conecte-se conosco

Agronegócio

Bolsonaro autoriza plantio de cana na Amazônia e no Pantanal

Publicado

em

Depois de admitir a investidores árabes que “potencializou” as queimadas na Amazônia por discordar de políticas ambientais de governos anteriores, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) decretou que a região – bem como o Pantanal e a Bacia do Alto Paraguai, na mesma região – está liberada para o plantio da cana. O Decreto 10.084, de 5 de novembro, publicado hoje (6) no Diário Oficial da União, revoga o Decreto 6.961, de setembro de 2009, em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva instituiu o zoneamento para o plantio da cana e as operações de financiamento ao setor sucroalcooleiro. Além de Bolsonaro, assinam o decreto a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

A publicação coincide com os novos dados sobre o papel dos biocombustíveis na redução das emissões brasileiras de carbono em 2018, divulgados hoje pelo Observatório do Clima na Conferência Brasileira sobre Mudança do Clima, realizada em Recife.

“Com seu ato, os dois ministros, tidos como a ‘ala razoável’ do governo, expõem dois biomas frágeis à expansão predatória e economicamente injustificável da cana e jogam na lama a imagem internacional de sustentabilidade que o etanol brasileiro construiu a duras penas”, afirmou o Observatório por meio de nota.

A medida foi repudiada pelo ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que chamou Bolsonaro de “ecocida”.

Sonho antigo

A liberação do plantio de cana na floresta é objetivo antigo do agronegócio que sustenta o governo e que tem na ministra da Agricultura, a “musa do veneno“, seu mais forte representante. Em março de 2018, mais de 60 entidades ambientalistas, de direitos humanos e de defesa da reforma agrária, entre outras, assinaram manifesto contra a aprovação do Projeto de Lei do Senado (PLS) 626/2011, de Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que libera o cultivo de cana de açúcar na Amazônia Legal.

Para essas entidades, permitir o cultivo de cana na região, mesmo que em terras degradadas, é um erro. “Significa acrescentar mais um motor ao crescente desmatamento. Para dar lugar à lavoura, a pecuária será empurrada para novas áreas, estimulando a devastação da floresta, a violência contra as populações locais e a injustiça social. Além disso, a área já liberada para a cana-de-açúcar no resto do país é do tamanho do território de Minas Gerais.”

A produção de cana também está associada à degradação do solo e dos ecossistemas. E o uso intensivo de agrotóxicos, principalmente por meio da pulverização aérea, tem aumentado o número de intoxicações agudas, crônicas e o aumento de casos de diversos tipos de câncer, malformações congênitas e outras doenças graves.

Cida de Oliveira, RBA

Continue lendo
Clique para comentar

Deixe seu comentário

Agronegócio

Soja: veja o que pode mexer com os preços na semana

Publicado

em

Por

De acordo com a Safras & Mercado, o surto de coronavírus ainda é um dos fatores que merecem atenção, pois impactam um grande mercado comprador, a China

Avanço da colheita da soja no Brasil deve pressionar as cotações. Foto: Pedro Silvestre

A soja teve uma semana de altos e baixos. A posição março de 2020 terminou a sexta-feira, 23, cotada a a US$ 8,90 1/2 por bushel, recuo de 0,36% na semana. De acordo com a consultoria Safras, as fracas exportações dos Estados Unidos ditaram o pregão.

Mas o que está por vir na próxima semana? O analista de mercado Gil Barabach elencou os principais pontos de atenção para a próxima semana. Fique ligado, porque eles podem influenciar os preços da soja.

  • A China ainda é o principal ponto de risco para os mercados. Assim, o andamento do coronavírus deve continuar dando a pulsação de curto prazo para os preços de soja na Bolsa de Chicago e para o câmbio;
  • No lado da demanda, o foco continua no fluxo de compra chinês, tanto o ritmo como a origem. A volta da China ao mercado norte-americano deve ter um impacto positivo sobre os preços em Chicago.
  • Já os prêmios nos portos da América do Sul tendem a perder ainda mais força. As compras chinesas nos EUA, nessa época do ano, acabaram tirando demanda da América do Sul, especialmente do Brasil;
  • No lado da oferta, a colheita brasileira anda de forma compassada por conta da chuva, o que suaviza o efeito da “barriga de safra”. Mas o avanço da safra recorde de soja no Brasil deve continuar pesando sazonalmente sobre Chicago, inibindo uma investida de alta mais expressiva;
  • A posição maio de 2020 mostra fraqueza técnica, o que deve limitar o impulso corretivo em Chicago. Atenção às referências entre e US$ 9 e US$ 9,10 por bushel. Um rompimento dessas linhas (com consistência) pode servir de impulso para um redirecionamento da cotação da soja na bolsa norte-americana;
  • O dólar batendo máximas histórica sempre é interessante para o vendedor. Ainda mais na entrada da safra. Assim, segue a oportunidade para fazer algum caixa;
  • Também é bom seguir atento à volatilidade em Chicago, pois um dólar alto associado a um repique na Bolsa de Chicago pode abrir espaço, inclusive, para fixações futuras;
  • O dólar continua como principal aliado do vendedor. Por isso, é bom seguir atento as chances de fixação cambial. A curva futura projeta dólar em R$ 4,40 para maio e R$ 4,43 para setembro. Indicação para dezembro é de R$ 4,44 (Focus aponta R$ 4,10).

