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Coluna Simpi desta semana dia 07/11/19

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Causas do custo (elevado) do dinheiro no Brasil

Junto com os altos e baixos da chamada “Guerra Comercial” entre a China e os Estados Unidos e da já sentida desaceleração das principais economias da Europa, o que se tem observado na economia mundial é a adoção de taxas de juros muito baixas ao tomador de crédito pelas instituições financeiras, até negativas, em alguns casos. Porém, mesmo com a taxa básica de juros (SELIC) em baixa por aqui, as empresas e os consumidores ainda não conseguiram sentir uma redução significativa no custo do dinheiro, ou seja, a redução da SELIC não chega à ponta.

Em entrevista concedida ao programa de TV do SIMPI “A Hora e a Vez da Pequena Empresa”, José Francisco Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, explica que, no país, existe uma diferença enorme entre a taxa básica de juros e aquela que os bancos cobram para quem quer tomar recursos. “Isso não é novidade. São diferentes em termos de prazo e dos riscos envolvidos, além da presença do Spread Bancário, que é a diferença entre a remuneração que o banco paga ao aplicador para captar um recurso, e o quanto cobra para emprestar esse mesmo dinheiro”, diz ele, esclarecendo que os tributos, o financiamento das provisões bancárias e os custos operacionais estão embutidos nesse componente, inclusive a margem de lucro dos bancos, cujo peso é deveras relevante.

Segundo o especialista, não veremos uma mudança do custo do dinheiro no Brasil no médio e longo prazo, a não ser que haja uma mudança radical na atual política concorrencial. “Enquanto o governo e boa parte da população culpam os lucros exorbitantes das instituições financeiras pela alta do Spread, estas se defendem dizendo que está assim por conta da elevada inadimplência, uma estrutura excessivamente regulada e em função do depósito compulsório exigido pelo Banco Central”, diz Gonçalves. “De fato, é preciso fazer melhorias na gestão dos compulsórios, o que já está acontecendo com algum sucesso. Todavia, isso representa uma economia muito pequena. No padrão atual de concorrência, não há como o Spread cair de maneira relevante, uma vez que o mercado financeiro brasileiro é, atualmente, caracterizado por um oligopólio, cuja lógica é a defesa do poder de mercado pelos poucos bancos atuantes”, complementa o economista.

Operação Fonte Não Pagadora

A Receita Federal do Brasil (RFB) acaba de deflagar a operação “Fonte Não Pagadora”, ao identificar mais de 20 mil empresas que efetuaram pagamentos para empregados ou terceiros com retenção de tributos, que não foram repassados ao Fisco. “Essa hipótese pode caracterizar crime contra a ordem tributária, ou seja, apropriação indébita, com aplicação de multa entre 75 e 225%”, explica Piraci Oliveira, um dos especialistas jurídicos do SIMPI. Segundo o advogado, foi concedido prazo até 30/11/2019 para retificação das Declarações de Débito e Crédito de Tributos Federais (DCTF) e a regularização do pagamento ou parcelamento dos valores devidos.

 

Precisando de capital de giro? Fintech a melhor opção

      Com o aumento do número de empresas MEI (Microempreendedores Individuais) no Brasil, o mercado começou a dar uma maior atenção a este  segmento, já que o atingem positivamente a economia do país. Antes, não faz muito tempo, apenas grandes empresas conseguiam se beneficiar de algum incentivo do governo e também de empréstimos junto aos bancos oficiais. Os bancos, “preocupados com bons negócios”, não oferecem nem serviços  para os Mei’s, Micros e Pequenas Empresas e muitas, quando não conseguiam manter o negócio ou expandir, por falta de capital, acabavam fechando as portas. Entretanto, o mercado financeiro nacional vem passando por uma transformação com o surgimento das fintechs (empresas de tecnologia financeira) e bancos digitais oferecendo conta sem cobrança de serviços e com linhas de crédito diferenciadas para quem é MEI. Hoje o Brasil possui 550 fintechs,  21% delas são de meios de pagamento e pelo menos 85, ou 15,46%, no segmento de crédito, de acordo com o estudo Fintech Mining Report 2019, realizado pela Distrito, uma holding de negócios voltados à inovação. As Fintechs chegaram e prometem revolucionar serviços bancários e empréstimo para MEI.  Mas o que são sãs fintechs?

