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Agronegócio

Seca no RS reduz oferta de milho e afeta produtores de carne

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Lavoura de milho

O clima seco atípico neste verão no sul do Brasil deve aumentar as importações de milho do país e afetar a indústria de carne. No mês passado, a INTL FCStone havia projetado que a produção de milho primeira safra no Rio Grande do Sul, um importante estado produtor, somaria 6 milhões de toneladas. Agora, a empresa estima 4,8 milhões de toneladas devido ao impacto de temperaturas acima da média e da falta de chuvas.

Se confirmado, o volume representaria queda de 17% em relação à temporada anterior, o que pode vir a ser um problema para o setor de carnes brasileiro diante dos baixos estoques de grãos para ração. A região Sul responde por mais da metade da produção de carne de frango e suína do país.

“Existe um alerta sobre a possibilidade de escassez de milho e alta dos preços do grão nos próximos meses”, disse Ana Luiza Lodi, analista da INTL FCStone. O clima desfavorável no Sul do Brasil pode reduzir a produção de milho de verão do país em 3,4% nesta safra, segundo a empresa.

O Brasil normalmente importa cerca de 1 milhão de toneladas de milho por ano. Esse volume poderia potencialmente mais do que dobrar para 2,5 milhões de toneladas em 2020, de acordo com Paulo Molinari, analista da consultoria Safras & Mercado.

Embora o Paraguai normalmente seja o principal fornecedor, o Brasil também poderia recorrer à Argentina para aumentar o volume de importações, disse. No mês passado, a gigante de carnes JBS afirmou que estava negociando um acordo para comprar 200 mil toneladas de milho argentino.

Com a perspectiva de oferta mais apertada, os preços domésticos do milho subiram 34% desde setembro, enfraquecendo expectativas de margens mais altas no setor de carnes devido à maior demanda em meio ao caos causado pelo vírus da peste suína africana.

A ração é responsável pela maior parte dos custos na produção de frango, e a valorização do milho compensou os aumentos de preços da carne. É provável que os preços do milho permaneçam altos até a colheita da safrinha de milho, a maior do Brasil, no segundo semestre do ano. O cenário para essa safra ainda não está claro.

Fonte: Uol

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Agronegócio

Com alta demanda mundial pelo milho, MT dobra volume exportado em 2019

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Plantação de milho deve aumentar ainda mais — Foto: Mayke Toscano/Gcom-MT

Devido aos problemas climáticos mundiais, o milho está com problemas de fornecimento. Com a seca na Índia e o excesso de chuvas e frio nos Estados Unidos, houve diminuição na oferta mundial do milho.

Esse cenário tem favorecido o mercado de exportações de milho brasileiro. Mais de um terço da produção mundial de grãos é de milho.

Entre janeiro e novembro de 2019, 39,1 milhões de toneladas foram exportadas, o que corresponde a um aumento de 101% em relação ao ano anterior. Atualmente, 40% da safra brasileira é exportada.

Segundo o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Fernando Cadore, a questão cambial também tem favorecido a exportação de milho.

“Com o real desvalorizado, nosso produto fica atrativo perante aos outros mercados mundiais”.

Mato Grosso é o maior exportador de milho do país — Foto: Mayke Toscano/ Gcom-MT

Mato Grosso é o maior exportador de milho do país — Foto: Mayke Toscano/ Gcom-MT

Hoje Mato Grosso ocupa o posto de maior exportador de milho do Brasil. Na última safra a produção do grão no estado chegou a 32 milhões de toneladas e foram consumidos cerca de 7 milhões de toneladas. Quase 80% da produção do estado é destinada à exportação.

Porém, apesar do cenário positivo e da alta procura, é importante manter a atenção.

“Se tivermos qualquer oscilação cambial para baixo ou alguma coisa que atrapalhe nossa exportação, o milho pode ficar retido no mercado interno, que o pode ser um problema, pois não tem o que se fazer com esse milho, não há tem como consumi-lo num curto espaço de tempo”, alerta Cadore.

Antônio Galvan, presidente da Aprosoja-MT — Foto: Nathalia Okde/G1

Antônio Galvan, presidente da Aprosoja-MT — Foto: Nathalia Okde/G1

O presidente da Aprosoja, Antônio Galvan, afirmou que a área de milho plantada em Mato Grosso vai aumentar.

