que tenhamos um inteligência direcionada para o que acontece na região amazônica, para que a gente possa agir a tempo”, disse Mourão, em coletiva de imprensa após a solenidade.

Pelo decreto assinado, que será publicado na edição de amanhã (12) do Diário Oficial da União, o conselho terá poderes para propor e acompanhar políticas públicas regionais e, entre outras atribuições, coordenar ações de prevenção, fiscalização e repressão a ilícitos e o intercâmbio de informações na Amazônia Legal. 

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Mourão disse que a ideia é que o conselho se antecipe a eventuais problemas relacionados a queimadas e desmatamento no Amazonas – REUTERS / Ueslei Marcelino

Queimadas e desmatamento

De imediato, informou Mourão, a ideia é que o conselho se antecipe a eventuais problemas relacionados a queimadas e desmatamento na região. No ano passado, de acordo com dados consolidados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi registrado um aumento de 30% de queimadas na Amazônia, na comparação com 2018. O vice-presidente não descartou solicitar novamente o apoio das Forças Armadas para coibir ações ilegais na região.

“Nós sabemos onde está o problema. A análise das imagens de satélite, sejam a fornecidas pelo Inpe, seja do trabalho que é feito pelo Centro de Controle do Sistema de Proteção da Amazônia, o Censipam, fornece as áreas onde há problema. Então, vamos nos dedicar, de imediato, nessa questão da preservação, numa primeira medida, buscando nos antecipar ao problema e evitar que ocoorram desmatamentos e queimadas além daquilo que está previsto legalmente. (…) Provavelmente, teremos que solicitar apoio das Forças Armadas, de modo que a gente tenha capacidade de gerenciar uma possível crise que possa ocorrer, ainda fruto do que ocorreu no ano passado, a gente sabe que áreas que já foram derrubadas no ano passado podem ser queimadas este ano”, disse.

Mourão garantiu que o conselho ouvirá representantes da sociedade civil, incluindo a academia, para construir políticas públicas que possam, além de garantir a preservação ambiental, oferecer alternativas de desenvolvimento sustentável para a Amazônia, que abriga uma população de 25 milhões de pessoas. 

“O desenvolvimento da Amazônia passa pela bioeconomia, pelo ordenamento territorial, temos que conversar com as pessoas que estão no terreno e conhecem, de modo que nós tenhamos condições de fazer um alinhamento e estabelecer efetivamente uma política do Estado brasileiro”. 

Matéria alterada às 19h47 para acréscimo de informação

Edição: Fábio Massalli

Fonte: Agencia Brasil

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Meio Ambiente

Ciclone bomba vai provocar ventania nas regiões Sul e Sudeste do Brasil

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Com a formação do fenômeno na Região Sul, a expectativa é de fortes rajadas de vento, que podem chegar a 60km/h no interior do Rio Grande do Sul.

Um novo ciclone bomba vai se formar sobre o mar na altura da costa do Sul do Brasil entre esta segunda-feira, 14, e terça-feira, 15, de acordo com o Climatempo. A previsão é de fortes rajadas de vento sobre parte do Sul e do Sudeste, que podem chegar a 90km/h, além de risco de chuva forte na Região Sul do País.

Este ciclone, diferentemente do fenômeno que causou mortes e estragos no início de julho na Região Sul, atuará mais afastado para o oceano, o que reduz a chance de danos. “Desta forma, embora tenha previsão de ventos de moderada a forte intensidade no litoral da Região Sul, a intensidade, duração e danos causados por este sistema não se comparam ao evento do dia 01/07”, esclareceu em nota o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC).

Muito comuns na América do Sul, os ciclones extratropicais são áreas de baixa pressão atmosférica que, em geral, estão associados a frentes frias. O Climatempo explicou que quando há queda de pressão de pelo menos 24hPa (hectopascais, unidade de pressão) em 24 horas, há a formação do que é chamado de “ciclone bomba”.

Com a formação do fenômeno na Região Sul do País, a expectativa é de fortes rajadas de vento, que podem chegar a 60km/h no interior do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Entretanto, os ventos mais intensos, de até 90 km/h, se concentram entre o litoral norte gaúcho e a costa sul catarinense. “O mar ficará bastante agitado em áreas da costa da Região Sul e há chance de ressaca no litoral sul de Santa Catarina”, alertou o Climatempo.

