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Agronegócio

Governo anuncia suspensão da vacinação contra febre aftosa em Rondônia

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Anúncio foi feito durante audiência pública na Assembleia Legislativa do estado nesta quarta-feira (4). Voto pela suspensão partiu dos produtores, segundo o governador.

Governo de Rondônia anuncia suspensão da vacinação contra a febre aftosa. — Foto: Francisco Alves – GCom/MT

O governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (PSL), anunciou a suspensão da vacinação contra a febre aftosa nesta quarta-feira (4). A decisão foi comunicada durante audiência pública que aconteceu na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO), junto ao presidente da Casa, Laerte Gomes, e autoridades.

Segundo Coronel Marcos Rocha, o voto pela suspensão partiu dos produtores. “Todos são favoráveis a retirada da vacinação”, disse para jornalistas antes da reunião.

Por telefone, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, revelou que o Brasil precisa começar a retirar a vacinação contra a doença, reiterando o interesse de outros países do mercado asiático pela carne livre da aftosa – e da vacina.

“Há muito tempo que não tem vírus. A gente tem um circuito e isso traz vantagem para os estados. O Ministério tem acompanhado. Rondônia é um estado que avançou muito nos seus serviços”, disse Tereza.

Com a suspensão, Rondônia se junta ao Paraná e a Santa Catarina como os únicos estados do país em que não há vacinação dos rebanhos bovinos contra a doença. O Brasil não registra um caso de febre aftosa desde 2006.

Em 2017, o Governo Federal publicou um plano de metas para suspender a vacinação em todos os estados até 2026. Rondônia faz parte do bloco 1, junto com Acre, e parte do Mato Grosso e Amazonas. Paraná e Santa Catarina compõem o bloco 5, o último grupo (entenda no vídeo abaixo).

Vacina contra a febre aftosa em Rondônia

Vacina contra a febre aftosa em Rondônia

A última campanha de vacinação contra a doença em Rondônia aconteceu de 15 de outubro a 15 de novembro deste ano. A 47ª etapa foi voltada para bovinos e bubalinos de zero a 24 meses de idade. A comprovação da dose se estendeu até 22 de novembro.

De acordo com dados do Governo de Rondônia, o estado possui cerca de 14 milhões de bovinos e bubalinos, sendo o sexto maior rebanho nacional.

Bons motivos

Um dos principais pontos que o governador considera positivo na suspensão da vacinação envolve a resolução de futuros problemas. Segundo ele, é mais interessante sanar focos da doença em determinado ponto do que de forma macro.

“Se hoje houvesse aqui (Rondônia), com vacinação um foco de aftosa, isso faria com que todo o estado e até o Brasil parasse com a questão das importações. Entretanto, se retirássemos a vacina aqui do estado e houver um foco de aftosa em determinado ponto então não ia parar o estado, ia parar só o foco. Com vacinação para tudo, sem vacinação para só o foco”, exemplificou.

Voto pela suspensão da dose partiu dos produtores, segundo o governador Marcos Rocha. — Foto: Divulgação/ASCOM ADEPARÁ

Voto pela suspensão da dose partiu dos produtores, segundo o governador Marcos Rocha. — Foto: Divulgação/ASCOM ADEPARÁ

Ainda conforme o governador, sem a vacinação, há uma abertura para o mercado estrangeiro. Para o chefe do estado, “é uma questão de desenvolvimento”.

“Rondônia, retirando a vacina, vamos ter mais possibilidades de comércio estrangeiro”.

Segundo a Agência de Defesa Sanitário Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron), o estado não registra o foco da doença há 20 anos. Com o fim da vacinação, o trabalho de fiscalização será intensificado. “Eu vou tomar todas as ações necessárias junto a Idaron para que a gente tenha equipe necessária para manter esse controle”, complementou Coronel Marcos Rocha.

Laerte Gomes, presidente da ALE-RO, entregou um ofício com 20 assinaturas de deputados que apoiam a retirada da dose em Rondônia. “Queremos um estado sem vacina. Entendemos que é uma forma de olhar para frente, desenvolver e crescer”, reforçou.

