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Agronegócio

Emater comemora 48 anos presente na vida da família rural em Rondônia

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Garantir uma agricultura familiar forte é garantir comida na mesa, geração de emprego e renda e o desenvolvimento socioeconômico e cultural das comunidades locais. Esse é o papel que a Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO) vem desempenhando ao longo de toda a sua trajetória no estado de Rondônia.

Fundada no dia 31 de agosto de 1971 como uma promessa de desenvolvimento rural, a Emater-RO tornou-se um importante instrumento para que Rondônia alcançasse a pujança de um estado de grande potencialidade agroeconômica. Hoje, com seus 877 colaboradores distribuídos nas 85 unidades administrativas, a Emater-RO está presente nos 52 municípios do estado levando à família rural educação, orientação e inovação tecnológica.

Com foco voltado para o desenvolvimento da agricultura e na modernização do agronegócio da agricultura familiar, o governo de Rondônia tem fomentado o setor produtivo determinando que a Emater-RO, responsável pela execução dos programas e projetos desenvolvidos pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), atue em todo o estado incentivando projetos produtivos que promovam a transformação social, econômica e ambiental no meio rural.

A princípio estão sendo trabalhados seis grandes projetos produtivos: Bovinocultura leiteira, cafeicultura, cacauicultura, piscicultura, horticultura e pequenos animais. Projetos esses que vêm ganhando destaque na produção, produtividade e qualidade do produto, permitindo que a família rural fortaleça e amplie o seu potencial produtivo.

Além desses projetos, a autarquia vem buscando recursos financeiros em outros segmentos, a exemplo do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse do Governo Federal (Sincov), onde foram apresentadas 14 propostas dos setores agropecuários e ambientais. Esses projetos foram escritos em parceria com a comunidade e outros organismos voltados para o desenvolvimento do setor agropecuário e ambiental e estão prontos para serem executados, aguardando apenas aprovação e liberação de recursos financeiros.

PROJETOS PRODUTIVOS

As atividades desenvolvidas pela Emater-RO são consideradas de extrema importância para que a família rural se estabeleça, fortaleça e se desenvolva. Mas não é só isso, é preciso que os serviços prestados levem em consideração a participação da comunidade e que resultem em desenvolvimento humano sustentável, garantido seu crescimento econômico e uma melhor qualidade de vida.

Executando as políticas públicas do governo estadual a autarquia tem trabalhado no fortalecimento do processo de modernização do agronegócio promovendo o aumento da produção e da produtividade com redução de custos e sustentabilidade, incentivando o investimento em projetos que possam trazer resultados satisfatórios ao meio rural. Esses projetos impactam positivamente a economia de Rondônia e contribui na projeção do estado como potencialidade produtiva.

BOVINOCULTURA

Com destaque de maior produtor de gado leiteiro na região norte, Rondônia desponta na sétima posição em rebanhos bovinos do Brasil (Censo 2017IBGE). Atualmente com 13.972.394 cabeças (Idaron/2019), das quais 3.184.861 são de gado leiteiro que produzem 1.659.579 litros de leite/dia.

CAFEICULTURA
Rondônia é o maior produtor de café de região norte e ocupa o quinto lugar no ranking nacional de produtores de café, mas seu maior destaque está no café canéfora (robusta) onde tem se destacado como o segundo maior produtor nacional na variedade Conilon. Com 62.729,87 hectares de área plantada e uma produção de 2.154.344 sacas de café/ano (Conab/2019), Rondônia tem se destacado também na qualidade da bebida do café robusta, consagrando-se entre os três primeiros colocados, por duas vezes no concurso Coffee of the Year Brasil: em 2017 e 2018.

PISCICULTURA
A piscicultura é uma atividade que vem crescendo a cada ano. A atividade que há pouco mais de dez anos produzia em pequena escala para consumo interno, hoje vem se tornando uma potencia econômica para o estado. Com o consumo de peixe crescente no país, a produção de peixes em cativeiro ganhou atenção especial e o peixe de Rondônia, em especial o pirarucu e o tambaqui rompeu as barreiras do estado e se consolidaram como os peixes da Amazônia. Hoje, produzindo mais de 80 mil toneladas de peixe por ano Rondônia está é o terceiro maior produtor brasileiro. Recentemente, numa estratégia de ampliar o mercado de consumo de peixes da região, o tambaqui da Amazônia foi o prato principal durante um evento montado na esplanada dos ministérios, em Brasília-DF.