Em relação à chuva, a previsão é de que os maiores volumes aconteçam no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, principalmente entre terça e quarta-feira. Já no Paraná, a chuva será rápida e apenas no leste do Estado.

Ciclone bomba na Região Sudeste

O ciclone bomba irá provocar agitação do mar e ventania sobre parte do Sudeste. Nesta segunda-feira, as rajadas mais intensas podem chegar a 70km/h no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro, centro-sul do Espírito Santo e até em áreas da Zona da Mata de Minas Gerais. Na região da capital paulista, os ventos ocorrem com até 60km/h.

Por causa da formação do fenômeno e o deslocamento de uma frente fria por alto mar, pode chover de forma pontual em áreas do leste paulista nesta segunda. Na terça, a chuva também deve atingir o Grande Rio e a região dos Lagos, porém não há alertas para tempestades.

FONTE: Notícias ao Minuto

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Meio Ambiente

QUEIMADAS – Bombeiros combatem incêndio às margens da BR-364 em Pimenta Bueno

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Neste domingo (13), o Corpo de Bombeiros Militar de Pimenta Bueno foi acionado para apagar incêndio em vegetação leve as margens da BR 364.

As chamas avançavam em direção dois barracões e uma distribuidora de combustíveis. A guarnição realizou o combate ao fogo, evitando danos ao patrimônio. A equipe recebeu apoio de caminhão tanque (tipo pipa) da Cairu, o qual foi de fundamental importância para o controle das chamas.

O CBMRO encaminha os registros das ocorrências aos órgãos competente para que os responsáveis sejam penalizados na forma da lei.

Fonte: Bombeiros Pimenta Bueno

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Meio Ambiente

Incêndio que já dura ao menos dez dias, gera prejuízos a produtores rurais em Ro

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Bombeiros disseram que o efetivo é mínimo e precisa atender demandas dentro da cidade. Produtores querem ação do governo do Estado.

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Moradores as margens da RO-470, linhas 12, 16, 20 e 24, estão sofrendo com as queimadas nesta época do ano, que já causaram diversos prejuízos. Conforme o 2º Sgt BM Mauro, o 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros em Ouro Preto do Oeste, é responsável também por Nova União, Urupá, Mirante da Serra, Teixeirópolis e Vale do Paraíso.

Os moradores já receberam ação dos bombeiros e voluntários, porém, as queimadas não cessam e o fogo avança sobre construções edificadas nas propriedades, provocando muitos danos, especialmente.

Colagens

Os produtores rurais gravaram vídeos para mostrar a força do fogo, que só poderá ser combatido com equipamentos específicos. O trabalho feito com pulverizadores costais – bombas – não está sendo suficiente.
Vários produtores rurais acumulam prejuízos. Animais mortos, edificações como, currais, cercas, pontes, pinguelas e etc… foram destruídos pelas chamas. Eles reclamam que acionam o Corpo de Bombeiros e até o IBAMA, mas que ninguém aparece para ajudar no combate às chamas, que avançam dia e noite.
O Jaru Online conversou com 2º Sgt BM Mauro neste sábado, 12 de setembro. O militar explicou a atual situação em que os Bombeiros do Grupamento em Ouro Preto, estão trabalhando.
De acordo com ele, o efetivo da guarnição do dia, é composto por quatro militares para atender variados tipos de demandas diárias, quer seja acidentes, atendimento a pacientes com problemas clínicos, ex: infarto, avc, resgastes, capturas de animais, incêndio em residências ou em vegetação na área urbana e etc…
Conforme o militar, o 2ºGBM não tem capacidade de atender todas as demandas de incêndio em vegetação, tendo em vista que o 2ºGB de Ouro Preto é responsável ao menos cinco municípios circunvizinhos.

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Sargento Mauro disse que para o combate a incêndio em vegetação seria necessário um efetivo muito maior do existente. Ele também disse que quando a solicitação informa que há riscos as estruturas residenciais, por exemplo, a guarnição se desloca para atender, mesmo que a distância seja grande, lembrando atendimento feito no último dia 04 de setembro, na Linha a 16 da Rodovia que liga aos municípios de Urupá e Teixeirópolis.

Denúncias junto ao Ibama também foram protocoladas pelos moradores, mas até o momento não obtiveram nenhum tipo de resposta ou ação. Inúmeros animais silvestres estão morrendo queimados.

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