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Agronegócio

Cacau gera 6 vezes mais renda que o gado por hectare

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Além de gerar mais renda, tal produção tende a ocupar menores áreas e conservar mais florestas

Qual é o padrão de vida que pequenos agricultores familiares, produtores de cacau e/ou gado, podem alcançar em termos de bem-estar econômico? Essa é a pergunta que Daniel Braga procurou responder em sua tese, realizada no Programa de Pós-Graduação em Recursos Florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP.

O trabalho concluiu que produtores de cacau em sistemas agroflorestais (SAFs) podem ser tão bem-sucedidos quanto produtores de gado, considerando que o cacau gerou, no mínimo, seis vezes mais renda que o gado (por hectare). Mais que isso: os produtores de cacau também tendem a ocupar menores áreas e conservar mais florestas. “Quando as famílias adotaram cacau e gado na mesma propriedade a chance de sucesso aumentou, consequentemente ao custo de maior desmatamento pela pecuária extensiva. Entendendo a complementaridade econômica entre ambos os sistemas produtivos, a intensificação da pecuária em áreas menores é fundamental”, disse Braga.

A tese foi orientada pelo professor Edson Vidal (Esalq), com supervisão do professor Flávio Gandara (Esalq) e parceria com o professor Benno Pokorny, da Universidade de Freiburg, na Alemanha. A partir da abordagem conhecida como Meios de Vida Sustentáveis, aperfeiçoada pelo Laboratório de Silvicultura Tropical (Lastrop/Esalq), foram aplicadas 95 entrevistas ao longo de sete municípios do Pará (Uruará, Medicilândia, Brasil Novo, Anapu, Pacajá, Novo Repartimento e São Félix do Xingu). Com os dados, o pesquisador desenvolveu um indicador de sucesso baseado na renda e moradia familiar.

Segundo o pesquisador, após quase meio século de ocupação da Transamazônica, ainda há problemas graves de infraestrutura, educação, saneamento básico, criminalidade, disputa pela terra, entre outros. “A preocupação com os problemas decorrentes da pobreza e desmatamento ilegal, diante do mercado do cacau em ascensão mundial, cada vez mais tem chamado atenção para os sistemas agroflorestais com cacau como potencial ferramenta de reabilitação de áreas degradadas/alteradas, capaz de conciliar a produção com a conservação florestal”, comentou.

Daniel sugere que o sistema agroflorestal com cacau, em condições favoráveis de solo, pode ser uma alternativa à pecuária extensiva. Segundo ele, além do cacau, os SAFs diversificam a renda familiar e, no melhor dos casos, podem incluir o uso de plantas nativas, adaptadas à menor fertilidade. “No entanto, para difundir tais sistemas produtivos mais complexos, é necessário reforçar políticas direcionadas às condições e populações locais, com suporte à agricultura familiar. Além disto, é fundamental consolidar mercados atrativos para uma diversa gama de produtos nativos, como castanha-do-brasil, açaí, babaçu, cajá, cupuaçu, bacaba, buriti e muitos outros. Portanto, é urgente estabelecer novas estratégias de desenvolvimento sustentável para a Amazônia”, finalizou o pesquisador.

O estudo recebeu bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e apoio de campo da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Solidaridad, Casa Familiar Rural de Anapu (CFR), Cooperativa de Produtos Orgânicos do Xingu (Coopoxin), Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Medicilândia, bem como a colaboração da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e da Universidade Federal do Pará/campus de Altamira (UFPA).

Fonte: Por Letícia Santin | Esalq | Jornal da USP

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Agronegócio

Rondônia na Campanha “Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos”

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As mulheres rurais de Rondônia e de tantos outros estados brasileiros estão representadas na 5ª edição da campanha “Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos”, que foi lançada nesta quarta-feira, 29, no Palácio do Planalto, em Brasília.
No vídeo de lançamento, que está abaixo, o depoimento é da cafeicultora Maria Aparecida Aruá, casada com o indígena Valdir Ferreira Aruá. Eles vivem na Terra Indígena Rio Branco, em Alta Floresta D’Oeste – Rondônia, com os três filhos. Na lavoura, eles têm banana, castanha e são reconhecidos pelo plantio dos cafés Robustas Amazônicos sustentáveis e especiais.
Por meio de fotos e vídeos depoimentos, estas mulheres rurais contam suas histórias de desafios e vitórias. Essas destemidas mulheres não poupam esforços para realizar o trabalho diário, cuidar família e levar alimentos para as mesas de todos nós!
O objetivo da campanha “Mulheres Rurais, Mulheres com Direito 2020-2021” é dar visibilidade ao papel importante das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes, especialmente diante de um complexo contexto de desigualdades estruturais e de desafios sociais, econômicos e ambientais. Diante do impacto da pandemia da COVID-19 na região, os desafios tornaram-se ainda maiores.
A 5ª edição da campanha é uma iniciativa conjunta e colaborativa internacional e intersetorial promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO na América Latina e no Caribe. No Brasil, o comitê que executa as ações da campanha de maneira conjunta é formado pela FAO, pela ONU Mulheres, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Embrapa, Aliança de Cônjuges de Chefes de Estado e Representantes (ALMA) e demais instituições.
A solenidade de lançamento contou com as presenças do presidente Jair Bolsonaro, da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e das ministras Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Damares Alves (Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), e do representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, Rafael Zavala.
Fonte: Renata Silva

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Agronegócio

Governador de Rondônia confirma apoio a evento de agronegócio totalmente on line

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Agrolab Amazônia é uma iniciativa do Sebrae com a adesão de importantes parceiros

O Governador Coronel Marcos Rocha se reuniu na manhã desta sexta (24), junto com alguns secretários de estado, para conhecer o projeto do evento Conecta Sebrae Agrolab Amazônia, que foi apresentado pelo Diretor Técnico do Sebrae em Rondônia, Samuel Almeida em reunião virtual.