CACAUICULTURA

A retomada da lavoura cacaueira em uma ação conjunta entre a Emater-RO e a Ceplac trouxe mudas de cacau clonal para expansão da cultura no estado.  Hoje, Rondônia já ocupa a segunda posição como maior produtor de cacau da região Norte, sendo o Pará o que mais produz. Com o incentivo, através das políticas públicas de governo produtores rurais estão se interessando pela cultura e extensionistas foram capacitados para montar ao menos uma unidade em cada região. Somente com essa ação serão mais de 300 hectares de cacau a serem implantados, fortalecendo a expansão da cultura.

HORTICULTURA
Até meados dos anos de 1970, quase a totalidade das hortaliças consumidas em Rondônia vinham de outros estados. Hoje o que se vê é uma produção crescente e de excelente qualidade que não fica nada a dever aos grandes produtores de verduras e legumes. Rondônia ainda é dependente das importações das olerícolas, todavia, das mais de 50 espécies que abastecem os rondonienses, mais da metade (abóbora, alface, cebolinha, coentro, couve, cará, melancia, tomate e inhame entre outras) são cultivas e exploradas comercialmente no estado. O destaque vai para as três últimas culturas: melancia, tomate e inhame, cujas produções têm sido comercializadas também para outros estados.

PEQUENOS ANIMAIS

Dentre as atividades de criação de pequenos animais em Rondônia encontramos planteis de ovinos, suínos, galináceos e abelhas, que representam importante papel na sustentabilidade das pequenas propriedades rurais e na melhoria da qualidade de vida da família que as utilizam tanto para consumo na alimentação como na geração de renda através da venda de produtos derivados.  Mais de 80% das famílias rurais criam pequenos animais em suas propriedades, como: aves, com 2.481.661 cabeças distribuídas entre 41. 673 produtores rurais; ovinos, que conta hoje com 80.100 cabeças distribuídas entre 3.272 produtores rurais; suínos com 161.198 cabeças criados por 18.136 produtores rurais e caprinos com 11.001 cabeças e 632 produtores rurais (Idaron e Emater/2019).

A apicultura tem se mostrado uma ótima opção nas propriedades de agricultores familiares e são grandes atrativos para mulheres e jovens empreendedores que buscam iniciar no agronegócio. Além do mel produzido naturalmente pela colméia é possível extrair ainda, com a criação das abelhas, a cera, o própolis e a geléia real, proporcionando renda extra à família. Segundo dados da Emater-RO (2018) apenas 360 apicultores dedicam-se à criação de 7.070 colmeias com uma produção de 159.490 quilos de mel.

Apesar de a Emater-RO ter elegido esses seis projetos como prioritários para serem executados junto à família rural, os serviços de assistência técnica e extensão rural continuam atuando na totalidade das atividades de desenvolvimento no campo. Por exemplo, na agroindústria é fundamental o papel da autarquia na regularização e legalização dos pequenos empreendimentos familiares, tirando-os da informalidade e direcionando-as para se tornar uma fonte de emprego e de renda para a família.

Junto com as instituições financeiras governamentais a Emater-RO tem contribuído para que a agricultura familiar invista mais em sua propriedade, buscando a modernidade e seu crescimento econômico. Somente neste ano de 2019 a Emater-RO elaborou, através de seus extensionistas, mais de 1700 projetos da linha de crédito do Pronaf, totalizando cerca de 100 milhões de reais a serem investidos pelas famílias rurais.

A Emater-RO também tem apoiado a adequação ambiental das propriedades rurais incentivando a implementação de projetos de recuperação de áreas em propriedades familiares degradas e/ou alteradas proporcionando à família rural obter a legalização junto aos órgãos competentes, além de promover o desenvolvimento social e a sustentabilidade ambiental.

