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Agevisa alerta sobre animais peçonhentos que já provocaram muitos acidentes

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Agevisa alerta a população sobre o aumento das ocorrências de acidentes por animais peçonhentos no período das chuvas e enchentes em Rondônia

Com o registro de mais de 1.500 de acidentes com animais peçonhentos até o dia 11 de novembro em Rondônia, a Agência Estadual de Vigilância de Saúde (Agevisa) alerta a população e reforça seu planejamento e estratégia de atuação para enfrentar e dar resposta a este problema de saúde pública que tende aumentar durante o período de chuvas e cheia dos rios em toda a Amazônia.

Segundo o médico veterinário Cesarino Júnior Lima Aprígio, gerente de Vigilância em Saúde Ambiental da Agevisa, este período, de fato, é o mais crítico do ano em relação aos ataques de animais peçonhentos em Rondônia. Ele explicou que as pessoas precisam se precaver e adotar posturas que inibam os acidentes, visto que, que as chuvas potencializam o crescimento da vegetação próxima às residências, formando um ambiente propício para abrigo e reprodução desses animais perigosos, principalmente com o acúmulo de lixo doméstico.

Ele explicou que, para se ter ideia, apenas até 11 de novembro deste ano, 930 pessoas foram picadas por cobras, e cerca de 700 pessoas foram atacadas por outros animais peçonhentos não menos perigosos em Rondônia, como as arranhas, escorpiões, lagartas, abelhas e outros, números que devem aumentar mais nesta época do ano, se as pessoas não adotarem medidas protetivas e salubres (limpeza) nas residências e no ambiente de trabalho, como o uso de botas, por exemplo, durante a realização de tarefas no quintal de casa e nas áreas de lavouras e plantações agrícolas.

O gerente da Agevisa agradeceu a todos os parceiros, em especial o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, que ajudam muito e dão suporte ao trabalho dos serviços de saúde do Estado, e também aos demais órgãos que atuam nesta missão, como a própria Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Defesa Civil, e outros, que durante as chuvas e enchentes trabalham muito e são parceiros essenciais no monitoramento das áreas de riscos e mais suscetíveis aos acidentes com animais peçonhentos.

Ele explicou também que a Agevisa sempre atua vigilantemente com atenção redobrada no monitoramento das regiões de risco, destacando que mantem estoque de soro antiofídico (contra picada de cobra, aranha e escorpiões), em todas as regionais e serviços de saúde do Estado, mesmo com as dificuldades do Laboratório Butantã – que produz o soro no Brasil -, que está trabalhando em três turnos para atender demanda por este tipo de medicamento, eis que não é um insumo que se pode importar, visto que não existe similaridade de composição entre o veneno da cobra brasileira com qualquer outra cobra do mundo. “Por isso é que o antídoto tem de ser produzido com o veneno da cobra brasileira, e usado preferencialmente daquela da mesma espécie que provocou o ataque, acidente”, disse Cesarino Júnior.

Cobra joboia foi encontrada dentro de uma lixeira, em Porto Velho

O QUE É PRECISO SABER

Importa destacar que, de forma didática, os acidentes por animais peçonhentos, especialmente os acidentes ofídicos, foram incluídos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na lista das doenças tropicais negligenciadas que acometem, na maioria das vezes, populações pobres que vivem em áreas rurais, aspecto que já era de conhecimento do Governo Federal, que já vinha se esforçando e fazendo importantes investimentos nesta direção – desde Oswaldo Cruz -, criando e adotando métodos de conduta para o enfrentamento da situação, atualmente tudo sob o comando do Programa Nacional de Vigilância de Acidentes por Animais Peçonhentos do Ministério da Saúde, cujo propósito é diminuir a letalidade dos acidentes ofídicos e escorpiônicos, através do uso adequado da soroterapia, e reduzir casos por meio da educação em saúde.

A título de informação básica, vale lembrar que animais peçonhentos são aqueles que produzem peçonha (veneno) e têm condições naturais para injetá-la em presas ou predadores. Essa condição é dada naturalmente por meio de dentes modificados, aguilhão, ferrão, quelíceras (gancho inoculador de veneno da aranha), cerdas urticantes, nematocistos, entre outros, conforme discorre a literatura.