Fintechs são empresas que disponibilizam serviços financeiros através de uma maneira inovadora e muito tecnológica,  na área de investimentos como fazer TED  sem custo,  convênios com as  principais  bandeiras de cartões,  e empréstimos diferenciados, com taxas de juros e condições de pagamento mais atraentes, e ate emissão de boletos  gratuitamente.  Consegue ainda fazer pagamentos de contas, transferências e controles, tudo feito  por aplicativos ou  pelo site.  Muitos clientes MEI já perceberam as vantagens que as fintechs oferecem e começaram a deixar os bancos tradicionais e migrar suas contas, empréstimos e investimentos para as fintechs. Para utilizar os serviços é necessário fazer o cadastro que e gratuito

Exclusão do SIMPLES Nacional, por prejuízo

Usualmente, a Receita Federal do Brasil (RFB) não realiza fiscalizações nas empresas optantes pelo SIMPLES Nacional. Porém, o que tem acontecido é a exclusão de muitas delas por prejuízo apresentado, ou seja, por excesso de despesas: a legislação atual 

determina que poderá haver exclusão das empresas do sistema, se as despesas pagas forem superiores às receitas em 20%. Essa eliminação se opera de ofício e retroativo ao ano em que se deu o fato, impedindo que a empresa, inclusive, possa voltar ao sistema especial tributário simplificado nos próximos 3 anos.

Fica a dica: Plano de Ação pode ampliar seus resultados

          De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 60% das pequenas e médias empresas fecham as portas antes de completar 5 anos de funcionamento. Presume-se que uma das razões está na falta de planejamento adequado, má organização das finanças e até mesmo na falta de ação coerente com as metas e objetivos da empresa. Ouve-se bastante que um dos principais pontos de atenção para evitar a falência, é ter um bom “plano de negócios”. Isso não está errado, porém, em tempos em que o próprio tempo é escasso, que acha de partirmos logo para um “plano de ação”? No Plano de Negócios, o modelo de negócio fica bem desenhado e definido. Isso é muito importante e não pode ser descartado. Mas é no Plano de ação que dedicamos mais atenção às metas, objetivos e prazos claros, com mensuração de resultados definidos. Tenho um amigo no litoral de São Paulo que em muitas situações deixa o “planejamento tradicional” um pouco de lado, e põe em prática o que ele chama de “fazejamento”. Ou seja: tão importante quanto planejar, é agir de maneira organizada com foco em obter resultados. Nas próximas semanas nós vamos mostrar que fazer um bom plano de ação não é difícil, e você pode atingir resultados muito além dos esperados.

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Coluna Simpi semana 14/01/2020 Polemica da Energia Solar

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Polêmica da energia solar

A tecnologia para geração de energia solar fotovoltaica continua evoluindo e está ficando cada vez mais acessível aos brasileiros. “Temos um potencial enorme de geração de energia solar, principalmente por razões climáticas e da alta incidência de raios solares em grande parte do território nacional”, explica Javier Reclusa Etayo, CEO da STI Norland Brasil, uma das maiores empresas do setor instaladas no país. Segundo ele, estamos experimentando uma crescente adesão de novos consumidores, que estão enxergando vantagens no modal energético limpo e renovável, como abater toda a produção própria das contas de luz e a possibilidade de acumular créditos para meses seguintes. “A disparada das tarifas de energia elétrica e a precariedade das atuais linhas de transmissão e distribuição no país, bem como o barateamento dos painéis solares e o aumento da eficiência e da vida útil dos equipamentos, tornaram o mercado brasileiro ainda mais atraente”, complementa o especialista, em entrevista concedida ao programa de TV do SIMPI “A Hora e a Vez da Pequena Empresa”.

Contudo, desde outubro do ano passado, começaram a surgir notícias de que o setor poderia perder importantes incentivos, o que poderia inviabilizar toda essa cadeia produtiva. De fato, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) abriu uma consulta pública que se encerrou em 30 de dezembro último, propondo a redução gradativa dos incentivos à chamada geração distribuída de energia, ou seja, para aquela que é produzida pelo próprio consumidor, mas que ainda está conectada à rede elétrica. De acordo com a agência reguladora, a nova proposta visa corrigir uma alegada distorção, em que os consumidores sem esse sistema estão pagando pelos subsídios de quem os tem. Entendida como uma taxação para compensar o uso da rede de distribuição, se essa medida for implementada, aumentará em muito o tempo de retorno do investimento inicial, que é alto, tirando o ânimo de quem quer apostar nesse modelo. “A mudança não pode ser retroativa para quem fez as instalações dos painéis antes da nova regra. A agência havia prometido previsibilidade normativa de longo prazo e, por isso, vários empresários investiram muito, o que certamente vai gerar insegurança jurídica”, afirma Etayo.