O gestor do Executivo Estadual se inteirou dos detalhes e colocou sua equipe à disposição do evento, que promete ser uma grande revolução, especialmente para o homem do campo, uma vez que oferecerá uma experiência de realidade virtual nunca antes experimentada pelo setor produtivo na Amazônia. “Achei bastante interessante e vamos encaminhar inclusive ao Presidente Bolsonaro e também a diversos ministros. Parabéns ao Sebrae, acho que nosso estado precisa disso e tem tudo para dar certo. Rondônia é um estado que nasceu para dar certo! ”, disse o governador, que estava acompanhado de secretários e assessores, como o Secretário de Estado da Seagri, Evandro Padovani e o Superintendente da Sedi, Sergio Gonçalves.

O diretor técnico do Sebrae, Samuel Almeida apresentou a proposta da feira, com seus diversos ambientes a serem visitados virtualmente pelos participantes mas frisou que será mais que um evento virtual: “O Agrolab Amazônia será a conexão a integração que precisamos para continuar contribuindo com o desenvolvimento de nosso estado”, disse ele.

Samuel propôs que durante o evento seja realizado um fórum virtual de governadores da Amazônia Legal para discussão de grandes temas para a região. ”Vou levar a proposta no grupo que temos de governadores e vou conversar com o presidente do fórum, que é o governador do Amapá, Waldez Góis”, pontuou o governador.

O Conecta Sebrae Agrolab Amazônia será um evento virtual voltado ao agronegócio onde uma plataforma on line será disponibilizada e acessada pelos participantes e trará grandes palestras de interesses do produtor rural, discussões relevantes em torno dos gargalos que o setor produtivo enfrenta e também a geração de negócios. O evento ocorrerá nos dias 22 a 24 de setembro e a programação será divulgada em breve.

Plataforma on line

O Conecta Sebrae Agrolab Amazônia será uma plataforma on line, com inscrições gratuitas onde o participante assumirá um avatar ao se conectar no evento e poderá navegar pelos ambientes virtuais criados. Poderá assistir palestras, participar de rodadas de negócios, fazer networking, visitar stands virtuais e muito mais. Para fazer uma pré inscrição, basta acessar www.agrolabamazonia.com

e receber conteúdos exclusivos do evento (programação, palestrantes e demais informações).

Saiba mais sobre as ações do Sebrae no agronegócio, acesse o site www.sebrae.ro ou ligue gratuitamente para 0800 570 0800. Você também pode acessar o Sebrae pelo WhatsApp, (69) 98130 5656, Instagram, Facebook, Twitter, LinkedIn e YouTube nos canais Sebrae RO.

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Agronegócio

Rondônia tem aumento de 4,8% na exportação agropecuária no primeiro semestre de 2020

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Soja está entre os principais produtos exportados, além de carnes, produtos derivados de animais, madeira, algodão e minérios

O Estado de Rondônia apresentou um aumento significativo em exportação nesse primeiro semestre, registrando aumento de 4,8% janeiro a junho de 2020, quando comparado ao mesmo período de 2019. Um resultado já esperado pelas perspectivas dos últimos anos e pelo trabalho que vem sendo realizado pela Invest Rondônia.

A carne bovina fresca, refrigerada ou congelada representou 44% das vendas do primeiro semestre de 2020 e a soja representou 42%. De janeiro a junho de 2019, o Estado exportou US$ 280 milhões (dólares) de carne bovina e em 2020 US$ 360 milhões (dólares).

Os principais compradores dos produtos rondonienses foram: Países Baixos (Holanda), Hong Kong, China, Egito, França, Turquia, Itália, México e Chile. Os principais produtos exportados são carnes, produtos derivados de animais, soja, madeira, algodão e minérios.

O Superintendente Estadual de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura (Sedi), Sérgio Gonçalves, ressalta que o setor de alimentos tem representado uma porcentagem importante para a exportação rondoniense e dentro da crise, está apresentando resultados satisfatórios, segurando, desta forma, a economia local. O “perfil do agronegócio rondoniense”, colaborou para o resultado positivo.

A coordenadora de Comércio Exterior da SediSuéllen Lemos, frisa que o Estado de Rondônia tem potencial para expandir as suas exportações e novas estratégias serão adotadas pela Invest Rondônia, com o objetivo de promover cada vez mais o comércio exterior. “Estamos diariamente acompanhando as informações sobre exportações, mantendo contato com compradores e tradings do mundo todo e o resultado sempre é positivo, Rondônia vem avançando cada vez mais e temos a expectativa de fechar o ano de 2020 melhor que o ano de 2019”, afirmou.

Fonte
Texto: Ana Cláudia Barros
Fotos: Esio Mendes e Arquivo Secom
Secom – Governo de Rondônia

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