Na visão de Laerte, quem mais vai ganhar é o produtor com a suspensão. “Vamos sair de uma linha ‘B’ e partiremos para uma linha ‘A’. Novos mercados vão se abrir, novas empresas virão para Rondônia. Claro que todos terão sua responsabilidade, o governo, a Assembleia, mas principalmente o produtor. A sanidade animal é a maior patrimônio de Rondônia”.

Fonte: G1/Ro

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Agronegócio

Contaminação em pacote de frango importado do Brasil pela China é ‘pouco provável’, dizem infectologistas

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Segundo a OMS, coronavírus não podem se multiplicar em alimentos. Por isso, mesmo os alimentos importados de países com grandes surtos, como o Brasil, não oferecem risco de transmissão do vírus.

A prefeitura de Shenzhen, cidade da China próxima de Hong Kong, anunciou nesta quinta-feira (13) que detectou traços do novo coronavírus na superfície de pacote de frango importado do Brasil, o maior produtor mundial de frango.

De acordo com o número de registro informado no comunicado da prefeitura de Shenzhen, o lote pertence ao frigorífico Aurora, de Santa Catarina. Por meio de sua assessoria, o frigorífico informou que a mercadoria leva 40 dias para chegar à China.

O G1 procurou infectologistas para comentarem o caso. Todos afirmaram que é pouco provável que o pacote do frango tenha sido contaminado no Brasil.

“Não existe comprovação científica que, mesmo estando congelado, o vírus poderia sobreviver na superfície tanto tempo [40 dias]. Por isso, é muito pouco provável que o produto tenha sido contaminado no Brasil. O mais provável é que a contaminação tenha ocorrido no final, já na China, depois de ser manipulado por alguém contaminado”, explica o infectologista Marcelo Otsuba.

Caso tenha conseguido viajar na superfície por tanto tempo, a infectologista do Hospital Emílio Ribas, Ana Freitas Ribeiro, aponta que o pacote pode ter sido contaminado em qualquer momento da viagem.

“Pode ter sido contaminado no Brasil, se alguém infectado manipulou o pacote sem luvas, sem máscara ou tenha espirrado nele, assim como pode ter sido contaminado quando chegou na China”, diz Ribeiro.

“O vírus pode permanecer viável congelado a -20°C, provavelmente por tempo prolongado. Se for a -4°C, temperatura de geladeira, deve ser só alguns dias. E precisa avaliar as condições do transporte também. Então para saber se o vírus está viável ou não, temos que testar”, disse.

Sem indício de contágio com alilmentos
 
Otsuba ressalta que não há evidência de que animais transmitem o coronavírus às pessoas.”Com notícias como essa, precisamos lembrar: animais não transmitem o vírus”, disse.

Nesta quinta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) comentou que a notícia não deve causar pânico na população.

“Não devemos criar a impressão de que há problema com nossa cadeia alimentar”, disse o diretor de emergências da OMS, Michael Ryan.

“Como os alimentos não foram associados na transmissão da Covid-19, os alimentos importados devem ser submetidos aos mesmos controles de importação de antes da pandemia”, informa a OMS, complementando que “o teste de alimentos ou superfícies de alimentos para este vírus não é recomendado.”

“Covid-19 é uma doença respiratória e a via de transmissão é através do contato pessoa a pessoa e pelo contato direto com gotículas respiratórias geradas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra”, esclarece um documento da OMS publicado no site da organização.

Salmão e camarão

Esta não é a primeira vez que a China afirma ter encontrado coronavírus em alimentos importados. Em junho, a imprensa local chinesa noticiou que o coronavírus foi encontrado em tábuas de cortar utilizadas por um vendedor de salmão importado, em um mercado de Xinfadi, por onde passam 80% dos alimentos consumidos em Pequim. O salmão em questão teria vindo do Chile e, segundo a China, o caso teria sido o responsável por um novo surto de infecções da Covid em Pequim.

Em julho, foi a vez do camarão vindo do Equador ser acusado de estar contaminado após inspeções realizadas em pacotes que chegaram em dois portos diferentes da China, um no nordeste e outro no sudeste do país.