Neste universo mais amplo dos animais peçonhentos que causam mais acidentes no Brasil, estão as serpentes, escorpiões, aranhas, lepidópteros (mariposas e suas larvas), himenópteros (abelhas, formigas e vespas), coleópteros (besouros), quilópodes (lacraias), peixes, cnidários (águas-vivas e caravelas), que possuem presas, ferrões, cerdas, espinhos entre outros, capazes de envenenar as vítimas (pessoas).

Em Rondônia, contudo, por sua natureza climática e geográfica, as principais ocorrências decorrem das picadas de serpentes (cobras), aranhas, escorpiões, abelhas e besouros, segundo dados da Agevisa, que indica os telefones 190 e 193, do Batalhão da Polícia Militar Ambiental e do Corpo de Bombeiros Militar, que são instituições do Poder Público aptas a lidar com essas situações (muito peculiares), e parceiros da Agência de Vigilância em Saúde do Estado de Rondônia.

Fonte
Texto: Cleuber Rodrigues Pereira
Fotos: Daiane Mendonça e Arquivo Agevisa
Secom – Governo de Rondônia

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Governador Marcos Rocha diz que contaminação por Covid-19 não ocorre no comércio

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Ao final da reunião, foi solicitada uma possível revisão quanto ao enquadramento das fases em determinados municípios.

O estado de Rondônia tem se destacado na questão do enfrentamento ao coronavírus, atingindo a terceira posição no Brasil em realização de testes rápidos, bem como mantendo-se entre os estados com menores índices de taxa de mortalidade pela Covid-19 e, inclusive, ter aplicado medidas que estão evitando um grande colapso na saúde.

Esses foram alguns pontos amplamente debatidos na noite de quarta-feira (1º), durante videoconferência com a participação do governador do Estado, coronel Marcos Rocha, de deputados estaduais e secretários estaduais, quando também foi pontuado as medidas dos municípios nas fases estabelecidas no Plano de Ação Todos por Rondônia.

Ao iniciar a videoconferência, o governador chamou a atenção para o momento considerado por ele como conturbado e destacou que há a preocupação de se fazer um balanceamento entre a saúde e a economia, trazendo novamente à tona o fato de se fazer a conciliação entre a abertura do comércio e, ao mesmo tempo, a não contaminação da população.

Durante sua explanação, o chefe do Executivo Estadual voltou a afirmar veemente ser contrário ao fechamento de comércio. “Eu não gostaria de fechar nenhum comércio, ou seja, não concordo com a questão de lockdown. Para ser mais sincero, não acredito que sejam os comércios que estão causando contaminação. O que se tem percebido é o desrespeito de pessoas que vão para balneários, churrascos, festas. Estamos fazendo todas as atitudes possíveis, mas estamos enfrentando algo muito difícil”, disse o governador momento em que pontuou a elaboração de uma série de medidas para conter o avanço da Covid-19 e ouviu dos deputados presentes à videoconferência a manifestação também contraria ao lockdown.

Fenando Máximo fez um resumo desde o início do atual governo, lembrando que o setor da saúde encontrava-se com grande problema e vivia em colapso com pacientes, sendo atendidos nos corredores dos hospitais. “Conseguimos, com apoio incondicional do governador Marcos Rocha, desenvolver medidas que serviram para desafogar principalmente o Hospital João Paulo II, onde tiramos todos os pacientes do chão e dos corredores e alocamos esses pacientes em alguns hospitais privados, e isso foi resolvido. Este ano, surgiu a pandemia do coronavírus e alguns diziam que a Saúde de Rondônia seria a primeira a entrar em colapso. Antes mesmo da pandemia chegar ao Brasil, já estávamos mobilizados para aquisição de ventiladores pulmonares mecânicos, monitores multiparamétricos, bombas de infusão e equipamentos de proteção individual”, salientou o secretário reforçando que o Estado tem se destacado na questão transparência no combate ao coronavírus e entre os primeiros em número de testes realizados.

O secretário também lembrou que o Governo de Rondônia se antecipou e tem atuado com compromisso na questão da saúde, comprovando tudo através de gráficos exibidos durante a videoconferência onde pontuou a evolução das medidas adotadas com a instalação de novas UTIs.