Diante da forte resistência de investidores do setor de energia solar, inclusive respaldados com a recente manifestação pública contrária por parte dos presidentes da República, Senado e Câmara Federal, a ANEEL já sinaliza em abrir mão da proposta de acabar com a regra que isenta os proprietários de painéis solares de encargos e tributos,  mas aguardará a decisão em colegiado do órgão para se pronunciar oficialmente, em reunião a ser realizada ainda no fim deste mês de janeiro.

MEI: ATENÇÃO AO PRAZO PARA DECLARAÇÃO ANUAL E EVITE MULTAS

Quem é MEI (Microempreendedor Individual) não está livre de obrigações fiscais e precisa fazer uma declaração todos os anos chamada de Declaração Anual do Simples Nacional (Dasn-Simei). Essa declaração específica para microempreendedores é diferente da declaração do Imposto de Renda, para pessoa física. Não há restituição, e é preciso fazer a declaração mesmo que não tenha tido lucro ou tenha movimentado a empresa. Quem deixa de fazer a declaração ou faz o envio com atraso paga multa. O DAS – Sismei Também chamada de “Declaração Anual de Faturamento”,  é uma importante obrigação acessória, na qual o MEI informa à Receita Federal o faturamento do ano anterior e se houve contratação de empregados. Nessa declaração, o MEI precisa informar as receitas provenientes das atividades de comércio, indústria e serviço de transporte intermunicipal e interestadual e se teve funcionário contratado no período. Por meio dessas informações, o governo consegue averiguar a regularidade do negócio e atualizar adequadamente seu banco de dados com o cenário do empreendedorismo no país. A DASN-SIMEI 2020 deve ser feita por todo MEI que estava com o CNPJ ativo em 31 de dezembro de 2019, mesmo das empresas que não tiveram movimentação em 2019, e caso o faturamento anual ultrapasse o teto de R$ 81 mil, mas dentro do limite de R$ 97,2 mil (20% do teto máximo), será necessário pagar as guias DAS na condição de MEI e preencher a DASN-SIMEI até o mês de dezembro daquele ano. Se houver dificuldade para fazer  a declaração ou no preenchimento de dados procure o Simpi de sua cidade  que lá faz para você.

Mais de 3500 empresas de Rondônia foram excluídas do Simples Nacional

Empresas  com sede em Rondônia optantes do Simples Nacional que estavam inadimplentes com a Receita Federal e com a Procuradoria-Geral da Fazenda foram excluídas do Simples o  regime fiscal especial para micro e pequenas empresas. Em toda região norte foram excluídas 22 mil empresas e no país mais de 521 mil. Com relação à região Norte, o Pará lidera o ranking de empresas excluídas do sistema, com um total de 7.786. Em seguida aparece o Tocantins, com mais de 3,9 mil empresas excluídas, o Amazonas com 3,8 mil, Rondônia com 3,5 mil, o Amapá com 1,3 mil e Acre com 913.

Técnicos da Receita Federal avisam que mesmo sendo excluída do sistema, a empresa continua existindo e com o CNPJ ativo, e nesta condição  é obrigada a pagar todos os tributos federais, estaduais e municipais, exigindo um controle contábil fiscal mais complexo e muito mais  rígido. Dirigentes das entidades de representação da segmento econômico, reclamam que a situação atual destas 521 mil empresas entram em rota de enormes dificuldades econômicas e financeiras e que a economia do país sofrerá um  baque. O presidente do Simpi RO, Leonardo Sobral reclama das dificuldades que estamos passando, e diz “A culpa não é nossa, pois os desentendimentos políticos e  que levaram o país a maior recessão de sua história”. E completa “dados da receita citam o total de débitos dos pequenos em  R$ 14 bilhões, valor menor que os desvios estimados  de uma só empresa estatal que foi o da Petrobras”. Resta agora ao micro e pequeno  em um período muito curto para  regularizar os débitos de todos os tributos. No caso dos tributos federais, ele pode regularizar tudo pelo centro de atendimento virtual na página da Receita Federal. Uma vez regularizando, o micro e pequeno  pode regressar sem nenhum problema.

Extinta a multa adicional de 10% do FGTS

Além de outras providências, a Lei nº 13.932/2019, que teve origem na Medida Provisória (MP) 889/2019, extinguiu a cobrança da contribuição social de 10% sobre o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), devida pelas empresas nas rescisões do contrato de trabalho no caso de demissões sem justa causa. Antes do advento dessa Lei, que passou a vigorar a partir do dia 1º de janeiro de 2020, além da multa rescisória de 40% revertida em favor do empregado, a empresa também deveria realizar o recolhimento adicional de 10% sobre todo o valor depositado na conta vinculada ao trabalhador no FGTS. “Nada vai mudar em relação à multa rescisória de 40% devida ao empregado, caindo tão somente a contribuição compulsória instituída pela Lei Complementar nº 110/2001, que era recolhida diretamente aos cofres públicos, o que vai reduzir o custo às empresas”, afirma o advogado Piraci Oliveira.

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Coluna Simpi semana de 07/01/2020

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Última chance: Receita Federal aceita a regularização até dia 31

As micro e pequenas empresas que foram  excluídas do Simples Nacional terão até 31 de janeiro para resolverem a situação e pedirem o retorno ao regime. Segundo a Receita Federal, enquanto não vencer o prazo para pedir a opção pelo Simples Nacional, o contribuinte poderá regularizar as pendências que impedem o ingresso no regime. Até setembro  mais de 740 mil empresas foram notificadas pelo fisco por falta de documentos, excesso de faturamento, débitos tributários e parcelamentos pendentes.

O devedor pode pagar à vista, abater parte da dívida com créditos tributários (recursos que a empresa tem direito a receber do Fisco) ou parcelar os débitos em até cinco anos com o pagamento de juros e multa. Caso tenha o pedido de reinclusão no Simples aprovado, a empresa será readmitida no regime com data retroativa a 1º de janeiro. O parcelamento pode ser feito Portal do Simples Nacional ou no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC), no serviço “Parcelamento – Simples Nacional”. O acesso ao Portal do Simples Nacional é feito com certificado digital ou código de acesso gerado no próprio portal. Para acessar o e-CAC, é necessário certificado digital ou código de acesso gerado pelo site. O código gerado numa página da internet não pode ser usado para acessar outra.

Cuidados na recuperação de Créditos Tributários

Diante da complexidade da atual legislação tributária brasileira, é muito comum que as empresas cometam equívocos na apuração de seus impostos, tanto para mais como para menos. Então, quando se paga além do que é realmente devido, é justo que o contribuinte postule sua restituição ou a compensação desses valores perante o Fisco. Segundo Marcos Tavares Leite, um dos especialistas jurídicos do SIMPI, é preciso, porém, ter muito cuidado com os procedimentos envolvidos, principalmente porque, no mercado, são oferecidos diversos serviços que prometem soluções mirabolantes para questões dessa seara, mas que, nem sempre, estão revestidas do devido amparo legal. “Existem serviços que chegam a assegurar a geração de uma economia na ordem de 25 a 30%, aparente vantagem que, ao final, pode se transformar numa enorme dor de cabeça. Diante da constatação de pagamento irregular de tributos, a Fazenda aplica multas de até 150%, além de acarretar ao empresário outras graves consequências, como a inscrição no Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados (CADIN), o comprometimento do patrimônio pessoal dos sócios e, até mesmo, levar a uma representação criminal”, esclarece ele.

 O advogado explica que, para o contribuinte faça a correta recuperação de seu crédito tributário, é preciso que, em primeiro lugar, esse seja líquido e certo, ou seja, devidamente comprovável por documentos hábeis e legítimo. “Esse crédito deve ser próprio, pois a RFB não admite o pagamento ou compensação através de créditos tributários de terceiros. No caso de títulos públicos, somente podem ser utilizados em situações específicas, como no caso de títulos da dívida agrária”, esclarece Tavares Leite.

Auto regularização do Imposto de Renda

            No fim do ano passado, a Receita Federal do Brasil (RFB) começou a notificar cerca de 330 mil contribuintes que ficaram retidos na “malha-fina”, com inconsistências que foram detectadas em suas declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) de 2019, ano-base 2108. Segundo Walter Koppe, consultor e auditor-fiscal aposentado pela RFB, trata-se de um procedimento destinado a estimular os contribuintes a verificarem suas DIRPF, em tempo para corrigi-la espontaneamente antes de serem oficialmente autuados. “Caso não regularize a situação, o contribuinte poderá ser intimado formalmente para explicar divergências, o que implicaria logo de cara o lançamento da multa de ofício de, no mínimo, 75%”, esclarece o especialista.