Fonte: G1 – Em Geral

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Agronegócio

Carreta de Prêmios do 5º Concafé percorrerá municípios de Ro estará aqui em Alta Floresta nesta terça-feira

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As inscrições para o 5ª Concafé podem ser feitas online nos escritórios da Emater

Com o intuito de divulgar e incentivar os cafeicultores de Rondônia para a participação ao 5º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (5º Concafé Rondônia), o Governo do Estado enviará uma carreta para percorrer os municípios produtores de café a partir da próxima semana, contendo os prêmios destinados aos campeões da edição deste ano nas categorias “Qualidade de Bebida” e “Sustentabilidade”.

Toda a ação tem a participação direta da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e Agência de Defesa Agrossilvopastoril de Rondônia (Idaron).

A medida será coordenada pela Seagri com a colaboração dos patrocinadores oficias do 5º Concafé. Segundo explicou o secretário da Seagri, Evandro Padovani, o objetivo é divulgar o maior concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia, previsto para acontecer em outubro deste ano. “As inscrições encerram dia 21 de agosto e esta ação é uma forma de incentivar ainda mais os cafeicultores a acreditar no concurso, além de destacar a importância da produção de café no Estado”, disse o secretário Padovani.

Os produtores terão a oportunidade de conferir de perto os prêmios disponíveis para os ganhadores deste ano.  Na segunda-feira (17), no período da manhã, a carreta de prêmios saíra de Vilhena com destino a Cacoal, onde percorrerá as principais avenidas da cidade. Já na terça-feira (18) a carreta vai percorrer os municípios de Rolim de Moura, Alto Alegre dos Parecis e Alta Floresta. Seguindo a programação, na quarta-feira (19) segue para São Miguel do Guaporé, Alvorada do Oeste e Ji-Paraná. Na quinta-feira (20) passará por Ouro Preto do Oeste, Jaru e Ariquemes e finaliza o percurso de exposição dos prêmios em Porto Velho, na sexta-feira (21).

Essa é a maior premiação da história do Concafé, somando R$ 289 mil em prêmios. Na categoria de Qualidade de Bebida, o ganhador do primeiro lugar será contemplado com um trator Cafeeiro no valor de R$ 136 mil. A premiação também vai garantir R$ 30 mil para o segundo lugar em dinheiro e crédito; R$ 15 mil em crédito para o terceiro; R$ 10 mil em crédito para o quarto lugar e mais uma estufa de secagem de café no valor de R$ 98 mil para o campeão da categoria Sustentabilidade.  Os prêmios são patrocinados por parceiros do Estado de Rondônia que se credenciaram por meio de edital para o evento.

Fonte
Texto: Sara Cicera
Fotos: Arquivo Seagri
Secom – Governo de Rondônia

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Agronegócio

China diz que detectou coronavírus em frango importado do Brasil

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Importações estão mantidas, e autoridades recomendam cuidados no preparo dos alimentos. De acordo com número de registro informado, o lote pertence ao frigorífico Aurora, de Santa Catarina. 

A prefeitura de Shenzhen, cidade da China próxima de Hong Kong, anunciou nesta quinta-feira (13) que detectou o novo coronavírus em um controle de rotina de frango importado do Brasil, o maior produtor mundial.

“O vírus Sars-CoV-2, responsável pela doença Covid-19, foi encontrado recentemente em uma amostra coletada da superfície de um lote de asas de frango congeladas importadas”, informou um comunicado divulgado pela Sede de Prevenção e Controle de Epidemias de Shenzhen.

Apesar da notícia, não existe nenhuma informação sobre embargo às exportações brasileiras. As importações estão mantidas, e autoridades recomendam cuidados no preparo dos alimentos.

De acordo com o número de registro informado no comunicado da prefeitura de Shenzhen, o lote pertence ao frigorífico Aurora, de Santa Catarina. O G1 procurou a empresa às 9h24, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Carne de frango congelada — Foto: Reprodução/TV Fronteira

Carne de frango congelada — Foto: Reprodução/TV Fronteira

G1 também procurou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que disse que “está analisando as informações de possível detecção de traços de vírus em embalagem de produto de origem brasileira” (veja a nota na íntegra no final da reportagem).

O Ministério da Agricultura ainda não se manifestou. O governo brasileiro está em contato com a Administração Geral de Alfândegas da China, segundo apuração do G1.