“Hoje por conta do preço do milho, a rentabilidade está muito maior. Não tem como fugir do mercado atrativo do jeito que está. Eu mesmo, inclusive plantarei mais áreas esse ano do que eu plantava no ano passado. É preciso aproveitar o momento”, destacou.

Entre outras vantagens, o milho não necessita de processo industrial complexo como a soja.

Ainda de acordo com Galvan, a qualidade do milho produzido em Mato Grosso torna o produto disputado no mercado internacional.

“Nosso milho é formado no período chuvoso. Por colhermos no período da seca, o milho de Mato Grosso tem uma qualidade que é disputada em qualquer lugar no mundo. Todo o mundo quer o milho de Mato Grosso”, afirmou.

*Sob a supervisão de Pollyana Araújo

Fonte: G1

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Agronegócio

Arroz vai mudar de patamar de preços e subir até 30% nas prateleiras, diz Federarroz

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Aumento chegará aos consumidores já na virada de fevereiro para março com a chegada da nova safra ao mercado. Diminuição na área cultivada e aumento das exportações ajudaram a impactar estes valores.

A nova safra de arroz deve ser colhida durante o mês de março e chegar ao mercado já com um novo patamar de preços. Segundo o presidente da Federarroz (Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul), Alexandre Velho, o grão deve registrar aumento entre 20 e 30% nas prateleiras dos supermercados já no final de fevereiro.

Entre os motivos para este reajuste estão a diminuição na área cultivada, que caiu 250 mil hectares nos últimos 5 anos, ficando em 940 mil hectares para esta safra, e o aumento nas exportações brasileiras, que encerraram 2019 maiores do que 1,4 milhões de toneladas, antes expectativa de 900 mil toneladas no início do ano passado.

Velho destaca que em 2019 o Brasil registrou o primeiro embarque de arroz para o México, e também exportou para o Iraque e Estados Unidos, impulsionado pela alta do câmbio, conjuntura internacional e quebra da safra americana.

Para 2020 a expectativa é ampliar e fortalecer os laços com as empresas mexicanas e seguir buscando novos destinados para o grão brasileiro.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas
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Agronegócio

Agricultura familiar é incentivada com Tarde do Conhecimento e Rodada de Negócios

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A Tarde do Conhecimento será realizada no dia 7 de março

Tive início a organização de dois importantes eventos na região de Cacoal voltados, principalmente, à agricultura familiar. Os eventos, Tarde do Conhecimento e Rodada de Negócios, são preparados através da união de diversos órgãos de governo, entidades e instituições parceiras.

Na manhã de hoje (20), o secretário executivo regional de Governo, Celso Adame, recebeu o gerente regional da Emater (Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia), Samuel Guedes Borges, e o supervisor regional da Emater, Wilian Parmezane para definir  detalhes de dois eventos já programados.

A Tarde do Conhecimento será realizada no dia 7 de março, no Teatro Municipal de Cacoal. Entre os temas que serão abordados durante toda a tarde, estão a Gestão de Pequenas Propriedades e a Sucessão Familiar.

O objetivo da Tarde do Conhecimento é despertar ainda mais o interesse dos filhos na sucessão familiar nas atividades rurais. Queremos mostrar a força do campo e a atenção que este governo vem dispensado à agricultura familiar, com uma série de investimentos que são feitos e que procuram agregar ainda mais valor à produção. A expectativa é reunir mais de 400 produtores de toda a região de Cacoal e municípios vizinhos”, destacou Celso Adame.

Em abril a expectativa é a Rodada de Negócios que programada para o município de São Felipe D’Oeste. O evento acontece nos dias 8 e 9 de abril e traz dentro da programação palestras técnicas, oficinas, exposição de máquinas, veículos e serviços e ainda diversos debates voltados ao fomento das agroindústrias e também da agropecuária.

O município de São Felipe foi escolhido, pois a ideia é descentralizar as ações do governo. Queremos trazer eventos como estes, que fomentam o setor, também para os municípios menores, fora do eixo da BR-364. Isso porque a Rodada de Negócio visa incentivar o desenvolvimento rural, atraindo empresas interessadas em divulgar e comercializar seus produtos e também produtores rurais que buscam conhecimento e investimentos para a sua propriedade rural”, explica o gerente regional da Emater, Samuel Guedes.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia

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