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Meio Ambiente

Mourão reinaugura terça-feira base brasileira na Antártica

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Brasil tem base provisória desde o incêndio que destruiu a estação original

vice-presidente Hamilton Mourão embarca nesta segunda-feira (13) com destino à Antártida, onde será o principal representante do governo brasileiro na reinauguração da Estação Comandante Ferraz, base de pesquisa do país no continente.

O novo prédio, que fica na ilha Rei George, na Bahia do Almirantado, está sendo erguido ao lado da atual base, que tem estrutura provisória. A inauguração oficial será na terça-feira (14).

A Estação Comandante Ferraz foi criada em 1984, mas em 2012 sofreu um incêndio de grande proporções. Na ocasião, dois militares morreram e 70% das suas instalações foram perdidas. O governo federal investiu cerca de US$ 100 milhões na obra, e a unidade recebeu os equipamentos mais avançados do mundo. No local, pesquisadores vão realizar estudos nas áreas de biologia, oceanografia, glaciologia, meteorologia e antropologia.

“[A estação] vai dar melhores condições de trabalho aos nossos pesquisadores, vai manter nossa presença no trabalho que está sendo feito pela comunidade científica internacional, de buscar respostas e avanços no conhecimento, na tecnologia, outras áreas que são pesquisadas lá. Ao mesmo tempo, permite que a Marinha faça um adestramento em termos de logística, em termos de deslocamento em águas, que não são tão tranquilas assim. Nós, do governo Bolsonaro, vemos com extrema satisfação este momento de reinaugurarmos a Estação Comandante Ferraz e darmos uma nova roupagem ao trabalho de pesquisa que está sendo realizado lá”, afirmou o vice-presidente, em entrevista exclusiva à Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Para chegar à Antártica, a comitiva do vice-presidente embarca em Brasília e faz uma primeira parada na cidade de Punta Arenas, extremo sul do Chile. De lá, embarcam novamente, desta vez em um avião Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB), único tipo de aeronave usada para chegar ao continente gelado, já que é mais preparada para pousos e decolagens nas pistas do local. O voo de Punta Arenas até a Antártica dura cerca de três horas. A aterrissagem ocorre nas proximidades da estação chilena. De lá, o vice-presidente e assessores seguem de helicóptero até a estação brasileira. A previsão é que o vice-presidente durma na Antártica na noite do dia 14 e retorne no dia seguinte a Punta Arenas, para então retornar ao Brasil.

Inicialmente, a previsão era que o presidente Jair Bolsonaro participasse da reinauguração da Estação Antártica Comandante Ferraz, mas, por recomendações médicas, o chefe do Executivo desistiu da viagem e delegou a ida ao vice-presidente.

Estação Antártica

Ocupando uma área de 4,5 mil metros quadrados, a estação poderá hospedar 64 pessoas, segundo a Marinha. O novo centro de pesquisas vai contar com 17 laboratórios. Cientistas da Fiocruz, por exemplo, estão entre os primeiros a trabalhar na nova estação, desenvolvendo pesquisas na área de microbiologia, a partir da análise de fungos que só existem na Antártica, e no poder medicinal desses micro-organismos. A Agência Internacional de Energia Atômica (Aeia) também já confirmou que vai desenvolver projetos meteorológicos na base brasileira.

Para ficar acima da densa camada de neve que se forma no inverno, o prédio recebeu uma estrutura elevada. Os pilares de sustentação pesam até 70 toneladas e deixam o centro de pesquisa a mais de três metros do solo. Os quartos da base, com duas camas e banheiros, abrigarão pesquisadores e militares. A estação também tem uma sala de vídeo, locais para reuniões, academia de ginástica, cozinha e um ambulatório para emergências.

Em todas as unidades da base foram instaladas portas corta-fogo e colocados sensores de fumaça e alarmes de incêndio. Nas salas onde ficam máquinas e geradores, as paredes são feitas de material ultrarresistente. No caso de um incêndio, elas conseguem suportar o fogo durante duas horas e não permitem que ele se espalhe por outros locais antes da chegada do esquadrão anti-incêndio.

A estação tem ainda uma usina eólica que aproveita os ventos antárticos. Placas para captar energia solar também foram instaladas na base e vão gerar energia, principalmente no verão, quando o sol na Antártica brilha mais de 20 horas por dia.

O projeto de reconstrução da estação é todo brasileiro e começou a ser executado em 2017 pela empresa China Electronics Import and Export Corporation, que venceu a licitação do governo. A companhia de engenharia precisou dividir a obra em três etapas, porque entre os meses de abril e outubro é impossível realizar qualquer atividade externa na Antártica devido ao frio intenso, às tempestades de neve e aos ventos fortes. Por causa disso, os chineses construíram os módulos na China durante o inverno e transportaram para a Antártica nos verões de 2017, 2018 e 2019, a fim de fazer a instalação.

