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Internacional

Iraque pede para EUA iniciarem retirada de soldados de seu território

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Primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdel Mahdi, em imagem do dia 23 de outubro de 20109 — Foto: Ahmad Al-Rubaye/AFP

O primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdel Mahdi, pediu ao secretário de Estado americano, Mike Pompeo, o envio de uma delegação para organizar a retirada dos soldados dos Estados Unidos do Iraque, o que o Parlamento iraquiano exige.

Desde que Washington assassinou em um ataque em Bagdá o poderoso general iraniano Qassem Soleimani e seu braço direito, o iraquiano Abu Mehdi al-Muhandis, o sentimento antiamericano aumentou no país, e as autoridades se tornaram cada vez mais distantes do aliado americano.

O Parlamento votou a favor da expulsão dos 5.200 soldados americanos que estão alocados no Iraque e provavelmente das tropas dos outros 75 Estados-membros da coalizão antijihadista liderada por Washington.

O comunicado do gabinete do primeiro-ministro do Iraque informa que o telefonema de quinta-feira (9) foi uma iniciativa de Pompeo.

Na chamada, o líder iraquiano “pediu que representantes fossem enviados ao Iraque para estabelecer os mecanismos necessários para a implementação da decisão do Parlamento de uma retirada segura de tropas do Iraque”, segundo uma declaração do gabinete do chefe de Governo.

Oficialmente, Washington afirma não ter um plano de saída, mas um erro recente criou dúvidas. O comando dos EUA no Iraque informou oficialmente as autoridades de Bagdá do início de sua retirada, antes de Washington garantir que se tratava de um “rascunho” enviado por engano.

As autoridades iraquianas pedem que essa retirada seja feita o mais rápido possível, após “violações da soberania do Iraque”, em referência ao ataque a Soleimani, mas também uma semana antes a um ataque às bases iraquianas que matou 25 combatentes pró-Irã integrados às forças de segurança.

Clérigo condena ataques dos EUA e também do Irã

O principal clérigo xiita do Iraque condenou, nesta sexta-feira (10) os ataques dos EUA e também do Irã no território iraquiano.

Para o aiatolá Ali al-Sistani, as condições deterioradas de segurança no país e no Oriente Médio são um resultado do confronto entre Washington e Teerã.

Em uma mensagem lida por um representante durante as cerimônias de sexta-feira na cidade sagrada de Kerbala, o aiatolá al-Sistani afirmou que a série de ataques foi uma violação da soberania, e que a nenhum poder estrangeiro deveria ser permitido decidir o futuro do Iraque.

“O uso de métodos exagerados por diferentes lados que possuem poder e influência só vão arraigar a crise e prevenir uma solução”, ele afirmou.

“Os últimos atos agressivos, que são violações repetidas da soberania do Iraque, são uma parte da deterioração da situação”, ele afirmou.

Desde a morte de Soleimani, o Irã reforçou seus pedidos para que as forças dos EUA saiam do Iraque. Os dois países são de maioria muçulmana xiita.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou que os ataques que eles fizeram em retaliação não foram suficientes, e que “o mais importante é terminar a presença corruptora dos EUA na região”.

Analistas dizem que, por enquanto, o foco do Irã é pressionar mais o governo xiita do Iraque para pressionar os EUA a saírem e mobilizar as milícias para incomodar as forças americanas.

Fonte: G1

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Internacional

Fazendeiro passa mal e é devorado por seus porcos na Polônia

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Um fazendeiro, de 71 anos, foi comido por seus porcos após ter desmaiado em Osiek, na Polônia. De acordo com as informações do jornal britânico DailyMail, o homem teria saído para buscar água em um poço, passou mal e acabou sendo devorado por 12 porcos da raça mangalitsa.

Os restos mortais do Sr. Krzysztof, como foi identificado pela mídia local, foram encontrados por um vizinho que sentiu falta do colega durante as festividades de Ano Novo. Quando o vizinho chegou, encontrou uma pilha de ossos e fragmentos de crânio.

Os promotores que investigam o caso suspeitam que Krzysztof pode ter sofrido um ataque cardíaco.

Após a morte do fazendeiro, os vizinhos discutem o destino dos porcos. Alguns defendem o abatimento dos animais, no entanto, veterinários da região são contra.

A raça mangalitsa, de origem húngara, foi desenvolvida no século 19 pelo cruzamento de porcos e javalis europeu. Em entrevista ao DailyMail, Katarzyna Trotzek, do asilo de porcos “Chrumkowo”, afirmou não acreditar que os porcos tenham comido o cadáver.

Fonte: istoe.com.br

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Internacional

Estados Unidos e China assinam primeira fase de acordo comercial

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Os detalhes do acordo ainda não foram divulgados, mas o presidente americano, Donald Trump, disse que não vai abrir mão das tarifas impostas aos chineses

Donald Trump, com o vice-primeiro-ministro chinês Liu He antes de assinar a “primeira fase” do acordo comercial EUA-China, na Sala Leste da Casa Branca, em Washington Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, anunciou, nesta quarta-feira, 15, o firmamento da primeira fase de um acordo comercial com a China depois de dois anos de disputas tarifárias envolvendo os dois países. “Estamos muito orgulhosos dos esforços, muitos acharam que este acordo era impossível”, afirmou o presidente americano.

“Hoje demos um passo crucial, um que não tínhamos dado antes com a China”, disse o presidente. Ele garantiu que o pacto contém “compromissos substanciais e executáveis”, mas afirmou que as tarifas impostas aos produtos chineses vão se manter até a “fase dois” ser concluída. “Vou deixá-las em vigor porque de outra maneira não teremos cartas com as quais negociar”, disse Trump

O anúncio, realizado na Casa Branca, tem a presença de Liu He, vice-premiê da China. O chinês disse que o acordo reafirma o compromisso da China de migrar de um modelo de crescimento rápido e intenso para o que classificou como ‘crescimento saudável’. “Os dois países decidiram em linha com o mercado. Os dois governos precisam de ingressar na economia global”, afirmou ele. “A China dá boas vindas aos investidores globais, incluindo os dos Estados Unidos”, encerrou. 