Ao completar 48 anos no dia 31 de agosto de 2019, a Emater-RO cumpre o seu papel de excelência nos serviços de Ater, buscando a integração e complementaridade dos fatores de produção com o objetivo de promover o desenvolvimento humano, social e econômico sustentável.

Fonte
Texto: Wania Ressutti
Fotos: Irene Mendes
Secom – Governo de Rondônia

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Agronegócio

Banco da Amazônia prevê investimentos acima de R$ 2 bilhões para Rondônia

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Para 2020, o Banco da Amazônia disponibiliza R$ 9,9 bilhões para a região Norte, sendo R$ 2,04 bilhões para o desenvolvimento econômico e social no estado de Rondônia, conforme acentua o superintendente da instituição, Wilson Evaristo.

Desenvolvendo um forte papel social, com objetivo de incrementar o crescimento dos pequenos e médios produtores rurais, foram destinados R$ 860 milhões para agricultura familiar, os demais recursos para investimentos na indústria, comércio e agronegócio de precisão, soja, milho, bovinocultura, café e peixe.

Com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), e apoio do governo federal, incentivando as políticas público-privadas, a parceria entre o governo de Rondônia e o Banco da Amazônia vem contribuindo para o desenvolvimento sustentável.

O volume de recursos disponíveis vem ao encontro das propostas para induzir as boas práticas de produção, possibilitando aumentar a produtividade no campo e áreas urbanas, reduzindo a pressão sobre as florestas.

ATRAIR INVESTIDORES PRIVADOS

No ponto de vista do secretário de Agricultura, Evandro Padovani, “isso é bom porque serve para atrair empresários e motiva a instalação de indústrias no Estado, gerando emprego e benéficos sociais neste momento em que o país está recuperando a credibilidade”.

Padovani lembra que a disponibilidade de crédito rural é alta na região, mas por causa da falta de documentação necessária, muitos produtores não conseguem acessar as linhas de crédito.  Mesmo com as taxas de juros caindo para os financiamentos de longo prazo, isso demonstra, de acordo com o secretário, a necessidade de o governo federal agilizar a regularização fundiária, principalmente em Rondônia, que tem forte vocação para o agronegócio.

De uma maneira ou de outra, as linhas de crédito estão à disposição, dos grandes, médios e pequenos produtores rurais. “Vamos aproveitar esses recursos para realizar negócios na 9ª Rondônia Rural Show Internacional”, finalizou Padovani.

Fonte: Secom – Governo de Rondônia

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Agronegócio

Cafés especiais ajudam produtores de Minas a conquistar novos mercados

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Agricultores investem em processos para beneficiar os grãos e conseguir certificados de origem

Cafeicultores da região do Cerrado Mineiro, no noroeste do estado, estão expandindo o cultivo de grãos especiais e apostando em um certificado de origem para valorizar sua produção e conquistar novos mercados.

Para ser chamado de especial, o café deve ser livre de impurezas e seguir parâmetros de aroma e sabor (ter acidez equilibrada, por exemplo), entre outras exigências, de acordo com a Associação Brasileira de Cafés Especiais.

O investimento nesse cultivo atende a uma demanda crescente. Segundo estimativa da entidade, o consumo nacional de cafés especiais aumentou 15% entre 2018 e 2019, chegando a 72 mil toneladas. Na fazenda Semente, no município de Patrocínio, a duas horas de Uberlândia, o plantio desses cafés começou há dois anos. Na última colheita, os grãos especiais representaram cerca de 10% da produção.

Virgínia Siqueira, 50, dona da propriedade, diz que o café especial ajuda a abrir mercados, mas requer mais cuidados que o produto comum, da lavoura à armazenagem. Para conseguir cafés de nível superior, muitas vezes é preciso fazer a colheita manual, na qual são selecionados com maior precisão os grãos maduros, que vão proporcionar doçura à bebida.

A família da agricultora atua no Cerrado Mineiro desde os anos 1970, quando a cafeicultura se iniciou por ali, segundo a Federação dos Cafeicultores do Cerrado. “Naquela época, ninguém acreditava que era possível produzir um produto de qualidade na região”, afirma Virgínia.