Fonte: Agencia Brasil

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Meio Ambiente

Sebrae e NEIFRO convidam autoridades para discutir embaraços aduaneiros entre Brasil e Bolívia

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Encontro virtual reuniu governador de Rondônia, representante do Itamarati, Prefeito de Guajará Mirim RO, Embaixador da Bolívia,  Superintendente do Sebrae e outras autoridades

Na última quinta-feira (2), um encontro on line reuniu representes de Brasil e Bolívia para tratativas sobre a comercialização e logística por meio de pequenas embarcações na Fronteira entre os dois países. O encontro foi uma demanda da Sala do Empreendedor de Nova Mamoré ao Sebrae em Rondônia, que imediatamente acionou a Prefeitura de Guajará-Mirim e a Secretaria de Planejamento e Orçamento do Estado (Sepog) através do NEIFRO – Núcleo Estadual de Integração de Fronteiras, para reunir os atores públicos envolvidos nas operações de importação, exportação e repatriação.

Na pauta, a flexibilização de trâmites para importação e exportação de alimentos e medicamentos, bem como a repatriação de estudantes brasileiros que se encontram no país vizinho sem condições necessárias, até para sobrevivência. A travessia entre os dois países está fechada desde março e os problemas aduaneiros antigos que envolvem os dois países se agravaram.

Participaram da reunião o governador Marcos Rocha, o prefeito de Guajará-Mirim Cicero Noronha, a prefeita da cidade de Guayaramerin, Beni, Bolívia, Helen Gorayeb, o diretor superintendente do Sebrae em Rondônia Daniel Pereira, representantes da embaixada da Bolívia Wilfredo Rojo, representante do Ministério das Relações Exteriores – Itamarati Jorge Marcelo Galvão, Auditor do Tribunal de Contas de Rondônia Marc Willian e  Presidente do Núcleo Estadual para o Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira – NEIFRO e  Secretário Estadual da Secretaria de Planejamento Orçamento e Gestão Pedro Pimentel.

Para o superintendente do Sebrae, ”Cada passo que damos à simplificação de procedimentos e processo visando destravar a economia local é uma vitória, sobretudo neste momento extremo que todos vivemos”, disse Daniel Pereira, que se coloca à disposição para discutir esses avanços sempre sob à luz das normas vigentes mas visando o desenvolvimento econômico sustentável.

Do encontro saíram encaminhamentos que serão capitaneados pelo Itamarati e Embaixada Boliviana, no que se refere a viabilizar a modernização dos acordos bilaterais em âmbito federal, de forma a atender as necessidades brasileiras e bolivianas, e ainda, ficou definido que a Receita Federal e a Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia (Sefin) irão fazer adequações em seus sistemas e normas em parceria com a prefeitura de Guajará Mirim para resolver a liberação do transporte de alimentos e remédios em pequenas embarcações.

Não deixe de buscar orientações sobre como reagir diante deste cenário de pandemia. O Sebrae em Rondônia pode atendê-lo também remotamente. Acesse nosso portal de atendimento em www.sebrae.ro. Ligue para nossa Central de Relacionamento ou envie mensagens por WhatsApp no 0800 570 0800, acesse nosso portal de ensino à distância www.sebrae.com.br/cursosonline  ou siga o Sebrae em Rondônia nas redes sociais (@sebraero).

Fonte: Assessoria

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Meio Ambiente

Temporal provoca estragos em Santa Catarina e causa três mortes

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Fortes rajadas de vento chegaram a atingir mais de 100 km/h em algumas regiões

Fortes rajadas de vento atingiram praticamente todas as regiões de Santa Catarina na tarde desta terça-feira (30), deixando um rastro de estragos e assustando moradores de várias cidades. O vendaval começou na região Oeste ainda pela manhã e avançou pelo Estado durante a tarde, causado pela formação de um ciclone.

Três mortes foram registradas em Chapecó, Tijucas e Santo Amaro da Imperatriz. Conforme relatório da Defesa Civil, o vento chegou a atingir 120 km/h no alto do Morro da Igreja, em Urubici.

Governador Moisés se manifesta sobre mortes por temporal em SC e pede: “fique em local seguro Em Chapecó os ventos chegaram a atingir 108 km/h, derrubando árvores e placas.
Uma senhora de 78 anos morreu depois de ser atingida por uma árvore perto do aeroporto da cidade. A Defesa Civil registrou destelhamentos em Descanso, Santa Helena, São Domingos, Jaborá e Xanxerê.