Os detalhes do acordo ainda não foram divulgados. O representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, porém, afirmaram em um comunicado divulgado na terça-feira 14 que todos os aspectos da primeira fase de um acordo comercial com a China serão divulgados nesta quarta-feira, exceto um anexo confidencial que detalha os produtos e serviços dos EUA a serem comprados pela China.

O presidente americano se comprometeu a visitar a China em breve.

(Com Reuters e AFP)

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Internacional

Mourão reinaugura terça-feira base brasileira na Antártica

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Brasil tem base provisória desde o incêndio que destruiu a estação original

vice-presidente Hamilton Mourão embarca nesta segunda-feira (13) com destino à Antártida, onde será o principal representante do governo brasileiro na reinauguração da Estação Comandante Ferraz, base de pesquisa do país no continente.

O novo prédio, que fica na ilha Rei George, na Bahia do Almirantado, está sendo erguido ao lado da atual base, que tem estrutura provisória. A inauguração oficial será na terça-feira (14).

A Estação Comandante Ferraz foi criada em 1984, mas em 2012 sofreu um incêndio de grande proporções. Na ocasião, dois militares morreram e 70% das suas instalações foram perdidas. O governo federal investiu cerca de US$ 100 milhões na obra, e a unidade recebeu os equipamentos mais avançados do mundo. No local, pesquisadores vão realizar estudos nas áreas de biologia, oceanografia, glaciologia, meteorologia e antropologia.

“[A estação] vai dar melhores condições de trabalho aos nossos pesquisadores, vai manter nossa presença no trabalho que está sendo feito pela comunidade científica internacional, de buscar respostas e avanços no conhecimento, na tecnologia, outras áreas que são pesquisadas lá. Ao mesmo tempo, permite que a Marinha faça um adestramento em termos de logística, em termos de deslocamento em águas, que não são tão tranquilas assim. Nós, do governo Bolsonaro, vemos com extrema satisfação este momento de reinaugurarmos a Estação Comandante Ferraz e darmos uma nova roupagem ao trabalho de pesquisa que está sendo realizado lá”, afirmou o vice-presidente, em entrevista exclusiva à Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Para chegar à Antártica, a comitiva do vice-presidente embarca em Brasília e faz uma primeira parada na cidade de Punta Arenas, extremo sul do Chile. De lá, embarcam novamente, desta vez em um avião Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB), único tipo de aeronave usada para chegar ao continente gelado, já que é mais preparada para pousos e decolagens nas pistas do local. O voo de Punta Arenas até a Antártica dura cerca de três horas. A aterrissagem ocorre nas proximidades da estação chilena. De lá, o vice-presidente e assessores seguem de helicóptero até a estação brasileira. A previsão é que o vice-presidente durma na Antártica na noite do dia 14 e retorne no dia seguinte a Punta Arenas, para então retornar ao Brasil.

Inicialmente, a previsão era que o presidente Jair Bolsonaro participasse da reinauguração da Estação Antártica Comandante Ferraz, mas, por recomendações médicas, o chefe do Executivo desistiu da viagem e delegou a ida ao vice-presidente.

Estação Antártica

Ocupando uma área de 4,5 mil metros quadrados, a estação poderá hospedar 64 pessoas, segundo a Marinha. O novo centro de pesquisas vai contar com 17 laboratórios. Cientistas da Fiocruz, por exemplo, estão entre os primeiros a trabalhar na nova estação, desenvolvendo pesquisas na área de microbiologia, a partir da análise de fungos que só existem na Antártica, e no poder medicinal desses micro-organismos. A Agência Internacional de Energia Atômica (Aeia) também já confirmou que vai desenvolver projetos meteorológicos na base brasileira.

Para ficar acima da densa camada de neve que se forma no inverno, o prédio recebeu uma estrutura elevada. Os pilares de sustentação pesam até 70 toneladas e deixam o centro de pesquisa a mais de três metros do solo. Os quartos da base, com duas camas e banheiros, abrigarão pesquisadores e militares. A estação também tem uma sala de vídeo, locais para reuniões, academia de ginástica, cozinha e um ambulatório para emergências.

Em todas as unidades da base foram instaladas portas corta-fogo e colocados sensores de fumaça e alarmes de incêndio. Nas salas onde ficam máquinas e geradores, as paredes são feitas de material ultrarresistente. No caso de um incêndio, elas conseguem suportar o fogo durante duas horas e não permitem que ele se espalhe por outros locais antes da chegada do esquadrão anti-incêndio.

A estação tem ainda uma usina eólica que aproveita os ventos antárticos. Placas para captar energia solar também foram instaladas na base e vão gerar energia, principalmente no verão, quando o sol na Antártica brilha mais de 20 horas por dia.

O projeto de reconstrução da estação é todo brasileiro e começou a ser executado em 2017 pela empresa China Electronics Import and Export Corporation, que venceu a licitação do governo. A companhia de engenharia precisou dividir a obra em três etapas, porque entre os meses de abril e outubro é impossível realizar qualquer atividade externa na Antártica devido ao frio intenso, às tempestades de neve e aos ventos fortes. Por causa disso, os chineses construíram os módulos na China durante o inverno e transportaram para a Antártica nos verões de 2017, 2018 e 2019, a fim de fazer a instalação.

Fonte: Agencia Brasil

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