Mas avanços foram conseguidos com a adição de calcário para corrigir o solo ácido e com o desenvolvimento de sistemas de irrigação, entre outros processos. Cerca de 40 anos depois do início do plantio, a área —que compreende 55 municípios, entre eles Patrocínio— conquistou a denominação de origem Região do Cerrado Mineiro, a primeira voltada a cafés no país.

Regulamentado pelo Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), o título indica que os grãos produzidos ali têm características exclusivas, relacionadas àquela localidade e ao conhecimento dos seus produtores. Para obter a denominação, o cafeicultor precisa cumprir uma série de exigências. Por exemplo: plantar grãos da espécie arábica e produzir um café com no mínimo 80 pontos
na escala que vai de zero a cem da SCA (Specialty Coffee Association). A classificação considera diferentes critérios, como aroma, sabor, acidez e maturação dos grãos.

O café especial, com selo denominação de origem, é usado pelo cafeicultor para mostrar a qualidade da sua produção. Mas é comum que ocupe só uma parte da lavoura, em razão do maior rigor exigido, diz o engenheiro agrônomo Juliano Tarabal, superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado. Também de Patrocínio, o cafeicultor Alan Michel Batista, 21, estima que 20% dos 13 hectares de sua fazenda sejam dedicados a grãos com selo de denominação de origem.

Alan decidiu cultivar cafés especiais há dois anos, para renovar a produção familiar, que começou com seu avô. “Investimos aos poucos porque ainda é um mercado em fase inicial. Mas, com os
resultados, já deu para aumentar a produção”, diz ele, que trabalha ao lado da mãe, Geralda Francisca Batista, 51.

O agricultor recebe, em média, R$ 480 pela saca (60 quilos) de café comum. A de especial pode chegar ao triplo desse valor. Para aprimorar a produção, Alan construiu um terreiro suspenso, no qual os grãos ficam em uma espécie de cama elevada feita com telas, que proporciona uma secagem mais lenta e homogênea.

O processo difere do método mais comum, chamado de terreiro, feito no chão de um pátio. O investimento de R$ 7.000 na estrutura foi pago em cerca de um ano. No fim de 2018, Alan lançou a Alado, sua marca própria de café, como forma de se aproximar de cafeterias e se destacar no setor —a maioria dos cafeicultores comercializa somente o grão verde.

A ideia de estreitar o contato com o consumidor final também é compartilhada por Gabriel Nunes, 30, da Nunes Coffee. Para ele, hoje há um interesse maior em relação ao café, em um movimento parecido com o que já aconteceu com vinhos e queijos. Formado em agronomia, Gabriel deu novos ares à produção da fazenda, fundada em 1984 por seu pai, Osmar Pereira Nunes Júnior, 54, com quem divide a liderança do negócio.

O agrônomo introduziu um trabalho de mapeamento de variedades (são 32 em teste e 15 usadas comercialmente) e montou um laboratório para fazer controle biológico de pragas e doenças, reduzindo em 30% o uso de defensivos. Desde 2014, ele também faz a fermentação do café, técnica que vem fazendo sucesso entre baristas. Nela, os grãos são colocados para fermentar em tanques, em um processo que reúne diferentes variáveis —entre elas, o grau de amadurecimento do grão, o tipo de variedade usada e o cálculo do tempo de fermentação.

O resultado são bebidas com um perfil frutado difícil de conseguir no processo convencional, explica Garam Um, dono da Um Coffee Co, cafeteria que tem quatro unidades em São Paulo. Com um de seus cafés fermentados, Gabriel participou, em 2017, de um concurso com cafés brasileiros seguido de um leilão da Cup of Excellence, composto por um júri internacional. Ele faturou R$ 55 mil por cada saca —o que ajudou a renovar a estrutura da fazenda.

Muitos cafeicultores da região começaram a reservar uma parte da produção de café especial para ser enviado a concursos. “Ficar entre os finalistas ajuda a potencializar o negócio”, afirma Alan. Para ele, o mercado de cafés especiais é um caminho para rentabilizar toda a produção. “Como somos pequenos produtores, fazer essa transição é essencial porque nos ajuda a melhorar o retorno financeiro”, diz.