Em Florianópolis o Corpo de Bombeiros foi acionado para ocorrências de queda de árvores no Estreito, Pantanal e Rio Tavares. No Córrego Grande, em frente ao parque municipal, uma árvore caiu em cima de uma van e um carro de passeio. O telhado de prédio foi carregado pelo vento em Jurerê. Árvores caídas bloquearam parcialmente o trânsito na SC-401 e na SC-406.

Em Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis, um homem morreu após ser atingido pela fiação da rede elétrica. Uma árvore havia caído sobre o poste e derrubado os fios. Outra morte ocorreu em Tijucas, no Litoral, em um imóvel com parte da estrutura colapsada.

Em Joaçaba, a força do vendaval derrubou o cajado de Frei Breno, peça que fica junto à Estátua no Monumento, no bairro Flor da Serra. Em Concórdia, segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), a queda de árvores bloqueou parcialmente o trânsito na rodovia SC-283. Conforme a prefeitura, 15 unidades escolares e dois centros de convivência tiveram destelhamentos. 

Fonte – nsctotal

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Meio Ambiente

Ação integrada apreende helicóptero usado em desmatamento ilegal na Amazônia

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Duas pessoas foram conduzidas para delegacia pelo flagrante em desmatamento ilegal e outros crimes ambientais

 

Uma operação integrada da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Polícias Civil e Militar e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) flagrou a pulverização de agrotóxico em floresta nativa, áreas de regeneração e pasto, ocasionando danos visíveis à flora.

Esta é a primeira vez que Mato Grosso apreende um helicóptero sendo utilizado para realizar desmatamento ilegal. A equipe considerou o crime um atentado contra a saúde pública e o meio ambiente.

Na ação realizada a 63 quilômetros do município de Colniza (Noroeste de Cuiabá), duas pessoas foram conduzidas para a delegacia de polícia. O piloto do helicóptero não foi localizado.  A aeronave apreendida será periciada e removida, enquanto os produtos utilizados na pulverização serão periciados no local.

MT apreende helicóptero usado para pulverizar agrotóxico na Floresta Amazônica
Créditos: Sema-MT

A operação ocorreu nesta segunda-feira (15.06) e foi motivada por denúncia anônima que relatou o uso de agrotóxico por diversas propriedades no entorno da Vila Maguila, distrito de Colniza.

Após um trabalho pelo Núcleo de Inteligência e Operações Integradas (NIOC) da Sema, a área foi identificada e o Ciopaer foi acionado para sobrevoar a área. Os agentes identificaram a vegetação amarelada e localizaram a aeronave com os pulverizadores acoplados.

A equipe também encontrou os tanques utilizados no armazenamento de agrotóxicos, nas margens de um lago que aparenta ser uma nascente hídrica represada. As investigações iniciais apontam para a contaminação da lagoa.

De acordo com o relato de um dos conduzidos, foram pulverizados 83 galões de 20 litros de agrotóxicos em duas propriedades, em uma área aproximada de 850 hectares e estavam preparando para realizar o trabalho na terceira propriedade.

MT apreende helicóptero usado para pulverizar agrotóxico na Floresta Amazônica
Créditos: Sema-MT

O suspeito relatou ainda que todo material era manipulado às margens da nascente. Demais sanções administrativas estão sendo calculadas e a Polícia Civil conduz o inquérito criminal.

Desmatamento ilegal zero

A ação realizada em Nova Bandeirantes integra Operação Amazônia Arco Norte do Governo de Mato Grosso em parceria com a Operação Verde Brasil do Governo Federal, visando zerar o desmatamento ilegal em Mato Grosso.

Desde o início da Operação, em maio, foram aplicados R$ 101 milhões em multas por crimes contra a flora, como desmatamento, exploração florestal e queimadas ilegais, dentre outros. Foram embargados mais de 21 mil hectares e apreendidos 44 tratores.

Desde janeiro, Mato Grosso aplicou R$ 555 milhões por crimes contra a flora e embargados 78 mil hectares. As ações conduzidas resultaram na apreensão de 116 tratores e 27 caminhões.

Atividade essencial

As atividades de fiscalização ambiental, que incluem as ações de monitoramento e controle de crimes ambientas como desmatamento e exploração florestal ilegais, pesca predatória, caça ilegal, poluição causara por empreendimentos, dentre outros, seguem em pleno funcionamento durante a pandemia do Covid-19.

De acordo com artigo 8° do decreto Estadual 432/2020, a fiscalização ambiental é considerada atividade essencial no Estado. Ao se deparar com crimes ambientais, o cidadão pode fazer denúncias pelo 0800 65 3838 ou via aplicativo MT Cidadão (disponível para IOS e Android).


Assessoria de Comunicação e Imprensa
Contatos: (65) 3613 7359 | (65)  98464 2260
www.sema.mt.gov.br / www.mt.gov.br 

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