Ao final, foi solicitada uma possível revisão quanto ao enquadramento das fases em determinados municípios. Os deputados alegaram que alguns conseguiram fazer o “dever de casa” no cumprimento às determinações.

Fonte: Governo de RO – Em Geral

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Geral

Adolescente ganha pit bull e tem braço dilacerado pelo animal após 30 dias; mãe também foi atacada

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Antigo dono deu o animal porque já tinha sido atacado por ele; vítimas foram socorridas pelo Samu e encaminhados para atendimento médico em Juína

Foto: Reprodução/Juína News

Um pit bull atacou o dono, um adolescente de 17 anos, que ficou com o braço dilacerado, e ainda a mãe do menor, de 40 anos, que teve lesões no rosto causadas pelas mordidas do animal. O caso foi registrado na tarde de terça-feira (30), dentro da casa da família, no bairro módulo 6, em Juína (734 km da Capital).

Vizinhos acionaram o resgate do Corpo de Bombeiros para prestar socorro à mulher e ao filho. Devido à gravidade dos ferimentos, os bombeiros pediram apoio a uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestou os primeiros socorros e encaminhou os pacientes à Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Enquanto os bombeiros trabalhavam na imobilização do cachorro, os paramédicos do Samu atendiam as vítimas.

De acordo com o relato das vítimas, o adolescente ganhou o cachorro a cerca de 30 dias. O ex-dono entregou o pit bull justamente por que o cachorro tinha atacado ele uma vez. De acordo com a avó do menor, durante a tarde o cão atacou primeiramente a sua filha e depois avançou sobre o neto, que teria tentado segurar o animal para não morder a mãe.

O pit bull mordeu o braço do dono, num acesso de raiva, e rasgou o membro, que ficou dilacerado.

Quando os bombeiros chegaram à residência, as vítimas estavam presas dentro de casa, para se protegerem do cachorro, que foi distraído por vizinhos para soltar os donos. Os militares encontraram ainda muito sangue pela casa.

O Corpo de Bombeiros ressaltou os cuidados que as pessoas devem tomar ao adotar animais já grandes, procurando conhecer o histórico com o antigo dono ou com a pessoa que está colocando para a adoção.

Fonte: Repórter MT

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Economia

Governo sinaliza revisão sobre reclassificação de municípios na fase 1

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Governo diz que avaliação sobre reclassificação de municípios é técnica

O Governo de Rondônia garante que utilizou apenas critérios técnicos e os dados de ocupação de UTIs para determinar a última reclassificação de 23 municípios na fase 1 do distanciamento social. Mesmo assim há uma sinalização de revisão, que pode ser feito após novos encontros a distância com prefeitos.

Uma reunião nesta quarta-feira (1), coordenada pela Associação Rondoniense dos Municípios (Arom) com representantes do Governo, Tribunal de Justiça (TJ), Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado e deputados estaduais, serviu para boa parte dos prefeitos demonstrar insatisfação. A própria entidade defende a revisão, mas enquanto não acontecer, que a norma seja cumprida pelos gestores e população.

Alguns prefeitos, como Thiago Flores (Ariquemes), Eduardo Japonês (Vilhena), Claudionor Lene (Nova Mamoré) e Arismar Araújo (Pimenta Bueno), solicitaram que fosse revista a classificação e elevados os municípios para a fase II do decreto estadual. A presidente da Arom, Gislaine Lebrinha, destacou que todos foram pegos de surpresa e pediu mais diálogo entre o Governo do Estado e as prefeituras. Os deputados Cirone Deiró, Alex Redano e Jair Montes solicitaram a participação da Assembleia Legislativa nessas decisões e que fossem observados casos específicos de cada cidade.

O secretário de saúde Fernando Máximo defendeu a classificação atual e explicou que é realizado levantamento sobre a ocupação de leitos de UTI e quantitativo de casos dos últimos 7 dias. No entanto, ao final, a equipe estadual sinalizou necessidade de uma revisão.

Os prefeitos também pediram ao Governo que aumente a fiscalização em relação a festas.

Fonte: Rondoniagora

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