Gostou do conteúdo que você acessou? Quer saber mais? Faça parte do nosso grupo de notícias!
Para fazer parte acesse o link para entrar no grupo do WhatsApp:

 Fonte: Canal Rural

Continue lendo

Agronegócio

Milho: confira o que pode influenciar o mercado nesta semana

Publicado

em

Por

O avanço da colheita da soja pode enxugar a oferta do cereal e dar sustentação aos preços no Brasil; veja as perspectivas

Dados sobre a intenção de plantio nos Estados Unidos também devem influenciar as cotações do milho.

O milho fechou a sexta-feira, 21, com preços mais baixos na Bolsa de Chicago. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, apesar das boas vendas dos Estados Unidos, o mercado foi pressionado pela ampla oferta do grão no país.

O analista Paulo Molinari elencou fatos que merecem atenção dos produtores e investidores na semana que se inicia:

  • Mercado externo tem escassez de informações positivas para a alta;
  • USDA estima que área plantada nos Estados Unidos em 2020 deve ser de 94 milhões de acres (30 milhões de hectares) para o milho, informação que é baixista para a Bolsa de Chicago;
  • O único dado de levamento para a intenção de plantio será apenas divulgado no dia 31 de março, e será o que o mercado levará em consideração;
  • Novos surtos de coronavírus em Pequim e na Coreia do Sul seguem abalando os mercados neste momento, ainda sem sinalização de reversão do quadro epidêmico;
  • Corte de chuvas para março na Argentina pode gerar alguma volatilidade em março;
  • Expectativa é grande quanto à retomada de compras por parte da China por produtos norte-americanos em março;
  • No mercado interno, as colheitas vão ocorrendo regionalmente, na medida suficiente apenas para abastecer o mercado e não causar excedentes baixistas;
  • Preços do milho estão muito firmes em todo o Centro-Sul do Brasil;
  • Chuvas, atraso na colheita da soja e concentração de embarques complicam a logística, com alta de fretes e pouca disponibilidade de espaço nos armazéns;
  • Preços do milho podem voltar a subir em março, devido ao auge da colheita da soja;
  • Forte corte de chuvas no Sul esperado para março pode atingir lavouras mais tardias de milho de verão e as mais precoces de “safrinha” no oeste do Paraná;
  • Ausência de ofertas de bons volumes deve ser a característica do mercado em março e com preços em elevação no mercado interno.

Gostou do conteúdo que você acessou? Quer saber mais? Faça parte do nosso grupo de notícias!
Para fazer parte acesse o link para entrar no grupo do WhatsApp:

 Fonte: Canal Rural

Continue lendo

Agronegócio

Estados Unidos reabrem mercado para carne brasileira, suspenso desde 2017

Publicado

em

Por

Exportações estavam interrompidas desde a malfadada e atrapalhada Operação Carne Fraca

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou pelo Twitter que os Estados Unidos liberaram a importação de carne in natura brasileira. O produto estava banido do país desde 2017, na esteira da atrapalhada Operação Carne Fraca, que, com estardalhaço desproporcional, causou um péssimo impacto para as exportações do país. “Mais um bom resultado para nossa economia.Reconhecimento da qualidade do produto brasileiro”, escreveu a ministra nas redes sociais.

A liberação é fruto de uma série de negociações de Tereza Cristina pela ratificação da qualidade do produto brasileiro. Autoridades americanas fizeram inspeções em frigoríficos brasileiros para confirmar que o produto não seria nocivo para os consumidores estadunidenses. 

Desde o início de sua gestão, a ministra — uma engenheira-agrônoma de 65 anos, nascida em Campo Grande (MS) e reeleita deputada federal em 2018 (DEM) — acumula milhagens atrás de investimentos e novos compradores. Atravessou o planeta dedicando seu tempo aos aliados mas também a governos reticentes com Bolsonaro, como o da França. Pela atuação, Tereza ganhou a pecha de “chanceler pragmática”.

Bem avaliada na Câmara e no Senado, ela sabiamente rejeita a alcunha para não causar ciúme no comandante do Itamaraty, malquisto pelo Congresso.

Fonte: Veja

Continue lendo

Publicidades

Tendências

%d blogueiros gostam disto: