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Licença: mães servidoras públicas têm 180 dias de dedicação exclusiva ao bebê

Edna Samária e Clara Beatriz

Edna Samáira, 31 anos, já dedica mais de 11 anos ao serviço público em Rondônia. Na Corregedoria Geral de Administração do estado tem uma rotina de grande responsabilidade, mas há cerca de dois meses o cotidiano dela não é o mesmo. Em licença-maternidade, ela faz uma pausa para uma missão especial: cuidar da pequena Clara Beatriz, de um mês.

A licença-maternidade é considerada um dos momentos mais especiais para as mães, e no governo de Rondônia as servidoras têm direito ao benefício por seis meses, diferente do setor privado, que é de quatro meses, a não ser que a empresa faça adesão à licença-maternidade estendida.

‘‘A licença-maternidade é de fundamental importância, porque além de fortalecer o vínculo entre a mãe e o bebê, nos ajuda a cumprir a meta de seis meses de amamentação exclusiva. O que fortalece a saúde do bebê e dá mais segurança para nós ao ver nosso bebezinho bem alimentado e mais saudável’’, disse Edna.

A servidora pública Edna tem na própria mãe e na avó inspiração para cuidar bem da Clara Beatriz. ‘‘Eu e minha mãe morávamos com a minha vó desde que eu nasci. A minha vó criou oito filhos com a venda de tacacá, e agora a minha mãe ajuda ela. Me espelho nelas’’.

NOVA EXPERIÊNCIA

Quem também faz do trabalho a sua segunda casa, é Andreia Cardoso, 36 anos. Ela está à espera de Bruno, seu primeiro filho. ‘‘É muito lindo saber que tem um serzinho crescendo dentro de mim. Senti o coraçãozinho dele batendo, é muito emocionante’’, contou ela que está com seis meses de gravidez.

A sensibilidade aflorada nos últimos meses se contrapõe à postura firme como diretora do Presídio Provisório Feminino de Porto Velho ( Pepfem). ‘‘Eu sou agente penitenciária há oito anos, e estou há três anos e seis meses como diretora. É difícil. São muitas as responsabilidades, temos de 60 a 70 presas, varia muito, e mais de 40 servidores, mas para quem gosta, como eu, é gratificante’’, revelou.

O período de licença-maternidade será o mais longo que Andreia ficará longe do trabalho. ‘‘Nem férias eu gostava de tirar. Eu gosto mesmo é de trabalhar’’. Ela também avalia como importante a licença-maternidade de seis meses concedida pelo governo de Rondônia. ‘‘É um momento que a criança é totalmente dependente da mãe, e é um momento que podemos cuidar exclusivamente do bebê, amamentar. Será um período muito gratificante’’, considera.

Andreia (e), diretora do presídio feminino ao lado das agentes penitenciárias Aline e Jeanne também grávidas
Andreia (e), diretora do presídio feminino ao lado das agentes penitenciárias Aline e Jeanne também grávidas

Para Andreia, o referencial para criação do Bruno será a própria mãe. ‘‘Ela criou quatro filhos e uma neta. Perdeu meu pai e recentemente perdeu meu irmão, e ela está firme com a gente. Eu pretendo criar meu filho com os mesmos princípios que a minha mãe me ensinou’’, garante.

PÃE

Ao contrário de Edna, que é mãe pela primeira vez, a servidora pública Joyce Salomão, 36 anos, tem três filhas, Geisa de 16 anos, Giselly de 8 e a Gabrielly de apenas três meses, e reforça que a licença-maternidade é um período de extrema importância principalmente para aquelas que como ela são mães solteiras.

‘‘É muito importante esses seis meses de licença-maternidade que permite que o leite materno seja a única alimentação da criança nesses primeiros meses de vida, o que ajuda à saúde da criança, além de aumentar o contato quando ela mais precisa da gente’’, reforçou Joyce.

Lotada no gabinete da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Joyce já tem nove anos de dedicação ao serviço público no governo de Rondônia. ‘‘É um trabalho maravilhoso. É a minha segunda casa’’, garante.

Ser mãe, uma definição tão difícil, afinal é uma função sem fim de expediente. Mãe é 24 horas por dia e desenvolve habilidades das mais variadas: É a professora, a enfermeira, a psicóloga, cozinheira, a super-heroína.

‘‘É muito difícil, mas ao mesmo tempo é maravilhoso’’, disse Joyce.

Com as filhas Geisa, de 16 anos, Giselly de 8 e Gabrielly de três meses, Joyce relata a experiência de ser pãe
Joyce relata a experiência de ser “pãe” de Geisa de 16 anos, Giselly de 8 e Gabrielly de três meses

Ela conta que se inspira na própria mãe que faleceu há cerca de quatro anos para criar as três filhas. ‘‘Quero desejar um feliz Dia das Mães, principalmente para aquelas que como eu são pães, ou seja, mães e pais ao mesmo tempo, mulheres guerreiras’’, reforçou.

‘‘É um desafio, não muda só a sua rotina. Muda a sua vida. Você abre mão de muita coisa, mas é uma troca muito gostosa. Você fica sem dormir, mas de manhã tem aquele sorrisão te dando bom dia. O peito fica rachado, vazando leite, mas você vai vendo o bebê ganhando peso’’, revelou Edna, que diz que o momento mais feliz com a Clarinha foi quando a amamentou pela primeira vez.

‘‘Toda mãe é uma privilegiada. É um amor muito grande. Ser mãe é ser guerreira. Vamos batalhar todas nós mães para criarmos muito bem nossos filhos, pois é uma bênção de Deus’’, acredita Andreia.

Edna, Joyce e Andreia, são mulheres que têm mais que em comum a dedicação profissional ao serviço público do governo de Rondônia, mas também a missão de ser mães. Um desafio que elas encaram muito bem com a certeza que estão construindo um estado melhor a cada dia para seus filhos e para todos os cidadãos rondonienses.

CURIOSIDADES

Acompanhe curiosidades sobre a amamentação do bebê durante a licença-maternidade com informações do Ministério da Saúde:

  • Até os seis meses de vida, tudo de que o bebê precisa é do leite materno;
  • A introdução de novos alimentos antes dos seis meses de vida pode aumentar o risco de uma série de doenças para o bebê;
  • Até os seis meses, as amamentações deve ocorrer conforme a vontade da criança;
  • O colostro,  leite produzido nos primeiros dias, espesso e amarelado,  é rico em proteínas e anticorpos, o que garante proteção contra doenças;
  • Quanto maior a demanda pelo leite, maior a sua produção;
  • Para as mães, reduz o risco de diabetes, e de câncer de mama e ovários. Ajuda também  o útero a recuperar seu tamanho normal e reduz o peso.

Fonte
Texto: Vanessa Moura
Fotos: Daiane Mendonça
Secom – Governo de Rondônia

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