Como se prevenir de um crime virtual

Sabemos que, atualmente, o mundo está cada vez mais conectado, com a vida das pessoas sendo interligadas pela internet. Nesse contexto, ser vítima de crimes cibernéticos, ou seja, de ter seus dados sigilosos sequestrados, manipulados, alterados ou descobertos, é uma das maiores preocupações de pessoas e empresas que lidam diariamente com informações confidenciais, problema esse ainda mais grave no Brasil.

Segundo Cristina Sleiman, advogada especializada em Direito Digital, para impedir a maior parte das tentativas de alguém lhe aplicar um crime virtual, algumas atitudes relativamente simples poderão evitar grandes dores de cabeça. “Entre outras medidas protetivas, é preciso sempre tomar cuidado na hora de navegar na internet, procurando utilizar apenas redes de wifi confiáveis, trocar com frequência as senhas de acesso das contas, não utilizar a mesma senha para diferentes serviços, fazer compras online apenas em sites confiáveis e ter um antivírus instalado e sempre atualizado”, alerta ela.

Simpi/Datafolha: Geração de empregos segue estagnada

Pesquisa encomendada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria, de São Paulo (SIMPI), revela que a taxa de emprego está paralisada entre os pequenos empreendedores. O índice que mede o saldo de contratações nas microempresas se manteve estável, entre os anos de 2018 e 2019. De acordo com especialistas ouvidos pelo site do jornal Folha de São Paulo, as medidas impostas pelo governo federal, como forma de alavancar a economia, ainda não foram capazes de influenciar a abertura de novas vagas de trabalho nas microempresas. A pesquisa ainda avaliou o otimismo dos empresários, que para 54% dos entrevistados, a economia do país deve melhorar este ano.

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Coluna Simpi desta semana dia 31/12/2019

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Perspectivas para 2020

Uma das maiores preocupações atualmente é sobre o que vai acontecer, em 2020, com a atividade econômica no Brasil. Segundo avaliação do economista Roberto Luís Troster, consultor empresarial e ex-economista chefe da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), o quadro econômico está melhorando acima do que foi projetado pela maioria dos analistas há alguns meses. “É razoável estimarmos um crescimento econômico da ordem de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) ainda em 2019. Temos vários fatores mostrando sinais de retomada, como a maior criação de empregos em mais 5 anos e as concessões de crédito subindo em relação a 2018”, diz ele, acreditando que, no ano que vem, poderemos experimentar um crescimento acima de 2%, que deverá perdurar por, pelo menos, até o final do ano, se mantido o viés consistente de queda da taxa básica de juros, bem como o baixo nível de inflação.

Contudo, o especialista faz uma ressalva pertinente. “Há de se considerar que falar em um crescimento na ordem de 2% a 3% é, quantitativamente, um valor significativo e muito bom, principalmente se levarmos em conta a grave crise que enfrentamos nos últimos anos. Por outro lado, se nos atermos à análise dos aspectos qualitativos, é evidente que apenas alguns poucos setores da economia estão crescendo a olhos vistos, enquanto que os demais estão literalmente andando para trás”, pondera ele, concluindo que, em permanecendo os altos índices de inadimplência e de desemprego, num contexto em que muitas empresas estão passando por sérias dificuldades e não conseguem expandir seus negócios, então, esse crescimento econômico pode ser considerado muito aquém daquilo que o país efetivamente precisa, para deixar de patinar.

FNO 2020: R$9,9 bilhões  para investimentos

Empreendedores de todos os portes e segmentos da região Norte terão disponíveis mais de R$ 9,9 bi em recursos financeiros oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) em 2020. De acordo com o plano de aplicação de recursos do FNO 2020, serão oferecidos dois novos programas de financiamento: o primeiro contará com R$ 9,93 milhões, voltado para o microcrédito urbano e rural, o FNO MPO e o segundo, com R$ 3,44 bilhões disponíveis, será destinado aos projetos de infraestrutura (FNO INFRA), As linhas de crédito que continuarão em 2020 serão: o FNO Pronaf, o qual contará com 983 milhões, voltada para apoiar projetos de agricultura familiar; o FNO ABC/Bio com R$ 196,70 milhões; o FNO MPEI, destinado para micro e pequenas empresas, o qual terá R$ 389,40 milhões; e o FNO Amazônia Sustentável, que é o maior programa de financiamento que disponibiliza R$ 4,81 bilhões, para fomentar os mais diversos projetos rurais e não rurais, contemplando todos os portes (micro, pequeno, médios e grandes) e ainda projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação, que contarão com R$ 20 milhões especificamente

MEI  precisa de Alvará de Funcionamento?

