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FALTA DE SORO: Menino de 12 anos morre após ser picado por escorpião

Corpo de Vitor Daniel Spindola Borges vai ser enterrado nesta quarta-feira (30) às 10h30.

O menino de 12 anos que morreu após ser picado por um escorpião vai ser enterrado em Casa Branca (SP) nesta quarta-feira (30). O sepultamento está marcado para as 10h30 no cemitério municipal. O avô do menino está revoltado com o que aconteceu.

“É duro a gente perder um neto nessa idade por uma picada de escorpião e não ter o socorro necessário na cidade”, disse Geraldo Borges.

Vitor Daniel Spindola Borges morreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital São Francisco, em Sertãozinho, onde estava internado desde a madrugada de segunda-feira (28).

Segundo o padrasto, Alexandre Rovani, o menino voltava para a casa pela ciclovia quando foi picado no dedo do pé, por volta das 19h de domingo (27). A família conseguiu capturar o escorpião e seguiu com a criança para o posto de pronto atendimento (PPA), mas no local não havia o soro antiescorpiônico.

Transferência

 Segundo a Prefeitura de Casa Branca, o médico acompanhou o estado clínico do paciente e, devido ao seu agravamento, ele deixou o PPA às 22h e foi transferido para São José do Rio Pardo, que fica a 32 km de distância, por ser a referência para picadas de animais peçonhentos, determinada pela Diretoria Regional de Saúde (DRS).

A Secretaria de Estado da Saúde informou que os critérios para definição de pontos estratégicos do soro antiescorpiônico são feitos a partir de estudos clínicos e demandas de cada região, além da distância de até 40 minutos entre o ponto de atendimento inicial e o ponto estratégico para atendimento especializado e aplicação do soro.

Caso agravou

O garoto foi atendido na Santa Casa de Rio Pardo e, segundo o padrasto, tomou o soro por volta das 22h30, mas pouco tempo depois, a família foi informada que Vitor precisaria ser transferido para um hospital que tivesse UTI.

A transferência, segundo ele, aconteceu por volta das 3h30. Vitor foi levado para o Hospital São Francisco de Sertãozinho (SP), a 150 quilômetros de São José do Rio Pardo, e internado na UTI onde morreu na tarde desta terça-feira.

O G1 entrou em contato com a assessoria dos dois hospitais para saber como foi o atendimento prestado a Vitor, mas não obteve retorno até a publicação dessa reportagem.

A Prefeitura de Casa Branca emitiu uma nota lamentando o falecimento do menino e dizendo que todos os protocolos médicos foram realizados de forma correta.
 
Veja nota da prefeitura na íntegra
 
“A Prefeitura de Casa Branca vem a público lamentar o falecimento de V. D. S. B., de 12 anos, vítima de picada de escorpião, hoje, 29.

A Diretoria Municipal de Saúde informa que todos os protocolos médicos foram realizados de forma correta e responsável.

A criança deu entrada no PPA (Posto de Pronto Atendimento), no dia 27 de outubro, às 19h41, com picada de escorpião no pé direito e tontura. De imediato, o paciente teve atendimento médico classificado como urgente, onde foi seguido todo o protocolo de picada de animais peçonhentos referentes à sua idade.

O médico acompanhou o seu estado clínico e, devido ao agravamento, às 22h, o paciente deixou o PPA e foi transferido para São José do Rio Pardo, por ser a referência para picadas de animais peçonhentos.

O paciente foi transferido para a Santa Casa de São José do Rio Pardo por ser o ponto estratégico para Imunobiológicos Antivenenos, estabelecido pelo Departamento Regional de Saúde. Portanto, não se trata de Casa Branca não ter o soro e sim de uma pactuação realizada pela regional de saúde, que é tomada diante de uma série de fatores técnicos, tais como municípios com maiores números de acidentes e/ou melhor localizados para acesso aos municípios vizinhos. Em nossa região, as cidades que possuem o soro são Mococa e São José do Rio Pardo, sendo esta última cidade a nossa referência.

A Prefeitura informa que tem feito limpeza de terrenos, praças e prédios públicos, a fim de coibir a proliferação do escorpião e de outros tipos de animais nocivos à saúde humana. Os agentes de saúde também trabalham ininterruptamente com ações de conscientização dos moradores para que façam limpeza regular de terrenos.

A Prefeitura reforça que o caso foi uma fatalidade e prestará todo o apoio necessário aos familiares da criança.”

Fonte: G1

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