O comunicado da prefeitura de Shenzhen também diz que, pela segunda vez, traços do coronavírus foram encontrados em camarões procedentes do Equador (leia mais abaixo).

As autoridades chinesas informaram que submeteram imediatamente a exames de diagnóstico as pessoas que tiveram contato com os produtos contaminados, assim como seus parentes. Todos os testes apresentaram resultado negativo, segundo o comunicado.

O comunicado de Shenzhen também pede para que consumidores sejam cautelosos ao comprar carne congelada e frutos do mar importados, e a continuar tomando medidas de proteção para minimizar o risco de infecção pelo novo coronavírus.

Exportações brasileiras

A contaminação de frango brasileiro pode provocar uma nova queda das exportações brasileiras para a China.

Em fevereiro de 2019, Pequim passou a aplicar, por cinco anos, tarifas antidumping ao frango brasileiro, que vão de 17,8% a 32,4%.

O Brasil, maior produtor mundial de carne de frango, era até 2017 o principal fornecedor de frango congelado para a China, por um valor que se aproximava de US$ 1 bilhão por ano e um volume que representava quase 85% das importações do gigante asiático.

Nos últimos anos o país perdeu parte do mercado para Tailândia, Argentina e Chile, de acordo com a consultoria especializada Zhiyan.

Veja abaixo um vídeo sobre as vendas de frango do Brasil para a China.

Exportação de frango para China aumenta 15% em janeiro

Pacotes de camarões equatorianos contaminados

Na província de Anhui, a prefeitura da cidade de Wuhu anunciou que detectou a presença do coronavírus em embalagens de camarões procedentes do Equador. Os pacotes estavam conservados no congelador de um restaurante da cidade.

Esta é a segunda vez desde o início de julho que a China informa a presença do vírus em pacotes de camarões equatorianos.

No dia 10 de julho, a Administração da Alfândega da China fez testes com amostras de um contêiner e com pacotes de camarões brancos do Pacífico que apresentaram resultados positivos para o novo coronavírus. As avaliações aconteceram nos porto de Dalian e Xiamen.

De acordo com os dados mais recentes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Equador produziu em 2018 quase 500 mil toneladas de camarões e 98 mil foram importadas à China, um mercado em plena expansão — um ano antes as exportações alcançaram apenas 16 mil toneladas.

Em junho, o grande mercado atacadista de Xinfadi, em Pequim, foi fechado após a detecção de um foco epidêmico que afetou centenas de pessoas. Restos de vírus foram detectados em uma tábua de corte de salmão importado.

A China, onde o coronavírus foi detectado pela primeira vez no fim de 2019, controlou em grande medida a epidemia, segundo os dados oficiais. Nesta quinta-feira (13), o país anunciou um balanço diário de 19 contágios. A última morte provocada pelo vírus aconteceu em maio, segundo o governo chinês.

O Brasil é o segundo país do mundo mais afetado pela Covid-19, atrás dos Estados Unidos. O Equador tem um balanço de quase 6.000 vítimas fatais e mais de 97 mil casos confirmados.

A Covid-19 é uma doença respiratória e, até o momento, nada indica que pode ser transmitida por meio da ingestão de produtos contaminados.

Focos de contágio já foram registrados em matadouros de outros países, como Alemanha, França, Estados Unidos ou Bélgica.

Veja a nota da ABPA na íntegra:

“A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informa que o setor produtivo está analisando as informações de possível detecção de TRAÇOS DE VÍRUS em EMBALAGEM de produto de origem brasileira, feita por autoridades municipais de Shenzen, na China.

Ainda não está claro em que momento houve a eventual contaminação da embalagem, e se ocorreu durante o processo de transporte de exportação. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil está em contato para esclarecimentos com o GACC (autoridade sanitária oficial da China), que fará a análise final da situação.

A ABPA reitera que não há evidências científicas de que a carne seja transmissora do vírus, conforme ressaltam a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Ao mesmo tempo, o setor exportador brasileiro reafirma que todas as medidas para proteção dos trabalhadores e a garantia da inocuidade dos produtos foram adotadas e aprimoradas ao longo dos últimos meses, desde o início da pandemia global.”

Fonte: G1

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