O alvará é um documento que permite e formaliza o funcionamento da atividade de empresas em um determinado endereço, pois toda atividade comercial, industrial ou de serviço precisa de autorização da Prefeitura para ser exercida. Para o Microempreendedor Individual essa autorização será concedida de graça, sem o pagamento de qualquer taxa, o mesmo acontecendo para o registro na Junta Comercial.

Deve ser solicitado logo após a abertura empresa, e neste caso o empresário deve ir a prefeitura e realizar o cadastro de contribuinte. Esse cadastro consiste em basicamente registrar a empresa dentro do município, gerando um número de registro chamado inscrição municipal e deve ser feito por prestadores de serviço, comerciantes e industriais. É importante saber que ao abrir, a nova empresa terá o alvará liberado de forma temporária com validade de 180 dias. Outros alvarás são obrigatórios, mas todos gratuitos, como  o do Corpo de Bombeiros, o de vigilância Sanitária, estes para   estabelecimentos como comércio de alimentos e produtos de limpeza ou descartes de produtos químicos. A emissão notas fiscais por prestadores de serviços só serão liberados após a emissão por parte da prefeitura  do número de registro chamado de inscrição municipal.

Simples Nacional: Último dia para negociação de débitos

As empresas optantes pelo regime de tributação do Simples Nacional com débitos fiscais em qualquer uma das esferas, Federal, Estadual ou Municipal serão desenquadradas do sistema automaticamente. Entre os débitos, inclui inclusive o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) dos veículos automotores da empresa, bem como dos sócios e titulares das empresas.

É importante ressaltar que o motivo da exclusão do Simples Nacional, é a não negociação ou quitação de débitos, portanto caso o débito esteja negociado ele estará em caráter suspenção de cobrança, e a empresa pode continuar normalmente como optante do regime do Simples Nacional.

Caso a empresa não consiga negociar os débitos fiscais e seja excluída do regime do Simples Nacional, ela deverá fazer a opção pelo regime normal, entre tributação com base no Lucro Presumido, e tributação com base no Lucro Real. Opção que ocorre por meio do código de recolhimento do Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) referente à competência de janeiro.

 

A força dos pequenos jornais  

Vivemos um momento em que a predominância do ambiente virtual e sua influência em nossas vidas é algo muito grande, quase imensurável, principalmente com o advento do marketing digital, da comunicação online e das mídias sociais. Atualmente, cerca de 4 bilhões de pessoas em todo o mundo já estão conectadas ao mundo virtual graças à internet, que permitiu o acesso massificado a dados e às informações em tempo real, inclusive para facilitar as conexões e interações entre pessoas, grupos e organizações que compartilham os mesmos interesses e valores, ou não.

Segundo Antônio Carlos Cimino, presidente do Sindicato das Editoras dos Jornais e Revistas de Bairro de São Paulo e diretor do Jornal da Zona Leste, embora os jornais de bairro tenham acompanhado essa evolução, inserindo-se também no meio virtual, o noticiário impresso em papel é o que ainda predomina na preferência dos leitores. “Pouca gente sabe, mas, só na capital paulista, veiculamos mais de 2 milhões de exemplares por semana, atingindo cerca de 10 milhões de leitores, o que nos qualifica como a segunda maior imprensa desse segmento no mundo, perdendo apenas para os EUA”, diz ele.

Cimino afirma que essa preferência não se resume apenas pela comodidade aos leitores, que recebem o tradicional veículo físico de graça na porta de suas residências, mas, também, pelo diferencial do seu conteúdo. “As notícias dos jornais de bairro tratam de fatos, pessoas e assuntos que impactam diretamente os leitores em seus ambientes diários de convívio”, diz ele. “Além disso, como o jornal de bairro impresso acaba passando de mão-em-mão, as notícias permanecem vivas por muito mais tempo, ao contrário daquelas veiculadas pela grande mídia que, por serem globais, chegam a ficar obsoletas de um dia para o outro, ou, pior ainda, no caso das mídias digitais, que se desatualizam em questão de horas”, conclui o jornalista.

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