Fonte: Folha de São Paulo

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Agronegócio

Rondônia deve produzir 1,2 milhões de toneladas de soja na safra 2019/2020

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A expectativa é de chegar a 1,2 milhões de toneladas de soja na safra 2019/2020

O governo do Estado projeta que a produção de soja, em Rondônia, deve chegar a 1,2 milhões de toneladas na safra 2019/2020. O anúncio foi feita no sábado (11), durante o Circuito Tecnológico Amaggi, realizado na Fazenda São Paulo – Grupo Céu Azul, no município de Cujubim, pelo vice-governador e governador em exercício, José Jodan.

Apesar de ser um estado novo, com 38 anos, hoje Rondônia se destaca na produção de soja na região Norte, pois está em constante desenvolvimento. O escoamento dos grãos é realizado através da hidrovia do Madeira, em Porto Velho. Os grãos são levados até o município de Itacoatiara, no estado do Amazonas. 

“Cada ano que passa nós estamos melhorando a produção de soja. O nosso Estado é privilegiado com os nossos portos, com as condições do nosso ciclo chuvoso, considerado muito correto, e com nossas terras boas, além das capacitações dos nossos produtores que vêm investindo diariamente para melhorar a produção”, disse Jordan.  

Rondônia contém em torno de 24 milhões de hectares, desses 33% são áreas antropizadas e os restantes ainda são matas nativas protegidas por governos estaduais, federais, áreas indígenas, reservas legais e particulares.

O vice-governador José Jodan e secretário de Estado da Agricultura, Evandro Padovani, participaram do evento Cicuito Tecnológio 2020 em Cujubim

De acordo com o secretário da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Evandro Padovani, a soja, como área de principal cultura do estado, cresce por ano em torno de 20%.  “Rondônia tem um potencial muito grande. Neste ano, na safra de 2019/2020, nós devemos passar de 400 mil hectares, podendo chegar a produção de 1,2 milhões de toneladas”, explicou. Padovani ainda informou que nos próximos cinco anos, Rondônia pode chegar a 1 milhão de hectares na área de produção de soja.  

O Estado já mostrou que é possível produzir e conservar. Hoje tem um grande percentual de matas preservadas e uma produção com sustentabilidade significativa. O avanço da soja em Rondônia se dá, principalmente, em cima de áreas degradadas de pastagens abertas há 40 anos e que hoje estão sendo efetuados os trabalhos de Integração, Lavoura e Pecuária (ILP), já que Rondônia tem o 6º maior rebanho do Brasil, com mais de 14 milhões de cabeças de bovino e 7 milhões de hectares ocupado pela pecuária. 

Padovani ainda ressalta que a soja entra recuperando essas áreas degradadas com sustentabilidade. “A soja não está entrando em novas áreas, não está promovendo o desmatamento, ao contrário, nós estamos recuperando áreas que estavam sem produtividade, principalmente na pecuária e voltando ela a ser altamente produtiva. Então a integração, lavoura e pecuária é o que está sendo trabalhado fortemente aqui no estado de Rondônia”, relatou.

Dia de Campo – Fazenda São Paulo – Grupo Céu Azul

CIRCUITO TECNOLÓGICO

O evento Circuito Tecnológico também ofereceu aos produtores rurais, técnicos e estudantes um dia de campo recheado com novidades do setor.  

Os participantes puderam conhecer as novas tecnologias disponíveis para aumentar a produção da soja. Os técnicos também apresentaram aos participantes temas voltado aos cuidados de adubação, boas práticas de aplicação de defensivos agrícolas, sustentabilidade e cuidado do com o meio ambiente para o plantio e colheita da soja. 

“Nossos produtores são muitos passíveis à aceitação dessas novas tecnologias e orientação.  O governo do Estado vem realizando esse trabalho junto com a Emater/RO e Idaron/RO para ajudar nossos produtores. O mercado nacional e o mercado internacional estão muito exigentes e nós precisamos cuidar da certificação de nossas propriedades e produzir com sustentabilidade”, finalizou o secretário, Evandro Padovani.

Fonte
Texto: Seagri
Fotos: Dhiony Costa e Silva e Rinkon Martins
Secom – Governo de Rondônia

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